Existem diferentes tipos de desconto do Imposto de Renda (IR), e eles podem afetar consideravelmente o orçamento pessoal e familiar. Salários, rentabilidade de investimentos, aluguéis e até mesmo prêmios são sujeitos à incidência do tributo. 

A compreensão de como funcionam os abatimentos, bem como de regras específicas, é de grande relevância às finanças dos contribuintes. Do mesmo modo, entender as deduções legais é importante para aproveitar possíveis alívios fiscais no recolhimento. 

A seguir, você confere as respostas às principais dúvidas sobre o desconto do Imposto de Renda. Confira! 

O que são descontos no Imposto de Renda?  

Descontos no Imposto de Renda são abatimentos referentes aos ganhos de uma pessoa para quitar esse tributo ao governo. Então os valores são descontados do salário ou do rendimento de investimentos, por exemplo, e devem ser recolhidos aos cofres públicos. 

De modo geral, existem três maneiras para o recolhimento do tributo: após a declaração anual do IR, via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) e diretamente da fonte. Entenda mais! 

DIRPF 

A Declaração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) precisa ser realizada por aqueles com rendimentos superiores à faixa de isenção, entre outras razões. No ano-calendário de 2023, por exemplo, ela era igual a R$ 30.639,90. Logo, quem recebia até esse valor não precisava entregar a DIRPF. 

Aqueles que são obrigados devem informar os ganhos nesse documento. A Receita Federal avaliará as entradas de dinheiro no período que precisam ser tributadas. Com isso, o sistema calculará os valores a serem pagos ao Governo — se houver.  

DARF 

Já o DARF é um documento por meio do qual o investidor pode recolher impostos devidos que não sejam retidos na fonte. Ele é necessário, por exemplo, no caso de obtenção de lucro em determinados tipos de investimentos.  

Retenção na fonte 

Por outro lado, o IR recolhido diretamente da fonte, como o nome sugere, é descontado antes mesmo de chegar ao contribuinte. Ou seja, no caso do tributo calculado sobre os rendimentos de alguns tipos de investimentos, por exemplo, o investidor receberá o seu retorno já com o desconto do IR.  

Vale ter em mente que na DIRPF há o cálculo dos impostos devidos, e os recolhimentos via DARF e na fonte também são contabilizados, certo? Além disso, as possíveis deduções (que serão abordadas adiante) são calculadas.  

Assim, a declaração anual fornece o valor preciso a ser recolhido do contribuinte ou restituído a ele. Portanto, os descontos do IR podem ser feitos ao longo do ano diretamente da fonte. Mas somente após a DIRPF o indivíduo descobrirá o somatório realmente devido no período.  

Quais os tipos de descontos aplicáveis? 

Você conferiu que os valores descontados a título de Imposto de Renda são pagos após a declaração anual (pontualmente) e diretamente na fonte, ao longo do ano. Agora, você descobrirá sobre que fatores o tributo pode ter incidência.  

Veja! 

Descontos sobre salários e rendimentos do trabalho 

O imposto sobre rendimentos originados de contratos sob a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) é retido na folha de pagamento ou holerite. O montante é intitulado como Imposto de Renda Retido na Fonte, e o valor deverá ser recolhido pelo empregador — e por ele repassado aos cofres públicos.  

Além dos salários recebidos por empregados via CLT, outras fontes de ganhos vinculados a ocupações trabalhistas são tributadas. São elas: 

  • rendimento do trabalho sem vínculo empregatício; 
  • honorários advocatícios de sucumbência; 
  • rendimento decorrente de decisão da justiça do trabalho, com exceções; 
  • remuneração indireta; 
  • proventos de aposentadoria, reserva, reforma ou pensão pagos por Previdência pública; 
  • participação nos lucros ou resultados (PLR). 

Para saber mais sobre cada uma delas, vale a pena conferir o “Manual do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte — Mafon”, elaborado pela Receita Federal.   

Tabelas de alíquota 

A tabela mensal de recolhimento do IR sobre rendimentos do ano-calendário de 2023, válida a partir do exercício de 2024, foi estabelecida dessa forma:

Faixa de RendimentoAlíquotaDeduzir
Até R$ 2.640,00Isento
De R$ 2.640,01 até R$ 3.751,057,5%R$ 198,00
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6815%R$ 546,33
De R$ 4.664,69 até R$ 5.578,3222,5%R$ 824,58
Acima de R$ 5.578,3327,5%R$ 1.102,83

Já a tabela com valores anuais é mais frequentemente usada por trabalhadores autônomos, por exemplo, porque eles não têm desconto na fonte. Confira as faixas de rendimentos e alíquotas correspondentes em relação ao ano-calendário de 2023: 

Base de cálculo anual (em R$) alíquota (%) 
Até 24.511,92 – 
de 24.511,93 a 33.919,80 7,5 
de 33.919,81 a 45.012,60 15,0 
de 45.012,61 a 55.976,16 22,5 
Acima de 55.976,16 27,5 

Rendimentos do MEI 

Um ponto importante sobre o IR relacionado à renda diz respeito ao microempreendedor individual (MEI). Esse é um tipo de empresa que está sob o sistema de tributação simplificada, conhecido como Simples Nacional. É comum haver dúvidas sobre o rendimento do MEI e a sua tributação do IR. 

O primeiro passo é separar a pessoa jurídica (PJ) da física (PF). A PJ optante pelo sistema de recolhimento em valores fixos mensais dos tributos é isenta do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ). No lugar disso, ela precisa pagar mensalmente o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). 

No entanto, a PF do microempreendedor individual se mantém sob as mesmas regras do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF). Logo, o indivíduo responsável pelo MEI só estará isento dos tributos caso ele tenha rendimentos que se enquadrem na faixa de isenção.  

Outros descontos retidos na fonte 

Na prática, existem diversas fontes de renda que podem gerar a retenção de Imposto de Renda pela fonte pagadora. Por exemplo, além dos salários, os seguintes rendimentos são sujeitos à tributação: 

  • trabalho não assalariado pago por pessoa jurídica; 
  • certos investimentos em Previdência Complementar, renda fixa, renda variável e fundos de investimento; 
  • aluguéis e royalties pagos por PJ; 
  • outros rendimentos, como prêmios e títulos de capitalização; 
  • ganhos de residentes ou domiciliados no exterior. 

Para garantir uma tributação precisa, é essencial se atentar às regras e alíquotas específicas de cada rendimento. O conhecimento oferece clareza sobre as porcentagens e a maneira de declarar cada um deles no momento de preencher a DIRPF

Por exemplo, diversos fundos de investimentos fazem a retenção na fonte e de maneiras distintas. Os fundos de ações têm incidência do IR à alíquota de 15%, e ela será aplicada sobre o ganho no momento do resgate, independentemente do prazo — sem come-cotas

Já fundos de renda fixa, multimercados e cambiais podem ser divididos segundo o prazo, para fins de tributação. Os de curto prazo que forem resgatados em até 180 dias são tributados a 22,5%. Acima desse período, o desconto do IR varia de 20% podendo chegar a 15%.  

Já nos fundos de longo prazo, imposto é calculado seguindo a tabela: 

Até 180 dias 22,5% 
De 181 até 360 dias 20,0% 
De 361 até 720 dias 17,5% 
Acima de 720 dias 15,0% 

Vale saber que ambos têm a incidência do come-cotas, uma antecipação semestral do IR. Ele é sempre calculado sobre a menor alíquota aplicada, conforme o tipo de fundo.  

Imposto de Renda não recolhido na fonte 

Como você aprendeu, muitos ganhos são tributados e têm o IR descontado antes mesmo que o valor chegue à conta do contribuinte. No entanto, a tributação pode incidir sobre determinados rendimentos que precisam da ação do indivíduo para que eles sejam recolhidos ao Governo. 

Um exemplo comum é no caso de investidores de ações na bolsa de valores. Caso tenha lucros com a negociação dos ativos, eles precisam emitir o DARF e pagar o IR com alíquota de 15% sobre operações comuns e 20% para day trade.  

Existe uma isenção para operações comuns com esses ativos em volume de vendas até R$ 20.000,00 no mês.

Os mercados futuros, a termo, e de opções, as alíquotas são as mesmas aplicadas às ações — há incidência do IR de 15% em operações comuns e 20% no day trade. Porém, não há faixa de isenção. O mesmo acontece com os fundos de índice (ETFs). 

Existem ainda os fundos de investimento imobiliários (FIIs), cujos dividendos são isentos do tributo sob determinadas condições. A incidência do imposto sobre o ganho de capital com a venda das cotas é de 20% para qualquer tipo de operação, sem faixa de isenção. 

Dessa maneira, é imprescindível se manter atento também aos rendimentos que são tributados, mas que não são recolhidos diretamente na fonte. Assim, você garante os pagamentos devidos ao Fisco.  

O que é a parcela a deduzir do Imposto de Renda? 

Os descontos do IR se dão sobre salários e outros ganhos, como visto. Eles podem ser recolhidos diretamente na fonte ou não — o que exige atenção redobrada dos contribuintes. Somado a essas informações, você deve conhecer a parcela a deduzir do Imposto de Renda. 

O valor é uma quantia fixa que facilita o cálculo do IR. Isso porque ele tem aplicação progressiva, por faixas de renda, o que exigiria fazer diversas contas para depois identificar o valor total devido. Com a parcela a deduzir, o cálculo pode ser feito considerando o percentual de cada faixa, apenas subtraindo esse montante ao final.  

Existe uma tabela a ser observada para valores mensais. No ano-calendário de 2023, após o mês de maio, ela funcionava assim:

Faixa de RendimentoAlíquotaDeduzir
Até R$ 2.640,00Isento
De R$ 2.640,01 até R$ 3.751,057,5%R$ 198,00
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6815%R$ 546,33
De R$ 4.664,69 até R$ 5.578,3222,5%R$ 824,58
Acima de R$ 5.578,3327,5%R$ 1.102,83

A base de cálculo e alíquotas ainda podem ser expressas anualizadas, da seguinte forma: 

Base de cálculo (R$) Parcela a deduzir do IRPF (R$) 
Até 24.511,92 – 
de 24.511,93 até 33.919,80 1.838,39 
de 33.919,81 até 45.012,60 4.382,38 
de 45.012,61 até 55.976,16 7.758,32 
acima de 55.976,16 10.557,13 

Como encontrar a parcela a deduzir do IR 

Para localizar a quantia fixa a abater da base de cálculo e identificar qual seria o valor do imposto devido, siga essas etapas: 

  • inicialmente, some todos os rendimentos; 
  • desse somatório, diminua as despesas dedutíveis (aplicável durante a DIRPF); 
  • em seguida, multiplique o valor encontrado pela alíquota correspondente à faixa de renda; 
  • o resultado dessa operação deverá ser usado para a localização da parcela a deduzir. 

Imagine que uma pessoa teve R$ 60.000,00 em ganhos durante 2023 e as despesas dedutíveis foram de R$ 10.000,00. Logo, o valor a ser usado para o cálculo é R$ 50.000,00.  

Olhando a tabela de alíquotas do IR, o percentual correspondente a essa faixa de rendimentos é de 22,5%. Veja a operação:  

R$ 50.000,00 x 22,5% = R$11.250,00 

Agora, é preciso consultar a tabela de parcela a deduzir — e o valor encontrado para esse nível de ganhos é de R$ 7.758,32. Nesse momento, será preciso abater a quantia fixa, e o imposto a ser pago será de:  

R$ 11.250,00 – R$ 7.758,32 = R$ 3.491,68 

É importante destacar que a parcela de dedução não se trata de um benefício, mas um simplificador para a contabilização dos tributos. Assim, ela facilita a descoberta do total a ser recolhido pelo contribuinte. 

Qual é a diferença entre parcela a deduzir e despesas dedutíveis? 

O cálculo do IR inclui a redução de uma parcela fixa, como você conferiu. A quantia segue uma tabela, respeitando faixas de rendimentos mensais ou anuais. Entretanto, existe um conceito de nome semelhante que pode gerar certa confusão: são as despesas dedutíveis. 

A lei prevê que determinados gastos sejam abatidos durante o cálculo do tributo na declaração anual. São eles: 

  • Dependentes; 
  • Saúde; 
  • Educação; 
  • Previdência Privada (PGBL); 
  • Pensão alimentícia; 
  • Livro-caixa. 

Além disso, as doações para fundos da criança e adolescente ou idoso entram na dedução, sendo consideradas despesas incentivadas. Em todos os casos, é fundamental documentar o gasto com recibo, nota fiscal ou comprovante de pagamento, incluindo dados do emissor e do pagador. 

Essas deduções são aplicadas antes da alíquota do IR durante o cálculo na declaração anual. Então os gastos reduzem o valor sobre o qual será calculado o tributo. Isso significa que até a faixa de contribuição pode ser alterada considerando essas despesas. 

Exemplo 

Para entender melhor, considere o seguinte cenário: um indivíduo tem rendimento anual de R$ 68.000,00. Se ele não tivesse qualquer gasto dedutível, a alíquota de IR seria de 27,5%. Porém, ele teve os seguintes desembolsos ao longo do ano: 

  • dois dependentes: R$ 4.550,16 (com dedução legal de R$ 2.275,08 para cada); 
  • educação: R$ 3.500,00;  
  • saúde: R$ 5.000,00. 

O total com as despesas dedutíveis foi de R$ 13.050,16. Agora, a base de cálculo deixa de ser R$ 68.000,00 e passa a ser R$ 54.949,84 (ou seja, R$ 68.000,00 – R$ 13.050,16). Com o abatimento, o contribuinte será tributado a 22,5%, em vez dos 27,5% iniciais.  

Portanto, as despesas dedutíveis são capazes de reduzir o montante a ser recolhido pelo Governo. Vale destacar que cada uma das deduções têm regras específicas. Por isso, entenda o seu funcionamento, como comprovações, limites e cálculos, certo? 

Quais foram as mudanças que aconteceram em 2024?  

  • A faixa de isenção do IR subiu de R$ 2.112,oo para R$ 2.259,00, o que significa que indivíduos que ganham até este valor mensalmente não pagarão imposto de renda em 2024.
  • O limite de rendimentos tributáveis para a obrigatoriedade da Declaração de Ajuste Anual (DAA) passou de R$ 28.559,70 para R$ 30.639,90 em 2024.
  • O limite para rendimentos isentos e não tributáveis subiu de R$ 40.000,00 para R$ 200.000,00.
  • O limite de receita bruta anual decorrente de atividade rural para a obrigatoriedade da DAA passou de R$ 142.798,50 para R$ 153.199,50.
  • A posse ou propriedade de bens e direitos passou de R$ 300 mil para R$ 800 mil;
  • Quem tem bens de entidade controlada e deseja desmembrar esses bens de sua pessoa física.
  • Quem possuir trust no exterior,
  • Quem deseja atualizar o valor dos bens no exterior.

Por que essas mudanças afetam o contribuinte?   

Considerando as alterações na tabela do Imposto de Renda geradas pela Lei 14.663, os contribuintes podem sentir efeitos. Com elas, existe a possibilidade de maior disponibilidade financeira ao longo do ano. 

Mas as mudanças não afetaram as alíquotas para as demais faixas de rendimentos mensais, certo? No entanto, a expansão da isenção beneficia indiretamente os contribuintes de todas as faixas, uma vez que o cálculo do IRPF é baseado no que excede a esse valor. 

A introdução da possibilidade de desconto simplificado em relação ao imposto devido é outra medida que impacta positivamente o contribuinte. Ao optar por ele, o indivíduo tem mais recursos à disposição, sem a necessidade de comprovar despesas à Receita.  

A flexibilidade obtida oferece uma oportunidade para as pessoas destinarem os valores a investimentos, poupança ou outro objetivo financeiro pessoal. Desse modo, a maior disponibilidade de recursos pode ser estrategicamente utilizada para impulsionar o uso do seu capital.  

Quando o dinheiro é bem utilizado, as finanças pessoais sentem os impactos positivos da alteração. Por isso, a Lei 14.663, de 2023, é capaz de gerar benefícios aos contribuintes caso eles consigam usar as quantias isentas do tributo de maneira inteligente. 

Como calcular o desconto no Imposto de Renda na declaração anual?  

Conhecendo os impactos nas mudanças no IR, você está pronto para fazer o cálculo dos descontos mensais do tributo. Nos exemplos que serão citados, considere a soma de rendimentos de R$ 48.000,00 anuais. 

Confira o passo a passo! 

Some todos os rendimentos  

A primeira ação é somar os rendimentos auferidos ao longo do ano. Isso abrange salários, aposentadorias, ganhos provenientes de aluguéis, lucros, dividendos e outras fontes de renda financeira, como visto. A precisão é essencial para o cálculo do imposto devido. 

Os rendimentos devem ser discriminados de maneira minuciosa, incluindo valores provenientes de trabalho assalariado, autônomo e eventuais ganhos financeiros. Certifique-se de manter todos os comprovantes de renda fornecidos pelas fontes pagadoras.  

Calcule as despesas dedutíveis 

O contribuinte deve se atentar a gastos médicos e educacionais, contribuições à Previdência Privada e outros custos especificamente mencionados pelas regras legais. Despesas médicas incluem consultas, exames, internações e pagamentos ao plano de saúde.  

No âmbito educacional, mensalidades escolares e cursos técnicos ou universitários podem ser deduzidos, desde que atendam aos critérios estabelecidos. Já as contribuições à Previdência Privada também podem ser dedutíveis, oferecendo benefícios.  

Esse é o caso de quem opta pelo Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). Ele permite o abatimento das contribuições até o limite de 12% sobre os rendimentos brutos tributáveis anuais. Assim como os rendimentos, você deve reunir comprovantes e documentos que atestem esses gastos, garantindo sua correta inclusão na declaração.  

Para o cálculo, considere esses exemplos:  

  • dependente: R$ 2.275,08; 
  • despesas com instrução: R$ 3.561,50; 
  • despesas médicas: R$2.500,00; 
  • total: R$ 8.336,58. 

Deduza as despesas da renda 

Após os levantamentos anteriores, faça o abatimento dos valores desembolsados do total dos seus ganhos. O cálculo precisa considerar determinadas especificidades. Em relação ao ano-calendário de 2023, a dedução por dependente era de até R$ 2.275,08 anuais.  

Além disso, despesas com instrução tinham um teto de R$ 3.561,50 ao ano. Isso vale tanto para o titular quanto para cada dependente ou alimentando com os quais o contribuinte tenha efetuado gastos educacionais. 

Existem certos desembolsos que não têm limite de abatimento. São eles:  

  • Previdência oficial; 
  • Alimentandos; 
  • Saúde; 
  • Pensão alimentícia e outras deduções (como Previdência Privada e parcela isenta de aposentadoria, nas devidas condições). 

A compreensão e aplicação correta desses valores maximiza os benefícios fiscais, reduzindo a base tributável de forma eficiente. Veja o exemplo:  

rendimento anual (R$ 48.000,00) – despesas dedutíveis (R$ 8.336,58) = R$ 39.663,42 

Multiplique o resultado pela alíquota na tabela de descontos do IR 

Após somar os rendimentos e deduzir as despesas permitidas, o passo seguinte é multiplicar o resultado pela alíquota correspondente na tabela de desconto do Imposto de Renda sobre rendimentos.  

No exemplo citado, a base de cálculo é igual a R$ 39.663,42. Considerando a tabela do IR referente ao ano-calendário de 2023, a taxa era de 15% para essa faixa de rendimentos. Então, a operação resultaria em R$ 39.663,42 x 15% = R$ 5.949,51. 

Aplique a parcela a deduzir do Imposto de Renda 

Nesse momento, você deverá consultar a tabela de dedução. Olhe a parcela equivalente ao valor encontrado na última operação. Portanto, reduza o montante da base de cálculo. 

Ainda considerando o exemplo, a renda a ser tributada passou a ser R$ 39.663,42, certo? A parcela a deduzir para esse rendimento é de R$ 4.382,38, segundo a tabela. Logo, você precisará diminuir a quantia fixa do cálculo feito anteriormente, confira: 

R$ 5.949,51 – R$ 4.382,38 = R$ 1.567,13 

O resultado será o valor do desconto do Imposto de Renda devido pelo contribuinte. 

Use simuladores online  

Além desse passo a passo, você pode usar o simulador de alíquota efetiva da Receita Federal para calcular o imposto devido. A ferramenta permite a simulação para determinado mês ou ano, segundo o seu desejo. 

Para usá-la, basta acessar o site e informar os dados requeridos. Antes de tudo, verifique que existem duas calculadoras: mensal e anual — então escolha a desejada. Em seguida, insira o ano-calendário ou exercício, rendimentos tributáveis, deduções e demais informações para encontrar o tributo devido.  

A partir disso, você pode otimizar o seu planejamento financeiro e tributário para o ano, ajudando a identificar estratégias que ajudem a otimizar os seus recolhimentos. 

Calculadora de Salário Líquido




Considere a aplicação do imposto simplificado 

Além de considerar os cálculos com as despesas dedutíveis, lembre-se de que a declaração anual pode contar com o desconto simplificado. Nesse caso, você não precisa comprovar despesas e terá como benefício a dedução de 20% da renda tributável, até o limite R$ 16.754,34. 

Por isso, é importante comparar cenários para identificar qual situação é mais benéfica. No programa de declaração da Receita Federal, o próprio sistema faz os dois cálculos e mostra ao contribuinte a opção mais vantajosa.  

Como calcular o desconto no Imposto de Renda mensal?  

Até aqui, você conferiu o cálculo aplicável à declaração anual do tributo. Agora, você confere as etapas para descobrir o desconto mensal nos seus ganhos no momento de recolher o DARF. Acompanhe: 

  • identifique a remuneração mensal; 
  • considere eventuais deduções, como INSS; 
  • aplique a alíquota de IR correspondente à faixa de renda encontrada; 
  • agora, reduza a parcela a deduzir, usando a tabela apropriada; 
  • por fim, encontre o desconto do Imposto de Renda do mês. 

Considere o exemplo de uma pessoa que tenha ganhos mensais de R$ 6.000,00. Sem deduções, ele seria tributado à alíquota máxima, de 27,5%. Mas imagine que ela tenha um dependente (R$ 189,59) e pague pensão-alimentícia (R$ 1.800,00). 

Nesse exemplo, a base de cálculo passa de R$ 6.000,00 para R$ 4.010,41. Aplicada a alíquota do IR (22,5%) e a parcela a deduzir correspondente (R$ 662,77), o desconto mensal do Imposto de Renda é de R$ 239,57. 

É possível receber os valores descontados de volta? 

O cálculo do tributo passa pelo entendimento dos rendimentos, das despesas dedutíveis e da parcela a deduzir, certo? Porém, é comum que as pessoas se perguntem se existe a possibilidade de receber os descontos do Imposto de Renda volta. A resposta é sim, é possível. 

Isso acontece na fase de restituição. Ela ocorre quando o contribuinte pagou mais imposto do que o devido ao longo do ano, como no caso de retenção na fonte além do que era devido, considerando as informações completas do ano e eventuais deduções. 

Nessa situação, o processo é realizado após a entrega da declaração anual e análise pelo Governo. Com base nos dados recebidos e apurados, o sistema verificará se existe saldo que o contribuinte deve reaver.  

A restituição é efetuada em lotes mensais, de acordo com a ordem de entrega das declarações. Quem tem direito a ela pode consultar a situação da sua restituição no site da Receita Federal. Certos públicos têm prioridade, como idosos, portadores de doenças graves e deficientes físicos. 

O valor a ser restituído é corrigido pela taxa básica de juros, a Selic, acumulada desde a data do pagamento do primeiro lote de restituição até o mês anterior ao pagamento. A correção visa compensar a defasagem do valor durante o período. 

Por esse motivo, mantenha-se atento às informações fornecidas pela Receita Federal a fim de descobrir se você tem valores a restituir do Imposto de Renda. A quantia pode colaborar para o seu orçamento pessoal, injetando recursos financeiros. 

Como se organizar para o pagamento do tributo?  

Agora que você sabe que podem existir quantias a serem pagas ou restituídas a título do Imposto de Renda, é hora de preparar o orçamento. Afinal, o planejamento é fundamental para o cumprimento das obrigações fiscais sem complicações, não é verdade? 

Em primeiro lugar, mantenha a organização, reunindo os comprovantes de rendimentos, despesas dedutíveis e outros. Faça isso ao longo de todo o ano, separando pastas (físicas ou digitais) para manter a salvo a documentação. 

Ademais, você pode usar ferramentas, como aplicativos e planilhas, para registrar e categorizar todas as informações relevantes. A medida facilita o acompanhamento de entradas e saídas de dinheiro ao longo do ano fiscal. 

Outro ponto essencial é a atenção aos prazos estabelecidos pela Receita Federal para a entrega da DIRPF. Manter-se atualizado quanto a possíveis mudanças na legislação tributária é mais uma questão vital, pois isso pode impactar diretamente no cálculo do tributo — como ocorreu em 2023. 

No que diz respeito ao pagamento, é indicado se programar financeiramente para cumprir com as obrigações tributárias. Além da possibilidade de pagar o valor integral devido, você pode parcelar o tributo em até 8 vezes. 

Busque auxílio profissional, como de um contador, quando sentir necessidade. Eles podem fornecer orientações específicas, garantindo que a declaração seja feita de forma correta, e ajudar na descoberta de vantagens fiscais. 

Depois de todas essas informações, você está pronto para avançar em sua descoberta. Baixe agora o e-book para declaração do imposto de renda 2023/2024 da Genial Investimentos!  

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Choaib, Paiva e Justo

Genial Investimentos e o Escritório Choaib, Paiva e Justo Advogados Associados unem-se em um compromisso com a educação financeira. O escritório Choaib, Paiva e Justo, fundado em 1992 é reconhecido por sua excelência em diversas áreas do direito. Juntos, combinamos expertise financeira e jurídica para oferecer soluções completas e personalizadas. Priorizamos a qualidade, o comprometimento com nossos clientes e a disseminação do conhecimento, ajudando você a tomar decisões financeiras informadas. Juntos, somos seu parceiro de confiança na jornada financeira.

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