Os fundos de investimento são aplicações do mercado financeiro em que o investidor tem o simples trabalho de, basicamente, transferir uma determinada quantia e deixar que o resto do dinheiro seja manejado por terceiros.

Mas fique tranquilo! No caso, a gestão do investimento não é feita por qualquer um. Administradores e especialistas em investimentos distribuem o dinheiro em variados ativos, conforme a classificação e enfoque do fundo escolhido.

Os fundos são oferecidos em instituições financeiras, como bancos e corretoras, e são extremamente acessíveis, até mesmo para quem ainda só aplica na poupança e não dispõe de um alto grau de investimento. Com R$ 100 já é possível investir em um fundo! Conheça abaixo, em detalhes, todos os tipos e sub-categorias de fundos de investimento. É importante saber todas porque, assim, você saberá qual escolher e qual se adequa ao seu perfil de investimento.

Fundos de renda fixa

Investem basicamente em ativos de renda fixa, como os títulos públicos do Tesouro Direto, debêntures (títulos de dívida das empresas), títulos bancários (CDBs, Letras Financeiras etc.)

Os fundos DI são os mais indicados para os iniciantes, uma vez que esse tipo de produto busca desempenho com base na taxa de juros básica da economia, a Selic, o que garante rendimentos maiores do que a poupança, por exemplo, que costuma ser o primeiro destino de um investidor iniciante.

A ideia desse tipo de fundo, portanto, é ser acessível, prático, simples de entender e seguro para que os iniciantes possam começar a experimentar novos investimentos e maiores rentabilidades sem insegurança.

Há, porém, fundos de renda fixa moderados, que investem em títulos emitidos por bancos e empresas de maior risco (crédito privado), como as Letras Financeiras e as debêntures.

Fundos de ações

Também chamados de fundos de renda variável, os fundos de ações devem investir, no mínimo, 67% da carteira em ações, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de fundos de ações, cotas de fundos de índices de ações e Brazilian Depositary Receipts (BDR) níveis I, II e III.

Diferentemente dos fundos de renda fixa, indicados para perfis mais conservadores e moderados, os fundos de ações são mais arrojados e expostos a mais riscos, o que pode resultar em um retorno maior e, por outro lado, grandes perdas também.

São voltados, portanto, para investidores com maior tolerância à oscilação da Bolsa de Valores e que desejam diversificar a carteira para turbinar o crescimento do patrimônio, com rendimentos maiores no longo prazo.

Os fundos de ações podem ser colocados como um terceiro passo na trajetória do investidor, que começou com aplicações conservadoras, diversificou em investimentos moderados e agora busca ativos mais arrojados para acelerar o crescimento do patrimônio.

São interessantes para os iniciantes, pois investir em ações por conta própria pode ser complicado para a maioria dos investidores por demandar um conhecimento maior do mercado.

Por isso, delegar as decisões de investimento a um gestor profissional que se dedica inteiramente a essa tarefa é muito encorajador. E isso pode ser feito com muito menos recursos do que um investimento avulso em ações.

Para a maioria das pessoas, em geral as menos dispostas a dedicar grande parte do tempo aos investimentos, investir em bons fundos de ações com visão de longo prazo é o mais recomendado.

A classificação “fundos de ações” está sujeita a algumas subdivisões em função do tipo de ação em que investem ou da estratégia adotada. A seguir, confira todos os tipos disponíveis:

Tipos de fundos de ações

1) Indexados

Também chamados de fundos passivos, têm o objetivo de replicar as variações de indicadores de referência do mercado de renda variável, como IBrX 100, que junta em um só ativo todas as ações mais negociadas da Bolsa de Valores brasileira.

2) Ativos

Os fundos de ações ativos são aqueles em que o gestor escolhe ativamente os papéis que vão compor a carteira na tentativa de superar um índice de referência de Bolsa, e não apenas de acompanhá-lo. Ou então que simplesmente não fazem referência a nenhum índice. Eles têm algumas subdivisões, conheça cada uma:

Valor/Crescimento: Buscam retorno por meio da seleção de empresas cujo valor das ações negociadas esteja abaixo do seu “preço justo” estimado (estratégia de valor) ou em ações com histórico e/ou perspectiva de continuar com forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado (estratégia de crescimento).

• Setoriais: Investem em empresas de um mesmo setor, por exemplo, empresas de energia elétrica, varejo ou de construção.

• Dividendos: Investem em ações de empresas boas pagadoras de dividendos, isto é, com histórico de distribuição consistente aos seus acionistas.

• Small Caps: Investem em ações de empresas cujas ações são consideradas de baixo valor de mercado. São empresas de menor porte e, em geral, são menos negociadas na Bolsa.

• Sustentabilidade/Governança: Investem em companhias com bons níveis de governança corporativa ou que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade empresarial no longo prazo.

• Índice ativo: Têm como objetivo superar um índice de referência da Bolsa, como o Ibovespa ou o IBrX 100. Investem em empresas do índice escolhido, mas sempre com o intuito de superá-lo.

• Livre: Não têm compromisso de concentração em uma estratégia específica. São os fundos de ações com maior liberdade de atuação e estabelecimento de estratégias. A parcela em caixa pode ser investida em quaisquer ativos, desde que especificados em regulamento.

3) Específicos

Estes adotam estratégias de investimento ou possuem características específicas, podendo ser condomínios fechados ou investir em apenas uma única ação (fundos de mono ação).

Não são regulamentados pela Instrução CVM nº 555, que rege os demais fundos de investimento abertos. Os Fundos Mútuos de Privatização (FMP), nos quais os trabalhadores brasileiros podem investir parte do seu FGTS em ações da Petrobras e da Vale, se enquadram nesta categoria.

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4) Investimento no exterior

Fundos que investem, majoritariamente, em ativos no exterior.

Fundos cambiais

São fundos de investimento que investem em ativos atrelados a moedas estrangeiras. De modo geral, eles são indicados para proteger os recursos do investidor contra as flutuações de moedas fortes, como dólar e euro. Mas também podem ser usados para lucrar com a variação positiva da moeda.

O valor de investimento inicial dos fundos cambiais pode variar bastante, havendo opções no mercado para investidores de todos os portes. Mas esse tipo de investimento, em geral, só é recomendado para investidores com perfil de risco moderado e arrojado.

Lembrando que, embora esses fundos tenham a rentabilidade atrelada à variação de uma moeda estrangeira, investimentos e resgates são sempre feitos em reais.

Os fundos cambiais são do tipo aberto, isto é, permitem aplicações e resgates. Se um investidor deseja entrar no fundo ou aumentar sua participação, o fundo emite novas cotas para ele adquirir. Se desejar sair, basta pedir o resgate para recuperar os recursos. Em função disso, é bem fácil entrar e sair desses fundos a qualquer momento.

Onde investem os fundos cambiais

Quanto aos ativos, os fundos cambiais devem investir pelo menos 80% da carteira em ativos, de qualquer nível de risco de crédito, relacionados a moedas estrangeiras, como o dólar ou o euro.

A relação pode ser feita por meio dos derivativos, que são ativos referenciados em outros ativos, como taxas de juros ou moedas, que permitem ao investidor, por exemplo, apostar na alta ou na queda de um ativo no futuro. São muito usados tanto para ganhar por meio da especulação quanto para proteção da carteira contra a oscilação do mercado.

Ou seja, fundos cambiais não investem em moeda estrangeira diretamente, como pode parecer à primeira vista. Eles investem em títulos referenciados em moeda estrangeira emitidos por bancos e empresas e fazem operações com derivativos atrelados a essas moedas ou operações que permitam replicar a variação cambial.

Os 20% restantes da carteira devem ser aplicados apenas em títulos e operações de renda fixa prefixada ou indexada à Selic e ao CDI.

O desempenho dos fundos cambiais tende a acompanhar o da moeda de referência, em geral o dólar ou o euro. São recomendados para quem quer ter ganhos com a variação cambial

Por exemplo, os investidores que acreditam que o dólar vai subir ou para quem quer se proteger das variações cambiais no médio e longo prazo (ex.: quem vai fazer uma viagem grande para o exterior daqui a um bom tempo e está se planejando com antecedência)

Fundos cambiais costumam ser classificados como moderados ou arrojados/agressivos. Eles estão basicamente sujeitos ao risco de flutuação da moeda estrangeira de referência em relação ao real.

Assim, um fundo cambial de dólar está exposto à volatilidade da moeda americana, enquanto um fundo cambial de euro está exposto à volatilidade da moeda europeia.

O câmbio é um dos indicadores econômicos mais difíceis de se prever, mesmo para especialistas. Investir em fundos cambiais para lucrar com a valorização da moeda é uma atividade de alto risco, portanto. Trata-se de uma estratégia para investidores de perfil moderado ou arrojado que desejam diversificar a carteira de investimentos.

Mas se a intenção do investidor for tão somente proteger uma parte dos seus recursos do sobe e desce do câmbio – por exemplo, porque ele tem obrigações de longo prazo em moeda estrangeira – então a aplicação pode ser considerada de baixo risco.

Quanto à facilidade e rapidez de resgate, os fundos cambiais costumam ter alta liquidez. Os recursos normalmente ficam disponíveis para o investidor apenas poucos dias após o pedido de resgate.

Fundos multimercados

Os fundos multimercados são investimentos muito versáteis, que podem assumir diversos formatos e níveis de risco, e atender a diferentes perfis de investidor – dos conservadores aos arrojados, dos pequenos aos grandes. Há fundos que aceitam aportes iniciais de mil reais e outros que chegam a exigir de dezenas a centenas de milhares de reais. Trata-se de uma categoria de fundos muito ampla e com várias ramificações. Mas vale a pena conhecê-los!

Alguns dos fundos de investimento mais famosos do mercado são os multimercados, como o Verde, de Luís Stuhlberger, o SPX Nimitz, de Rogério Xavier, e o Adam, de Márcio Appel.

De maneira geral, os fundos multimercados representam um segundo passo na trajetória do investidor, pois, basicamente, eles foram criados para mesclar todos os tipos de investimento (renda fixa, ações, câmbio, investimentos no exterior) em um só fundo.

Depois de sair da poupança e buscar investimentos conservadores mais rentáveis que a caderneta, o investidor pode querer dar passos maiores e destinar parte da carteira a investimentos com um pouco mais de risco, mas sem se sujeitar ao risco do mercado de ações em si, por exemplo.

A moderação e a diversificação de um fundo multimercado, capaz de combinar diferentes tipos de ativos, surgem como uma alternativa mais segura para tentar rentabilidades superiores às da renda fixa e, como já vimos, não se expor somente à volatilidade do mercado de ações.

Os fundos multimercados são fundos abertos, isto é, permitem aplicações e resgates. Se um investidor deseja entrar no fundo ou aumentar sua participação, o fundo emite novas cotas para ele adquirir. Se desejar sair, basta pedir o resgate para reaver os recursos. Em função disso, é bem fácil entrar e sair desses fundos a qualquer tempo.

Quanto à tributação, os fundos multimercados geralmente são classificados como fundos de longo prazo.

Conheça todos os tipos de fundos multimercados

A classificação dos fundos multimercados está sujeita a várias subdivisões em função dos tipos de ativos que compõem a carteira e das estratégias empregadas pelo gestor.

Os multimercados costumam ter estratégias bem definidas para tentar gerar retornos superiores aos principais indicadores do mercado, como o CDI, o Ibovespa ou a inflação, adaptando-se ao momento do mercado.

Segundo a classificação mais recente da Anbima, os fundos multimercados são divididos em três grupos. Estes, por sua vez, têm algumas subdivisões que se diferenciam entre si. Entenda cada uma a seguir:

1. Alocação

Buscam retorno no longo prazo por meio de investimentos em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio etc.), incluindo cotas de fundos de investimento. Há duas subdivisões:

• Balanceados

Fundos com estratégia de alocação predeterminada, devendo especificar previamente e de forma bem explícita em quais classes de ativos o gestor irá investir.

• Dinâmicos

Possuem estratégia de alocação de ativos sem o comprometimento de ter uma estratégia explícita predeterminada. Portanto, a distribuição do dinheiro é flexível e pode mudar de acordo com as condições de mercado.

2. Estratégia

Esses fundos multimercados obedecem às regras de estratégias que podem ser adotadas pelo gestor. É muito importante verificar em qual estratégia o fundo se baseia para entender se tem a ver com os seus objetivos. Confira cada uma:

• Macro

Opera diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.) e define as diretrizes de investimentos com base em avaliações de cenários macroeconômicos de médio e longo prazo.

• Trading

Também opera diversas classes de ativos, mas tenta obter seus ganhos por meio de movimentos de compra e venda de curto prazo.

• Long and Short – Direcional

Opera ações e derivativos no mercado de renda variável, montando posições compradas (long) e vendidas (short), podendo ser diferentes entre si, ou seja, as posições compradas podem ser maiores que as vendidas e vice-versa.

• Long and Short – Neutro

A diferença entre esta e a operação direcional é que a exposição desses fundos no mercado é neutra. Isto é, a posição vendida e a posição comprada terão os mesmos valores e parâmetros de aposta, o que neutraliza o investidor, ficando menos exposto à oscilação do mercado.

• Juros e Moedas

Busca retorno no longo prazo por meio de investimentos em renda fixa, podendo se expor a risco de juros, índices de preços e moeda estrangeira. Não investe em renda variável.

• Livre

Não tem compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica.

• Capital Protegido

Busca retornos em mercados de risco, mas procura proteger parte ou a totalidade do principal investido. Assim, se houver perdas no investimento do fundo, os cotistas podem recuperar um percentual predefinido ou a totalidade dos recursos que investiram.

• Estratégia Específica

Adota estratégias com riscos específicos, como commodities e futuros de índices.

3. Investimento no exterior

Fundos multimercados que podem investir mais de 40% do seu patrimônio líquido em ativos financeiros no exterior. Essa categoria não tem subdivisões.

Os riscos dos fundos multimercados

Os níveis de risco dos multimercados também variam bastante.

Há os que beiram o perfil conservador e outros são considerados moderados ou arrojados. Além disso, alguns dos multimercados mais agressivos podem ser até mais arriscados do que certos fundos de ações.

Esses fundos multimercados com maior exposição ao risco são voltados para investidores que entendem mais do mercado e que já têm uma parcela da carteira alocada em investimentos bem conservadores. O intuito, neste caso, é basicamente de diversificação.

Os fatores de risco dos multimercados estão ligados aos ativos que compõem suas carteiras. Por exemplo, fundos que investem mais em renda fixa estão mais sujeitos ao risco de calote desses títulos.

Os que fazem estratégias com juros e moedas estão sujeitos às flutuações das cotações nesses mercados. Já os que investem em ações estão mais expostos ao risco de volatilidade nos preços desses papéis.

A liquidez também pode variar bastante. Há fundos que pagam o investidor poucos dias após o pedido de resgate, apresentando alta liquidez.

Outros só disponibilizam os recursos muito tempo depois do pedido de resgate – dentro de 30, 60, 90 ou, até mesmo, acima de 180 dias.

Em razão disso, quem investe nesse tipo de fundo deve estar ciente desse prazo para resgate e ter outras aplicações financeiras de alta liquidez para atender às suas necessidades mais imediatas. Para resgatar esses fundos menos líquidos, é preciso ter certo planejamento.

FoFs ou Fundos Multigestores

Existem também fundos de investimentos que investem em cotas de outros fundos. São chamados de Fundos de Fundos (FoFs) ou Fundos Multigestores. Para identificá-los, a denominação deve ser a seguinte: “Fundo de investimento em cotas de fundos de investimento”.

Esses fundos mantêm, no mínimo, 95% de seu patrimônio investido em cotas de fundo de investimento de uma mesma classe, segundo a CVM. Só não funciona da mesma forma com os fundos multimercado, que podem investir em cotas de fundos de classes distintas.

Os 5% restantes de seu patrimônio podem ser aplicados em títulos públicos federais ou títulos de renda fixa bancários, como os CDBs.

Com os fundos multigestores, é possível ter acesso a fundos renomados e até restrito a milionários. Esse tipo de investimento possibilita essa facilidade ao investidor que não possui alto grau de investimento.  Com esses fundos, o investidor também pode ter seu capital exposto a variados tipos de fundos sem precisar lidar com vários e pagar imposto mais de uma vez.

Realmente, como você pôde ver nesse post, há diversos tipo de fundos de investimento, cada um com sua particularidade. Por isso, é muito importante ter uma corretora com o gabarito da Genial Investimento ao seu lado para te auxiliar na melhor escolha. Abra sua conta agora e fale com um dos assessores de forma gratuita.

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Leonardo Pinto

Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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