A poupança é um dos investimentos mais populares entre os brasileiros, mas isso não significa que a caderneta seja a melhor alternativa. Desde a mudança na regra da caderneta, a capacidade de retorno da poupança foi afetada e isso deve ser considerado por todo investidor. 

Portanto, é preciso conhecer quais são as definições para o rendimento da caderneta e também entender quais outras alternativas podem compor sua carteira. Assim, é possível traçar uma estratégia mais eficiente para fazer seu dinheiro render. 

Neste artigo, nós, da Genial Investimentos, apresentamos o que muda com a nova regra da poupança. Confira! 

Quando a regra da poupança mudou? 

A mudança significativa na regra da poupança aconteceu em maio de 2012. Mas, ainda assim, muitas pessoas não conhecem os detalhes. A implementação das novas regras se deu para modificar o modo como a caderneta rende.  

A partir daquele período, os novos depósitos passaram a seguir regras diferentes de remuneração. Assim, depósitos feitos até o momento da mudança passaram a ser conhecidos como “poupança antiga”. 

A transformação na regra fez com que muitas pessoas que tinham o hábito de aplicar na poupança começassem a reconsiderar a decisão. Com isso, começaram a buscar outras possibilidades para alocar os recursos e, assim, poder obter remuneração sobre o patrimônio. 

O que diz a regra da poupança nova? 

Entender as determinações atualizadas é essencial para saber quanto rende a poupança e quais são suas características gerais. A regra da poupança nova criou duas faixas de rendimento, de acordo com o desempenho da taxa Selic — que é a taxa básica de juros da economia.  

Veja quais são os critérios de rentabilidade: 

  • se a Selic for igual ou inferior a 8,5% ao ano, o retorno da poupança nova é de 70% da Selic mais a taxa referencial (TR); 
  • se a Selic ficar acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% por mês mais TR (igual à regra antiga). 

É importante saber que a taxa referencial está zerada desde 2017. Além disso, outros fatores da rentabilidade da poupança permaneceram em vigor. Por exemplo: 

  • o rendimento apenas no aniversário do depósito; 
  • a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC); 
  • a isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos. 

Qual a diferença entre a regra da poupança nova para a antiga? 

Como você pôde ver, o rendimento da poupança foi o principal ponto afetado com a mudança na caderneta. No caso da poupança velha, o desempenho é de 0,5% ao mês mais a TR, independentemente do comportamento da Selic. Isso dá origem a um retorno de 6,17% ao ano. 

No caso da poupança nova, por outro lado, a rentabilidade é menor. Em julho de 2021, por exemplo, a taxa Selic estava definida a 4,25% ao ano. Portanto, o rendimento da poupança, nesse período, foi de 2,97% ao ano — menos da metade do desempenho da poupança antiga. 

Onde investir como alternativa à poupança? 

Com a nova forma de rentabilidade, a poupança passou a ter um desempenho inferior à maioria dos outros ativos de renda fixa. Além disso, não é raro que sua performance fique abaixo da inflação, o que gera perda no poder de compra pela rentabilidade real negativa. 

Para que seu patrimônio não seja afetado pela regra de rendimento da poupança, o ideal é buscar alternativas de investimento que sejam tão seguras quanto ela, mas que rendam mais.  

A seguir, conheça possibilidades! 

Títulos do Tesouro 

Os títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional são especialmente atraentes para quem deseja driblar a baixa rentabilidade da poupança, mas sem abrir mão de sua segurança.  

Eles são instrumentos de captação de recursos do Governo Federal e têm três formas de retorno, assim como os demais investimentos de renda fixa. Veja quais são os tipos de títulos: 

  • Tesouro Prefixado: tem uma taxa de juros que é fixa e conhecida no momento do investimento; 
  • Tesouro Selic: acompanha o desempenho da taxa básica de juros e rende 100% da taxa, rendendo mais que a poupança; 
  • Tesouro IPCA+: tem uma taxa de juros fixa somada ao desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial de inflação do Brasil. 

Todos eles têm liquidez diária, assim como a poupança. Porém, rendem todos os dias e não apenas no aniversário do depósito, o que favorece o retorno. 

Em relação ao Imposto de Renda, há cobrança de IR sobre os rendimentos segundo a tabela regressiva. Então a alíquota incidente é de 22,5% a 15%, dependendo do tempo de aplicação. 

CDB 

O certificado de depósito bancário (CDB) é um tipo de título privado emitido por instituições financeiras que desejam captar recursos. Eles também têm retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido. 

A liquidez varia com cada título, assim como o prazo de investimento. Da mesma forma que os títulos do Tesouro, existe cobrança de IR regressivo. 

O CDB apresenta segurança semelhante a da caderneta, pois o título é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O limite é de R$ 250 mil por CPF e instituição, com um total de R$ 1 milhão renovável a cada 4 anos. 

Se a instituição financeira tiver problemas para pagar os investidores, o FGC cobre o montante inicial mais o rendimento até o limite definido. 

LCI e LCA 

As letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) são títulos privados emitidos por instituições financeiras. A especificidade é que os recursos financiam projetos dos setores de imóveis e do agronegócio. 

O rendimento segue os moldes do CDB, mas esses títulos se destacam por serem isentos de Imposto de Renda. Eles também apresentam cobertura do FGC. Já a liquidez e os prazos de vencimento variam com cada título. 

Como escolher onde investir? 

Agora que você conhece as alternativas à poupança e a nova regra de rentabilidade, é preciso tomar uma decisão para a sua carteira. A escolha, entretanto, é individual e depende do seu perfil de investidor e de seus objetivos financeiros. 

Pense no que se encaixa melhor em termos de segurança, prazo e liquidez para que você possa selecionar as aplicações ideais. Dependendo das suas características, também é possível investir na renda variável para aumentar o potencial de retorno. 

Como você viu, a mudança na regra da poupança não é tão nova, mas ainda é desconhecida por muitos investidores. Considerando que ela pode reduzir fortemente o retorno do aporte, vale pensar em outros investimentos para potencializar sua carteira. 

Que tal otimizar o cuidado com seu dinheiro? Confira outras dicas e saiba como investir melhor e sair da poupança!

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