Fundos de investimento são produtos financeiros comumente oferecidos a pessoas físicas em instituições financeiras como bancos e corretoras, até mesmo para quem ainda só investe em poupança e CDB.

Mas o nome “fundo de investimento” pode parecer um pouco enigmático para os iniciantes – e talvez nem mesmo os iniciados entendam realmente como funcionam esses produtos.

Fundos de investimento são veículos de investimento coletivo, em formato de condomínio. Isso significa que o patrimônio do fundo pertence a várias pessoas, os investidores ou cotistas. Cada um deles é dono de uma parte desse patrimônio e é remunerado de acordo com a fração que possui.

Cada cotista é dono de um número de cotas proporcional ao valor que investiu. Assim, se cada cota tiver, em determinado momento, o valor de dez reais, um investidor que investir mil reais vai se tornar dono de cem cotas.

Funciona mais ou menos como um condomínio de apartamentos. Cada condômino é dono de uma ou mais unidades (o apartamento propriamente dito) e tem direitos de propriedade também sobre as áreas comuns.

Assim, os condôminos de edifícios de apartamentos devem arcar com custos proporcionais à sua fração no imóvel. Se decidirem alugar sua unidade, receberão rendimentos (aluguéis) referentes apenas à unidade alugada.

Da mesma forma, quando um condômino vende seu apartamento ou o transmite a herdeiros, apenas a parte que lhe cabe pode ser passada adiante. Todos os demais condôminos continuam com os direitos sobre suas respectivas frações.

Os fundos de investimento têm o objetivo de captar recursos junto a um grupo de investidores e aplicar esse dinheiro geralmente nos mercados financeiro e de capitais. Mas alguns tipos de fundos também podem investir em bens, como imóveis, ou ainda em participações em empresas.

Este post traz tudo que você precisa saber para entender o funcionamento dos fundos de investimento. Eis os tópicos que vamos abordar:

As instituições financeiras que cuidam dos fundos de investimento

Fundos abertos X fundos fechados

Tipos de fundos de investimento

As cotas

Custos para o investidor

Imposto de Renda e o come-cotas

Riscos

Aspectos legais

Vantagens de investir em fundos de investimento

Fundo Bahia Marau

Quem cuida dos fundos de investimento

Assim como um condomínio de apartamentos conta com um síndico, porteiros, zeladores, faxineiros, jardineiros e às vezes até com uma administradora imobiliária, os fundos de investimento contam com uma série de profissionais e instituições financeiras responsáveis pela escolha dos investimentos (os ativos) e por garantir os interesses dos cotistas. Eis os principais:

O gestor é o profissional que decide onde investir o dinheiro do fundo, bem como a parcela do patrimônio destinada a cada ativo, sempre de acordo com uma estratégia de investimentos bem definida.

O gestor trabalha em uma gestora de recursos, também chamada de asset manager, que pode ser independente ou ligada a um grupo financeiro, como um grande banco.

A administradora é a instituição responsável pelos aspectos operacionais do fundo, como o cálculo do valor da cota e das despesas, a prestação de contas aos cotistas e às autoridades reguladoras, os aportes e resgates e o atendimento aos cotistas.

Já o custodiante é a instituição responsável por guardar os ativos que compõem a carteira do fundo, bem como pelas movimentações financeiras.

Finalmente, a distribuidora é a instituição que distribui os fundos aos potenciais investidores, captando os recursos e vendendo as cotas aos interessados.

Gestora, administradora e custodiante devem, necessariamente, ser instituições financeiras diferentes, ainda que pertencentes ao mesmo grupo empresarial.

Já a distribuidora pode ser a própria administradora, sendo possível contratar também outras empresas habilitadas pelo Banco Central para desempenhar a função.

Fundos abertos X fundos fechados

Os fundos abertos permitem a entrada de novos cotistas e o aumento da participação dos antigos por meio de novos investimentos a qualquer momento.

Da mesma forma, qualquer cotista pode pedir resgate total ou parcial de suas cotas sempre que desejar. Quando isso acontece, o gestor do fundo vende ativos e entrega ao cotista o valor solicitado.

Já os fundos fechados não permitem a entrada e a saída de cotistas livremente. Ao serem constituídos, eles abrem para captação por um determinado período, em que os interessados podem se candidatar a comprar cotas.

Terminado o período de captação, cada cotista recebe o número de cotas ao qual se candidatou, e não são mais aceitos novos cotistas, nem novos aportes.

Caso o gestor opte por aumentar o patrimônio do fundo por algum motivo – por exemplo, porque ele precisa de mais dinheiro para um novo investimento – ele precisa fazer uma nova emissão de cotas, com um novo período de captação.

Neste momento, novos cotistas podem entrar e os antigos podem investir mais recursos no fundo.

Em fundos fechados, o resgate das cotas também não é permitido. O investidor que queira parte ou a totalidade de seus recursos de volta precisa vender cotas para outro investidor interessado. Alguns fundos de investimento permitem que isso seja feito na bolsa de valores, como acontece com as ações.

Tipos de fundos de investimento

Há diversos tipos de fundos de investimento, classificados conforme suas estratégias de investimento e nível de risco. Os principais são:

Fundos de renda fixa

Investem em ativos de renda fixa, ainda que sintetizados por meio de derivativos, expondo-se a risco de juros e de índices de preços (inflação). Podem investir em renda fixa emitida no exterior e não podem investir em ativos de renda variável, como ações.

Alguns exemplos de ativos de renda fixa: títulos públicos federais, debêntures (papéis emitidos por empresas) e títulos emitidos por bancos, como CDB e Letras Financeiras (LF).

Os fundos mais conservadores do mercado em geral são fundos de renda fixa que investem em ativos de renda fixa de baixo risco, pós-fixados e atrelados à Selic ou ao CDI. Esses fundos apenas seguem o desempenho das taxas de juros.

Há, porém, fundos de renda fixa moderados, que investem em títulos emitidos por bancos e empresas de maior risco (crédito privado) ou em títulos prefixados e atrelados à inflação.

Suas cotas estão mais sujeitas à flutuação, podendo desvalorizar, mas seus ganhos têm potencial de superar a taxa básica de juros.

Fundos de ações

Também chamados de fundos de renda variável, os fundos de ações devem investir no mínimo 67% da carteira em ações, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de fundos de ações, cotas de fundos de índices de ações e Brazilian Depositary Receipts (BDR) níveis I, II e III.

Fundos de ações podem ser passivos ou ativos, dependendo do objetivo. Os passivos se propõem a seguir o desempenho de um determinado índice do mercado de ações, como o Ibovespa, por exemplo. Já os ativos procuram superar um determinado índice.

Cada um dos diferentes tipos de fundos de investimento em ações adota uma determinada estratégia: investimento em empresas de baixo valor de mercado (small caps), em empresas que pagam bons dividendos, em empresas de um único setor, em empresas com boa governança e com iniciativas para a sustentabilidade ou em empresas negociadas abaixo de seu “preço justo” e com fortes perspectivas de crescimento.

Há também os fundos de ações livres, que não adotam uma estratégia específica, apenas tentam superar um determinado indicador de mercado. Alguns fundos chegam a ter permissão de investir mais de 40% do seu patrimônio em ativos no exterior.

Fundos de ações são investimentos arriscados, sujeitos à variação dos preços das ações. Podem gerar fortes ganhos, mas também fortes perdas.

Fundos cambiais

Os fundos cambiais devem investir pelo menos 80% da carteira em ativos de qualquer nível de risco de crédito relacionados ao dólar ou ao euro. A relação pode ser direta ou sintetizada por meio de derivativos.

O restante da carteira deve ser aplicado apenas em títulos e operações de renda fixa prefixada ou indexada à Selic e ao CDI. O desempenho dos fundos cambiais tende a acompanhar o da moeda de referência. Mas essa ligação nem sempre é perfeita.

Fundos multimercados

Os fundos multimercados podem aplicar em diferentes classes de ativos de diversos mercados, envolvendo diferentes tipos de riscos. Assim, podem investir em renda fixa, câmbio e ações de toda espécie, além de usar derivativos tanto para proteção do investimento quanto para alavancagem.

Os multimercados apresentam maior liberdade de gestão que os demais tipos de fundos de investimento, mas devem seguir uma política de investimentos bem definida e apresentada no prospecto e no regulamento.

Há vários tipos de fundos de investimento multimercados. Alguns aplicam em diferentes classes de ativos, sendo bastante diversificados, e outros procuram ganhar dinheiro com distorções de preços de certos tipos de ativos, como ações ou taxas de juros. Alguns, ainda, podem investir mais de 40% dos recursos no exterior.

Os perfis de risco de cada tipo de fundo também pode variar bastante. Há multimercados conservadores, moderados e arrojados.

Fundos imobiliários

Os fundos de investimento imobiliário (FII) ou simplesmente fundos imobiliários são fundos fechados que investem em imóveis (fundos de tijolo) ou em títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário (fundos de papel), como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

O investimento pode ser feito por meio da reserva de cotas em uma oferta pública ou pela compra de cotas na bolsa de valores. FII são fundos fechados e não permitem aplicações e resgates. Para sair do fundo, é preciso vender as cotas a outro interessado.

Há diferentes tipos de fundos de investimento imobiliário. Uns investem em imóveis para alugar, outros compram e vendem imóveis para lucrar com sua valorização; alguns ainda constroem imóveis para vender, e outros lucram com o rendimento dos títulos de renda fixa nos quais investem.

Um fundo imobiliário pode, ainda, investir em um ou mais imóveis e alugar para um ou mais inquilinos.

Os rendimentos distribuídos pelos FII são isentos de imposto de renda, atendidas certas condições. Fundos que lucram com aluguel em geral pagam rendimentos periódicos.

Já o lucro advindo da venda das cotas é tributado em 20%. Ou seja, há duas formas de ganhar, pelos rendimentos e pela valorização das cotas. Mas atenção: estas também podem se desvalorizar.

Neste post, você pode saber mais detalhes sobre os diferentes tipos de fundos de investimento e para quais objetivos cada um é indicado.

As cotas

A cota é uma pequena fração do patrimônio líquido do fundo. Seu valor é calculado por meio da divisão do patrimônio líquido pelo número total de cotas.

O patrimônio líquido é a soma de todos os investimentos e do valor em caixa, menos as obrigações do fundo, como seus custos, por exemplo.

Assim, se um fundo tem um patrimônio de 500 mil reais e 100 mil cotas, cada cota terá um valor de cinco reais.

Caso se trate de um fundo aberto, um cotista que aplique 2 mil reais nesse fundo estará adquirindo 400 cotas. Mas esse investidor não estará comprando 400 cotas das 100 mil existentes. Ao elevar o patrimônio do fundo, ele também eleva o número de cotas.

Ou seja, o fundo passará a ter patrimônio de 502 mil reais e 100.400 cotas, mantendo o valor da cota inalterado em cinco reais. Isso impede que a entrada de novos cotistas em um fundo aberto altere a posição dos demais cotistas.

O valor das cotas, porém, não é imutável. Nos fundos abertos, ele sobe ou desce de acordo com o desempenho dos investimentos do fundo. No caso dos fundos fechados com cotas negociadas em bolsa, a variação no valor das cotas se dá de acordo com a demanda dos investidores.

Custos para o investidor

Da mesma forma que proprietários de apartamentos pagam taxas de condomínio, os cotistas de um fundo de investimento precisam pagar taxas pela gestão e pelas despesas operacionais do fundo. É para isso que serve a taxa de administração, que corresponde a um percentual do dinheiro investido.

Alguns fundos de investimento podem cobrar também uma taxa de performance, um percentual sobre a rentabilidade do fundo que excede um determinado indicador de referência, também chamado de benchmark. Em fundos de ações, por exemplo, o benchmark costuma ser o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira. Entenda por que o benchmark é importante.

Essas são as principais taxas cobradas pelos fundos brasileiros, mas eventualmente pode haver outras, como taxa de entrada e taxa de saída, por exemplo.

Além disso, os ganhos com fundos de investimento podem sofrer a cobrança de impostos.

Há incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quando o resgate é feito antes de se completar 30 dias de aplicação. Também há cobrança de imposto de renda, exceto no caso dos fundos que contam com incentivos tributários.

Tabela regressiva do IOF

Número de dias decorridos após a aplicação IOF (%) Número de dias decorridos após a aplicação IOF (%)
1 96 16 46
2 93 17 43
3 90 18 40
4 86 19 36
5 83 20 33
6 80 21 30
7 76 22 26
8 73 23 23
9 70 24 20
10 66 25 16
11 63 26 13
12 60 27 10
13 56 28 6
14 53 29 3
15 50 30 0

Note que a rentabilidade dos fundos já é divulgada líquida de taxas, mas não de impostos.

Saiba mais sobre os custos de investir em fundos de investimento.

Imposto de Renda e o come-cotas

Alguns tipos específicos de fundos contam com incentivos tributários que os tornam isentos de imposto de renda.

É o caso dos fundos de debêntures incentivadas, que investem em títulos de renda fixa emitidos por empresas com o propósito de financiar investimentos em infraestrutura. Ou ainda, dos rendimentos pagos pelos fundos de investimento imobiliário (FII).

Contudo, a maioria dos fundos de investimento sofre cobrança de imposto de renda sobre algum tipo de ganho que o investidor possa ter. Lembre-se: IR só é cobrado quando há valorização das cotas, pois em geral incide apenas sobre a rentabilidade positiva, não sobre o valor investido.

A cobrança de IR pode ser feita de duas maneiras, dependendo do tipo de fundo: em alíquota única no resgate ou no ato da venda das cotas; ou por meio do come-cotas.

O come-cotas é um mecanismo de cobrança de IR em que o imposto devido é recolhido semestralmente, na forma de cotas, e não em dinheiro. O desconto do imposto ocorre sempre no último dia útil de maio e novembro, ainda que não tenha havido resgate.

Quando ocorre o come-cotas, a quantidade de cotas do investidor diminui, o que costuma assustar os investidores desavisados.

O desconto de IR segue uma tabela regressiva, em que o imposto devido diminui conforme o prazo de aplicação aumenta. Há uma tabela válida para os fundos classificados como de curto prazo e uma tabela válida para os fundos classificados como de longo prazo.

Tabela regressiva de imposto de renda para fundos de curto prazo

Prazo da aplicação Alíquota de IR
Até 180 dias 22,5%
Acima de 180 dias 20,0%

Tabela regressiva do imposto de renda para fundos de longo prazo

Prazo da aplicação Alíquota de IR
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20,0%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15,0%

O desconto de IR pelo come-cotas é sempre feito pela menor alíquota de IR válida para aquele tipo de fundo (20% para os de curto prazo e 15% para os de longo prazo).

Dependendo do tempo em que o dinheiro estiver aplicado no fundo, é provisionada a quantia necessária para complementar o valor do come-cotas na hora em que o investidor fizer o resgate.

Estão sujeitos ao come-cotas apenas os fundos classificados como de longo prazo ou de curto prazo, como os fundos abertos de renda fixa, cambiais e multimercados.

Para os demais tipos de fundos, não há come-cotas. Fundos de ações são tributados em 15% apenas na hora do resgate, independentemente do prazo de aplicação.

Fundos de previdência também só são tributados no resgate, e há duas tabelas de tributação diferentes para o investidor escolher.

A tabela progressiva é a mesma válida para outros tipos de rendimento, como aluguéis e salários; já a regressiva, específica para esse tipo de fundo, tem alíquotas que diminuem com o tempo, até chegarem ao mínimo de 10%.

Fundos fechados nunca têm come-cotas. Os mais acessíveis e conhecidos desses fundos – os fundos imobiliários – têm rendimentos isentos de IR, mas a valorização das cotas é tributada em 20% quando são vendidas. Saiba quando há cobrança de imposto de renda em fundos imobiliários.

Saiba mais sobre o come-cotas e a tributação dos fundos de investimento e veja como declarar fundos de investimento e previdência privada no imposto de renda. Aqui você confere especificamente como declarar fundo imobiliário.

Riscos

Fundos de investimento estão expostos aos riscos dos ativos que compõem sua carteira. Por exemplo, o risco de tomar um calote, caso invista em títulos de renda fixa, ou o risco da flutuação de preços, caso invista em ações.

Outro tipo de risco ao qual o investidor pode estar exposto é o de liquidez. Entre os fundos que permitem resgates, alguns pagam o cotista poucos dias após o pedido de resgate, enquanto outros podem levar mais de um mês para fazê-lo.

Da data do pedido de resgate à data de pagamento, os recursos aplicados continuam sujeitos à flutuação do valor das cotas. Entenda como funciona o mecanismo de aplicações e resgates em fundos abertos.

Já entre os fundos fechados, há o risco de o investidor ter dificuldade de vender suas cotas caso queira se desfazer delas. Pode, por exemplo, demorar para encontrar outro investidor interessado em comprá-las.

Vale lembrar que fundos não têm vencimento, ao contrário do que muitos investidores imaginam.

Alguns fundos fechados podem até ter data para encerrar suas atividades. Mas a maioria dos fundos tem prazo indeterminado. O investidor permanece no fundo pelo tempo que desejar, até que decida resgatar ou vender suas cotas.

Outra dúvida muito comum entre investidores em relação ao risco dos fundos de investimento é quanto à cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC funciona como garantia de uma série de depósitos e títulos emitidos por instituições financeiras. É, por exemplo, a garantia da caderneta de poupança, e funciona como uma formidável proteção para quem gosta de investir em renda fixa.

A cobertura do FGC é válida para investidores pessoas físicas, mas não quando o investidor é um fundo.

Assim, se uma pessoa investir em um CDB, por exemplo, ela contará com a cobertura do FGC até o limite financeiro garantido. Já se um fundo comprar o mesmo CDB, essa garantia não é válida. Entenda por que isso não é um problema.

Além disso, os fundos de investimento em si não estão no rol de aplicações financeiras cobertas pelo FGC. Mas e se a gestora ou a administradora do fundo quebrar?

Não há problema. Fundos de investimento têm CNPJ próprio, e seu patrimônio não se confunde com o patrimônio das instituições financeiras que cuidam do fundo. Caso uma dessas empresas quebre, o patrimônio do fundo continua intacto e os cotistas podem simplesmente escolher outra em assembleia. Entenda.

Aspectos legais

Os fundos de investimento são regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia responsável por garantir os direitos dos investidores.

Desde outubro de 2015, boa parte dos fundos de investimento oferecidos a pessoas físicas segue a Instrução CVM nº 555, que substituiu a Instrução nº 409. Mas há exceções que também são acessíveis à pessoa física, como os fundos imobiliários, que têm regulamentações específicas.

Além disso, todo fundo tem um regulamento próprio, que define suas regras, classificação, estratégia de investimentos, tipos de ativos em que ele vai investir, riscos envolvidos no investimento, taxas e outras despesas, bem como qualquer outra informação relevante.

O regulamento só pode ser alterado por decisão dos cotistas em assembleia ou por necessidade de adequação à legislação vigente, por determinação da CVM.

Fundos que podem receber aportes de investidores em geral também precisam distribuir um prospecto, que traz basicamente as mesmas informações do regulamento, porém de uma forma mais resumida e com menos “juridiquês”.

É fundamental ler ao menos o prospecto antes de concordar com as regras do fundo e aplicar. Aprenda a decifrar cada informação do material de divulgação dos fundos para entender bem no que você está investindo.

Os administradores têm a obrigação de fornecer relatórios periódicos sobre as atividades do fundo, além de divulgar imediatamente qualquer informação que possa influenciar na decisão do cotista de manter seu dinheiro aplicado no fundo.

Todos os cotistas têm os mesmos direitos e deveres, independentemente da quantidade de cotas que possuam. É recomendável que eles sempre acompanhem as informações divulgadas pelos fundos onde investem e que participem das assembleias, que são como as reuniões de condomínio.

Cotistas que identifiquem qualquer violação da legislação ou das regras do regulamento do fundo onde investem devem reclamar no site da CVM, na seção “Serviço de Atendimento ao Cidadão”.

Vantagens de investir em fundos de investimento

O investimento por meio de fundos conta com várias vantagens para a pessoa física, como:

– Gestão profissional;

– Menos burocracia;

– Praticidade;

– Facilidade de acompanhar o investimento;

– Poder investir como um milionário com menos recursos;

– Facilidade de diversificar;

– Diversificação mais barata e rentável.


A Genial é a plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado, de forma simples, ágil e eficiente, através de uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada.

Contentários