Uma gestão empresarial eficiente envolve o desenho de um planejamento estratégico, o controle das finanças e a boa administração dos recursos humanos. Mas outro fator crucial para o desempenho empresarial, cada vez mais valorizado no mercado, é a gestão de energia.

Um dos motivos é que a energia representa um custo relevante entre as contas a pagar da companhia — especialmente, naquelas de estrutura mais robusta. A atenção para essa área também assume um papel importante no atendimento à governança social, ambiental e corporativa (ESG).

Ao adotar a gestão de energia eficiente, a organização ainda pode conseguir maximizar seus lucros. Para entender como isso funciona, acompanhe a leitura deste artigo e saiba mais!

O que é gestão de energia empresarial?

A gestão de energia empresarial se refere ao conjunto de práticas e estratégias adotadas pelo negócio para gerenciar eficientemente o uso de energia em suas operações. O principal objetivo é otimizar o consumo, reduzir os custos associados a ela e minimizar o impacto ambiental.

O processo envolve uma avaliação completa, desde a produção até o consumo final de energia. Assim, a gestão de energia pode ser dividida em etapas, como:

  • planejamento: nessa fase, a empresa realiza uma análise do consumo de energia na sua operação, identificando as oportunidades de redução. Aqui, são definidas as metas e estratégias para a gestão de energia;
  • implementação: após o planejamento, as ações devem ser implementadas, podendo envolver a instalação de equipamentos de eficiência energética, a otimização de processos e o treinamento dos funcionários;
  • monitoramento: por fim, o desempenho da gestão de energia é monitorado para garantir que as metas sejam atingidas. O acompanhamento acontecerá por meio da coleta e análise de dados de consumo de energia.

Existem diversas boas práticas que as empresas podem adotar para usar mais estrategicamente a energia. Um exemplo é fazer a troca de aparelhos por aqueles que tenham um consumo mais eficiente, outra prática que proporciona grandes resultados é a realização  da transição para o Mercado Livre de Energia.

O que é o Mercado Livre de Energia?

O Mercado Livre de Energia é uma das principais soluções para empresas em busca de contratação de energia com mais eficácia. Mas, para saber como ele funciona, é preciso entender como se dá a negociação de energia no Brasil.

Confira!

Ambiente de Contratação Regulada

O Ambiente de Contratação Regulada, ou apenas ACR, é o mercado de energia elétrica no Brasil no qual os consumidores não têm a opção de escolher o fornecedor. Eles são obrigados a contratar os serviços da concessionária local — única autorizada a fornecer energia na região.

Esse ambiente também é conhecido como mercado cativo. No ACR, a relação entre consumidores e fornecedores segue um modelo regulamentado. Portanto, os chamados clientes cativos dependem das concessionárias, que possuem a infraestrutura necessária para o fornecimento de energia.

Nesse mercado, o preço da energia é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Com isso, os custos podem variar de acordo com a bandeira tarifária — que é um indicador que mede o custo da geração de energia no país.

Uma característica relevante do ACR é que períodos de poucas chuvas e crises hídricas podem influenciar o aumento dos preços da energia, especialmente quando acionadas bandeiras tarifárias. Isso ocorre devido à predominância da matriz elétrica brasileira baseada em hidrelétricas.

Portanto, ao mesmo tempo que existe certa garantia no fornecimento de energia, há menos previsibilidade no que diz respeito aos custos. Além disso, não há liberdade para negociação de melhores condições de pagamento e fornecimento.

Ambiente de Contratação Livre

Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), ou Mercado Livre de Energia, os consumidores têm a opção de escolher o fornecedor. Nesse ambiente, os preços da energia são definidos pela oferta e a demanda, o que pode resultar em economia devido à concorrência.

Ele foi regulamentado pela ANEEL nos anos 1990, com o objetivo de proporcionar maior autonomia e flexibilidade para os consumidores e promover a competitividade no setor. Afinal, diferentemente do ACR, no ACL é possível negociar as condições contratuais.

Nesse caso, há como comparar e escolher o melhor preço, prazo de fornecimento e forma de pagamento. No Mercado Livre de Energia, também há a possibilidade de avaliar o uso de energia proveniente de outras fontes.

Desse modo, o consumidor não fica dependente das hidrelétricas e pode priorizar fontes renováveis. Alguns exemplos são a energia solar e eólica, que têm um impacto menor no meio ambiente.

Com essas características, a possibilidade de negociação direta e a competição entre os fornecedores no Mercado Livre de Energia, muitas vezes, resulta em condições contratuais mais favoráveis e preços mais competitivos. Ainda, o ACL oportuniza uma maior eficiência na gestão energética.

Por exemplo, as empresas no Mercado Livre de Energia têm maior flexibilidade para gerenciar seu consumo, podendo ajustá-lo conforme suas demandas sazonais e operacionais. Isso proporciona um controle mais eficiente dos recursos energéticos.

Contudo, a participação no ACL tem certos critérios. Por exemplo, até 2023, ele era destinado a empresas que consomem mais de 500 kW. Já a partir de janeiro de 2024, o Mercado Livre de Energia passará a  ser aberto a qualquer consumidor do grupo A, independentemente da demanda contratada.

Quais as vantagens do Mercado Livre de Energia para a gestão energética?

Como foi possível perceber, a transição para o Mercado Livre de Energia costuma ser uma decisão estratégica para as empresas, inclusive visando a redução dos custos. Ela tende a acontecer pela maior flexibilidade que as companhias ganham para negociação nesse ambiente.

As empresas podem tratar diretamente com os fornecedores para obter tarifas mais atrativas, prazos de contrato flexíveis e condições contratuais adaptadas às suas necessidades. Outros benefícios incluem situações, como:

  • possibilidade de compra de energia renovável: empresas que buscam a sustentabilidade podem comprar energia proveniente de fontes renováveis, contribuindo para metas de responsabilidade social e ambiental;
  • gestão de riscos: a possibilidade de contratos a longo prazo no ACL oferece às empresas maior previsibilidade e estabilidade nos preços. Assim, ela permite uma gestão mais eficaz dos riscos financeiros relacionados à volatilidade dos preços no mercado de energia;
  • aumento da competitividade: com a redução de custos e a possibilidade de adotar fontes de energia mais sustentáveis, as empresas que participam do Mercado Livre de Energia podem aumentar sua competitividade, destacando-se como mais eficientes e inovadoras.

Qual o cenário do Mercado Livre de Energia no Brasil?

Dadas as suas vantagens, o Mercado Livre de Energia é um ambiente de negociações em plena expansão no Brasil. A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), por exemplo, projeta que ele possa responder por 46% de todo o consumo de energia no país em 2024.

Ademais, a porção de novos investimentos no ACL totaliza mais de R$ 384 bilhões, considerando o período de 2023 a 2029. A cifra constitui a maior parcela dos R$ 424 bilhões projetados para o segmento geral de geração de energia durante esse intervalo.

Outro estudo da Abraceel, de 2019, indicou que o ambiente de contratação livre representava 34% da expansão planejada do parque gerador ao longo de cinco anos. Análises posteriores, em 2021 e 2022, revelaram um crescimento para 72% e 83%, respectivamente.

Outro número relevante mostrou que, em julho de 2023, o Ambiente de Contratação Livre atraiu quase 6 mil novas unidades consumidoras. O número considera um período de 12 meses, começando em 2022.

Essa evolução representa a taxa mais elevada em dois anos — um aumento de 20%, em comparação ao período anterior. Como os dados mostram, o Brasil passou a contar com mais de 35 mil unidades consumidoras livres, distribuídas entre cerca de 12 mil empresas.

Qual o papel das gestoras na transição e otimização energética?  

O cenário e as estimativas apontam que a abertura do Mercado Livre de Energia em 2024 viabilizará a migração de mais de 100 mil unidades consumidoras para esse ambiente. Nesse processo, uma gestora de energia tem o papel de oferecer suporte para a transição, além de gerenciar, controlar e otimizar o uso de energia.

Portanto, empresas de gestão de energia, como a Genial Energy, são organizações especializadas que fornecem serviços e soluções para otimização e eficiência energética de outros negócios. Sua atuação visa a redução de custos, a sustentabilidade e o cumprimento de metas ambientais.

Essa atuação é dividida em diferentes frentes. Em primeiro lugar, costuma ser feita uma análise prévia da realidade do negócio, avaliando como é o consumo de energia atual para conduzir um estudo sobre a viabilidade de novas estratégias — incluindo a transição para o ACL.

A gestora também pode elaborar estratégias para a otimização energética, considerando as metas e necessidades específicas do cliente. O processo conta com a implementação de tecnologias mais eficientes, práticas operacionais sustentáveis e fontes de energia renovável.

Outro ponto central no trabalho é a migração da empresa do Ambiente de Contratação Regulada para o Ambiente de Contratação Livre. Como você viu, o ACL tende a trazer uma otimização de custos importante para o planejamento da empresa.

Por fim, a atuação da gestora de energia contempla a etapa de acompanhamento do consumo energético. Dessa forma, a empresa pode ver com mais clareza como está o gasto de energia e fazer o gerenciamento.

Qual a importância do uso de energias renováveis nessa gestão?

As energias renováveis fazem parte de um tema atual e relevante em discussões cotidianas. Como o nome sugere, elas são provenientes de fontes naturalmente renovadas e que podem ser exploradas de forma sustentável ao longo do tempo.

O objetivo da adoção das energias renováveis faz parte de esforços pensados para reduzir o impacto na natureza e reverter eventuais prejuízos ambientais causados pelo uso de combustíveis fósseis. Petróleo, carvão e gás natural são exemplos.

No caso do Brasil, a matriz energética já é predominantemente renovável. Entretanto, como você viu, ela se concentra em hidrelétricas, que respondem por mais de 60% de toda a energia gerada no país.

A diversificação dessa matriz é outro ponto relevante, já que ela serve para trazer mais segurança energética para o país. Ao depender de variadas fontes de energia, é possível reduzir a vulnerabilidade a interrupções no fornecimento de uma única fonte.

Dessa maneira, é fundamental também pensar nas fontes renováveis quando se fala em gestão de energia em empresas. Há diversos exemplos, como:

  • energia solar: obtida a partir da radiação do sol por meio de painéis solares que a convertem em eletricidade;
  • energia eólica: gerada pela força dos ventos, capturada por turbinas eólicas que convertem a energia cinética em eletricidade;
  • energia de biomassa: derivada de materiais orgânicos, como resíduos agrícolas, madeira e outros combustíveis orgânicos, que são queimados ou convertidos em biogás.

Para empresas, o uso de energia proveniente dessas fontes — viabilizado a partir do Mercado Livre de Energia — pode ser vantajoso. Além dos custos mais atraentes oferecidos, as companhias poderão adotar uma postura social e ambientalmente responsável.

Como uma boa gestão de energia maximiza os lucros do negócio?

Como você viu, o foco da gestão energética é proporcionar o uso estratégico de um dos ativos mais relevantes na operação da empresa: a energia. Essa atenção pode ser fundamental para maximizar os lucros da organização.

Redução de custos

A gestão eficiente de energia pode contribuir significativamente para a redução de custos operacionais de uma empresa. Afinal, o consumo estratégico pode gerar uma economia significativa na rotina.

Isso é possível porque a gestão de energia tende a promover mais eficiência energética. Com ela, há a identificação e eliminação de desperdícios, o uso de tecnologias mais eficientes e a implementação de práticas que reduzem a demanda por energia.

Com a capacidade de monitorar e controlar o uso de energia, as organizações podem implementar ajustes imediatos para otimizar o desempenho e evitar custos desnecessários. Além disso, há o fator de negociação dos contratos de energia.

Com dados precisos sobre o consumo e padrões de uso, as empresas podem negociar acordos mais favoráveis com fornecedores. Eles proporcionam mais previsibilidade de custos e reduzem os riscos de exposição às variações de taxas.

Conformidade com regulamentações ambientais

Um tópico cada vez mais discutido no mercado trata das chances de reduzir os impactos ambientais causados pela economia ao longo das últimas décadas. O objetivo é gerar ações rápidas, antes que eventuais reflexos sejam irreversíveis.

Nesse sentido, a produção e o consumo de energia é um dos fatores mais relevantes relacionados à sustentabilidade. Práticas sustentáveis ajudam a preservar ecossistemas e a diversidade biológica — e são essenciais para a qualidade de vida nas cidades.

Por isso, o uso eficiente de energia e a transição para fontes renováveis ajudam a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, por exemplo. Esse é um fator que contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

Ademais, muitas regiões possuem regulamentações rígidas relacionadas ao consumo de energia e emissões. Então a gestão energética auxilia as empresas a cumprirem as normas, evitando multas e penalidades associadas à sua inobservância.

Imagem de marca positiva e marketing sustentável

Outro ponto positivo é que empresas comprometidas com a gestão de energia eficiente e práticas sustentáveis constroem uma reputação sólida e positiva no mercado. Essa imagem é um ativo valioso, já que influencia a percepção dos clientes, investidores e parceiros de negócios.

O motivo é que os consumidores modernos estão mais conscientes do impacto ambiental das empresas. O mesmo vale para diversas outras organizações, que preferem fazer negócios com companhias socialmente responsáveis — o que se estende para o uso de energia.

Logo, empresas que adotam práticas sustentáveis e comunicam efetivamente essas ações atendem às expectativas do consumidor, gerando lealdade e preferência de marca. Isso significa que a gestão de energia e a sustentabilidade podem ser diferenciais competitivos importantes.

A ação também será relevante para atração de investidores. Por exemplo, um investidor ou uma instituição pode considerar os critérios ESG de uma companhia antes de fazer um aporte.

Desse modo, a gestão de energia pode ser usada como argumento em suas comunicações. Portanto, além da redução de custos e cumprimento com normas, ela fortalece a imagem do negócio.

Aumento da previsibilidade nas contas

A maximização dos lucros de uma empresa é possível quando há previsibilidade em suas contas. Quando a companhia sabe quais são suas despesas e tem bom controle das contas a pagar, é mais fácil identificar margens e buscar formas de ampliar os ganhos.

Assim, por envolver o monitoramento contínuo do consumo de energia, a gestão energética permite uma compreensão detalhada dos padrões de uso. Ela identifica os picos de demanda e a capacidade de tomar medidas corretivas para evitar desperdícios.

Somando-se a isso, ao ter um entendimento claro de como utilizam energia, as empresas podem negociar contratos mais vantajosos com seus fornecedores. Nesse sentido, é viável contratar exatamente o que a demanda exige, por preços mais interessantes.

Aproveitamento de incentivos e subsídios

Com a sustentabilidade em foco na economia, a atenção com a energia permite que as empresas aproveitem incentivos governamentais e outros subsídios. Isso acontece porque muitos programas têm critérios específicos que as companhias devem cumprir para se qualificar.

Entre os pontos de avaliação, estão o consumo sustentável de energia e a adoção de práticas menos danosas ao meio ambiente. Então a gestão energética ajuda a garantir que a organização esteja em conformidade com esses requisitos.

Eles podem estar relacionados tanto à eficiência energética, quanto ao uso de fontes renováveis, redução de emissões de carbono, ou outros critérios específicos.

Ainda, as políticas públicas relacionadas à energia e sustentabilidade tendem a mudar ao longo do tempo, atualizando-se. Dessa forma, a gestão de energia inclui o acompanhamento dessas mudanças para garantir que a empresa esteja ciente de novos programas de incentivo ou alterações nos critérios de elegibilidade.

Como a tecnologia e inovação contribuem para a gestão de energia?

Para alcançar os resultados esperados com mais eficiência, a tecnologia e a inovação estão transformando a gestão de energia de múltiplas maneiras. Entre os pontos de melhoria, podem ser citados, principalmente:

  • maior eficiência energética;
  • aumento da geração de energia renovável;
  • maior confiabilidade do sistema;
  • redução dos custos.

No âmbito da eficiência energética, a tecnologia ajuda a identificar oportunidades e implementar soluções para reduzir o consumo de energia. Por exemplo, as tecnologias de iluminação LED podem reduzir o consumo de energia em até 80%, em comparação com as lâmpadas incandescentes.

O mesmo acontece com a atualização dos ativos tecnológicos das empresas, como os maquinários. A cada ano, conforme novas tendências avançam, os aparelhos podem consumir menos energia. Logo, mantê-los atualizados é estratégico para as companhias.

Também há o fator da geração de energia renovável, que a tecnologia está tornando mais acessível e eficiente. Os painéis solares fotovoltaicos estão nessa lista, sendo uma opção viável para residências e empresas.

O mesmo acontece com a energia eólica. Com as inovações, a estrutura para captação e transformação da energia dos ventos é cada vez mais robusta.

Dessa maneira, à medida que a tecnologia avança, as empresas podem se beneficiar de seus impactos. Afinal, elas comprarão a energia de maneira mais acessível, reduzindo seus custos e maximizando os lucros.

Por que contar com uma gestora de energia?

Pensando em trazer mais qualidade e eficiência para a gestão de energia, contar com o suporte e a estrutura de uma gestora pode ser fundamental para os negócios. Elas possuem profissionais especializados e com conhecimento técnico na área.

Assim, essa expertise tende a ser um trunfo, pensando em não apenas mudar a forma como a empresa consome energia, mas aproveitar novas oportunidades, como aquelas presentes no Mercado Livre de Energia.

As gestoras também implementam sistemas de monitoramento em tempo real para acompanhar o consumo de energia. Como você já viu, eles podem ser diferenciais no que diz respeito à melhora na eficiência energética da companhia.

Nesse sentido, a Genial Energy é uma alternativa para a gestão energética estratégica do seu negócio. Além de todo o suporte na migração para o Mercado Livre de Energia, você terá oportunidades com trading de energia, comprando e vendendo com mais segurança.

Outro destaque é o ecossistema da Genial, que poderá integrar os serviços no campo da energia com as soluções financeiras de investimentos. A economia em contas para a empresa pode chegar até aos 35%, gerando mais recursos para áreas estratégicas da operação.

Como você aprendeu, a gestão de energia deve ser um ponto de atenção em negócios em busca de ter mais eficiência energética e maximização dos seus lucros. Por isso, ter suporte qualificado e migrar para o Mercado Livre de Energia é um caminho a ser estudado.

Quer saber mais sobre gestão de energia? Fale conosco e veja como ter energia limpa e sustentável em seu negócio!

Genial Energy

Somos a área de energia da Genial, fornecemos os serviços de Comercialização e Consultoria Energética especializada em Mercado Livre de Energia com objetivo de reduzir o custo de energia para consumidores finais.

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