Conteúdo atualizado em 29 de setembro de 2022 às 18:00 por Genial Investimentos.

Os FIIs (fundos de investimentos imobiliários) consistem em uma alternativa de renda variável do mercado brasileiro focada no setor de imóveis. Assim, para quem deseja adquirir as cotas dessa modalidade, é interessante saber o que é o IFIX — Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários.  

Ele é um importante termômetro do desempenho dos fundos imobiliários e pode ajudar a orientar as decisões. Dessa forma, entender o seu funcionamento pode contribuir com a análise e a seleção das melhores alternativas para a sua carteira de investimentos

Neste artigo, você entenderá o que é o IFIX, como ele é composto e outras informações importantes sobre esse indicador. Boa leitura!

Qual a cotação do IFIX HOJE?

As cotações não são provenientes de todos os mercados e talvez tenham até 20 minutos de atraso. Os dados são fornecidos “no estado em que se encontram” e somente para fins informativos, não para fins comerciais ou de consultoria. Exoneração de responsabilidade

O que é o IFIX? 

Existem diversas formas de analisar o desempenho dos ativos antes de investir. Uma delas é a partir dos índices de mercado. Isso porque eles têm a função de demonstrar o comportamento das principais alternativas de uma categoria, a partir de critérios predeterminados. 

Para isso, os índices montam uma carteira teórica: uma seleção dos ativos que atendem a determinados requisitos. Como o nome indica, não se trata de uma carteira de investimentos efetiva (Composição da carteira), mas um conjunto de alternativas selecionadas para compor o indicador e demonstrar os seus resultados.

Nesse sentido, o IFIX é o indicador que busca representar o desempenho médio dos fundos imobiliários que têm suas cotas negociadas na bolsa de valores brasileira, a B3 — antiga BM&FBovespa

O IFIX é considerado um índice setorial, pois é destinado a ativos de interesse de um setor específico, com informações detalhadas sobre o seu desempenho. Esse índice foi criado em 2012, com o objetivo de ser um parâmetro para os fundos imobiliários.  

Dessa forma, o indicador se tornou o principal referencial para investidores que tenham interesse em investir em FIIs. Você também pode acompanhá-lo através do gráfico do tradingview BMFBOVESPA-IFIX.

Como esse índice funciona? 

Ciente do que é o IFIX, é importante ter em mente que ele demonstra não apenas aspectos relacionados ao preço de negociação. O índice mostra o retorno total dos fundos, considerando a distribuição de dividendos. 

Desse modo, podemos dizer que o IFIX está para o mercado de fundos de investimento imobiliário assim como o Índice Bovespa (Ibovespa) está para o mercado de ações. Ou seja, ambos são os principais indicadores nos seus respectivos ambientes. 

Nesse sentido, como você viu, o IFIX serve como termômetro para o mercado de fundos imobiliários negociados em bolsa. Assim, ele fornece ao investidor uma ideia de como está o desempenho dos FIIs em determinado intervalo de tempo. 

Quais são as regras de inclusão e exclusão do IFIX? 

Como você já entendeu, para um fundo imobiliário integrar a carteira teórica do IFIX, ele precisa atender a determinados requisitos. Logo, é interessante conhecer essas condições para entender como acontece a seleção dos fundos do índice.  

O primeiro critério para integrar o IFIX é estar entre os fundos imobiliários mais negociados da B3. Essa avaliação é feita de acordo com seus Índices de Negociabilidade (IN) no período de vigência das últimas três carteiras teóricas. 

O cálculo de IN considera tanto número de negócios quanto volume financeiro negociado. Portanto, quanto mais operações assim um ativo apresentar, maior é o seu IN. 

Da mesma forma, é necessário que o fundo imobiliário tenha sido negociado em 95% dos pregões, no mínimo, no período de vigência das últimas três carteiras teóricas. 

O índice também tem restrições para a inclusão de FIIs. Uma delas é não ter cota com valor médio ponderado inferior a um real durante o período de vigência da carteira teórica anterior. Isto é, não ser classificado como “penny stock”. 

Além disso, podem ser excluídos do IFIX os fundos que tiverem sido objeto de resgate total pelo fundo emissor durante a vigência da carteira teórica ou que deixarem de atender aos requisitos.  

Como é a composição desse indicador? 

Você já conhece os critérios para a inclusão e a exclusão dos FIIs na carteira teórica do IFIX, certo? Esse portfólio é revisado pela B3 a cada quatro meses e rebalanceado de acordo com os fundos que ainda preenchem os critérios para fazer parte do indicador. 

Assim, a composição da carteira do IFIX é dinâmica. Se você quiser conferir a seleção de ativos do indicador atualizada, ela está disponível no site da B3

Quais são os critérios de ponderação do IFIX? 

Agora que você já sabe o que é um índice de mercado e como funciona o IFIX, também é importante entender que esses indicadores contam com critérios de ponderação da carteira. 

Isso significa que os ativos que compõem o portfólio teórico impactam nos resultados gerais. Assim, para evitar distorções, é comum que exista uma regra para o peso que cada item representa em um indicador. 

No IFIX, os ativos são ponderados pelo valor de mercado da totalidade das cotas emitidas pelo fundo imobiliário. Desse modo, o indicador determina que um único FII não pode ter peso maior que 20% no índice. 

Logo, se um fundo ultrapassar esse percentual, é realizado um ajuste para que ele fique adequado. Nesse caso, é feita redistribuição do que exceder para os demais FIIs da carteira

Por que é importante conhecer esse indicador? 

Após conhecer as principais informações sobre o que é o IFIX e como ele é formado, também é relevante entender o seu papel no mercado financeiro. Na prática, um índice de mercado ajuda a visualizar melhor o comportamento e as tendências de um grupo de ativos. 

Desse modo, ele auxilia na análise dos investidores, facilitando a avaliação dos fundos imobiliários. Afinal, o indicador permite ao investidor conhecer os principais FIIs, sua movimentação e histórico. Como resultado, tem-se uma visão mais completa desse mercado para escolher seus investimentos.  

Portanto, o IFIX é uma forma de ajudar a identificar o momento mais adequado para investir em fundos imobiliários. Ele também ajuda a avaliar a participação que os FIIs podem ter na carteira do investidor, contribuindo para uma alocação mais assertiva. 

Para quem já investe em FIIs, o IFIX pode ajudar a visualizar as movimentações dos fundos em sua carteira. Ainda, pode atuar como benchmark. Isso significa que o índice pode ser utilizado como parâmetro para analisar seus resultados em relação ao mercado em geral. 

Como o IFIX pode ser utilizado como benchmark para investimentos? 

Você acabou de ver que, como um indicador do mercado, o IFIX pode ajudar nas decisões de investimentos. Desse modo, saber como interpretá-lo e utilizar essa informação para os aportes financeiros é muito benéfico. 

A seguir, saiba como valer-se do IFIX enquanto benchmark para auxiliar os seus investimentos! 

1. Comparação entre FIIs 

Em primeiro lugar, como você viu, o benchmark pode servir como parâmetro para compreender o desempenho dos fundos imobiliários do mercado. Além disso, é possível selecionar FIIs específicos e avaliar como eles se comportam em relação ao IFIX. 

Essa é uma forma de analisar a rentabilidade do investimento. Mas a avaliação deve ser aliada a outros estudos, como o potencial de valorização no longo prazo — se esse for o objetivo da escolha. Assim, o benchmark pode ser um item para integrar a análise fundamentalista dos FIIs

2. Avaliação da carteira de investimentos 

Se você investe em fundos imobiliários, é importante analisar a própria carteira de investimentos para verificar se o desempenho está satisfatório, certo? O IFIX, como você já sabe, pode ajudar nesse processo.  

É possível, por exemplo, fazer uma comparação com os FIIs do seu portfólio para entender se o desempenho está próximo ao do índice de referência. Esse estudo ajuda a identificar a necessidade de um rebalanceamento da carteira, reduzindo ou aumentando a participação em determinados fundos imobiliários. 

3. Comparar índices 

Além de avaliar os fundos e o índice, mais uma possibilidade é comparar o IFIX a outros indicadores de mercado. Um exemplo é contrastar o desempenho do IFIX com o do Ibovespa para entender melhor o desempenho de FIIs em relação a ações, outro ativo de renda variável

Essa é uma estratégia válida para diversos objetivos. Por exemplo, avaliar as alternativas mais adequadas ao que você procura, contrapor os investimentos mais resilientes a crises, entre outros.  

Mas, apesar de ser uma forma de compreender melhor os tipos de investimentos e o desempenho das categorias, é importante considerar que esse é apenas um dado sobre a média das alternativas. Lembre-se de que os índices contam com diversos ativos na carteira teórica. 

O IFIX é o único indicador de fundos imobiliários? 

Vimos que o IFIX foi criado em 2012 como um parâmetro para os fundos imobiliários e que se tornou o principal termômetro desse tipo de investimento, certo? Contudo, mesmo sendo o mais abrangente, ele não é o único indicador que deve ser avaliado antes de investir em fundos imobiliários

Além do índice de referência, também é possível encontrar indicadores fundamentalistas específicos para o setor. É o caso, por exemplo, do indicador de área bruta locável, cap rate, vacância dos imóveis, entre outros. Uma avaliação robusta desses indicadores pode ajudá-lo a fazer escolhas mais consistentes no mercado. 

Ainda, vale ter em mente que não é indicado utilizar os índices isoladamente. Você também pode conciliar a análise de indicadores específicos com o IFIX para um estudo ainda mais completo. 

É possível investir no IFIX? 

Como você viu, o IFIX é um indicador eficiente para quem deseja acompanhar o desempenho médio do mercado de fundos imobiliários. Ele é uma boa medida para saber, por exemplo, se os FIIs têm sido ou não investimentos rentáveis. Contudo, por não se tratar de um ativo, não é possível investir no IFIX. 

Porém, o investidor pode selecionar os ativos da carteira teórica do indicador para compor o próprio portfólio — ou pode contar com alternativas indiretas. A principal possibilidade para se expor a esse índice são os Exchange Traded Funds (ETFs).  

Entenda melhor a seguir! 

Investimento em ETFs 

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Os ETFs são um tipo de fundo de investimento negociado na bolsa de valores que têm como objetivo replicar o desempenho das carteiras teóricas dos seus índices de referência. Por exemplo, é possível investir no Ibovespa por meio do ETF BOVA11

Há ETFs referenciados em diversos índices, como o Índice Small Cap (SMLL11), que reúne as ações das principais empresas de baixo valor de mercado, e o Índice Dividendos (IDIV11), que abrange as ações das empresas que mais pagam esses proventos. 

Desse modo, se o objetivo é acompanhar os resultados do IFIX, uma alternativa é o ETF Trend IFIX (XFIX11). Esse fundo de índice foi criado em 2020 e conta com a gestão da XP Vista Asset Management. 

O Trend IFIX deve ter 95% do seu patrimônio alocado em cotas da carteira teórica do seu benchmark e os 5% restantes podem ser formados por outros ativos. Com isso, é possível se expor ao IFIX e seguir a média do mercado de FIIs sem escolher os fundos individualmente.

Vale a pena investir em FIIs? 

Você já entendeu a importância do IFIX e como ele pode ajudar em uma tomada de decisão mais consciente nos investimentos em fundos imobiliários. Mas, em quais situações vale a pena investir em FIIs? 

Não existe uma resposta definitiva para essa pergunta. Afinal, uma boa escolha está relacionada às necessidades individuais. Veja o que deve ser avaliado na decisão! 

Conheça as carteiras recomendadas do projeto Genial Analisa, disponibilizadas todos meses recomendações de ações e fundos imobiliários através de uma equipe de analistas de ponta Filipe Villegas e Isabella Suleiman.

Perfil de investidor 

O perfil de investidor é um critério essencial a ser considerado antes de tomar decisões de investimentos. Isso porque ele indica a tolerância de cada investidor aos riscos das alternativas do mercado financeiro.  

Como vimos, os fundos imobiliários fazem parte da classe da renda variável. Isso significa que eles ficam expostos aos riscos de mercado. Assim, os FIIs tendem a ser mais adequados a investidores moderados e arrojados. 

Apesar disso, é possível encontrar alternativas de fundos imobiliários menos voláteis. Portanto, é interessante realizar uma análise individual para a alocação. 

Objetivos financeiros

Os objetivos financeiros e pessoais também são essenciais para orientar as escolhas dos investimentos. Os FIIs são uma possibilidade de diversificação da carteira, sendo mais comuns para objetivos de médio e longo prazos. 

É frequente também que os interessados em conquistar uma renda passiva optem por essa modalidade, por conta da possibilidade de obter proventos regulares. Em especial, com FIIs que focam no aluguel de imóveis.  

Assim, vale avaliar esses aspectos para identificar se a modalidade faz sentido para suas estratégias. 

Conseguiu entender o que é o IFIX e como ele pode ajudar você a escolher ou comparar seus investimentos em FIIs? Então, se você já investe ou pretende investir nesses veículos de investimento, não deixe de considerar o IFIX na sua tomada de decisão! 

Para aproveitar as oportunidades do mercado financeiro, conte com a Genial Investimentos. Abra sua conta e comece a investir agora mesmo!

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Isabella Suleiman

Isabella atua com análise de fundos imobiliários e é responsável pela carteira recomendada da Genial. É graduada em Ciências Econômicas e Administração de Empresas pelo Insper e começou a carreira no mercado financeiro pelo Backoffice em um dos maiores bancos de investimentos da América Latina.

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