CDB 220% do CDI com liquidez diária.

A caderneta de poupança está entre as aplicações financeiras mais populares do Brasil. Dentre as vantagens que fazem a alternativa ser tão procurada estão a facilidade de utilização e a segurança. Nesse sentido, muitas pessoas se questionam se a poupança é renda fixa.

Esses são dois conceitos distintos, sendo importante compreender cada um deles para entender as diferenças e similaridades. Ao conhecer essas definições você poderá encontrar a maneira mais vantajosa de investir o dinheiro e alcançar os seus objetivos financeiros.

Neste artigo, você verá o que é a poupança e a renda fixa, além de analisar as principais características de cada uma delas para tomar boas decisões de investimento. Continue a leitura para conferir!

O que é poupança?

A caderneta de poupança é uma modalidade bancária que foi criada no Brasil em 1872. Sua utilização é bem simples, funcionando como uma conta bancária. Assim, ela tem liquidez imediata — permitindo o resgate do valor a qualquer momento, inclusive com o uso de cartão de débito.

Ela também é oferecida aos brasileiros gratuitamente e tem como finalidade ser uma forma de poupar dinheiro. Como pagamento ao investidor, a poupança oferece uma rentabilidade regular. Ou seja, ela é igual para todos os bancos e instituições financeiras.

Além da praticidade, a alternativa tem como ponto forte a segurança. Sua rentabilidade é previsível e o investimento tem a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que protege o titular caso a instituição financeira entre em falência.

O FGC fornece uma garantia de até R$ 250 mil por CPF e instituição, que pode chegar a R$ 1 milhão considerando mais de um emissor. Essa cobertura total se renova a cada 4 anos.

É conveniente destacar, ainda, que os rendimentos obtidos na poupança são isentos de Imposto de Renda (IR). Essas características fazem com que, mesmo nos cenários de rentabilidade baixa, a poupança tenha um grande volume de depósitos.

O que é renda fixa?

A renda fixa é uma classe de investimentos. Isso significa que ela abrange diversas aplicações que têm algumas características em comum. A principal delas é a previsibilidade em relação ao retorno, o que faz com que a classe seja considerada mais segura.

Os investimentos da renda fixa funcionam como empréstimos. Dessa maneira, o investidor cede seu dinheiro ao emissor e tem a promessa de receber o valor acrescido de uma rentabilidade no futuro. Cada aplicação tem as suas regras em relação a aspectos como prazos e rendimentos.

Os juros podem acontecer de três modos na renda fixa: prefixado, pós-fixado ou híbrido. Na primeira eles seguem uma taxa fixa, conhecida no momento do investimento. A pós-fixada, tem o desempenho atrelado a um indicador, enquanto a híbrida mescla as duas modalidades anteriores.

Alguns exemplos de produtos financeiros dessa classe são:

  • títulos do Tesouro Direto;
  • certificados de depósitos bancários (CDBs);
  • letras de crédito imobiliário (LCIs) e do agronegócio (LCAs);
  • certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs);
  • debêntures;
  • letras de câmbio (LCs).

Quais são as diferenças entre poupança e renda fixa?

Como vimos, a poupança é um tipo de conta bancária que pode ser usada como forma de investimento. Por outro lado, a renda fixa é uma classe de investimentos, que conta com diferentes alternativas com pontos em comum.

Ao conhecer os dois conceitos, é importante saber que a poupança é um investimento que faz parte do grupo da renda fixa. Mesmo que muitos não a considerem um investimento vantajoso, ela apresenta rentabilidade e pertence à classe.

Qual alternativa rende mais?

Para avaliar qual alternativa rende mais entre a poupança e outros títulos de renda fixa, é preciso saber como o retorno da caderneta é contabilizado. Você já viu que ele segue a mesma regra para todos os bancos, certo?

Nos depósitos feitos após 4 de maio de 2012 a regra de rendimentos depende da taxa Selic — a taxa básica de juros da economia. Há duas possibilidades:

  • quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + a taxa referencial (TR).
  • se a Selic ficar igual ou abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento é de 70% da Selic + TR.

Assim, o rendimento da poupança está ligado, especialmente, à movimentação da Selic — e costuma ser bem menor na comparação com outras alternativas de renda fixa. O Tesouro Selic, por exemplo, paga rentabilidade de 100% dessa taxa.

Por sua regra de rentabilidade pouco vantajosa, é frequente que o aporte na poupança seja incapaz de superar a inflação. Isso representa uma deterioração do poder de compra do dinheiro aplicado nela. Afinal, se a inflação é maior que a rentabilidade, o montante passa a valer menos do que antes.

Qual alternativa traz mais segurança: poupança ou renda fixa?

Como você viu, a poupança é muito utilizada pelos brasileiros por ser uma alternativa considerada segura. Mas muitos outros títulos da renda fixa têm a mesma segurança oferecida. Em muitos casos, há um nível ainda mais elevado de segurança e outros investimentos, como é o caso dos títulos públicos.

Também existem aplicações menos seguras — que não contam com a proteção do FGC, por exemplo. Contudo, elas também tendem a apresentar maior potencial de retorno ao investidor, para compensar um nível menor de segurança.  

Como escolher o melhor investimento?

Após conhecer todas essas informações, é possível que surja a dúvida sobre qual o melhor investimento para o seu caso. A decisão entre poupança e outros títulos da renda fixa é uma escolha que depende de uma análise de diversos fatores.

O primeiro deles é o seu perfil de investidor: conservador, moderado ou arrojado. Ele indica como você lida com os riscos e pode ajudar a buscar as opções mais favoráveis. No caso da renda fixa, você viu que muitos títulos são considerados igualmente seguros.

Assim, pode fazer mais sentido optar pela alternativa que traga segurança mas que, ainda assim, ofereça rendimentos mais elevados.

Outro aspecto a se considerar são os seus objetivos. A renda fixa conta com títulos com diferentes características de prazos, rendimentos e liquidez. Esses fatores precisam ser alinhados com o tempo que você pretende manter uma aplicação, além da rentabilidade desejada.

Também vale pensar na diversidade de alternativas. A poupança terá sempre a mesma rentabilidade em todo banco. Mas outros investimentos de renda fixa encontrados em corretoras de valores oferecem possibilidades de rendimento diversas e, na maioria das vezes, mais interessantes que a poupança.

Agora que você já sabe que a poupança é uma alternativa de renda fixa, mas que não costuma oferecer bons rendimentos na comparação com outras possibilidades da mesma classe. Então, para ir além da poupança, considere os investimentos disponíveis no mercado e avalie qual deles melhor se encaixa aos seus objetivos pessoais.

Quer começar a investir agora mesmo de maneira simples? Então conte com a Genial Investimentos. Abra a sua conta conosco!

Comentários