CDB 220% do CDI com liquidez diária.

O acesso facilitado ao crédito abre diversas possibilidades ao consumidor. Porém, usá-lo descontroladamente pode fazer com que você contraia muitas dívidas. Quando isso acontece, o risco de não ter condições de pagá-las aumenta.

Nesse momento, é provável que você se pergunte: “estou endividado, o que fazer?”. Em primeiro lugar, saiba que esse é um problema comum no Brasil. Nesse sentido, é interessante acompanhar o panorama do endividamento das famílias brasileiras.

Com essas informações, você poderá saber quais são as maiores causas do endividamento no Brasil e como lidar com elas. Assim, é possível entender quais fatores geraram o seu endividamento para saber como resolver a questão e evitar novos problemas no futuro.

Além disso, existem dicas que podem ajudá-lo a resolver suas dívidas. Por isso, nós da Genial, preparamos este conteúdo sobre o assunto. Confira a seguir!

Qual o panorama do endividamento das famílias no Brasil?

Um estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que 70,9% das famílias brasileiras se endividaram em 2021. Esse foi o maior patamar já registrado em 11 anos.

O levantamento ainda mostrou que o cartão de crédito (82,6%) foi o principal responsável pelo endividamento do consumidor brasileiro. Em segundo lugar ficou o carnê de lojas (18,1%), seguido pelo financiamento de carro (11,6%) e de imóvel (9,1%).

Em muitos casos, o endividamento foi resultado da inflação elevada, que exigiu maior comprometimento da renda e, em algumas situações, o uso de linhas de crédito.

Porém, outros impactos da pandemia — como o desemprego, fechamento temporário ou definitivo de comércios etc. —, também trouxeram dificuldades para os orçamentos familiares. Com isso, a manutenção das obrigações financeiras se tornou mais difícil, gerando o endividamento.

Além disso, a pesquisa apontou que 10,5% das famílias entrevistadas alegaram não ter condições de pagar as dívidas em atraso. Porém, ao contrário do que muitos acreditam, é possível rever a situação com uma boa organização financeira — como você verá mais adiante.

Quais são as maiores causas do endividamento no país?

Como você viu, o aumento de dívidas entre as famílias brasileiras está relacionado à inflação alta e outros fatores relevantes. Então é importante saber mais sobre eles para entender como evitá-los.

Entre as principais causas do endividamento no país, pode-se citar:

Desemprego

Segundo o Estudo do Endividamento 2021 da Serasa em parceria com Opinion Box, o desemprego (30%) foi um dos principais motivos de endividamento no Brasil. Com a ausência de renda ocasionada pela falta de trabalho, diversos brasileiros precisaram reorganizar as despesas.

Uma das soluções adotadas foi o crédito rotativo. Porém, ao estender o prazo de pagamento da fatura do cartão, eles contraíram uma dívida maior. Afinal, esse tipo de empréstimo tem a taxa de juros mais elevada do mercado — o que pode aumentar o problema de endividamento no futuro.

Ausência de educação financeira

A ausência de educação financeira é outro fator que aumenta as chances de o consumidor se tornar endividado. Sem ela, você deixa de conhecer a importância do dinheiro e não aprende de que forma é possível utilizá-lo a seu favor, por exemplo.

Desse modo, as possibilidades de tomar decisões equivocadas e que podem levá-lo ao endividamento, são maiores. É o caso de pessoas que veem o financiamento da casa própria como um investimento quando, na verdade, não é.

Afinal, o imóvel para moradia não será locado para gerar renda ou ganho de capital em uma futura venda. Assim, considerar a casa própria como investimento é um pensamento que pode levar os brasileiros a assumir um compromisso de longo prazo pelos motivos errados.

Uso inadequado do crédito

Aqui você viu que os brasileiros recorrem ao cartão de crédito por diversos motivos — como buscar o adiamento de contas para reorganizar suas finanças. No entanto, nem sempre as pessoas fazem um bom uso dessa modalidade de pagamento.

Quando o cartão é usado excessivamente na compra de itens supérfluos, por exemplo, ele pode levar ao endividamento desnecessário. Como consequência, podem surgir diversos outros problemas na vida financeira e familiar.

Consumo excessivo

O consumismo também gera endividamento entre as famílias brasileiras. Muitas pessoas buscam status social por meio das compras ou não conseguem controlar seus desejos impulsivos, por exemplo. Assim, elas tendem a assumir dívidas em excesso sem perceber.

Além disso, a falsa sensação de felicidade trazida pela aquisição de objetos desnecessários pode fazer com que o brasileiro se endivide. Afinal, para atingir um nível de satisfação duradoura, é preciso comprar continuamente e cada vez mais.

Falta de controle financeiro

A falta de controle financeiro é mais uma causa de endividamento. Segundo a pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box, 9% das famílias brasileiras entrevistadas alegaram que o desconhecimento sobre suas movimentações financeiras resultaram em dívidas.

Isso acontece porque, ao não controlar o quanto se ganha e se gasta, os membros da família não sabem qual é a sua disponibilidade financeira. Ainda assim, eles assumem compromissos financeiros sem saber se podem ou não garantir o pagamento.

Quais são as consequências negativas do endividamento das famílias?

Ao saber mais sobre o endividamento, é importante entender que estar endividado não é sempre negativo. Se você estiver ciente de todas as suas dívidas e conseguir arcar com os compromissos financeiros assumidos dentro do prazo de vencimento, elas podem estar sob controle.

Contudo, nos demais casos, o endividamento pode se tornar um problema. Quando as dívidas se tornam uma dor de cabeça, algumas consequências negativas são:

Perda de patrimônio

Se você deixar de quitar suas dívidas em dia, haverá a cobrança de uma taxa de juros. Ela pode incidir sobre o valor total da obrigação ou da parcela. Além disso, a taxa varia conforme o tempo de atraso do pagamento, aumentando os juros com o tempo.

Em casos de atraso também é cobrada a multa de mora. Ela tem um custo fixo, que pode ser bastante alto. Assim, a cobrança desses valores pode fazer com que você perca parte do seu patrimônio — especialmente se a remuneração cobrada for elevada.

Nome em cadastros de restrição do crédito

Outro ponto negativo do endividamento é a inclusão do seu nome em cadastros de restrição de crédito, como Serasa ou Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Isso acontece quando você se torna inadimplente. Ou seja, quando não se faz o pagamento de uma dívida até a data prevista.

Ao ter o nome negativo, você terá dificuldade de conseguir crédito no mercado, seja junto a um estabelecimento comercial ou instituição financeira. Além disso, existe a possibilidade de ter opções de crédito suspensas, como cheque especial e talão de cheques.

Piora da qualidade de vida

O endividamento também pode levar à piora da qualidade de vida, como apontou o Estudo do Endividamento 2021. Segundo o levantamento, estar endividado gerou dificuldades para dormir em 85% das pessoas. Isso porque a preocupação com as dívidas atrapalhava o sono.

Além disso, 80% dos entrevistados alegaram que tiveram pensamentos negativos por estar vivenciando uma situação financeira difícil.

Desestruturação do núcleo familiar

As pendências em atraso podem gerar, ainda, conflitos no núcleo familiar e estremecer os laços afetivos. Segundo o Estudo do Endividamento 2021, as dívidas impactaram o relacionamento com familiares e amigos de 64% das pessoas.

Dificuldade para alcançar sonhos de consumo e objetivos financeiros

Por fim, o endividamento também pode fazer com que os consumidores brasileiros fiquem um pouco mais longe dos seus sonhos de consumo e objetivos financeiros. Afinal, o excesso de dívidas compromete a renda e pode levá-los à inadimplência.

Como vimos, haverá perda de patrimônio, devido ao pagamento de taxas de juros e multas. Isso, por sua vez, faz com que as pessoas tenham menos dinheiro disponível para realizar os sonhos ou para investir visando o alcance de seus objetivos.

Afinal, como sair do endividamento?

Depois de conferir todas essas informações, é hora de responder mais diretamente à pergunta: “estou endividado, o que fazer?”. Por isso, a seguir, você verá as principais dicas sobre como sair do endividamento e ter uma vida financeira mais saudável.

Confira!

Mapeie todas as suas dívidas

Quando se está endividado, o primeiro passo para sair do vermelho é ter consciência do tamanho do problema. Portanto, liste todas as suas dívidas — atrasadas ou não. Por exemplo, parcelas nos cartões de crédito, prestações de financiamentos e empréstimos, carnês de lojas e contas da casa.

Para cada item da lista, anote o valor das parcelas, o total devido, os juros e as multas cobradas, além das condições de pagamento. Com base nesses dados, é possível priorizar a quitação das suas dívidas a partir de critérios, como juros maiores, pendências mais antigas ou valores mais altos.

Defina uma meta mensal de economia

O próximo passo para deixar de estar endividado é definir uma meta mensal de economia. Dessa forma, é possível ter recursos para o pagamento das dívidas definidas como prioridade anteriormente. Para tanto, você precisa conhecer a sua situação financeira.

Assim, liste todos os ganhos e gastos. Em seguida, encontre a diferença entre eles, pois o resultado dessa subtração mostra a sua disponibilidade financeira. Se quiser tornar esse processo mais fácil, é possível utilizar uma planilha de gastos ou um aplicativo financeiro.

Depois, compare o valor que você precisa ter para pagar as dívidas mais urgentes e importantes com o saldo disponível para quitar as pendências. Caso ele não seja suficiente, defina metas de economia e busque formas de reduzir custos para fazer sobrar mais dinheiro.

Pense em formas de fazer renda extra

Você olhou para as suas finanças e pensou: “estou endividado e não tenho como economizar para pagar as dívidas”? Se isso aconteceu, então pode ser o momento ideal de buscar outras fontes de renda para aumentar os seus ganhos.

Assim, é possível ter uma disponibilidade financeira maior para o pagamento das suas pendências. Existem diversas maneiras de ter um dinheiro extra no final do mês. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar você nesse propósito:

  • vendas na internet como afiliado digital;
  • venda de objetos que não usa mais;
  • aluguel de um cômodo do seu imóvel;
  • venda das milhas do cartão de crédito;
  • trabalho como motorista de aplicativos;
  • oferta de aulas ou consultorias na sua profissão.

Renegocie suas dívidas com os credores

Depois de definir a sua meta de economia, será hora de tentar renegociar suas dívidas com os credores. A ideia aqui é conseguir valores que caibam no seu orçamento ao reduzir os juros ou obter melhores condições de pagamento, como prazos mais longos para quitar a obrigação.

Porém, antes de decidir ampliar o prazo de pagamento da dívida, saiba que existe o risco de ela sair mais cara devido ao aumento dos juros que incidem sobre o montante. Logo, tome cuidado para não tomar uma decisão que possa prejudicá-lo no futuro.

Faça a portabilidade de crédito, se necessário

Se não forem oferecidas condições favoráveis para você durante a renegociação de dívidas, saiba que existe a possibilidade de fazer a portabilidade de crédito. Dessa forma, você pode substituir as dívidas mais caras por outras mais acessíveis para sair do endividamento mais rápido.

Esse processo funciona da seguinte maneira: o devedor escolhe para qual banco deseja portar a dívida, então a instituição quita o empréstimo anterior e o cliente assume uma nova obrigação — mais vantajosa para ele.

Monte uma reserva de emergência

Como você viu, os imprevistos podem fazer com que surja a necessidade de recorrer ao crédito, aumentando o risco de endividamento. Nesse sentido, uma forma de evitar contrair novas dívidas é se organizar para ter um montante de dinheiro disponível para imprevistos.

Portanto, uma dica essencial é montar a reserva de emergência. Você pode construí-la gradualmente, mas o ideal é que o valor cubra, pelo menos, seis meses do seu custo de vida. Desse modo, é possível ter mais tranquilidade em relação ao orçamento.

Como o dinheiro deve estar disponível para retirada a qualquer momento, você pode investir em produtos de liquidez diária e alta segurança no mercado financeiro. Assim, os rendimentos obtidos com o aporte também podem ajudar a proteger o montante dos avanços da inflação.

Como você viu, quem está endividado e com poucos recursos financeiros pode sair desse problema ao organizar as finanças. Por isso, vale a pena seguir as dicas acima e se preparar para quitar e evitar novas pendências na sua vida financeira!

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