É tradição no Brasil escolher a poupança como uma opção para fazer o dinheiro render. A aplicação mais popular entre a população é fácil de utilizar e, mesmo quando o rendimento da caderneta é baixo, um volume grande de depósitos é realizado.  

Mas, será que investir na poupança compensa? Em 2020, essa aplicação rendeu 0,12% ao mês. Ainda assim, os depósitos realizados superaram em R$ 166,31 bilhões os saques, segundo o Banco Central (BC). Trata-se de um recorde desde o início da série histórica, que começou em 1995.  

O motivo do resultado pode estar relacionado ao desconhecimento de alternativas tão interessantes ou mais vantajosas do que a caderneta.  

Quer conhecer outras opções disponíveis no mercado e decidir se a poupança faz sentido para você? É só acompanhar o artigo que nós, da Genial, preparamos para ajudar. 

Confira! 

Como funciona a poupança?

É muito comum que as pessoas tenham uma conta poupança e apliquem — ou já tenham aplicado — na caderneta. Isso porque sua abertura é muito simples, podendo ser atrelada à conta corrente.  

A poupança funciona como uma conta, permitindo depósitos, saques, transferências e uso de cartão. Além disso, apresenta a vantagem de ter um rendimento mês a mês e alta liquidez. 

Contudo, muitas pessoas perdem oportunidades ao não se perguntar se investir na poupança compensa. Dependendo das condições do mercado, o investimento pode não ser uma boa opção. 

Para entender melhor, é preciso saber como a poupança rende. Ela está atrelada ao valor da taxa básica de juros (Selic). O rendimento segue uma regra criada pelo Governo, que prevê dois cálculos: 

  • com taxa Selic superior a 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + TR (Taxa Referencial);
  • com taxa Selic igual ou inferior de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic + TR. 

Vale destacar que a TR está zerada desde o final de 2017. Considerando que a Selic de março de 2021 foi de 2,75% ao ano, o rendimento da poupança anual, nesse cenário, ficaria em 1,92%. Isso corresponde a uma taxa mensal de 0,16%. 

Como você pode observar, os juros da poupança são baixos. Em alguns casos, o rendimento pode ser inferior à taxa da inflação — fazendo com que, na prática, as pessoas percam poder de compra. Além disso, há a desvantagem da rentabilidade só ser creditada depois de um mês do depósito. 

Quais as alternativas à caderneta?

Ao entender o funcionamento da poupança, é possível perceber que, apesar de ser bastante popular entre os brasileiros, ela pode não compensar. Assim, vale a pena ampliar os horizontes para investimentos mais atrativos — e que também podem ser tão simples e seguros quanto ela.  

Confira a seguir algumas alternativas de igual ou maior risco na comparação com a caderneta de poupança! 

Títulos do Tesouro Direto 

Se você escolhe a poupança pela segurança, saiba que os títulos públicos do Tesouro Direto são até mais seguros do que ela. Eles possuem essa característica, pois são garantidos pelo Governo Federal. Além disso, também apresentam acessibilidade: é viável aplicar a partir de R$ 30. 

O Tesouro Direto é a plataforma pela qual são negociados títulos públicos emitidos pelo Governo para captação de dinheiro. Assim, o investidor empresta o recurso em troca de uma remuneração.  

O investimento é de renda fixa e são três tipos: 

  • Tesouro Selic — pós-fixado, remunerado em 100% da Selic; 
  • Tesouro Prefixado — remunerado com uma taxa já conhecida na hora da compra; 
  • Tesouro IPCA+ — remunerados com uma taxa prefixada somada à variação da inflação. 

Mais uma vantagem dos títulos públicos é a facilidade de fazer o resgate. A liquidez é diária, logo, o valor entra na sua conta no próximo dia útil. Contudo, os títulos prefixados e de Tesouro IPCA podem ter risco de perda em resgate antecipado, por conta da marcação a mercado. 

Fundo de Renda Fixa 

Os fundos de investimentos são veículos coletivos que contam com um gestor profissional. Para quem busca novas alternativas sem se expor a muito risco, existem os fundos de renda fixa. Eles focam em aplicações dessa classe. 

Existem diversos fundos de renda fixa — e distintos graus de risco e liquidez. Para quem busca pela segurança, fundos referenciados DI e fundos que investem no Tesouro Selic podem ser alternativas interessantes. 

Ações  

Já para quem está disposto a correr maiores riscos, há a renda variável. As ações, por exemplo, são negociadas na bolsa de valores e representam o capital social de uma empresa. Ao comprá-las, você se torna sócio junto a os outros investidores.  

Com isso, pode ter rendimentos quando os papéis se valorizam ou quando a companhia distribui dividendos. Por outro lado, pode sofrer prejuízos ou ter baixa rentabilidade, se os resultados do negócio não forem bons. 

Para começar a investir em ações, é preciso entender os riscos. Apesar de ter potencial de rentabilidade maior que na renda fixa, os ganhos não são garantidos. Assim, a renda variável não apresenta previsibilidade. 

Fundos Imobiliários (FIIs) 

Os fundos imobiliários são mais uma opção de renda variável. Eles permitem se expor a imóveis de forma prática e acessível. Isso porque você não se preocupa com aspectos burocráticos — como compra do bem e administração de aluguéis. 

Eles são negociados na bolsa de valores e contam com um gestor profissional. Em alguns fundos, é possível obter uma renda passiva mensal a partir de dividendos. Mas lembre-se de que os riscos também são maiores do que a poupança e outras opções de renda fixa. 

Como escolher o melhor investimento?  

Como você pode ver, o leque de investimentos é grande, mesmo para investidores iniciantes. Assim, há diversas alternativas à poupança — com diferentes características, risco, liquidez e possibilidade de rentabilidade. 

Para fazer a melhor escolha, antes dos aportes, é importante investir na educação financeira. O primeiro passo é criar uma reserva de emergência, um dinheiro que fica disponível para qualquer imprevisto. Depois, você pode avaliar suas receitas e despesas e separar um valor para investimentos. 

Além disso, é preciso considerar o seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado) para entender que riscos está disposto a correr. E identifique também os seus objetivos para saber quais investimentos são mais adequados para cada um deles. 

Em qualquer opção, o interessante é sempre contar com uma corretora de qualidade para realizar seus investimentos. A instituição garante a estrutura para investir e também conta com profissionais para tirar suas dúvidas. 

Agora você sabe responder a pergunta: afinal, a poupança compensa? Como vimos, existem alternativas que podem ser mais vantajosas. Por isso, vale a pena conhecer o mundo dos investimentos e suas opções — que estão cada vez mais acessíveis a todo investidor! 

Na dúvida sobre quais investimentos se encaixam melhor no seu portfólio? Então conte com nosso suporte e invista o seu dinheiro com estratégia! 

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