A poupança é o investimento mais conhecido e utilizado pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa divulgada em 2019, 65% das pessoas que guardam dinheiro usam a aplicação. Mas você sabe como calcular o retorno obtido?  

Nem sempre as pessoas pesquisam o rendimento mensal da poupança ou entendem o cálculo. Com isso, a escolha pode ser feita com base na praticidade, mas deixa de considerar o retorno financeiro. Logo, as decisões sobre como investir podem não ser as ideais para seus objetivos. 

Neste conteúdo, você aprenderá como calcular o rendimento mensal da poupança e conhecerá algumas alternativas de investimento. Confira! 

Quais são as regras sobre o rendimento da poupança? 

Antes de tudo, é preciso entender como funciona a rentabilidade da poupança. A regra não é fixa, variando conforme o cenário econômico. Para isso, o ponto de partida é identificar a taxa Selic, que é a taxa básica de juros no Brasil.  

Quando ela está acima de 8,5%, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês, acrescido da taxa referencial (TR). Vale destacar que o cálculo será sempre esse para os depósitos feitos até 3 de maio de 2012, pois na época vigorava a regra antiga. 

Porém, quando a Selic fica igual ou abaixo de 8,5%, o cálculo muda. Nesse caso, a rentabilidade será equivalente a 70% da Selic, acrescida da TR. Essa tem sido a forma de rentabilidade desde 2017, ano em que a taxa básica de juros começou a cair. Além disso, a TR tem sido igual a 0 desde 2018.  

Além da taxa, é importante saber como se dá o pagamento da remuneração na poupança. Ele acontece apenas de maneira mensal, conforme o dia de aniversário do depósito. Por isso, você só terá rendimentos a cada 30 dias. Ou seja, caso faça um saque antes, não terá o valor corrigido.  

Como calcular o rendimento da poupança? 

Como vimos, o cálculo do rendimento começa consultando a taxa Selic e a TR no mês do depósito. Por exemplo, em novembro de 2020 a taxa era de 2% ao ano, enquanto a TR seguiu zerada. Portanto, é preciso aplicar a regra de rendimento equivalente a 70% da Selic + TR. 

Tendo isso em mente, basta verificar quanto é 70% de 2%. O resultado é 1,4%, que indica o rendimento anual da poupança na data. Se dividir essa taxa pelos 12 meses do ano, é possível verificar que rentabilidade mensal é de apenas 0,11%. 

Assim, um depósito de R$ 1.000 renderá R$ 1,10 ao mês ou R$ 14 ao ano com essa taxa. Para facilitar, você pode calcular os rendimentos a qualquer momento pela calculadora do cidadão. Basta preencher a data inicial e final, o valor a ser corrigido e a regra de correção para ver o total.  

Investir na poupança vale a pena? 

A poupança é uma modalidade de investimento bastante prática, muitas vezes funcionando em conjunto com a conta-corrente do banco. Além disso, ela tem a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Tudo isso torna a opção atrativa, mas é preciso avaliar outros aspectos.  

Por exemplo, a rentabilidade. Com a Selic em baixa, o rendimento vem caindo. Inclusive, em muitos cenários, a taxa é menor do que a inflação. Na prática, apesar de oferecer um retorno, a poupança acaba gerando perdas no poder de compra. 

Como você pode ver, ela não é a mais indicada para aumento ou até mesmo manutenção do patrimônio. Por isso, vale a pena conhecer alternativas de investimentos que podem trazer os mesmos benefícios que ela, mas com vantagens em relação à rentabilidade. 

Quais são as alternativas para ter maior retorno? 

Se você acredita que a poupança não é o melhor investimento, é importante conhecer as opções do mercado. É possível encontrar algumas que oferecem a mesma segurança, com melhor rentabilidade.  

Além disso, caso tenha tolerância a riscos, existem possibilidades também na renda variável. Confira as principais opções para sair da poupança

Tesouro Selic 

Essa é uma aplicação feita em títulos públicos, pelo Tesouro Direto e com garantia do Tesouro Nacional, então é bastante segura. O Tesouro Selic tem rendimento de 100% da Selic. Logo, supera a Poupança. 

Um dos benefícios dele é a alta liquidez, o que também favorece a quem precisa resgatar o dinheiro rapidamente. Além disso, os juros são aplicados diariamente nos dias úteis. Assim, não há a limitação da poupança em relação a esperar a data de aniversário. 

Tesouro IPCA 

O Tesouro IPCA é outro título público. A diferença dele é que os juros estão vinculados à variação da inflação, mais uma taxa de juros fixa anual. Normalmente, ele é mais indicado para médio e longo prazo. Apesar de ter liquidez diária, pode apresentar oscilações em casos de resgates antes do prazo. 

Há dois tipos de Tesouro IPCA: um paga a rentabilidade no vencimento e outro apresenta juros semestrais. Ou seja, o investidor recebe os rendimentos a cada 6 meses. 

CDB 

Os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) são títulos de renda fixa emitidos por bancos e cobertos pelo FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, em um limite global de até R$ 1 milhão – renováveis a cada 4 anos. Então também apresentam segurança.  

É possível encontrar grande variedade no mercado, com prazos e rendimentos diversos. 

Se o seu objetivo é manter uma reserva de emergência, os CDBs com liquidez diária podem ser uma opção. Há, ainda, certificados disponibilizados com outros prazos — que podem trazer mais rendimentos e servir a objetivos com datas definidas para acontecer. 

LCI e LCA 

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA) são semelhantes ao CDB, mas contam com isenção de Imposto de Renda. Isso pode fazer com que a rentabilidade seja maior, tendo em vista que não terá descontos. 

No entanto, é comum que elas também tenham liquidez limitada, sendo mais indicadas para metas com prazos definidos. 

Renda variável 

Por fim, se o seu perfil de investidor é mais tolerante a riscos, vale a pena conhecer as opções de renda variável. Elas têm um maior potencial em relação ao rendimento, mas também são mais arriscadas. Algumas das principais opções são as Ações, os Fundos de Investimento e as Operações Estruturadas

Uma dica para tomar as melhores decisões é traçar o seu perfil de investidor e entender seus objetivos. Dessa maneira, é possível montar uma carteira diversificada com mais segurança nas decisões. 

Agora que você já sabe como calcular o rendimento mensal da poupança, provavelmente percebeu que existem opções que podem ser mais vantajosas para o seu portfólio, certo? Então avalie as alternativas do mercado financeiro para encontrar os melhores investimentos! 

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