Mesmo que você somente invista em alternativas presentes no mercado nacional, é importante ficar atento aos períodos do dólar em alta. Isso porque as oscilações de preço da moeda norte-americana podem refletir no desempenho da economia brasileira. 

Tenha em mente que os Estados Unidos são a maior potência econômica do mundo. Logo, o dólar é amplamente usado no mercado internacional. Nesse contexto, a depender do seu preço, muitos países precisam intervir em suas políticas monetárias para manterem a saúde de suas economias. 

Como essas movimentações são capazes de impactar os investimentos, você precisa saber quais são os benefícios e desafios quando o dólar entra em alta. Continue lendo! 

O que significa o dóla em alta? 

Dizer que o dólar está em alta significa que ele está passando por um período de valorização no mercado. Esse movimento pode ser pontual, quando a moeda americana ganha força perante o real, por exemplo. 

No entanto, também existe a possibilidade de a alta ser generalizada, oportunidade em que o preço do dólar aumenta em comparação a diferentes moedas estrangeiras. Por exemplo, valorizar em relação ao real, euro, libra, iene, peso, entre outras, na mesma ocasião.  

Um dólar mais valorizado significa que os produtos e serviços dos Estados Unidos ficam mais caros para os consumidores estrangeiros. Isso pode reduzir as exportações e aumentar o déficit comercial norte-americano. 

Essa variação tem impactos em diversos aspectos da economia internacional, como o comércio de commodities, a balança comercial entre países e, especialmente, os fluxos de investimentos. Portanto, o assunto é de extrema importância para o investidor, seja nacional ou estrangeiro. 

O que influencia a valorização dessa moeda? 

Agora que você sabe o que significa o dólar estar em alta, é comum ter dúvidas sobre o que influencia a sua valorização — é o seu caso? A moeda norte-americana tende a subir por fatores ligados à economia dos EUA, além de uma série de variáveis que definem o contexto global. 

Confira alguns dos aspectos que têm um papel relevante nesse processo! 

Política monetária 

A taxa de juros é um elemento central da política monetária dos Estados Unidos. Alterações nesse indicador afetam tanto o preço do dinheiro quanto a rentabilidade dos ativos em dólar, podendo impactar o preço da moeda. 

Além dos cortes de juros, outras medidas adotadas pelo Fed (Federal Reserve) — o Banco Central dos EUA — podem gerar movimentações no dólar. Em março de 2020, por exemplo, o órgão fez uma injeção maciça de liquidez no mercado americano, cerca de US$ 1,5 trilhão. 

A proposta era acalmar o mercado e proteger os bancos do país. A medida contribuiu para a moeda americana subir 15,9% frente ao real, a maior valorização mensal desde setembro de 2011. Na época, o dólar chegou a custar R$ 5,19, e o mundo enfrentava a crise sanitária de covid-19. 

Indicadores econômicos 

Os indicadores econômicos são fatores que influenciam a valorização do dólar no mercado internacional. Eles refletem o desempenho da economia dos Estados Unidos em múltiplos aspectos, como:  

  • PIB (Produto Interno Bruto): mede a produção de bens e serviços; 
  • Payroll: mede a criação de empregos em setores não-agrícolas; 
  • Índices de inflação: que mostram a variação dos preços e o poder de compra da moeda. 

Quando esses indicadores apresentam resultados positivos (PIB e payroll fortes e inflação mais fraca), eles aumentam a confiança dos investidores na estabilidade e na solvência da economia americana. Isso faz com que o dólar se torne mais atrativo e demandado, elevando o seu valor em relação às outras moedas. 

Geopolítica 

A geopolítica engloba o estudo das interações entre países, considerando elementos como geografia, história, cultura, economia e política. Esses fatores desempenham um papel elementar na criação de cenários que propiciam tanto a cooperação quanto o conflito entre as nações. 

Diversos eventos geopolíticos exemplificam a dinâmica, como guerras, alianças, tratados, sanções, intervenções, crises e disputas territoriais. Como você viu, os EUA se destacam como uma das principais potências globais, exercendo influência nos âmbitos político, militar e econômico. 

Contudo, a estabilidade econômica dos Estados Unidos está sujeita a oscilações decorrentes de eventos geopolíticos que alteram a percepção de seu papel. A resposta dos agentes econômicos a esses acontecimentos pode desencadear significativas flutuações no valor do dólar. 

Reservas internacionais 

Outra das razões para a valorização do dólar é o fato de que muitos países optam por manter suas reservas internacionais na moeda americana. Essa prática estabelece uma demanda contínua pelo dólar, exercendo uma pressão ascendente em sua cotação nos mercados cambiais. 

Por ser a moeda de reserva mais usada no mundo, o dólar tem uma influência significativa nas relações econômicas e financeiras globais. Esse ciclo de dependência faz com que a moeda norte-americana consiga manter a sua relevância global. 

Assim, a valorização do dólar não depende apenas de fatores internos. Na realidade, ela está atrelada às decisões globais que consolidam seu papel central nas transações econômicas e financeiras internacionais. 

Balança comercial 

A balança comercial representa a dinâmica de exportações e importações, sendo determinante para o valor de moedas estrangeiras — particularmente o dólar. Quando as exportações de um país superam suas importações, há um superávit na balança comercial. 

Isso significa que a nação acumula mais dólares do que gasta. O excedente de moeda estrangeira pode fortalecer a economia local e torná-la menos dependente de empréstimos externos. Nesse cenário, a tendência é o dólar desvalorizar em relação à moeda nacional. 

Em contrapartida, quando as importações superam as exportações, a balança comercial será deficitária, ou seja, o país gasta mais dólares do que recebe. Os cenários podem resultar na valorização do dólar, aumento da dívida externa, redução dos investimentos, entre outros. 

Oferta e demanda 

O dólar é considerado uma commodity financeira e, nesse contexto, a sua precificação também é influenciada pela lei da oferta e demanda. Dessa maneira, a relação entre a quantidade de dólares disponíveis e a procura por eles pode definir seu preço em comparação com outras moedas. 

Quando há mais investidores e nações comprando dólares, e essa força supera a de venda, o cenário favorece a valorização do dólar. Se ocorre o oposto, quando aumenta a oferta e ela não é absorvida pela força compradora, isso tende a provocar uma desvalorização da moeda. 

Todos os fatores que você viu podem influenciar a oferta e demanda mundial por dólares. Logo, acompanhar esses elementos é essencial para compreender as oscilações nas taxas de câmbio e projetar possíveis tendências no mercado, certo? 

Quais as perspectivas para o futuro do dólar?   

Depois de ver os fatores que influenciam a valorização do dólar, é pertinente conferir quais as perspectivas para o futuro da moeda. O Boletim Focus de dezembro de 2023, um dos relatórios mais completos sobre a economia brasileira, projeta que o câmbio chegará a R$ 5,00 em 2024. 

Em comparação com as estimativas iniciais do ano, as projeções atuais são mais otimistas. É válido lembrar que a moeda americana iniciou 2023 cotada a R$ 5,23. Ao longo do ano, ela desvalorizou frente ao real em meio aos debates sobre a situação fiscal e a diminuição da inflação brasileira. 

Por exemplo, a aprovação do arcabouço fiscal, que limita o crescimento dos gastos públicos, permitiu que o mercado tivesse uma visão mais ampla da economia brasileira. Com isso, em julho de 2023, a S&P Global Ratings elevou a nota do risco-Brasil, trazendo força ao real. 

Confira a evolução mensal do dólar frente ao real ao longo dos últimos 5 anos: 

Para diminuir a inflação americana para a meta traçada (2,0% a.a.), o Fed está adotando uma política restritiva de crédito, com a manutenção dos juros entre 5,25% e 5,50% a.a. 

A abordagem tende a tirar a atratividade do mercado brasileiro, já que aumenta a rentabilidade dos títulos públicos americanos. Desse modo, há pouco espaço para considerar a queda da moeda estadunidense no curto prazo, principalmente com a possibilidade de alteração da meta de déficit fiscal zero em 2024. 

Contudo, é pertinente continuar acompanhando as decisões do Fed sobre os juros americanos para ver se a valorização se consolidará. Destaca-se que, enquanto não houver uma redução nessa variável econômica, o câmbio poderá passar por mais altas. 

Quais as desvantagens da alta do dólar? 

Sabendo que há perspectivas para o aumento do dólar nos próximos anos, muitos se perguntam quais as desvantagens desse fenômeno. Um dólar mais caro pode trazer múltiplos desafios para o Brasil, tanto na economia quanto na sociedade.  

Veja alguns pontos de atenção! 

Aumento do custo de vida 

O país importa muitos produtos e insumos que são cotados em dólar, como combustíveis, medicamentos, alimentos e eletrônicos. Dessa forma, quando ele fica mais caro, isso reduz o poder de compra e a qualidade de vida da população. 

Elevação da inflação 

O aumento do dólar se reflete na inflação, que é a alta generalizada dos preços. Por sua vez, ela reduz o valor real do salário e da renda dos brasileiros, além de dificultar o planejamento econômico. 

Avanço da dívida externa 

O Brasil tem uma dívida externa que é parcialmente cotada em dólar. A sua valorização significa que a nação precisa pagar mais reais para quitar esse débito, comprometendo a sua capacidade de investimento e crescimento econômico. 

Escassez no mercado interno 

Um dólar mais caro estimula as empresas nacionais a exportarem seus produtos, podendo gerar o desabastecimento do mercado interno. Já as companhias importadoras precisam lidar com preços maiores em suas compras. 

Quedas na bolsa de valores 

Embora não seja uma regra, a valorização da moeda americana pode gerar baixas na B3 (a bolsa de valores brasileira). Isso acontece por diversas razões, como as vistas anteriormente.  

Quais os benefícios e investimentos para aproveitar a alta do dólar? 

Você viu que a alta do dólar costuma trazer desafios ao cenário econômico brasileiro. Mas essa movimentação não oferece apenas desvantagens. Ao entender melhor o fenômeno, o investidor pode aproveitar os benefícios dele para buscar ganhos e proteção da carteira de investimentos. 

Isso é possível por meio de investimentos encontrados no mercado nacional que oferecem exposição à moeda americana. Veja as principais alternativas para investir em dólar! 

Fundos cambiais 

Os fundos cambiais são veículos de investimentos coletivos voltados à realização de investimentos em moedas estrangeiras, inclusive o dólar. Eles são formados pelo capital de múltiplos investidores. Esse patrimônio é gerenciado por um profissional do mercado — o gestor. 

Ele fica responsável por montar a carteira do fundo e aplicar estratégias para alcançar os resultados traçados em seu regulamento. Como há diferentes fundos cambiais disponíveis, é importante analisar o nível de exposição ao câmbio, os riscos envolvidos e as estratégias usadas. 

Outro ponto é considerar os custos — como a taxa de administração e a taxa de performance. A primeira cobre as despesas administrativas, enquanto a segunda é cobrada somente quando o gestor supera os resultados de um benchmark predefinido. 

Fundos internacionais 

Os fundos internacionais também são modalidades de investimentos coletivos, funcionando de forma parecida com o fundo cambial. Mas neles, a estratégia é investir em ativos internacionais, como ações de empresas estrangeiras ou títulos do exterior. 

Como muitos investimentos feitos são negociados em dólar, comprar uma cota de um fundo internacional ajuda a dolarizar sua carteira. Além disso, é comum que os fundos tenham variados ativos na carteira, então essa diversificação pode balancear os riscos. 

Contudo, é necessário verificar a carteira do fundo antes de investir nele, uma vez que existem fundos com carteiras menos diversificadas ou que investem em um único ativo. Portanto, a escolha deverá considerar as suas necessidades e nível de abertura aos riscos. 

ETFs 

Os ETFs (exchange traded funds) ou fundos de índice, são fundos de investimento que replicam um índice de mercado. Eles têm suas cotas negociadas na bolsa de valores brasileira.  

Um índice de mercado é um indicador financeiro que reflete o comportamento de um setor ou segmento econômico. Por exemplo, o Ibovespa (Índice Bovespa) representa o desempenho médio das ações das principais empresas brasileiras negociadas na bolsa.  

Assim, esses veículos buscam ter a mesma rentabilidade do índice escolhido, espelhando sua carteira teórica. Na bolsa brasileira, existem diversos ETFs que seguem índices estrangeiros, como o S&P 500, Nasdaq, entre outros. Dessa forma, ao investir nesses fundos, você estará exposto ao dólar indiretamente. 

BDRs 

Os BDRs (brazilian depositary receipts), ou certificados de depósitos de valores mobiliários, são ativos que representam investimentos internacionais na bolsa brasileira. Eles podem ter como referência ações, ETFs, títulos públicos, entre outros.  

Na prática, eles funcionam por meio de uma empresa depositária que compra ativos em mercados externos e os mantém sob custódia. Em seguida, ela emite esses certificados (BDRs) com base nesses investimentos para serem negociados no mercado nacional. 

Desse modo, investir em BDRs seria como fazer um investimento no exterior, mas sem sair do país. Com isso, você também estará diversificando sua carteira em dólar e poderá se proteger contra oscilações cambiais. 

Contratos e minicontratos futuros de dólar 

A vantagem dos contratos e minicontratos futuros de dólar é que eles possibilitam se proteger ou se beneficiar das oscilações da moeda americana. Eles são negociados no mercado futuro da B3, e podem ser acessados com o intermédio de uma corretora de valores — como a Genial

Na negociação de futuros, os participantes assumem posições compradas ou vendidas, com base nas suas expectativas sobre o preço do dólar. Diariamente, a B3 faz o ajuste das posições com base em uma média das operações realizadas no dia, o chamado ajuste diário. 

A diferença entre o preço da posição assumida e o preço do ajuste diário é debitada ou creditada na conta do participante. Então, se você tem uma despesa futura em dólar e quer evitar o risco de uma alta da moeda, é possível se posicionar na compra desses derivativos. 

Dessa maneira, se o dólar subir, você ganha na operação e compensa o aumento da despesa. Mas é preciso ter cuidado, uma vez que os contratos e minicontratos futuros de dólar também envolvem riscos elevados, principalmente se houver alavancagem. 

Isso significa que você pode operar com um valor maior do que tem em conta, mas tem chance de perder mais do que disponibilizou na corretora. Ao optar por essas alternativas, fique atento aos valores exigidos como margem de garantia e riscos envolvidos.  

Investimento direto 

Por fim, uma possibilidade de investir no dólar e aproveitar quando ele está em alta é abrir conta em uma corretora estrangeira e operar ativos dolarizados no exterior. Porém, a alternativa tem muita burocracia e custos, pois você precisa fazer câmbio de moedas e se vincular a empresas fora do país.  

O que fazer diante do aumento da moeda? 

Quem investe ou pretende começar a investir já precisa estar preparado para uma possível alta no dólar. Como você aprendeu, esse movimento pode impactar a economia nacional e, consequentemente, os investimentos. 

Por exemplo, a alta da moeda americana pode aumentar a inflação brasileira, forçando o Bacen (Banco Central) a elevar a Selic (taxa básica de juros) para contê-la. O aumento dos juros no país pode elevar a remuneração das alternativas de renda fixa.  

O movimento tende a trazer quedas para a renda variável, já que muitos costumam migrar seus investimentos em busca de oportunidades mais rentáveis e seguras na renda fixa. 

Confira o que fazer diante desses cenários! 

Dolarização da carteira 

Você entendeu que dolarizar a carteira significa expor seu capital a investimentos atrelados à moeda norte-americana, certo? Destaca-se que a compra do papel-moeda não é eficiente para essa finalidade. Isso porque ela costuma ser mais cara por contar com uma série de taxas embutidas. 

Nesse contexto, você precisará encontrar alternativas, como as mencionadas, que tenham algum grau de exposição ao dólar. Lembre-se de que é possível encontrar essa possibilidade tanto em mercados estrangeiros quanto no mercado nacional. 

Ao ter uma carteira dolarizada, você fica menos exposto aos efeitos da variação do câmbio. Dessa forma, mesmo que o mercado nacional passe por baixas, os ganhos obtidos com as alternativas dolarizadas podem neutralizar suas perdas. 

Investimento em empresas exportadoras 

Como você já sabe, a alta do dólar beneficia as empresas que exportam seus produtos. Afinal, elas possuem o custo em real e terão os ganhos em dólar. Vale frisar que, por lei, todas as companhias de capital aberto são obrigadas a distribuir parte dos seus lucros aos seus acionistas. 

Porém, o percentual de distribuição e frequência são definidos por cada negócio. Ademais, o pagamento só acontece se, de fato, houver lucro a ser distribuído.  

Logo, a possibilidade de essas companhias aumentarem o seu faturamento costuma atrair a atenção do mercado. Inclusive, é comum observar a alta da cotação das ações dessas organizações diante da valorização do dólar. 

Os possíveis ganhos realizados nessas oportunidades podem compensar ou superar eventuais perdas sofridas em outros ativos. Entretanto, o investimento em ações envolve riscos maiores, sendo necessário ter um perfil apropriado para incluí-las em sua carteira. 

Remanejar o seu portfólio 

Os períodos de valorização da moeda estadunidense são apropriados para você revisitar os seus investimentos. Como nessas épocas pode haver grandes mudanças no mercado financeiro, esse pode ser o momento para você remanejar o portfólio. 

Por exemplo, sabendo que o preço de alguns ativos pode cair, vale verificar se a ocasião é apropriada para realizar lucros ou aumentar sua posição. Antes de tomar uma decisão, não deixe de conferir se os fundamentos que levaram à realização daquele investimento persistem. 

É comum o seu perfil de investidor e objetivos mudarem ao longo dos anos. Logo, não deixe de reavaliar também se esses fatores passaram por alterações. Ademais, a depender das movimentações dos juros e inflação, é interessante ficar atento às oportunidades que surgem. 

Buscar suporte profissional 

Independentemente do seu nível de experiência no mercado, contar com o suporte de um profissional do mercado costuma ser útil. Ele poderá fornecer informações atualizadas e confiáveis sobre o cenário atual dos investimentos e as estratégias usadas em cada período. 

O assessor de investimentos, por exemplo, possui a expertise necessária para apresentar as alternativas que se adequam ao seu perfil e objetivos. Ademais, ele poderá sanar dúvidas e esclarecer o funcionamento de cada uma delas. 

Nós, da Genial, além de oferecermos esse serviço gratuitamente, disponibilizamos a Genial Analisa. Trata-se de uma plataforma voltada a descomplicar o universo dos investimentos. Nela, você encontra notícias, recomendações sobre ações, mercado, renda fixa, criptomoedas e mais. 

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