A garantia de recebimento dos rendimentos é uma das principais dúvidas de quem está começando no mercado de investimentos. Dificilmente uma aplicação possui risco zero, mas o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma proteção importante para a maioria dos ativos de renda fixa, especialmente em caso de falência das instituições que os oferecem.

Com o Fundo Garantidor de crédito (FGC) é possível investir sem o medo de perder o valor aplicado, um grande diferencial para que as pessoas optem por certas modalidades de aplicação em detrimento de outras. Além disso, a previsibilidade de retorno torna os investimentos garantidos pelo FGC os preferidos de investidores conservadores.

Esse é o seu perfil? Então, acompanhe o artigo e conheça como funciona e as características do FGC.

Como funciona o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)?

O Fundo Garantidor de Crédito é uma instituição privada mantida pelo depósito periódico feito por organizações associadas ao fundo que contribuem mensalmente para garantir a proteção a alguns tipos de investimentos.

Segundo as normas do Banco Central, essa associação é obrigatória para instituições financeiras que atuam em território nacional, nas seguintes áreas:

  • recebimentos de depósitos à vista;
  • captação de recursos por meio de letras hipotecárias;
  • realização de operações com letras de câmbio;
  • captação de recursos por operações de títulos de emissão.

Em caso de falência da instituição ou outro problema que a impeça de pagar os rendimentos aos investidores, o FGC utiliza o valor acumulado de sua captação para saldar a dívida com os investidores. Vale ainda ressaltar que o limite aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de R$ 1 milhão a cada quatro anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

Instituições integrantes do FGC 

Toda instituição financeira que oferece os serviços apontados acima deve ser associada ao FGC. Caso contrário, as entidades estão sujeitas a multas, aplicadas pelo Banco Central. É possível verificar a lista de todas as instituições participantes no site do fundo e, assim, investir com mais segurança e tranquilidade.

Entre as organizações que cumprem esses requisitos e participam dessa sociedade estão:

  • bancos comerciais, múltiplos e públicos;
  • bancos de investimento e de desenvolvimento;
  • a Caixa Econômica Federal;
  • sociedades de crédito, financiamento e investimento;
  • sociedades de crédito imobiliário;
  • companhias hipotecárias;
  • associações de poupança e empréstimo.

Investimentos cobertos pelo FGC

 O FGC oferece proteção a vários investimentos de renda fixa. Conhecer as características de cada um é fundamental para fazer a escolha certa, de acordo com o seu perfil de investidor. Em todos os casos, a garantia segue o processo abordado acima.

Confira quais aplicações financeiras recebem cobertura do FGC:

  • Conta corrente: a garantia ordinária se estende aos depósitos em conta corrente. O saldo disponível na conta é protegido até o valor de R$ 250 mil. Contudo apenas contas bancárias contam com essa garantia.
  • Caderneta de poupança: apesar de ser protegida pelo FGC e isenta de Imposto de Renda, é uma aplicação de baixo retorno. A rentabilidade é definida pela Taxa Referencial e pela taxa Selic.
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB): o CDB é um título emitido pelos bancos para captar recursos. Ele pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido, e essa escolha afeta a rentabilidade. É um investimento tributado pelo Imposto de Renda.
  • Letras de Câmbio (LC): são aplicações de renda fixa semelhantes ao CDB. No entanto a diferença é que a emissão dos títulos é feita por instituições financeiras para custear suas operações.
  • Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA): são títulos de renda fixa emitidos por bancos com rentabilidade prefixada ou pós-fixada. Por representar um estímulo a esses setores econômico, os títulos são isentos de Imposto de Renda.
  • Letras Hipotecárias (LH): são títulos de risco moderado emitidos para captar recursos via hipoteca. Os juros podem ser prefixados ou pós-fixados, e o vencimento é definido na hora da compra.

Agora que você já sabe quais investimentos recebem a garantia do FGC, entenda, a seguir, como eles são protegidos.

Como os investimentos são protegidos pelo FGC? 

Como mencionado, a proteção do retorno da renda aos investidores só é possível graças aos depósitos periódicos feitos por instituições associadas, e que ocorrem conforme algumas regras estabelecidas pelo Banco Central. As entidades contribuem com 0,0125% dos depósitos elegíveis à garantia, o que possibilita o retorno de até R$ 250.000,00 por CPF.

O processo de pagamento começa com a decretação de falência da instituição financeira ou devido a outra interferência do Banco Central. Então, a entidade envia a relação de crédito de todos os investidores, informando o CPF do beneficiário e o valor correspondente às operações de cada um.

Em seguida, o FGC seleciona um banco para pagar as garantias e, posteriormente, define a agência em que o investidor poderá realizar o saque. Após receber o dinheiro, basta que o investidor assine um documento comprovando que recuperou seus rendimentos.

O FGC apresenta, ainda, uma garantia especial, aplicada aos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), que consiste em títulos de renda fixa para estimular a captação de recursos de instituições de pequeno e médio porte. Nesses casos, o valor garantido é de R$ 20 milhões, mas a contribuição mensal pode ser de até 0,833% do montante de saldos.

O que não é garantido? 

Por isso, há uma série de investimentos em renda fixa que não recebem a proteção do FGC. Confira os principais:

Fundos de investimento 

A garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito pode ser aplicada apenas a produtos ligados a instituições financeiras. Os fundos de investimento são uma modalidade de investimento coletivo, em que o patrimônio é dividido em cotas proporcionais ao valor de compra dos investidores, que se tornam cotistas. Mesmo com a divisão, esse patrimônio é administrado por uma única instituição.

Como todo investimento, esse tipo de aplicação apresenta tanto benefícios quanto desvantagens. Apesar de não ser garantido pelo FGC, em caso de falência da entidade administradora, basta que os cotistas transfiram a gestão do patrimônio para outra instituição.

Assim, a depender dos seus objetivos e do perfil de investidor, mesmo que esse investimento não receba proteção do FGC, ainda pode ser uma boa opção para você. Confira no próximo item as vantagens dos fundos de investimento.

Tesouro Direto 

Apesar de não receber cobertura do FGC, o Tesouro Direto continua sendo uma opção segura de investimento, pois os papéis dessa modalidade são emitidos pelo Tesouro Nacional. Portanto quem realiza o pagamento é o próprio governo federal.

Com isso, mesmo que os bancos ou as corretoras quebrem, os ativos estarão seguros, porque títulos do Tesouro Direto são registrados no CPF de cada investidor, o que permite que eles sejam transferidos para outra instituição.

Por fim, a possibilidade de os órgãos públicos se negarem a pagar é bem pequena, pois desestabilizaria toda a economia nacional e traria prejuízos à credibilidade do país perante investimentos internacionais. Assim, o Tesouro Direto segue como uma boa opção de aplicação.

Bolsa de Valores 

A Bolsa de Valores, como qualquer outro investimento em renda variável, não é garantida pelo FGC. Nela, em caso de problemas com o banco ou a corretora, os papéis são transferidos para outra entidade financeira, que apresente estabilidade e segurança para realizar as operações.

Além disso, no caso da B3 – a Bolsa de Valores brasileira – os investidores ainda podem contar com o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos, que garante o retorno de até R$ 120 mil. Assim, mesmo que não tenha proteção do FGC, investir em ações na Bolsa pode ser uma boa opção para o seu perfil de investidor.

Confira outras aplicações que não são garantidas pelo FGC:

Debêntures: são títulos de dívida emitidos por empresas, que retornam o investimento com juros prefixados ou pós-fixados. Costumam ter um bom rendimento.
Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI): consiste em um fundo de renda fixa emitido por securitizadoras, que possui lastro em operações imobiliárias. O retorno do valor aplicado é somado a juros prefixados ou pós-fixados.
Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA): são títulos de renda fixa similares ao CRI.
Letra Imobiliária Garantida (LIG): é um título de renda fixa do setor imobiliário cuja rentabilidade está ligada ao mercado de câmbio. Os juros podem ser prefixados ou pós-fixados.

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Afinal, vale a pena aplicar em ativos não cobertos pelo FGC?

Agora que você já sabe quais são os investimentos contemplados pelo FGC e quais não recebem a proteção, é importante refletir sobre os riscos de aplicar em ativos não assegurados pelo fundo.

Apesar de esses investimentos, exceto o Tesouro Direto e a Bolsa de Valores, não possuírem seguro algum, costumam ter uma rentabilidade mais alta, o que é um atrativo para o perfil de investidor mais aberto a enfrentar riscos.

A melhor forma de escolher em qual tipo de investimento aplicar é por meio da análise do seu perfil e da comparação entre as características de cada modalidade de aplicação.

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Publicado por Genial Investimentos

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