Todo mês você tem um dinheirinho extra para fazer o que quiser. Muitos brasileiros acabam optando pela poupança. Mas por quê? Essa escolha é uma questão cultural do país, mas com certeza não é a melhor. E explicaremos neste post tudo o que você precisa saber para sair da poupança e ver que realmente há opções muito mais vantajosas no mercado.

Panorama da poupança no Brasil

De acordo com a mais recente pesquisa da ANBIMA, 88% dos investimentos são feitos na poupança. A aplicação abarca todas as idades, de 25 a 59 anos. “A poupança pode ser uma porta de entrada para o mundo dos investimentos, mas não deve ser o único produto a ser considerado. Neste universo, há pessoas com diferentes perfis e objetivos e é preciso falar mais sobre como os demais investimentos disponíveis também precisam ser levados em conta”, diz Ana Leoni, superintendente de Educação e Informações Técnicas da ANBIMA

O segundo investimento dos brasileiros é a previdência privada, com apenas 6% de aderência. Em terceiro lugar, figuram os títulos privados, como CDBs, LCIs, LCAs , entre outros. Esse número da poupança tem uma boa explicação, segundo a pesquisa. Ao investir, 77% das pessoas levam em consideração a liquidez de uma aplicação financeira – possibilidade de resgatar o valor a qualquer hora. E a caderneta realmente tem ótima liquidez, pois é possível ter o dinheiro à disposição imediatamente.

No entanto, é importante lembrar que essa liquidez não leva em conta a rentabilidade, já que o rendimento só é válido na poupança quando esta completa o seu aniversário mensal. Por isso, há uma liquidez artificial.

“Os brasileiros privilegiam a liquidez, mas nem mesmo se beneficiam dela. É como se pagassem por canais de TV a cabo e só assistissem os da TV aberta. É importante ajudar as pessoas a entenderem os benefícios de cada tipo de investimento porque, às vezes, elas decidem por aquilo que não é adequado para suas reais necessidades”, afirma a superintendente da ANBIMA na pesquisa.

Rendimento da poupança em 2019

– Quando a Taxa Selic é igual ou inferior a 8,5%, a poupança paga 70% da Selic + a Taxa Referencial (TR), que é basicamente nula;

– Quando a Taxa Selic é superior a 8,5%, a poupança paga 0,5% ao mês + a Taxa Referencial (TR).

Vale lembrar que a remuneração para os depósitos realizados até o dia 3 de maio de 2012, a “poupança antiga”, segue a segunda regra.

Pelo detalhamento dos cálculos da poupança é possível compreender que não se trata de uma alternativa interessante se o objetivo é fazer o dinheiro render. No cenário atual, em que a Selic está fixada em 6,5%, o retorno da caderneta é estimado em 4,5% ao ano.

A Taxa Selic é um mecanismo do Banco Central para controlar as oscilações da economia. Quando está num patamar alto, significa que o momento exige mais controle financeiro e atenção aos gastos. Se estiver mais baixa, o momento é propício para estimular o consumo e a movimentação econômica.

Esse tem sido o principal objetivo do Governo Federal nos últimos anos, na tentativa de impulsionar o crescimento econômico. Para isso, foram realizados 12 cortes consecutivos que levaram a Selic ao patamar de 6,5%, o mais baixo registrado na série histórica, em março de 2018.

Desde então, o percentual tem sido mantido e a ideia é que continue assim ao longo de 2019. Na prática, isso significa que a poupança nova continuará rendendo 4,5% ao ano.

Você pode perder dinheiro com a poupança

Para se ter ideia, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, atingiu o índice de 3,89%, conforme os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, nesse momento, a poupança possui um ganho muito reduzido.

Quando analisamos o ano de 2018, período em que a inflação fechou na casa dos 4,5%, observamos que não houve ganho para quem optou pela poupança, pois o retorno obtido apenas cobriu o aumento de preços ocorrido no período.

É importante ressaltar ainda que numa situação hipotética em que a Taxa Selic seja mantida no patamar de 6,5% e a inflação seja superior a 4,5%, o poupador irá contabilizar perdas.

Outro aspecto que vale ser destacado é o fato de que os ganhos da poupança se acumulam somente a cada 30 dias. Desta forma, o resgate antecipado, antes da data de aniversário, não implica em rendimento.

Segurança e praticidade

A pergunta que fica é: “se a poupança rende tão pouco o que leva muitos brasileiros a optarem por ela?”

A caderneta apresenta aspectos positivos como a segurança e a praticidade das transações, que podem ser feitas diretamente no caixa eletrônico. No entanto, uma resposta possível para explicar a razão para que muitos poupadores ainda optem por ela é porque desconhecem que há outras aplicações disponíveis no mercado que também são seguras, fáceis de serem realizadas e, o melhor, bem mais rentáveis.

Conheça algumas alternativas à poupança

Os títulos de renda fixa são as melhores alternativas para os poupadores que, até esse momento, pensavam na caderneta como solução para fazer o dinheiro render. Nesta modalidade, os riscos são muito menores quando comparados à renda variável. A operação também é simples e prática, uma vez que o investidor compra títulos, que podem ser públicos ou privados, e lucra com a rentabilidade deles.

Tesouro Direto: os títulos públicos contam com a garantia do Tesouro Nacional, logo, se configuram no tipo de investimento mais seguro que o mercado pode oferecer. Além disso, também é a opção mais democrática, visto que é possível começar a aplicar com R$ 30.

Os papéis variam conforme a rentabilidade e, basicamente, existem em três diferentes categorias: os indexados ao Índice de Preço ao Consumidor (IPCA), à Selic e os prefixados. Todos são mais rentáveis do que a caderneta de poupança. Confira:

  1. Indexados ao IPCA: pagam x% (percentual prefixado) + IPCA, logo, já garantem que o retorno sempre será superior à inflação.

  2. Indexados à Taxa Selic: pagam o percentual da Selic, atualmente em 6,5%.

  3. Prefixados: pagam um percentual pré-acordado, que pode chegar a 11% ao ano.

Certificado de Depósito Bancário (CDB): são títulos de dívida emitidos por bancos e se configuram como mais uma opção segura e que, em regra geral, apresenta rentabilidade superior à da caderneta de poupança. O rendimento do CDB costuma estar atrelado à Taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário), oferecendo entre 85% até 125% desta taxa.

Para base de comparação, a remuneração atual da poupança é de aproximadamente 70% do CDI. Por isso, uma boa dica é optar pelo CDB que ofereça um rendimento a partir de 90% do CDI, de forma a assegurar um melhor desempenho em comparação à caderneta, uma vez que é preciso considerar o desconto do Imposto de Renda (IR).

A cobrança do IR é regressiva, ou seja, quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro sem movimentação, menor o valor a ser pago.

Fundos de Renda Fixa: são compostos por diferentes investidores (cotistas) e mantêm 80% das aplicações em renda fixa, que podem ser títulos do Tesouro Direto, CDB, dentre outros. Os cotistas contratam um gestor ou uma corretora especializada para cuidar do dinheiro investido, o que confere profissionalismo e praticidade.

Dentre as vantagens dos fundos de investimento em renda fixa estão o valor baixo para o investimento inicial, a gestão profissional, a alta liquidez e o bom rendimento. Há alguns que remuneram com 100% ou mais do CDI.

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Publicado por Genial

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