CDB 220% do CDI com liquidez diária.

A chegada de um novo ano costuma vir acompanhada de metas e objetivos. Porém, para conseguir atingir muitas das conquistas pretendidas, é preciso saber como fazer um planejamento financeiro. Você sabe colocá-lo em prática?

O assunto tem alguns desafios envolvidos — por exemplo, alinhar o orçamento e conseguir economizar. A dificuldade é ainda maior para quem enfrenta problemas de endividamento, ou não tem conhecimentos sobre educação financeira e investimentos.

De qualquer maneira, um novo ano sempre traz oportunidades para revisar hábitos e criar outras metas. Para ajudar nisso, separamos as principais dicas sobre como fazer um planejamento financeiro em tópicos.

  1. O que é planejamento financeiro?
  2. 8 erros que você deve evitar em um planejamento financeiro
  3. Por que adiamos o planejamento financeiro?
  4. Planejamento financeiro pensando no futuro dos seus filhos
  5. Gestão de risco no planejamento financeiro

Acompanhe!

O que é planejamento financeiro?

O planejamento financeiro é a prática de organizar o orçamento e criar estratégias para conquistar os seus objetivos. Assim, ela envolve diversas etapas: reconhecer os problemas, identificar pontos de melhoria e estabelecer as ações que devem ser adotadas.

A prática do planejamento tem uma aplicação ampla, podendo ser utilizado tanto por empresas quanto por pessoas. Na verdade, a gestão de um negócio exige essa organização do orçamento, que acaba fazendo parte das rotinas de administração.

No entanto, quando se trata do âmbito pessoal, a ferramenta pode acabar ficando de lado. Muitos não entendem a importância dela ou não sabem como aplicá-la no dia a dia. Desse modo, se você ainda não tem um planejamento, vale a pena aproveitar a oportunidade e se organizar.

Quais são os principais objetivos do planejamento financeiro?

Para entender a importância do planejamento financeiro, vale a pena identificar quais são os objetivos da prática. Isso pode variar de pessoa para pessoa, tendo em vista que cada um tem um perfil e uma situação financeira específica.

Contudo, a fim de ajudar a visualizar como o processo funciona, listamos alguns dos objetivos mais comuns. Assim, você pode observar semelhanças e ter mais facilidades para entender como o planejamento pode ajudar no seu caso. Veja só!

1. Organização das finanças pessoais

O objetivo mais comum — e que se relaciona com os outros que podem surgir — é a organização do orçamento. O planejamento permite que você entenda qual é a sua situação financeira, com base nos rendimentos e despesas.

Com isso, é possível sair das dívidas, economizar dinheiro, fazer investimentos e realizar outras conquistas. Ademais, com tudo organizado você também pode consultar os dados para tomar decisões sobre como utilizar melhor o seu dinheiro.

2. Construção do patrimônio

Construir um patrimônio é importante para ter uma vida mais tranquila financeiramente. Afinal, a renda é necessária para cobrir as despesas da rotina e proporcionar mais qualidade de vida. Porém, como salários e outros rendimentos podem variar ao longo do tempo, é preciso mais segurança.

Ter um patrimônio sólido e práticas que ajudem a mantê-lo ou, até mesmo, multiplicá-lo, ajudará a ter mais tranquilidade. Assim, o planejamento é uma etapa comum para pensar em adquirir imóveis, títulos financeiros e outros ativos, por exemplo.

3. Planejamento da aposentadoria

Depois de anos de trabalho e dedicação, a aposentadoria é uma verdadeira conquista. No entanto, sem planejamento você pode encontrar dificuldades para manter o padrão de vida desejado. Dessa forma, a organização financeira ajudará a criar estratégias para conquistar uma boa renda passiva.

Inclusive, vale ressaltar que viver de renda não é uma prática viável apenas na terceira idade. A independência financeira é um objetivo que pode ser conquistado antes. Entretanto, é essencial se planejar e saber como identificar e aproveitar as oportunidades.

Como é feito um bom planejamento financeiro?

Você já sabe os principais objetivos de um planejamento financeiro, então que tal aprender como ele é feito? Antes de ver dicas para o seu dia a dia, vale a pena conhecer alguns pontos que serão necessários para colocar a organização em prática.

3. Definição das metas e objetivos

O primeiro passo para começar a fazer um planejamento financeiro é definir o que você pretende alcançar com isso. Por isso, reflita sobre a sua situação atual e o que você quer conquistar em curto, médio e longo prazo.

Deseja ter um comprar imóvel, trocar de carro, fazer viagens ou conquistar renda passiva? E como está a vida financeira: você tem tranquilidade caso perca o emprego ou a sua empresa passe por problemas? Tudo deve ser considerado para traçar suas metas e ter um bom ponto de partida.

4. Levantamento de informações

Outra etapa essencial é levantar todas as informações sobre a sua vida financeira. Durante o planejamento, elas serão organizadas para que você consiga traçar estratégias. Alguns dados importantes são:

  • fontes de renda fixa e variável;
  • despesas fixas e variáveis;
  • dívidas em aberto.

5. Escolha de ferramentas para organizar os dados

Por fim, você precisará de boas ferramentas para dar o suporte necessário para o planejamento financeiro. Muitas pessoas utilizam planilhas de controle financeiro, que podem ser totalmente personalizadas, com gráficos e outras funções.

Entretanto, também é possível utilizar aplicativos para controle financeiros. Existem diversas opções no mercado (pagos ou gratuitos) com as mais diversas funcionalidades. Portanto, faça pesquisas para encontrar a ferramenta mais completa para as suas necessidades.

Sabendo qual ferramenta utilizar desde o início ajudará a otimizar o planejamento financeiro. Afinal, não há riscos de precisar registrar dados em outros lugares ou refazer toda a organização.

Como fazer um planejamento financeiro pessoal?

Agora já mostramos as ferramentas e etapas do planejamento financeiro. É o momento de aprender como colocar isso em prática na sua vida. Existem diversos passos que devem ser observados, quase todos com um objetivo comum: cuidar bem do seu dinheiro.

Preparamos uma lista com dicas práticas que vão ajudar no momento de fazer o seu planejamento. Confira!

1. Organize os seus rendimentos e gastos

Já falamos que é importante ter todas as informações sobre os rendimentos e despesas, fixos e variáveis. Então, você precisará incluí-los na planilha ou aplicativo, separando por mês e indicando dados como:

  • data de vencimento de contas;
  • número de parcelas de despesas pendentes, se for o caso;
  • categorias de cada tipo de entrada ou saída;
  • juros pagos, se for o caso;
  • investimentos ativos, quando houver.

Esse passo tem vários objetivos. O primeiro é permitir o diagnóstico financeiro, para identificar se a renda e as despesas são compatíveis. O segundo é identificar pontos de melhoria, principalmente para gastar menos e evitar dívidas.

É bastante comum que alguns custos sejam incluídos na rotina e se tornem frequentes, mesmo que não sejam necessários. Um exemplo trata dos pacotes de serviços, que costumam ter diversas opções para os consumidores.

Geralmente, avaliando apenas os serviços e o custo, os mais completos têm um custo-benefício atrativo e parecem compensar. O problema é que, na prática, nem todos os itens são realmente usados. Assim, é importante avaliar seus gastos com atenção para rever o que for preciso.

A separação em categorias e detalhamento completo, identificando cada conta, mesmo no cartão de crédito, ajudará nisso. Avalie se tudo é realmente utilizado e se não existem gastos com aumentos repentinos. Eles podem significar mudanças pontuais no consumo que podem ser controladas.

2. Melhore os seus hábitos de consumo

Além da revisão das despesas fixas e variáveis, reavalie os seus hábitos de consumo. Você já estudou educação financeira? Essa é uma prática que pode transformar a sua vida, porque ajuda a entender e trabalhar o relacionamento com o dinheiro.

Procure aprender mais sobre dicas de economia, hábitos prejudiciais e maneiras de controlar melhor o orçamento. Algo que se destaca nesse sentido é o uso excessivo de cartão de crédito — com compras recorrentes parceladas que se acumulam e geram faturas em valores altos.

Normalmente, isso é resultado do hábito de consumir sem avaliar realmente a necessidade do item e as possibilidades do orçamento. A chance de pagar parcelas pequenas pode fazer com que a compra pareça ainda mais atrativa, mesmo que você não tenha o valor disponível.

Outro problema são as aquisições por impulso, feitas sem realmente avaliar os benefícios que elas trarão. O resultado costuma ser o acúmulo de despesas desnecessárias e, até mesmo, arrependimento. Diante disso, vale adotar alguns hábitos, como:

  • pesquisar preços antes de fazer compras;
  • evitar comprar itens no mesmo dia em que teve a ideia;
  • dar preferência aos pagamentos à vista (eles podem desencorajar a aquisição);
  • ter sempre listas de compras, seguindo apenas o que foi indicado.

3. Negocie as dívidas

Caso tenha pendências financeiras, esse é o momento de se planejar para quitá-las. Em 2020, por exemplo, com a pandemia de COVID-19, as mudanças no mercado fizeram com que muitas famílias se endividassem.

Dessa maneira, o planejamento é o primeiro passo para resolver o problema. Aqui, é preciso verificar todas as pendências para ver o valor total e definir estratégias de pagamento. Conheça algumas dicas que podem ajudar:

  • tente negociar o valor com o credor, com novos prazos ou descontos nas multas e juros;
  • priorize as que contam com taxas mais altas, já que em longo prazo elas trazem maiores prejuízos;
  • não faça acordos que não conseguirá cumprir, então avalie o orçamento com atenção antes de aceitar propostas.

4. Crie uma reserva de emergência

Um ponto essencial do planejamento financeiro é criar uma reserva de emergência. Para isso, você deve guardar dinheiro suficiente para conseguir superar imprevistos no orçamento. Em regra, vale economizar o suficiente para cobrir o valor equivalente a 6 meses de contas.

No entanto, ela também pode ter valores maiores para aumentar a segurança financeira. O ideal é avaliar os riscos existentes e o seu padrão de vida para determinar o melhor valor. O foco é a prevenção, a fim de evitar dificuldades e o endividamento.

Uma dica para cumprir esse objetivo é guardar um valor mensal — idealmente 30% da renda, mas no mínimo 10%. A prática colabora com o desenvolvimento do hábito de economizar dinheiro e a criação da reserva de emergência. Após concluir essa etapa, você pode fazer outros investimentos.

5. Faça bons investimentos financeiros

Se não existem mais dívidas e você já conquistou a reserva financeira, a dica essencial é investir dinheiro. O investimento permite encontrar formas de manter o poder de compra, sem desvalorizar o montante perante a inflação. Além disso, é possível obter rendimentos acima dela.

Para tanto, é importante pesquisar o mercado financeiro para entender como funcionam as diversas alternativas e como escolher. Cada pessoa tem um perfil como investidor, que pode ser conservador moderado ou arrojado. Ele tem relação com a tolerância aos riscos de perda.

A liquidez é outro ponto de atenção, já que ela trata da facilidade para converter o investimento em dinheiro. Investir sem observar essa questão pode gerar perdas ao precisar do valor antes de determinados prazos, por exemplo.

A rentabilidade varia em cada opção, existindo alternativas que garantem determinado retorno (renda fixa) ou não (renda variável). De modo geral, ela se relaciona com o risco e com a liquidez, exigindo atenção para as escolhas.

A reserva financeira, por exemplo, deve ficar investida em um título seguro, que tenha liquidez para que você possa movimentar o valor quando quiser. Nesse caso, uma alta rentabilidade não deve ser o foco principal, já que pode trazer perdas e resultar em dificuldades.

No entanto, existem metas compatíveis com investimentos de maior risco ou com baixa liquidez. Se seu objetivo é se aposentar, pode ser viável abrir mão da liquidez para ter maior rendimento. Percebe como os investimentos devem ser escolhidos com base nos seus objetivos?

6. Atualize o seu planejamento com frequência

Não será suficiente seguir todos os passos anteriores sem aplicar as dicas com frequência. Isso significa que as etapas devem ser trabalhadas para que o planejamento se torne um hábito. Ainda, é necessário atualizar a planilha ou o aplicativo de controle de gastos constantemente.

Se não for possível inserir as informações diariamente, defina um ou mais dias da semana para isso. Além disso, avalie os resultados sempre para ver a situação financeira, definir novos objetivos e estratégias para solucionar eventuais problemas.


Por que adiamos o planejamento financeiro?

Procrastinar é aquela atitude de adiar tarefas necessárias, que, geralmente, não são prazerosas e acabam sendo deixadas de lado. Quando lidamos com planejamento financeiro sobre assuntos, como falta de dinheiro, dívidas, pagamentos, montar orçamentos, começar a guardar dinheiro e escolher um investimento, essa prática se torna recorrente. E realmente é um assunto difícil, que, provavelmente, todo mundo um dia já procrastinou em relação a decisões financeiras.

Como focar no planejamento financeiro?

Calma, não se preocupe! Este post é justamente para colocar você em um ambiente de normalidade e entender qual é o primeiro passo para procrastinar menos.

O lado bom é que essa atitude não tem nada a ver com preguiça, mas, sim, com autocontrole. O lado ruim é que, por ter uma origem comprovada com a genética e ligação com o emocional das pessoas, é muito difícil evitá-la. E saber que você está procrastinando e por que está fazendo isso são os primeiros passos.

Quais são os primeiros passos básicos?

Ou seja, você já sabe as consequências de não guardar dinheiro para a aposentadoria, de ter dívidas e demorar a pagá-las, de não fazer um orçamento e viver sempre apertado no fim do mês. O mesmo acontece com aquelas resoluções de ano novo em que almejamos fazer academia, comer de forma mais saudável, ler mais, ficar menos no celular, mas vamos adiando e adiando até que algum problema relacionado a essas questões apareça.

Portanto, se você sabe que a sua atitude tem feito mal às suas finanças, mude isso, nem que seja um pouquinho por dia. Por exemplo, guarde o mínimo que for por mês e você verá que um dinheiro acumulado faz diferença. Ou faça um acordo de renegociação que você consiga arcar com as parcelas e não deixe os juros aumentarem mais ainda a sua dívida.

Claro que muitas vezes sabemos isso e mesmo assim não o fazemos, mas ter essa consciência e tentar fazer o mínimo já são grandes passos. Para isso, crie truques para “enganar” sua própria mente e induzi-la a fazer o que é certo.

Um exemplo: todo mês as suas finanças vão por água abaixo por não anotar as coisas. Você, certamente, já deve ter desistido de tentar fazer algo por isso acontecer muitas e muitas vezes, certo? Pois é, mas pense que se você condicionar o seu cérebro para tirar um minuto por dia para anotar os gastos diários estará evitando mais perdas e decepções. E assim, vá estabelecendo os seus próprios truques que tirem você da inércia.

Convidamos você a saber mais sobre educação financeira e como lidar com os seus investimentos, se desejar abra a sua conta gratuita na Genial Investimentos!


Planejamento financeiro pensando no futuro dos seus filhos

É cada vez mais comum que os pais invistam no futuro dos filhos. Se há alguns anos era comum que os papais e vovôs abrissem cadernetas de poupança em nome dos pequenos, hoje, com o mercado mais aberto e mais opções de investimento, tudo ficou mais fácil para resolver essa questão.

Poupando quantias mensais de acordo com o objetivo e planejamento

Poupar uma quantia mensal para o seu filho e investi-la em bons produtos financeiros é muito recomendado por ser vantajoso. Aplicando uma certa quantia por mês, é possível transformar em alguns anos um valor irrisório em um patrimônio, que seria inimaginável sem a ajuda dos juros compostos.

Se os pais começam a poupar para os filhos quando eles ainda são bebês, imagine quanto eles terão na conta aos 18 anos? Com um prazo desses, o tempo está a favor do investidor, sendo possível optar por produtos financeiros com um pouco mais de risco e maior rentabilidade que a renda fixa tradicional.

Entretanto, é preciso tomar cuidado: não negligencie a própria aposentadoria para investir para os filhos. O ideal é conseguir fazer as duas coisas. Mas se não for possível, é melhor investir para a própria aposentadoria.

Gestão recorrente das finanças pessoais

Mas por que isso? Não pode ser uma atitude considerada egoísta? Muito pelo contrário. O fato é que, para ter uma aposentadoria confortável, você não poderá depender somente da aposentadoria pelo INSS.

Se você deixar a sua própria aposentadoria de lado e tiver dificuldades financeiras na velhice, provavelmente os seus próprios filhos que terão que arcar com isso.

Considere investir para o futuro dos seus filhos como um extra. Mesmo que você não consiga poupar e investir nada para eles, ainda continuará custeando seus estudos e preparando-os para o futuro, certo?

Na pior das hipóteses, eles terão uma profissão, sendo capazes de gerar renda e formar a própria poupança. Se a aposentadoria dos pais estiver garantida, eles estarão livres para trilhar o próprio caminho.

Agora, se você deixar de lado a sua aposentadoria para poupar para eles, poderá onerá-los – e preocupá-los – no futuro, o que certamente não deve ser algo que os pais queiram.

Então, se você se preocupa com o futuro dos seus filhos, cuide da sua própria saúde financeira.


8 erros que você deve evitar em um planejamento financeiro

O planejamento financeiro costuma ser um dos primeiros passos para quem quer colocar as finanças em dia. Isso vale tanto para pessoas quanto para empresas. Entretanto, nem sempre é fácil seguir o cronograma. Isso tem a ver com diversos fatores, mas o principal deles é, equivocadamente, definir metas distantes da realidade. Muitas vezes, mesmo com boas intenções, a pessoa acaba criando expectativas incompatíveis com sua rotina e não consegue cumprir o que planejou.

É por isso que vale a pena estar atento a alguns dos erros mais comuns na criação de um planejamento financeiro para que você não corra riscos na hora de montar o seu. Acompanhe a leitura!

1. Estimar incorretamente os gastos

Sabemos que é impossível prever o futuro e muitas vezes somos surpreendidos por eventualidades. Entretanto, algumas despesas podem e devem ser previamente identificadas. Errar essa análise pode fazer com que o planejamento financeiro simplesmente não funcione.

Neste caso, o ideal é jogar suas expectativas sobre as despesas para cima e sobre os ganhos para baixo. Fazendo isso, você se organiza financeiramente para o pior cenário possível. Caso os valores estejam errados, ao menos você conseguirá gerar uma sobra ao fim de cada mês.

2. Não diferenciar gastos fixos de variáveis

Caso você tenha que fazer cortes no seu orçamento, não será inteligente excluir gastos essenciais. Por isso, é preciso diferenciar as despesas fixas das variáveis.

Despesas fixas

São aquelas recorrentes, como o aluguel, o condomínio e a mensalidade da internet. Elas são chamadas de fixas porque não podem ser alteradas conforme o consumo aumenta ou diminui.

Despesas variáveis

São as que variam de acordo com o uso. É o caso da água, da gasolina e da energia elétrica. Elas são variáveis justamente porque caso você queira reduzi-las, basta consumir menos.

A importância de fazer essa classificação é poder contar com critérios para economizar, ou seja, havendo a necessidade de cortar gastos, uma saída é se concentrar nas despesas variáveis e reduzir o consumo antes de ter que eliminar despesas fixas.

Saiba Mais: Como fazer uma planilha de controle financeiro em 6 passos? Faça do Zero!

3. Não definir objetivos

Um planejamento financeiro é útil para ajudar a economizar, mas ele se torna ainda mais relevante para a sua vida quando te auxilia a chegar onde você pretende. Para tanto, é preciso que metas sejam traçadas. Elas podem ser o pagamento de dívidas, a criação de um empreendimento próprio, entre outras.

Sem isso, você terá uma falsa sensação de que está no rumo certo e só perceberá que o planejamento não deu resultado quando mais adiante estiver estagnado financeiramente.

É fundamental que você crie objetivos. Assim, toda a sua movimentação financeira será feita em função deles. Pense em metas de curto, médio e longo prazo.

4. Não aplicar o seu dinheiro

Definidos os seus objetivos financeiros, é preciso que você saiba o que fazer para alcançá-los. Assim, o ideal é estabelecer um prazo para tal e investir, pois, assim, a tendência é que o montante acumulado fique maior com o passar do tempo.

Quando a pessoa investe, ela cria mecanismos para lucrar mais gastando menos. Quando não investe, o dinheiro parado pode, inclusive, se desvalorizar devido à inflação.

Saiba Mais: Planilha de Metas e Objetivos: Saiba quanto deve poupar!

5. Aplicar de maneira equivocada

Muitos pensam que basta colocar o dinheiro na poupança e pronto. Não é mais assim. Desde 2012, a poupança segue uma regra que faz dela uma alternativa menos eficiente frente a produtos como o Tesouro Selic, um dos ativos de renda fixa com a menor rentabilidade do mercado. Assim, se você não procurar outras formas de investir, dificilmente obterá os melhores resultados, mesmo tendo feito o planejamento financeiro.

A dica então é conhecer o mercado e investir de acordo com o seu perfil de investidor. Caso essa etapa da educação financeira seja ignorada, certamente ela cobrará o preço no futuro. Quer saber mais sobre o seu perfil? Assista o Genial Ensina especial sobre esse assunto.

E, se você quiser conhecer opções de investimentos melhores que a poupança, clique aqui.

6. Não deixar espaço para revisões

Controlar é bom, mas nem sempre tudo sai conforme o desejado. Por isso, é importante reservar um espaço para reavaliações dentro do seu planejamento financeiro.

Isso pode ser feito de maneira bastante simples, desde que no planejamento você estabeleça o uso de relatórios que podem ser semanais, mensais ou trimestrais, nos quais serão reavaliadas as despesas, as reservas, as contas desnecessárias, entre outras. É importante que o seu programa seja flexível o bastante para que os processos sejam modificados em função desses resultados, visando sempre o cumprimento dos objetivos.

7. Não basear o planejamento financeiro em dados

É importante tomar como referência seus resultados reais, ainda que muitos tenham o costume de tentar adivinhar onde estão suas maiores despesas. Quando isso acontece, é natural que o planejamento dê errado. Imagine alguém que gasta bastante com entretenimento, assinando três ou quatro serviços de streaming, mas que acredita que o problema está nos preços do supermercado. Neste caso, é possível que a pessoa comece a economizar onde não precisa e acabe chegando a resultados insatisfatórios.

Para garantir o melhor planejamento possível, trabalhe com dados. Anote tudo que entra e sai do seu bolso por ao menos um mês para poder usar essas informações na construção do seu projeto. Recorra a softwares ou use uma planilha de papel mesmo. O importante é que sua organização seja criteriosa.

8. Ignorar a necessidade de criar reserva de emergência

De nada adianta criar uma série de objetivos financeiros sem pensar na segurança. É preciso pensar na formação de uma reserva de emergência para somente então ir em busca de outros propósitos. O motivo é muito simples: imagine perder o emprego de uma hora para outra. O que fazer para manter o que foi planejado?

Nesse sentido, o ideal é juntar um montante que corresponda ao período de seis meses a um ano do seu salário. Assim você terá como se sustentar e manter o seu planejamento enquanto procura uma recolocação profissional.

Além disso, caso você consiga manter sua estabilidade, a reserva será um ativo com o qual você pode sempre contar, algo que costuma fazer toda a diferença na vida de qualquer pessoa.


Gestão de risco no planejamento financeiro

Uma demissão pode causar um grande baque na renda familiar, mas com planejamento financeiro é possível minimizar os efeitos negativos.

Se você está passando por isso, o passo a passo a seguir pode te ajudar a fazer as reservas durarem para que você ganhe tempo para encontrar outro emprego:

1. Some sua reserva de emergência e suas verbas rescisórias

O ideal é que todo mundo tivesse uma reserva de emergência para momentos de crise como uma demissão, aplicada em investimentos de baixo risco e alta liquidez.

Especialistas recomendam que ela seja equivalente a, no mínimo, três meses da renda necessária para o sustento da família. Dependendo da profissão, pode ser recomendável que a reserva chegue a um ano de salários.

Mesmo que você não tenha reservas, porém, as verbas rescisórias vão te segurar por um tempo. Principalmente se você tiver sido demitido sem justa causa.

Demitidos sem justa causa têm direito a aviso prévio, férias vencidas e a vencer e seus respectivos adicionais de um terço, décimo terceiro salário proporcional relativo ao ano em que a demissão ocorreu, além do saldo do FGTS mais 40% sobre o valor do fundo.

A demissão sem justa causa também pode dar direito ao seguro-desemprego. Ele é pago em três, quatro ou cinco parcelas que variam entre um salário mínimo e 1.212 reais (valores de 2022).

Os valores e o número de parcelas variam conforme o tempo em que o empregado esteve trabalhando naquela empresa e o número de vezes que ele já pediu seguro-desemprego antes (confira as regras para 2022).

Some as verbas rescisórias às suas eventuais aplicações de baixo risco para conseguir calcular por quantos meses seria capaz de se manter sem se endividar.

2. Coloque todas as despesas no papel

Se você já não faz um acompanhamento das suas despesas, agora é momento de colocar todas elas no papel. O objetivo é mapear os gastos supérfluos e verificar onde é possível cortar ou reduzir.

3. Coloque todas as suas dívidas no papel

Faça um levantamento do saldo das suas dívidas, esteja você inadimplente ou não, incluindo parcelamentos no cartão de crédito. Isso será importante para renegociá-las, se necessário.

4. Corte e reduza gastos

Comece pelos gastos que podem ser cortados. A princípio, a situação de desemprego deve ser encarada como temporária. Portanto, não faz mal fazer cortes mais drásticos, como tirar a TV a cabo, a academia de ginástica e os gastos com lazer.

O que não for possível cortar pode ser reduzido. É o caso do consumo de energia elétrica, água, gás, alimentação, combustível e assim por diante.

5. Faça a adequação de receitas e despesas

Calcule quanto tempo você e sua família conseguem se manter apenas com as suas reservas, o seguro-desemprego e a renda do seu cônjuge ou companheiro, se for o caso. Procure encaixar as despesas nas receitas de forma a conseguir se sustentar pelo máximo de tempo possível.

6. Reúna a família e trace estratégias para economizar

Conversar com a família num momento de perda de emprego é fundamental. Filhos que já sejam capazes de entender a situação e ajudar a economizar devem ser envolvidos e convidados a contribuir com ideias para reduzir os gastos.

É importante ter uma conversa franca, readequar as expectativas da família e tentar buscar, em conjunto, saídas para a crise.

7. Considere quitar dívidas com parte do dinheiro da rescisão

Não é porque você está desempregado que vai deixar as dívidas para lá. Muito pelo contrário. Agora é a hora de dar atenção especial a elas, esteja você inadimplente ou não.

Como os juros no Brasil são muito altos, simplesmente deixar de pagar pode criar bolas de neve que resultem em dívidas impagáveis dentro de pouco tempo.

Avalie se é possível quitar parte ou a totalidade das dívidas com o dinheiro da rescisão e ainda ter sobras para se manter por tempo suficiente para uma recolocação no mercado.

Com dinheiro na mão, você pode obter bons descontos no pagamento à vista e ainda se livrar das parcelas e dos juros, o que facilita o planejamento financeiro.

Certifique-se apenas de que essa estratégia não vai te deixar numa situação tão difícil que você será obrigado a se endividar novamente no curto prazo e em linhas de crédito mais caras, como o cartão de crédito e o cheque especial.

8. Renegocie as demais dívidas

Se não for possível se livrar de todas as dívidas de maneira confortável, considere renegociar as condições.

Primeiro, você deve fazer um diagnóstico da sua situação. Defina o valor das parcelas que caberia no seu bolso. Se não houver espaço para isso, negocie uma suspensão temporária do pagamento das prestações. Alguns financiamentos oferecem essa possibilidade.

Depois, procure o seu credor para renegociar. Você pode conseguir uma redução de juros ou uma extensão de prazo, por exemplo. Mas o mais importante é que você tenha plena consciência do tamanho do compromisso que conseguirá assumir.

Lembre-se de que se você aceitar parcelas maiores do que as que poderá pagar, uma segunda renegociação torna-se bem mais difícil.

Alguns financiamentos, como os de imóveis, contam com um seguro que cobre as prestações em caso de perda de emprego, o que pode ajudar nessas horas.

Todas as parcelas de dívidas renegociadas ou que não puderem ser quitadas com desconto devem ser incluídas no planejamento financeiro como se fossem contas, para não serem esquecidas.

Saiba Mais: Está endividado? 10 passos para sair do vermelho

9. Invista o que sobrar das reservas em aplicações conservadoras, porém rentáveis

Suas reservas não devem ficar paradas na conta corrente nem na caderneta de poupança, sob o risco de serem corroídas pela inflação. Prefira aplicações de renda fixa conservadora que consigam, paulatinamente, superar a inflação, mantendo o poder de compra do seu dinheiro.

Isso é fundamental num momento em que seus recursos devem durar o máximo possível. Uma rentabilidade que não se limite a repor a inflação, mas que seja capaz de superá-la, contribui para aumentar a durabilidade das reservas.

O dinheiro que você vai usar em até três meses deve ficar aplicado em investimentos de liquidez diária, isto é, que possam ser resgatados a qualquer momento. Recursos que serão usados apenas depois de três meses podem ser aplicados tanto em investimentos de liquidez diária quanto em aplicações de prazos maiores, desde que o vencimento seja casado com a época em que o dinheiro será utilizado.

São aplicações conservadoras de liquidez diária os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pós-fixados, os fundos de renda fixa conservadora e os títulos públicos Tesouro Selic (LFT), negociados pelo Tesouro Direto.

Com liquidez apenas no vencimento, também são aplicações conservadoras as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que podem ser adquiridas para prazos de mais de três meses.


Com este guia, foi possível perceber a importância de organizar o orçamento para construir o patrimônio e ter mais tranquilidade. Portanto, vale a pena desenvolver bons hábitos e buscar maneiras de realmente cuidar do seu patrimônio.

Esperamos que as nossas dicas sobre como fazer um planejamento financeiro sejam úteis para o seu dia a dia. Colocando elas em prática, é possível iniciar um ano com mais expectativas para conquistar os seus objetivos!

Então, gostou do post? Você pode aproveitar a oportunidade para aprofundar os seus conhecimentos. Temos um conteúdo incrível sobre os investimentos para alocar a reserva de emergência!

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A Genial Investimentos está à disposição para te ajudar nas suas decisões e fazer suas aplicações no mercado financeiro. Entre em contato conosco!

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