Um dos assuntos em alta no mundo corporativo é o combate ao aquecimento global. Os efeitos das mudanças climáticas são sentidos em diversos pontos do globo, demandando das empresas maior responsabilidade para neutralizar suas emissões de gases poluentes.

Para alcançar o objetivo, as companhias precisam implementar um monitoramento contínuo e fazer um inventário de GEEs. Assim, elas conseguem ter informações para compreender o impacto ambiental de suas operações e agir para se tornarem mais sustentáveis.

O que é um inventário de GEEs?

A sigla GEEs é a abreviação de gases do efeito estufa, a exemplo do CO2 (dióxido de carbono), CH4 (metano) e N2O (óxido nitroso). Logo, fazer um inventário de GEEs significa quantificar a emissão de gases que causam o aquecimento do planeta.

Implementar o inventário na sua companhia é uma prática estratégica para a gestão ambiental corporativa. A razão é que ele fornece um panorama detalhado das suas emissões. Geralmente, o inventário é feito em formato de relatório.

O documento abrange um período específico, que pode ser mensal, semestral, anual ou o que for mais conveniente para o interessado. Seu principal objetivo é mostrar quais gases foram produzidos no intervalo de tempo, a quantidade emitida e a fonte responsável pela emissão.

O monitoramento contínuo dos relatórios permite avaliar o nível de sustentabilidade da sua empresa. Assim, há como alinhar as operações da companhia às melhores práticas sustentáveis e às exigências regulatórias e de mercado.

Qual é a importância do inventário de GEEs?

Existem diversos motivos que tornam importante a elaboração de um inventário de GEEs para uma empresa.

Confira as principais razões para gerar esse relatório!

Conformidade regulatória

Em muitos países e setores, a realização do inventário de GEEs é uma exigência legal. Ao cumprir as normas, a empresa evita penalidades e demonstra comprometimento com as regulamentações ambientais.

Planejamento estratégico

Como visto, o inventário de GEEs oferece uma visão detalhada das emissões da empresa, identificando suas principais fontes. Assim, o relatório facilita a tomada de decisões informadas e o desenvolvimento de estratégias eficazes de redução da liberação de poluentes.

Adequação às exigências do mercado

Diante das alterações climáticas, muitas pessoas estão mudando seus hábitos de consumo, priorizando produtos de marcas que não poluem o meio ambiente. Ao elaborar o seu inventário, a empresa pode mostrar a sua responsabilidade ambiental, adequando-se às exigências do mercado.

Contribuição para um futuro sustentável

Implementando o inventário de GEEs, a companhia contribui para a redução global das emissões de gases que geram o aquecimento do planeta. Logo, o relatório ajuda a combater o aumento da temperatura no planeta — promovendo um futuro mais sustentável para as próximas gerações.

Quais são as etapas para a realização de um inventário de GEEs?

Chegou o momento de aprender como fazer o inventário de GEEs. Veja as etapas para a sua implementação!

Definição do escopo

Na fase inicial, define-se o alcance e as metas do inventário. Esse passo demanda a seleção dos gases e atividades a serem incluídos. Também é determinado o objetivo do levantamento, variando desde a conformidade regulatória até o aprimoramento da gestão ambiental corporativa.

Limitação das fronteiras organizacional e operacional

O passo seguinte é a determinação das fronteiras dentro das quais o inventário será realizado. Ele pode ser limitado a uma operação, fábrica ou região específica, assim como é possível englobar todas as atividades da companhia.

Definição do período de referência

Também se deve escolher um intervalo de tempo para a análise. O fator é indispensável para entender a evolução das emissões e realizar comparações futuras. Geralmente, adota-se um ano fiscal, mas há como ajustar a periodicidade conforme as necessidades organizacionais.

Identificação de fontes e sumidouros de GEE

Nesse passo, identificam-se as origens das emissões de GEEs. É o caso de processos industriais, transporte, consumo de energia e gestão de resíduos, além dos sumidouros. Trata-se dos mecanismos de absorção ou redução de emissões, como florestas e tecnologias de captura de carbono.

Coleta de informações

Com as fontes de emissões demarcadas, é o momento de coletar as informações. Entre elas, estão dados sobre consumo energético, tipos de combustíveis utilizados, distâncias percorridas pela frota veicular e práticas de manejo de resíduos.

Cálculo de emissões

Os dados coletados são usados em cálculos para estimar a quantidade de GEEs emitidos. As projeções incluem fórmulas padronizadas ou específicas para cada tipo de atividade ou processo, a exemplo das disponibilizadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).

Fatores de emissão

Para garantir que as emissões sejam calculadas de forma consistente e alinhada a padrões internacionais, implementam-se fatores de emissão correspondentes a cada atividade. Eles podem ser consultados no EFDB (emission factor database) do IPCC.

Normalização das emissões

A normalização é utilizada para ajustar as emissões de GEEs de modo a refletir as diferenças na produção ou no tamanho da empresa. A abordagem permite realizar comparações justas entre unidades de negócio distintas e em diversos períodos.

Relatório e publicação

Ao fim do processo, é elaborado um relatório detalhado que documenta os resultados do inventário de forma clara e transparente. Depois, ele é publicado para que partes interessadas internas e externas — como acionistas, clientes e órgãos reguladores — tomem ciência dos dados.

Quais são as vantagens de realizar um inventário de GEEs?

Realizar um inventário de gases de efeito estufa proporciona uma série de benefícios estratégicos para as empresas. A primeira vantagem a ser destacada é a possibilidade de promover a eficiência operacional e reduzir custos.

Ter um inventário de GEEs traz à gestão uma avaliação clara do impacto de cada ação em sua pegada de carbono. O relatório embasa decisões sobre quais iniciativas implementar, priorizando aquelas que contribuem para a redução das emissões de gases poluentes.

Ele também permite identificar e mitigar pontos de desperdício, otimizando o uso de recursos e energia. Uma gestão eficaz dos GEEs ainda reforça a reputação corporativa, melhorando a imagem da marca perante investidores que valorizam a responsabilidade ecológica.

Ademais, no contexto de um mercado cada vez mais consciente das questões ambientais, o inventário de GEEs pode proporcionar uma vantagem competitiva significativa. Companhias que demonstram comprometimento com a redução de emissões tendem a ser preferidas por clientes, além de atrair a atenção de investidores.

Adicionalmente, o monitoramento e a redução de GEEs tendem a fomentar um ambiente de trabalho mais engajado. A razão é a possibilidade de gerar um sentimento de esforço coletivo por um futuro mais verde entre os funcionários — aumentando sua motivação e lealdade.

O engajamento ativo de gestores e stakeholders em práticas sustentáveis também pode melhorar as relações comerciais e a confiança na marca. Assim, a empresa tem a chance de se destacar como líder e referência em inovação sustentável.

Quais são as ferramentas e normas para fazer um inventário de GEEs?

Para realizar um inventário de gases de efeito estufa, as ferramentas mais conhecidas são o GHG Protocol e a norma ISO 14064.

Confira mais a respeito delas!

GHG Protocol

O GHG (Greenhouse Gas Control) Protocol oferece um padrão internacional para a contabilização e o relatório de emissões de GEEs. Ele é amplamente utilizado por empresas para realizar suas medições de forma consistente e comparável.

Para a sua adaptação ao contexto nacional, foi criado o PBGHGP (Programa Brasileiro GHG Protocol). Em seu site, estão disponíveis diversos manuais, com as diretrizes, notas técnicas, ferramentas de cálculo, entre outros instrumentos.

Logo, as empresas brasileiras que desejam fazer os seus inventários de GEEs podem se guiar por esses documentos. Segundo o GHG Protocol, as emissões de gases do efeito estufa são classificadas em 3 principais escopos.

Conheça!

Escopo 1

As emissões de escopo 1 se referem àquelas emitidas diretamente pelas atividades operacionais de uma empresa. Elas incluem — mas não se limitam — a queima de combustíveis fósseis em instalações industriais, os veículos da frota corporativa e os processos produtivos que liberam GEEs.

Escopo 2

Por sua vez, no escopo 2 estão questões relacionadas à energia indireta que a empresa consome. Ele abrange as emissões resultantes da geração de eletricidade, calor, vapor ou refrigeração que a companhia adquire de terceiros.

Escopo 3

Já as emissões de escopo 3 são as mais abrangentes e desafiadoras para rastrear. Afinal, elas envolvem todas as outras emissões indiretas associadas às atividades da empresa, mas que ocorrem fora de seus limites físicos.

A categoria engloba atividades como aquisição de matérias-primas, logística de transporte, viagens de negócios dos funcionários, uso de produtos vendidos, entre outras. A identificação e a gestão dessas emissões são fundamentais para uma abordagem geral da responsabilidade ambiental corporativa.

Norma ISO 14064

A ISO (International Organization for Standardization) 14064 representa um conjunto de normas internacionais para a gestão de emissões de GEEs. O padrão pode ser implementado por empresas de qualquer escala e setor de atividade.

Ele é construído sobre pilares que garantem a integridade e a confiabilidade do processo de gestão de gases do efeito estufa. São eles:

  • relevância: é assegurada pela seleção criteriosa de fontes, sumidouros e reservatórios de GEEs, assim como de dados e metodologias pertinentes ao objetivo proposto;
  • abrangência e integridade: são mantidas ao incluir todas as emissões e remoções relevantes de GEEs no inventário, justificando eventuais exclusões;
  • consistência: é alcançada por meio do uso de metodologias padronizadas e reconhecidas, facilitando comparações válidas e consistentes;
  • transparência: se dá pela divulgação de informações detalhadas e adequadas, permitindo decisões informadas e confiáveis.
  • exatidão: acontece pela minimização de incertezas e tendências, visando à precisão na quantificação das emissões e remoções de GEEs, reconhecendo possíveis erros e incertezas.

Os princípios garantem que as companhias possam gerenciar suas emissões de GEEs de maneira responsável e eficaz. Eles também contribuem para a sustentabilidade ambiental e o combate às mudanças climáticas.

Quais empresas realizam inventários de GEEs?

Em 2022, 81% das empresas do Índice Bovespa adotavam o GHG Protocol em seus inventários de GEEs. O dado é de uma pesquisa sobre ESG (environmental, social and governance) da Ibracon (Instituto de Auditoria Independente do Brasil) e da PwC (PricewaterhouseCoopers).

Entre essas companhias, apenas 5% se declararam como carbono neutro (com equilíbrio entre emissão e compensação de CO2) nos escopos 1 ou 1 e 2. Por outro lado, 93% dos demais negócios afirmam não atingirem o padrão.

Vale dizer que o Ibovespa é composto pelas empresas de maior representatividade na B3 (a bolsa de valores brasileira). Ou seja, diversos nomes importantes para o mercado brasileiro estão atentos às práticas sustentáveis.

Para acompanhar o número de empresas que realizam inventários de GEEs, a FGV (Fundação Getulio Vargas) mantém o RPE (registro público de emissões). Em 2024, o documento contava com o registro de mais de 4.000 inventários de diferentes empresas.

Agora, se você estiver pensando em fazer o inventário da sua empresa, é pertinente buscar o suporte de profissionais para auxiliar no processo. O apoio é fundamental para a coleta de dados e realização dos cálculos, assegurando a precisão e a conformidade do relatório.

Como a Genial pode ajudar o seu negócio a reduzir a emissão de GEE?

Por meio de nossos braços especializados em energia, nós, da Genial,oferecemos soluções para auxiliar na sustentabilidade do seu negócio. Elas permitem zerar as emissões de GEEs, especialmente no que se refere ao escopo 2.

Para muitas empresas, esse é um dos maiores contribuintes para a pegada de carbono total. Ao contar com os serviços da Genial Energy ou Genial Solar, você tem acesso a energia limpa e renovável — essencial para a reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Entenda mais sobre elas!

Genial Energy

Atuamos em diferentes frentes de negócio, como mercado livre e trading de energia, além de geração distribuída. As soluções permitem a compra ou geração de energia renovável, reduzindo a emissão de GEEs da sua empresa, assim como os custos com eletricidade.

Genial Solar

Somos responsáveis pelo desenvolvimento de projetos de implementação de usinas de energia fotovoltaicas no Rio de Janeiro. Ou seja, a Genial gera energia renovável para o seu negócio, reduzindo o impacto ambiental das emissões de gases poluentes do escopo 2.

Neste conteúdo, você aprendeu o que é um inventário de GEEs e como ele deve ser feito. Adequar a sua empresa às práticas que promovem a sustentabilidade é uma maneira de manter o seu negócio atrativo para o mercado, além de contribuir para a proteção do meio ambiente.

Ficou interessado em conhecer as soluções da Genial no segmento de energia? Confira mais a respeito da Genial Energy e veja como comprar energia limpa!

Genial Energy

Somos a área de energia da Genial, fornecemos os serviços de Comercialização e Consultoria Energética especializada em Mercado Livre de Energia com objetivo de reduzir o custo de energia para consumidores finais.

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