Quando se trata de investir, quanto mais cedo você começar, melhor. Mas isso não quer dizer que, depois de uma certa idade, seja “tarde demais”. Tornar-se um investidor depois dos 40 é possível, e nunca é tarde para deixar as finanças saudáveis. Mesmo na meia idade, algumas atitudes simples podem ajudar a garantir uma aposentadoria tranquila.

Depois dos 40, mesmo o investidor iniciante deve começar a dar uma atenção mais especial à aposentadoria. A tomada de risco deve ser mais controlada e os seguros, notadamente o seguro de vida, não devem mais ser negligenciados. Além disso, é hora de começar a aprender sobre planejamento sucessório.

Comece do começo

Assim como em qualquer outra faixa etária, o investidor iniciante com mais de 40 anos precisa começar do começo. Aprenda a montar um orçamento.

Primeiro, é importante abrir um espaço no orçamento: anotar receitas e despesas, entender para onde os recursos estão indo e cortar onde der. A planilha de gastos da GENIAL ajuda você nessa tarefa.

Gastando menos do que ganha, você poderá destinar o que sobra para pagar as dívidas e renegociá-las, se necessário; ou para os investimentos, se já estiver livre das dívidas. Neste post, apresentamos um passo a passo para quem precisa sair do vermelho.

Livre das dívidas, você pode começar a poupar e a investir. O importante é criar a disciplina de poupar com regularidade, pois assim, o seu esforço financeiro será menor. E como o maior de 40 anos tem menos tempo até a aposentadoria, é importante poupar o máximo disponível da forma mais regular possível.

Além de não ter dívidas, outro elemento importante para se tornar um investidor é ter objetivos financeiros.

Estes diferem de acordo com a fase da vida. Depois dos 40, é possível que você já tenha casa própria ou que seu financiamento imobiliário já esteja em estágio avançado; provável que a festa de casamento já tenha passado há um bom tempo, mas agora a educação dos filhos – básica ou superior – deve ser uma das preocupações centrais da sua vida.

Sejam quais forem seus objetivos financeiros, o primeiro objetivo de todo investidor deveria sempre ser a reserva de emergência. Se você ainda não tem um pé de meia, a primeira coisa que deve fazer é constituir um.

A reserva de emergência é o colchão financeiro que vai “segurar as pontas” em caso de emergências como a perda de um emprego, uma doença grave na família e outros gastos repentinos e necessários.

O ideal é que permaneça aplicada em investimentos conservadores e de alta liquidez e que seja suficiente para o seu sustento por um período de três meses a um ano.

Não descuide da aposentadoria

Formada a reserva de emergência, é hora de se preocupar com os demais objetivos. Você pode querer, por exemplo, formar uma reserva para a faculdade dos seus filhos, para trocar de carro ou fazer uma grande viagem de férias com a família.

Independentemente de quais forem seus objetivos de curto e médio prazo, você não pode mais deixar de lado a reserva para a aposentadoria.

Se você está na faixa dos 40 anos, ainda pode aproveitar um bom tempo de acumulação pela frente. Caso você tenha, por exemplo, 45 anos, poderá juntar dinheiro por bons 20 anos caso decida se aposentar aos 65.

Mas mesmo quem está na faixa dos 50 não deve se descuidar. Poupar por dez anos é melhor do que nada, e garantir uma complementação à Previdência Social é fundamental.

Você pode tanto investir em produtos específicos para a aposentadoria, como os planos de previdência privada, como investir em aplicações de longo prazo adequadas para este fim.

Entenda o funcionamento dos planos de previdência privada, conheça os fundos de previdência disponíveis na GENIAL Investimentos para escolher a melhor previdência privada e saiba qual o melhor investimento para a aposentadoria.

É importante ter em mente que, ainda que você queira investir para os seus filhos, a sua aposentadoria deve ser prioridade.

Você não deve descuidar-se dela, por um simples motivo: caso foque em reservas para os filhos e fique sem reservas para si, você corre o risco de onerá-los na velhice, e justamente na fase da vida em que eles terão mais gastos.

Outro objetivo financeiro que é bom ter em mente depois dos 40 é a reciclagem profissional. Assim como aos vinte e poucos anos, a meia idade pode ser uma fase importante para investir um pouco mais na própria vida profissional e manter a empregabilidade.

Não tome muito risco

Os investimentos de maior risco podem ter maior potencial de rentabilidade, mas também têm maior probabilidade de gerar retornos negativos ao investidor.

Eles são mais indicados para investidores que dispõem de um bom tempo até a concretização dos seus objetivos. No longo prazo, os investimentos de risco tendem se recuperar dos maus momentos de mercado e gerar um bom retorno.

Mas no curto e no médio prazo, o investidor pode se ver obrigado a realizar prejuízos, caso precise do dinheiro em um momento de baixa.

Por isso, é indicado que, com o tempo, o investidor vá reduzindo o percentual da carteira alocada em investimentos de risco e aumentando o percentual aplicado em produtos conservadores.

Quanto mais velho e perto da aposentadoria, menos o investidor pode ser dar ao luxo de ter perdas, pois há menos tempo para recuperar.

Seguros não podem mais ser negligenciados

Depois dos 40, não dá mais para fingir que os seguros não existem. E o que eles têm a ver com investir? Tudo. Os seguros são grandes amigos dos investidores, fundamentais em um bom planejamento financeiro.

Por um lado, eles protegem o patrimônio que você já conquistou. Então, se você tem, por exemplo, casa própria e carro, é conveniente segurá-los. Afinal, você não quer perder os frutos do trabalho de anos em uma fatalidade, certo?

Por outro lado, os seguros asseguram proteção à sua família caso você venha a falecer ou perder a sua capacidade de trabalhar. Isso é especialmente importante para quem ainda não tem reservas.

Se você chegou aos 40 sem reservas financeiras, contrate o quanto antes um seguro de vida com cobertura para morte por qualquer causa e invalidez temporária e permanente.

Assim, caso esses eventos venham a ocorrer, sua família está garantida, mesmo que as suas reservas sejam pequenas ou inexistentes.

Informe-se sobre planejamento sucessório

Após os 50 anos, é bom começar a se informar sobre planejamento sucessório. Isto é, o planejamento de como será feita a transmissão do patrimônio aos seus herdeiros.

Quando uma pessoa morre, seus bens precisam ser inventariados, processo que leva tempo e gera uma série de custos. Contudo, é possível tomar algumas medidas ainda em vida para facilitar e baratear esse processo.

Uma delas são as doações ainda em vida. Para patrimônios mais complexos, a constituição de uma holding ou a confecção de um testamento podem ser mais aconselháveis.

Colocar parte do patrimônio em um plano de previdência privada, para que ele seja transmitido aos herdeiros automaticamente, sem inventário, é outra opção muito usada.

No planejamento sucessório, o seguro de vida também pode ser muito útil. A indenização do seguro de vida é transmitida sem custo e sem inventário aos beneficiários, poucos dias após a morte do titular.

Ele tem uma série de vantagens em relação à previdência privada neste sentido, e é especialmente interessante para quem não conseguiu, ainda, formar um grande patrimônio. Entenda por que quem tem plano de previdência privada precisa de seguro de vida.

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