Apesar de pouco rentável, a caderneta de poupança ainda segue como a principal alternativa de muitos brasileiros quando o objetivo é juntar dinheiro. Isto pode ser explicado pela praticidade que ela confere aos poupadores, uma vez que as transações podem ser feitas instantaneamente pela internet.  Outro aspecto positivo é que ela ainda é considerada uma das maneiras mais seguras para economizar. No entanto, esta opção deve ser repensada para quem realmente deseja criar uma reserva financeira e fazer o seu dinheiro render.

Há um bom tempo, a caderneta de poupança deixou de ser atrativa. Os rendimentos estão baixos e as características positivas que ela garante aos poupadores podem ser facilmente encontradas em outros tipos de aplicação. Há investimentos disponíveis no mercado que são tão ou mais seguros do que a poupança e que podem render muito mais!

Como funciona o rendimento da caderneta de poupança?

Antes de relacionar estes investimentos, é importante compreender como funciona o rendimento da poupança e os motivos que a tornam pouco atrativa. A remuneração está atrelada à Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira, um mecanismo do Banco Central para controlar as oscilações da economia e servir como referência para transações, correções monetárias e outras taxas.

Novas regras para esta remuneração foram instituídas em 2012. Com a mudança, os depósitos feitos a partir do dia 4 de maio daquele ano, chamados de “poupança nova”, passaram a obedecer a dois critérios:

– Quando a Taxa Selic é igual ou inferior a 8,5%: a poupança paga 70% da Selic + a Taxa Referencial (TR),  que é basicamente nula;

– Quando a Taxa Selic é superior a 8,5%: a poupança paga 0,5% ao mês + a Taxa Referencial (TR).

Para os depósitos feitos até o dia 3 de maio de 2012, chamados de “poupança antiga”, é válida a segunda regra.

A partir do detalhamento dos cálculos, é possível concluir que no cenário atual, em que a Selic está fixada em 6,5%, o retorno da caderneta de poupança é estimado em 4,5% ao ano. Numa situação hipotética em que a inflação supere este percentual, é possível afirmar que o poupador que escolhe aplicar o dinheiro na poupança perderia poder de compra, o que já ocorreu em muitas épocas.

Só para você, caro leitor, ter uma ideia a meta da inflação para 2019 é de 4,25%. Ou seja, caso a inflação fique em torno da meta, as pessoas que aplicaram na poupança, na prática, teriam pouquíssima valorização do dinheiro.

Quais Investimentos são boas alternativas à poupança?

Optar por investir o dinheiro economizado é uma forma mais interessante de fazer a quantia render mais do que se fosse colocada na poupança. Há investimentos que garantem retorno financeiro muito superior ao da caderneta. E se a preocupação é com a garantia de segurança, isto também não é problema. O mercado conta com opções de investimento conservadoras, ideais para quem não está disposto a correr riscos. Confira alguns exemplos:

Tesouro Direto  

Os títulos públicos contam com a garantia do Tesouro Nacional, logo, se configuram como o tipo de investimento mais seguro que o mercado brasileiro pode oferecer, até mais do que a poupança. Além disso, também é a opção mais democrática, visto que é possível começar a investir com apenas R$ 30. Os papéis variam conforme a rentabilidade, e basicamente, existem três diferentes categorias: os indexados ao Índice de Preço ao Consumidor (IPCA), à Selic e os prefixados. Todos são mais rentáveis do que a caderneta de poupança como demonstramos abaixo:

  1. Títulos indexados ao IPCA:  pagam x% (percentual prefixado) + IPCA, logo, já garantem que o retorno sempre será superior à inflação.

  2. Títulos indexados à Taxa Selic: pagam o percentual da Selic, atualmente em 6,5%.

  3. Títulos Prefixados: pagam um percentual pré-acordado, que pode chegar a 11% ao ano.

Além do Tesouro Direto, há investimentos que contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança, e são muito mais rentáveis. Conforme a definição do Banco Central, “o FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência.”

Caso o emissor venha a falir, os investidores podem ressarcir o dinheiro até o valor de R$ 250 mil por instituição e limite de R$ 1 milhão por pessoa. Então, é possível distribuir um investimento total de R$ 1 milhão em quatro instituições financeiras diferentes.

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Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Trata-se de um investimento em renda fixa muito interessante para fazer o dinheiro render. Na prática, consiste em “emprestar” dinheiro ao banco para que  ele faça a captação de recursos para a realização de suas próprias atividades de crédito.

Assim como o Tesouro Direto, a rentabilidade também pode ser mais alta do que a da poupança. Para ter esta certeza, uma boa dica é escolher um CDB que renda 90% ou mais do CDI.

Com relação à segurança, trata-se de um produto que conta com a garantia do FGC, ou seja, tão seguro quanto à poupança.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

A LCI é um investimento de renda fixa que vem se popularizando nos últimos tempos. Consiste em títulos utilizados para financiar especificamente o mercado imobiliário, assim como o próprio nome sugere. Os emissores são os bancos, que pegam emprestado seu dinheiro a fim de ajudar exclusivamente esse setor, e a devolução é corrigida de acordo com uma rentabilidade pré-definida.

Uma das principais vantagens de investir em LCI é a segurança. A aplicação é tão segura quanto investir na caderneta de poupança e ainda oferece rendimentos bem melhores. Isso porque a LCI também tem a garantida do FGC.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Bastante semelhante à LCI, este título apresenta como diferença a destinação do dinheiro que é “emprestado” ao banco no momento em que o investidor adquire os papéis. Como o próprio nome já diz, o recurso é utilizado para financiar o setor do agronegócio.

A LCA também é um investimento com baixíssimo risco e sua rentabilidade é bem atrativa. Da mesma forma que a LCI, a LCA é isenta de Imposto de Renda (IR), possui alíquota de IOF zerada e a garantia do FGC.

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