Os Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) são alternativas para quem deseja aproveitar o potencial do mercado sem precisar comprar imóveis diretamente. Por serem mais acessível aos investidores de menor capital, eles podem ser bastante atrativos – dependendo dos seus objetivos. 

Porém, é preciso conhecer os diferentes tipos de Fundos Imobiliários, o seu funcionamento e as particularidades. A partir disso, será possível tomar as melhores decisões para compor o seu portfólio. 

Se você tem interesse no tema, continue a leitura para descobrir quais são os diferentes tipos de Fundos Imobiliários do mercado! 

O que são Fundos Imobiliários? 

Para começar, vale falar sobre os Fundos de Investimento, que são uma modalidade coletiva em que cada investidor adquire cotas. O gestor do fundo se responsabiliza pela compra e venda de ativos, conforme os objetivos propostos. 

No caso dos Fundos Imobiliários, a composição do portfólio é focada nas opções desse mercado. Assim, ele pode contar com imóveis físicos ou com títulos ligados ao setor, dependendo do seu tipo. Portanto, é essencial conhecer o funcionamento e as modalidades disponíveis.  

Como funciona um Fundo Imobiliário? 

Como vimos, o FII é um tipo de investimento coletivo focado no mercado de imóveis. Nesse caso, você adquire uma cota e não atuará ativamente na estratégia de investimento, pois essa é uma função do gestor.  

Logo, ao adquirir uma cota em uma oferta pública de um FII, você disponibiliza capital para que o gestor coloque as estratégias desejadas em prática. Esse veículo de investimento também tem regras específicas e os fundos devem ser aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Os rendimentos com dividendos não são tributados para pessoas físicas. Para tanto, é preciso que o fundo siga 3 critérios previstos na legislação. São eles: 

  • que as cotas do fundo sejam negociadas na bolsa de valores ou no mercado balcão, exclusivamente;
  • que o fundo conte com pelo menos 50 cotistas; 
  • que o cotista que busca a isenção não tenha mais que 10% das cotas totais. 

Nos demais casos, como investidores pessoas físicas que não cumprem os requisitos ou empresas (via CNPJ), há tributação. Além disso, no caso de lucro com a venda das cotas o Imposto de Renda (IR) é de 20% sobre os rendimentos.  

Quais são os tipos de Fundos Imobiliários? 

Entendendo o funcionamento dos FIIs, a opção parece atrativa para você? Antes de decidir, é essencial que você conheça os diferentes tipos disponíveis no mercado. 

A seguir, veja quais são os principais tipos da modalidade e as suas diferenças: 

Fundo de tijolo 

Os fundos de tijolo são aqueles que investem de maneira majoritária em imóveis físicos — por isso o nome. Assim, os rendimentos obtidos e distribuídos aos cotistas são recebidos por meio da locação ou da venda de propriedades. Então ele pode ter diferentes estratégias. 

Uma possibilidade dos fundos de tijolo é focar em tipos específicos de imóveis, como hotéis, shoppings ou prédios corporativos. Porém, ele se expõe mais aos riscos do mercado imobiliário, já que sofre diretamente com as oscilações. 

Em fundos voltados ao aluguel, a vacância de imóveis também oferece riscos, reduzindo a rentabilidade. Afinal, além da eventual ausência de aluguel, há necessidade de arcar com custos de manutenção e despesas recorrentes. 

Por outro lado, os fundos de tijolo são conhecidos por ser bons pagadores de dividendos. Assim, permitem ao investidor viver de renda. 

Fundo de papel 

Também conhecido como fundo de recebíveis imobiliários, a estratégia não investe diretamente em imóveis físicos. As aplicações são feitas em títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário, o que proporciona menor volatilidade. Alguns investimentos que podem compor o portfólio são: 

Eles podem ser menos voláteis por contarem com títulos de renda fixa em sua composição. Entretanto, isso também costuma limitar a rentabilidade, já que ela seguirá o potencial de rendimento das aplicações de renda fixa.  

Fundo de fundos 

Você já conhece os fundos de fundos? Nesse caso, em vez de focar em imóveis físicos ou papéis, eles investem em cotas de outros FIIs. Ou seja, você consegue participar de diversos fundos disponíveis no mercado ao comprar apenas uma cota.   

A composição pode seguir diferentes estratégias e amplia as possibilidades. Dessa maneira, ele pode proporcionar alguns benefícios interessantes ao investidor, principalmente a maior diversificação. 

Também há maior acessibilidade, já que o investidor consegue se expor a diversos FIIs por um custo menor. Afinal, a soma de cotas de todos os fundos que compõem o portfólio individualmente certamente teria um custo mais elevado.  

Outras classificações 

Além dos tipos citados, os Fundos de Investimentos Imobiliários podem ser classificados de outras maneiras. Nesse caso, funciona como uma subdivisão, mais relacionada aos objetivos ou ativos específicos que compõem o portfólio.  

Veja alguns exemplos: 

  • fundo de desenvolvimento: investe em construção para lucrar com a venda do imóvel; 
  • fundo de compra e venda: tenta obter lucros na valorização de imóveis comprados; 
  • fundos de renda: visam garantir uma renda passiva, como nos fundos de tijolo focados na locação. 

Quando vale a pena investir em FIIs? 

Você já conheceu algumas vantagens dos Fundos Imobiliários. Eles podem trazer rendimentos pelo pagamento dos dividendos e pela valorização da cota. Ademais, podem ajudar na diversificação da carteira para potencializar os rendimentos e fazer a gestão de riscos.  

No entanto, para identificar se vale a pena investir em FIIs, você precisa considerar o seu perfil de investidor e os objetivos. Isso também permite definir os valores que deseja investir neles. 

Em todos os casos, um dos pontos essenciais é avaliar os diferentes tipos de Fundo de Investimento Imobiliário. As diferenças entre eles afetam os resultados, os riscos e o potencial de rentabilidade. Sem fazer uma avaliação correta sobre os FIIs, as escolhas podem não ser adequadas à sua carteira. 

Outro cuidado é avaliar o fundo escolhido antes de investir. Confira o prospecto para saber se o objetivo está alinhado às suas expectativas. Conheça também o portfólio e pesquise a gestora. Essas informações ajudarão a ter mais segurança na escolha. 

Sabendo quais são os diferentes tipos de Fundos Imobiliários e as diferenças entre eles, você terá mais tranquilidade para decidir se vale a pena investir. Ainda, será mais fácil definir qual é a modalidade ideal para os seus objetivos! 

Que tal aprofundar mais os seus conhecimentos para tomar as melhores decisões? Leia o nosso post com as vantagens e desvantagens de investir em FIIs

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