A rentabilidade está entre os fatores que mais chamam a atenção do investidor no momento de escolher um investimento, somada à liquidez e à segurança. No entanto, verificar questões como impostos e custos também são importantes para tomar decisões melhores.

A taxa de administração, por exemplo, é um custo que pode diminuir o retorno líquido de um investimento. A depender da situação, ela pode reduzir o capital investido, gerando um efeito contrário ao desejado na hora de alocar seus recursos no mercado financeiro.

Caso você ainda não saiba o que é taxa de administração e quando ela é cobrada nos investimentos, não deixe de acompanhar este conteúdo.

Boa leitura!

O que é taxa de administração nos investimentos?

A taxa de administração é uma despesa cobrada em investimentos que contam com a atuação direta de prestadores de serviços, como um gestor, administrador ou distribuidor. Entre os exemplos, estão os fundos de investimento, Previdência Privada e outros investimentos.

É comum que essa taxa seja representada em um percentual anual que incide sobre o valor investido. Nesse sentido, quanto maior for a quantia alocada no investimento, maior será o montante pago na forma de taxa de administração.

Dessa maneira, antes de adicionar um investimento à sua carteira, é necessário verificar se ele apresenta esse custo. Afinal, tomar uma decisão sem considerar a existência de uma taxa de administração pode gerar frustrações, especialmente no que diz respeito ao retorno esperado.

Por que a taxa de administração incide sobre os investimentos?

Destaca-se que a taxa de administração incide sobre os investimentos para suprir os seus custos operacionais e remunerar o trabalho dos profissionais que atuam por trás dele. Ou seja, esse é um percentual recolhido para viabilizar o correto funcionamento da modalidade.

Em um fundo de investimento, por exemplo, o gestor é responsável pela construção de um portfólio que definirá os resultados dos cotistas. Normalmente, isso envolve a contratação de uma equipe para analisar o mercado, fazer estudos, identificar as oportunidades e riscos, entre outros pontos.

Além de montar a carteira do fundo, esse time se responsabiliza por acompanhar os resultados. Também há a necessidade de fazer operações conforme o tipo de gestão e a estratégia definida para o fundo.

Logo, há todo um trabalho de administração completo para que as decisões do gestor e de sua equipe atendam aos objetivos do fundo e as expectativas de seus investidores.

Desse modo, fica claro que é improvável que um fundo funcionasse sem a atuação de todos esses envolvidos. Ademais, a realização e manutenção de investimentos também envolve o pagamento de encargos operacionais e uma série de outros custos.

Portanto, a cobrança de uma taxa para pagar as despesas das operações e o trabalho dos envolvidos é justificável. Ainda, é válido destacar que nem todo o investimento encontrado no mercado apresenta essa cobrança.

De que modo é estipulado o valor da taxa de administração?

Após saber o que é a taxa de administração e por que ela é cobrada nos investimentos, você possivelmente deseja saber de que modo esse custo é estipulado, correto? Em geral, não há uma regra específica sobre a fixação da taxa de administração em um investimento.

Na prática, essa despesa pode ser arbitrada por cada instituição ou gestora que gerencia o ativo, fundo ou carteira. Em geral, a taxa é fixada considerando algumas questões, como:

  • o serviço prestado;
  • os custos operacionais;
  • a estrutura do investimento;
  • a expertise exigida da equipe;
  • tipo de gestão (ativa ou passiva);
  • o custo médio cobrado no mercado;
  • o conjunto de políticas da instituição ou gestora.

Nesse contexto, a taxa de administração pode variar de um fundo de investimento para outro. O fato é que caberá ao investidor verificar se esse custo é compatível com o serviço prestado e o quanto ele pode impactar nos seus resultados.

Inicialmente, investimentos com taxas mais baixas podem parecer mais vantajosos em horizontes de investimento mais longos. No entanto, alternativas com altas taxas podem ser interessantes se os resultados oferecidos também forem elevados e compatíveis com outras características de quem investe.

Quando e como a taxa de administração pode ser cobrada?

Embora a taxa de administração seja expressa em uma porcentagem anual, ela é calculada todos os meses e deduzida automaticamente do investimento realizado. Logo, o investidor não precisa realizar cálculos ou preencher guias para pagá-la.

Como consequência, quando você visualiza os resultados do seu investimento, o valor já considera o desconto da taxa de administração. Ademais, a cobrança incidirá sobre o valor total investido, independentemente do rendimento.

Ou seja, ao contrário da taxa de performance que incide em alguns fundos apenas se o gestor atingir um resultado específico, a taxa de administração não depende do desempenho obtido. Então a sua cobrança periódica ocorrerá ainda que o investimento apresente resultados negativos.

Isso também faz com que o montante descontado seja variável, apesar do percentual cobrado ser fixo. Por exemplo, uma alternativa que conte com uma taxa de administração de 2% ao ano descontará mensalmente 0,166% sobre o total investido.

Se, no primeiro mês, o total investido for R$ 1.000,00, o desconto será de R$ 1,66. Agora, se o investimento não apresentar resultados no segundo mês, a taxa recairá sobre os R$ 998,40 restantes, totalizando R$ 1,59.

Quais investimentos cobram taxa de administração?

Sabendo quais são os aspectos considerados para a determinação da taxa de administração e quando ela pode ser cobrada, ainda falta aprender quais oportunidades apresentam esse custo. Como você já sabe, nem todos os investimentos cobram a taxa de administração, mas é possível encontrá-la em algumas alternativas.

Veja quais são elas!

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são veículos financeiros coletivos que contam com a atuação de um gestor profissional. Ele se responsabiliza pela escolha dos investimentos que integrarão a carteira do fundo, seguindo as suas regras e objetivos.

Aqui, a taxa de administração é cobrada mensalmente – diariamente e de forma proporcional ao patrimônio líquido do fundo. Isso porque o gestor administra todos os recursos do veículo, que tem os custos rateados entre os seus cotistas.

Essa taxa é retirada de modo automático do patrimônio do fundo e é incorporada ao cálculo do valor da sua cota. O percentual cobrado é diferente em cada alternativa, comumente sendo menor em fundos de gestão passiva e maior naqueles com gestão ativa.

Veja exemplos de fundos que podem ter essa cobrança:

  • fundos de renda fixa;
  • fundos de ações (FIAs);
  • fundos multimercado (FIMs);
  • fundos cambiais;
  • fundos internacionais (FIEs);
  • fundos imobiliários (FIIs);
  • fundos de índice (ETFs);
  • fundos de criptomoedas;

Previdência Privada

A Previdência Privada é um investimento voltado ao cumprimento de objetivos de longo prazo, a exemplo da construção de uma aposentadoria. Nela, o investidor deixa o seu capital em um fundo sob gestão profissional, que o investirá conforme o nível de risco escolhido.

Nesses casos, a taxa de administração também é cobrada periodicamente. Assim como ocorre nos fundos de investimento, o montante é descontado do valor investido e o saldo é ajustado conforme a cobrança.

Vale dizer que, a depender do plano previdenciário escolhido, a quantia recolhida como taxa de administração pode ser maior ou menor. Afinal, cada modelo apresenta características próprias de funcionamento e tributação, as quais impactam a rentabilidade do total investido e o efeito dos juros compostos.

No mercado, existem dois principais tipos de planos de Previdência Privada, são eles:

  • Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL): as contribuições podem ser abatidas do Imposto de Renda (IR) em até 12% da base de cálculo. Desse modo, a tributação é postergada para o final do investimento, sendo recolhida sobre o valor investido mais a rentabilidade;
  • Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL): nessa opção, não há deduções fiscais nem a possibilidade de adiar o pagamento do IR. Contudo, o tributo incidirá somente sobre os rendimentos obtidos.

Como no PGBL a tributação é adiada, esse fator permite que os juros atuem sobre uma quantia financeira maior, potencializando os seus resultados. Logo, a tendência é que o valor recolhido de taxa de administração seja maior que em um VGBL, que não conta com esse benefício.

Títulos do Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são investimentos de renda fixa ligados à dívida pública. Eles são emitidos pelo Governo Federal para levantar recursos para financiar as suas operações e projetos nas mais variadas áreas — como saúde, educação, transporte, segurança e mais.

Ao investir nesses títulos, você estará emprestando dinheiro ao Governo. Em contrapartida, você terá direito a receber a quantia de volta acrescida de uma taxa de juros, após um período determinado.

O fato é que o acesso a essas aplicações demanda o intermédio de uma corretora de valores — a exemplo da Genial Investimentos. Dessa maneira, o intermediário escolhido pode cobrar a taxa de administração sobre o patrimônio envolvido.

O próprio site do Tesouro Direto disponibiliza uma lista com os intermediários habilitados para essas operações e suas taxas. Destaca-se que a Genial não cobra taxa de administração ou de corretagem para a compra e venda de títulos do Tesouro Direto.

Contas ou carteiras de investimento gerenciadas

Vale dizer que existem corretoras que oferecem serviços de gestão de contas ou carteiras de investimento. Nessas hipóteses, pode ser destacado que um profissional ou um robô de investimentos toma as decisões de alocação de capital e faz o acompanhamento dos resultados.

Pelos serviços prestados normalmente incide uma taxa de administração mensal ou anual, dependendo do contrato firmado. O montante pode ser maior ou menor a depender de diversas características, como o total movimentado, tipo de contrato e relacionamento com a gestora.

Essas soluções costumam ser acessadas por investidores com grande patrimônio, que não querem ter o trabalho de gerir seus investimentos ou não detêm muitos conhecimentos sobre o mercado.

Perceba que pode ser mais interessante arcar com esse custo e investir a deixar o dinheiro parado em uma conta, e ter o capital corroído pela inflação, concorda?

Como analisar essa taxa antes de investir?

Agora que você já viu o conceito e quais investimentos cobram a taxa de administração, chegou o momento de aprender como analisá-la antes de investir.

Confira abaixo os principais pontos nesse sentido!

Avalie o seu perfil e objetivos

O primeiro passo para quem pretende investir no mercado é avaliar o seu perfil e objetivos. O perfil de investidor indicará o seu nível de abertura aos riscos, possibilitando que você direcione seus esforços às alternativas compatíveis com ele.

Já os seus objetivos o ajudarão a selecionar os investimentos com propostas de retorno e prazos capazes de alcançá-los. Assim, você não perderá tempo conferindo alternativas que não atendam às suas necessidades e expectativas.

Verifique a política da taxa de administração cobrada

Após selecionar as alternativas adequadas ao seu perfil de investidor e objetivos, será o momento de verificar a política da taxa de administração cobrada. Isso significa conferir como se dá a cobrança (diária, mensal, trimestral, semestral ou anual) e qual é o percentual incidente.

Considerando a multiplicidade de investimentos que contam com taxa de administração, é necessário fazer uma avaliação individual desses quesitos. Afinal, essa cobrança pode impactar nos resultados que serão obtidos e, por consequência, no tempo necessário para atingir objetivos.

Compare com outros investimentos similares

Não é raro encontrar diversos investimentos com propostas semelhantes, mas com taxas de administração diferentes. Aqui, é pertinente fazer comparações para encontrar a alternativa com melhor custo-benefício.

Em alguns casos, pagar uma taxa um pouco maior pode valer a pena se o investimento tiver um histórico sólido de rentabilidade (embora ele não ofereça garantias) e oferecer gestão profissional. Ao mesmo tempo, é válido avaliar outros fatores como custos associados, tributação, taxa de performance e outros.

Você também terá a oportunidade de comparar o investimento com alternativas que não contam com a cobrança de taxa de administração. Por exemplo, avaliar se é mais vantajoso investir em fundos de ações e pagar essa taxa ou investir diretamente em ações e não pagá-la.

Busque apoio profissional

Caso você queira economizar seu tempo e evitar a tomada de decisão precipitada, pode ser o caso de buscar apoio profissional. Além de serviços que podem envolver a cobrança de taxa de administração, como você viu, existem serviços gratuitos.

Esse é o caso da Genial Analisa, uma plataforma sem taxas que oferece um material robusto para você tomar decisões fundamentadas. Nela é possível encontrar:

  • análises de ações;
  • avaliações de fundos de investimento;
  • carteiras recomendadas;
  • notícias e atualizações sobre o mercado financeiro.

Caso você queira um atendimento personalizado, há a chance de solicitar o suporte de um assessor de investimentos ao abrir conta na Genial. Ele poderá apresentar investimentos adequados ao seu perfil e objetivos e sanar suas dúvidas, sem cobranças extras.

Após aprender o que é taxa de administração e como analisá-la antes de investir, vale a pena colocar esses conhecimentos em prática ao analisar os investimentos do mercado. Desse modo, é possível usar essas informações para complementar seu aprendizado para a tomada de decisão.

Quer começar a investir nas alternativas mencionadas neste artigo? Abra a sua conta na Genial Investimentos e confira!

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