Se até 2017 as criptomoedas eram uma forma de investimento pouco conhecida, naquele ano elas entraram no radar até mesmo dos investidores mais tradicionais. Em dezembro de 2017, o Bitcoin, a criptomoeda mais antiga e mais conhecida mundialmente, chegou a atingir o valor de venda de 20 mil dólares. Desde então, as criptomoedas aparecem frequentemente no noticiário de economia, com suas curvas às vezes sinuosas de altas e baixas.

Se você é novo no mundo dos investimentos ou ainda não conhece bem a modalidade e deseja ter as criptomoedas em sua carteira de ativos, vale a pena saber mais.  

Neste artigo você irá conhecer mais detalhes sobre esse tipo de investimento, suas vantagens e saberá para quais perfis de investidor ele é mais atraente.  Continue a leitura para ficar por dentro!

O que são criptomoedas

As criptomoedas são conhecidas também como moedas digitais. É uma novo meio de pagamento, feito totalmente pela internet, com características muito específicas, como utilizar criptografia para proteger os dados e confirmar suas transações por meio de uma rede de computadores interligados em rede blockchain, garantindo segurança às operações. E tudo isso é feito de forma descentralizada, ou seja, fora do circuito habitual dos bancos e do mercado financeiro.

O primeiro conceito de criptomoeda foi detalhado em 2008, ano em que teve a primeira citação do Bitcoin, a moeda descentralizada registrada não apenas em um computador, mas em toda uma rede de computadores interligados, chamada de blockchain, como já mencionado. Mas foi em 2009 que ela, de fato, saiu do papel e começou a revolucionar o mercado.

Depois do Bitcoin, uma série de outras moedas foram desenvolvidas para utilizar o blockchain com tecnologias inclusive mais avançadas. Algumas moedas contam com outras utilidades além do seu valor de troca, outras chamam atenção pela agilidade no processamento de pagamentos. A oferta é grande: hoje já existem mais de mil criptomoedas diferentes e o setor continua crescendo.

O Bitcoin é a criptomoeda mais difundida, apesar de não ser considerada a mais eficiente hoje em dia por muitas melhorias que outras moedas digitais nasceram para implementar. Mas ela é a que tem a compra e venda mais acessíveis para o grande público.

Há corretoras de Bitcoin brasileiras e confiáveis que aceitam pagamento em reais. Já para adquirir criptomoedas menos conhecidas pode não haver nenhuma corretora nacional. Nesse caso, existe a possibilidade de fazer transações entre criptomoedas, partindo de Bitcoin, em um processo de compra mais complicado, que demanda conhecimentos específicos.

Vale ressaltar que o Bitcoin, assim como as demais criptomoedas, é uma moeda virtual e sem nacionalidade. No caso de moedas nacionais, o valor que se dá ao dinheiro é atrelado à confiança que se tem no Estado, ainda que as moedas possuam valor de troca. No caso das criptomoedas, por não ter relação com nenhum Estado, o valor é ainda mais subjetivo, e por isso pode sofrer grandes flutuações.

Para quem é indicado o investimento em bitcoin?

Quando falamos em investimentos, sempre temos em mente três características: risco, liquidez e rentabilidade. Investir em criptomoedas como o Bitcoin quer dizer correr um risco sempre mais alto, comparado aos investimentos tradicionais. Já a rentabilidade e a liquidez do Bitcoin são características diretamente relacionadas à demanda pela moeda.

O Bitcoin nasceu, há uma década, sem praticamente valor nenhum. Assim como o ativo veio crescendo em valor atribuído, não pode ser descartada a hipótese de que as criptomoedas por algum motivo venham a perder o seu valor. Mas podemos notar que, no cenário atual, a tendência é de alta: entre janeiro e junho de 2019, o valor do Bitcoin mais que dobrou.

Essa recente valorização tem relação com outra característica das criptomoedas: a volatilidade. Em investimentos, a volatilidade representa o grau de altas e quedas que um ativo pode apresentar. Para se ter uma ideia da volatilidade de criptomoedas, confira o exemplo abaixo:

Cotação aproximada de um bitcoin no primeiro dia de cada mês, segundo o site especializado BitValor:

Janeiro de 2019 = R$ 15.000

Fevereiro de 2019  = R$ 12.645

Março de 2019 = R$ 14.700

Abril de 2019 = R$ 16.500

Maio de 2019 = R$ 21.100

Junho de 2019 = R$ 34.600

Quando analisamos todo o período, percebe-se que houve uma grande valorização, o que é uma oportunidade para os investidores de perfil arrojado. Mas de janeiro a fevereiro houve queda, o que poderia fazer um investidor que não tem tolerância ao risco vender naquele momento, perdendo dinheiro.

Por conta dessa volatilidade, o investimento direto em criptomoedas é recomendado apenas para investidores de perfil mais arrojado, que possuem tolerância a perdas em curto ou médio prazo em troca da possibilidade de retornos maiores. Pelo mesmo motivo, o investimento é recomendado para o longo prazo.

Como investir em Bitcoin e outras criptomoedas

Para comprar diretamente Bitcoins basta se cadastrar em uma corretora que trabalhe com a moeda virtual. No Brasil, as maiores corretoras ainda atuam apenas com Bitcoins, embora existam corretoras de criptomoedas (conhecidas como exchanges) que trabalham com outras moedas virtuais.

O investidor precisará também ter algum conhecimento em carteiras virtuais ou opções offline para preservar as suas criptomoedas, já que não é recomendado, por motivo de segurança, que o investimento seja mantido na exchange por muito tempo.

Em uma comparação com as moedas tradicionais, o melhor lugar para manter o seu dinheiro também não é na conta da corretora de valores, que tem o propósito específico de manter o dinheiro apenas para os períodos em que o cliente fará suas transações de compra e venda.

O que é um fundo de criptomoedas e para quem é recomendado

Os investidores que se interessam em ter criptomoedas em sua carteira de investimentos, mas não contam com o conhecimento técnico para isso, já encontram uma modalidade de aplicação segura e regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disponível no mercado. São os fundos de investimento em criptomoedas.

O produto funciona como um fundo tradicional, oferecido por meio da corretora de valores, e tem criptomoedas em sua cesta de ativos. O fundo BLP Crypto, oferecido pela Genial Investimentos, foi o primeiro fundo de varejo no país. Ele tem liquidez mensal e uma cota pode ser adquirida por apenas R$1 mil, considerado pouco em relação ao investimento avulso em criptomoedas.

Diferente do investimento direto em criptomoedas, que é para os investidores de perfil agressivo, o investimento no BLP Crypto atrai também os moderados. Isso por que o fundo apresenta risco reduzido em comparação com o investimento direto em uma criptomoeda. Além de diversificar investindo em 20 das melhores criptomoedas, o fundo dilui o risco colocando 80% do seu patrimônio em Tesouro, e 20% em cripto.

Para saber mais sobre como investir em fundos de criptomoedas acesse o nosso post Fundo de criptoativos: BLP Crypto promete revolucionar o acesso às criptomoedas no Brasil.

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