A Magalu, uma das maiores varejistas do Brasil, negocia suas ações na bolsa de valores brasileira por meio do ticker MGLU3. Ela atrai a atenção de diversos investidores, considerando o conhecimento que eles possuem sobre a empresa e sua relevância no mercado nacional.

Contudo, as movimentações dos papéis até 2022 trouxeram um certo receio aos acionistas. Por isso, entender o que esperar do MGLU3 em 2023, a partir de suas oscilações e expectativas do mercado, é fundamental para tomar decisões de investimento.

Quer acompanhar um conteúdo completo sobre o MGLU3 e suas movimentações? Então continue a leitura deste post!

O que é o ticker MGLU3?

Antes de entender quais são as expectativas para o MGLU3 em 2023, vale a pena saber o que significa esse ticker. Trata-se do código de negociação utilizado pela bolsa de valores para identificar as ações de determinada companhia.

Ele costuma ser composto por 4 letras e um ou dois números ao final. O último número identifica qual é o tipo de ativo na bolsa. Os números 3, 4, 5 ou 6 normalmente indicam as ações e seus tipos. O MGLU3, por ser terminado em 3, é uma ação ordinária (ON).

Quando a Magalu estreou na bolsa?

Como você percebeu, MGLU3 são ações ordinárias da Magalu (antiga Magazine Luiza) listadas na bolsa de valores brasileira, a B3. O IPO da companhia aconteceu em maio de 2011. Na época, cada ação da Magalu foi negociada a R$ 16.

Conforme os coordenadores do IPO, esse preço era o piso de negociações, que podia ser de até R$ 21.  A oferta primária contou com a negociação de mais de 38 milhões de ações. Isso trouxe uma captação de recursos de R$ 617.397.000 para a companhia durante o IPO.

Depois do IPO, a empresa já realizou uma oferta secundária. Isso é feito quando a companhia quer disponibilizar mais ações no mercado. Nesse caso, ela disponibilizou cerca de 20 milhões de ações, arrecadando aproximadamente R$ 310 milhões.

Como a empresa surgiu?

Se você quer conhecer melhor a Magalu, vale a pena saber a sua história e marcos importantes. Confira a seguir as principais informações sobre o assunto:

Criação da Magalu

A loja Magalu foi criada na década de 50, mais especificamente, em 1957 em Franca, no Estado de São Paulo. Seus fundadores foram Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato. Ela era balconista de uma loja e ele um caixeiro viajante.

Nesse ano, ambos adquiriram uma loja de presentes que se chamava A Cristaleira. Contudo, eles alteraram o nome da empresa para Magazine Luiza. O nome foi escolhido por meio de um concurso na rádio local, em que os ouvintes puderam votar em diversas alternativas.

Destaque no mercado

No começo, a loja se destacou pelo seu atendimento. Os próprios donos, principalmente Luiza, se envolviam no dia a dia da companhia. Além de atender os clientes, ela realizava a expedição de mercadorias, pesquisava o mercado e buscava alternativas para melhoria da loja.

Ainda nos anos 50 e 60, a Magalu teve uma grande expansão pelo interior de São Paulo. Em poucos anos eles abriram filiais em Barretos e Igarapava, além de ter outras lojas em Franca, sua cidade de fundação.

Nesse período, outras pessoas se envolveram na gestão da empresa, principalmente membros da família dos fundadores. Em 1974, a Magalu abriu sua primeira loja de departamentos, com 5000 m². Após 20 anos de inauguração, a Magalu já possuía trinta lojas no Estado de São Paulo.

Luiza Helena Trajano

Mais um marco relevante da Magalu se deu em 1991, quando Luiza Helena Trajano, sobrinha da fundadora, assumiu a superintendência da companhia. Luiza Helena já trabalhava desde os 12 anos nas lojas, em suas férias de verão.

Em 2009, ela chamou o executivo Marcelo Silva para ajudar na administração da companhia. Ele preparou a empresa para que, em 2016, Frederico Trajano assumisse a presidência do grupo. No mesmo ano, Luiza Helena Trajano foi alçada à presidente do conselho de administração da Magalu.

Já Marcelo Silva tornou-se o vice-presidente da companhia. Como você viu, em 2011 a empresa abriu seu capital na bolsa de valores brasileira e continuou sua expansão das lojas. A Magalu é um dos maiores atuantes no varejo de e-commerce e está presente nas principais cidades do Brasil.

Qual o histórico da Magalu e do MGLU3 no mercado brasileiro?

Agora que você já entendeu como a Magalu surgiu e o que aconteceu em seus primeiros anos, vale a pena conhecer um histórico da situação da empresa e das ações no mercado.

Confira a seguir pontos importantes sobre o histórico da Magalu e seus ativos na B3:

Números no varejo

Você aprendeu que a Magalu faz parte do setor varejista brasileiro. As lojas vendem diversos itens e têm uma forte presença online. Nesse contexto, vale saber que as primeiras lojas virtuais da Magalu foram criadas em 1992.

Mas foi em 2000 que o site oficial da loja foi lançado. Na primeira década dos anos 2000, a Magalu também teve um ciclo de diversas aquisições. Em 2003, por exemplo, ela adquiriu as Lojas Líder, de Campinas (SP).

Depois, em 2004, também houve a aquisição das Lojas Arno, do Rio Grande do Sul. Já em 2008, foram inauguradas 46 lojas simultaneamente na cidade de São Paulo, marcando a expansão do seu varejo na cidade mais populosa do país.

Por fim, em 2010, houve a aquisição da rede de lojas Maia, que possuía 136 unidades no Nordeste brasileiro. Em 2015, a Magalu começou um ciclo de transformação digital. Foi nesse período que ela teve uma grande valorização, alcançando números impressionantes para o setor de varejo.

Em 2016, por exemplo, MGLU3 foi a ação que mais se valorizou no mundo, trazendo grande atenção para esses papéis. Já em 2017 ela se manteve no topo do ranking da Bovespa, como era chamada a bolsa de valores brasileira.

Uma mudança relevante se deu em 2019, quando a Magazine Luiza passou a se chamar Magalu. Ela também comprou a Netshoes, o maior e-commerce esportivo do Brasil. No mesmo ano, a empresa inaugurou a sua milésima loja física.

Desdobramento das ações Magalu

As ações da Magalu já passaram por diversos processos, como desdobramentos. O desdobramento é o ato de dividir as ações de uma empresa, sem que isso altere o capital social ou a participação de cada acionista no negócio.

Para entender melhor, imagine que uma companhia tenha 50 milhões de ações em negociação. O preço unitário dos papéis é de R$ 500, então a capitalização do negócio é de R$ 25 bilhões, considerando a multiplicação de cotação e número de papéis.

Perceba que o preço unitário de R$ 500 pode ser uma barreira para as negociações dos papéis. Afinal, eles costumam ser comprados e vendidos em lotes de 100, o que exigiria um investimento de R$ 50 mil dos interessados.

Assim, o preço unitário muito alto costuma trazer uma liquidez menor e outros problemas de acesso às ações. Para resolver essa dificuldade sem alterar a participação dos investidores, é possível optar pelo desdobramento.

Nesse caso, cada ação é dividida de forma proporcional. Considere que, nesse exemplo, a empresa decida realizar um desdobramento de 1 para 5. Dessa forma, um papel negociado se torna 5 ações com o preço unitário de R$ 100.

Como você pode perceber, não há alteração nos direitos de cada acionista e nem na capitalização, que continua sendo de R$ 25 bilhões. Contudo, diminui-se a barreira para acesso ao investimento, considerando que o lote passa a ter um preço de R$ 10 mil.

Como a Magalu passou por momentos de grande valorização, os desdobramentos foram maneiras de manter os preços das ações acessíveis. O primeiro desdobramento das ações MGLU3 ocorreu em setembro de 2017.

Na época, os papéis custavam mais de R$ 600. Depois, em agosto de 2019, ocorreu um segundo desdobramento, na proporção de 1 para 8. Por fim, ocorreu outro desdobramento em outubro de 2020, em uma razão de 1 para 4.

Grupamento de ações

Além dos desdobramentos, a Magalu já promoveu um grupamento de ações. O procedimento é o inverso do desdobramento. Nessa situação, as ações estão com um preço considerado baixo e o grupamento promove uma alta no preço unitário de forma proporcional.

O grupamento costuma ser utilizado quando a cotação baixa causa variações muito repentinas e recorrentes de preços, aumentando a volatilidade do papel. Isso acontece porque o preço baixo facilita a negociação e grandes volumes de compra ou venda alteram significativamente a cotação.

Como você aprendeu, as ações da Magalu começaram a ser negociadas a R$ 16 em 2011. Entretanto, até 2015 o preço unitário chegou a R$ 1,80, quando a empresa optou por realizar o grupamento dos papéis.

Nesse momento, a razão foi de 8 para 1. Ou seja, 8 papéis tornaram-se apenas 1, com uma cotação unitária de R$ 14,40. Após esse período, os papéis começaram a ter uma alta e, pela lógica que você já conferiu, ocorreram 3 desdobramentos posteriores.

Situação na pandemia e ações MGLU3

A pandemia de coronavírus que atingiu o mundo entre 2020 e 2022 trouxe diversos impactos às pessoas e negócios. No mercado financeiro, isso não foi diferente, principalmente em relação à cotação de ações.

Por isso, vale a pena entender como os papéis MGLU3 se comportaram nesse período para verificar sua volatilidade em crises sistêmicas. De 2017 até fevereiro de 2020, os papéis da Magalu tiveram um movimento de alta expressivo.

Nesse período, a valorização dos papéis foi superior a 3500%. Já no mês de fevereiro de 2020, quando a pandemia começou a se tornar um assunto mundial e as restrições sanitárias passaram a ser aplicadas, os papéis tiveram uma queda superior a 45%.

Mas isso não foi um movimento isolado. De maneira geral, o mercado de renda variável sofreu quedas semelhantes, principalmente por conta da fuga de investidores da bolsa. Afinal, em momentos de crises e incertezas, é comum o movimento de priorizar a renda fixa, buscando mais segurança.

Nesse mês, o papel MGLU3 chegou a custar cerca de R$ 7. Mas, ao longo do tempo, houve uma recuperação de preços expressiva, acompanhando o próprio mercado. Investidores começaram a voltar para a renda variável, puxando o preço para cima.

Com isso, em novembro de 2020 o papel atingiu sua máxima histórica, chegando a uma cotação superior a R$ 27. De fevereiro a novembro daquele ano, a valorização dos papéis foi de cerca de 256%.

Desvalorização em 2022

Após 2021, a pandemia começou a abrandar, tendo em vista a oferta de vacinas para a população. Isso trouxe reflexos para o mercado financeiro. E os papéis da Magalu tiveram movimentos que devem ser considerados ao analisar o seu histórico de desempenho.

Até julho de 2021, eles oscilaram próximos à marca de R$ 20. Entretanto, da metade de julho de 2021 em diante ocorreu um movimento de queda bastante relevante desses papéis.

Em 16 de julho de 2021 as ações MGLU3 custavam cerca de R$ 24. Já em julho de 2022, um ano depois, o papel atingiu o patamar de R$ 2. A desvalorização em um ano foi de 90% da cotação. A partir de então, houve um pequeno movimento de alta, chegando a R$ 5 em outubro de 2022.

Nesse cenário, a empresa informou aos investidores que não há motivos relevantes para as altas oscilações dos papéis, mas que as notícias de mercado e relatórios de empresas especializadas podem estar por trás do movimento.

Conforme o Genial Analisa, essa queda (MGLU3) se deu por diversos motivos. Primeiro, o e-commerce teve um desempenho abaixo do índice Ibovespa no período, de forma geral. Isso pode estar mais conectado ao cenário macroeconômico do que aos resultados das empresas individualmente.

O contexto de juros elevados também pode estar conectado à queda de desempenho da MGLU3. Quando a taxa básica de juros está alta, a renda fixa se torna mais atrativa, o que pode aumentar o volume de vendas com a migração de investidores para a renda fixa.

Além disso, nesse período o consumo é desestimulado, pois há dificuldade de acessar o crédito. Logo, é esperado que as receitas das companhias caiam nos próximos meses, trazendo uma fuga de investidores.

O que esperar de MGLU3 em 2023?

Uma das melhores maneiras de você saber mais sobre ações é conhecer o relatório de especialistas sobre elas. E o que o mercado diz sobre o MGLU3 em 2023? Os analistas da Genial já realizaram análises sobre as principais empresas do varejo brasileiro focando em 2023.

Desse modo, você pode ter acesso a relatórios de profissionais do mercado, que efetuam uma análise fundamentalista das companhias e traçam expectativas de resultados. Em relação ao MGLU3, os documentos ressaltam que o varejo é altamente sensível às políticas de juros e inflação.

Isso acontece por esse setor ser o maior empregador do Brasil e estar muito ligado ao consumo das famílias. Então os analistas concluem que a economia brasileira demonstra sinais de resiliência, o que pode influenciar positivamente o preço de ações desse mercado.

O que é importante avaliar na hora de escolher uma ação?

Conhecer o histórico de ações e suas movimentações passadas é importante para ter uma ideia de oscilações. Contudo, apenas essa análise histórica não basta. Afinal, é preciso entender outras questões antes do investimento e montar uma estratégia sólida.

A seguir você conhecerá os principais pontos que devem ser observados na hora de escolher um ativo. Confira:

Considerar seus objetivos financeiros

O primeiro passo para avaliar as ações é considerar os seus objetivos financeiros. Isso porque toda a sua jornada financeira deve ser baseada no que você deseja alcançar com o seu patrimônio. Na hora de pensar nos seus objetivos, fique atento para definir sonhos concretos.

Ou seja, você deve considerar valores, prazos e o que deseja realmente fazer com o dinheiro. Afinal, os investimentos não podem ter um fim em si mesmos. Apesar de ser comum querer apenas acumular patrimônio, ficar rico ou outras metas abstratas, elas não ajudarão a traçar sua estratégia.

Portanto, saiba o que você deseja alcançar e quanto custam esses sonhos. Com essas informações, você poderá avaliar as ações com mais embasamento.

Objetivos comuns a investidores são: ter uma renda na aposentadoria, comprar imóvel, trocar de automóvel, pagar uma viagem, arcar com os custos da educação dos filhos, etc.

Cada pessoa tem objetivos, necessidades e expectativas diferentes. Desse modo, pense nos seus objetivos de maneira pessoal, sem copiar outras pessoas. Com isso, você terá mais clareza para montar a sua carteira de investimento e escolher ações que possam ajudar a alcançar essas metas.

Conhecer seu perfil de investidor

Além dos objetivos, uma dica essencial para escolher ações para sua carteira de investimentos é conhecer seu perfil de investidor. Ele é dividido em conservador, moderado e arrojado, em ordem crescente de resistência aos riscos atrelados aos investimentos.

O perfil considera a experiência no mercado e as características dos investidores. As ações costumam ser voltadas a investidores moderados ou arrojados, pelos riscos maiores. Mas, com uma boa estratégia de mitigação de risco, os conservadores também podem investir uma pequena parcela do capital nesses ativos.

Pensar no prazo do investimento

Quanto tempo você deseja ou pode manter as ações em carteira? Pensar no prazo dos seus investimentos é muito importante para tomar decisões mais adequadas.

Vale ressaltar que cada ativo pode fazer mais sentido para diferentes horizontes de tempo. Por isso, escolher um investimento mais voltado ao longo prazo para cumprir suas metas de curto prazo pode trazer problemas financeiros consideráveis.

Os ativos que fazem sentido para o curto prazo, por exemplo, costumam ter menos oscilações e maior liquidez. Com isso, o investidor não corre tanto risco de ver seu capital desvalorizado ou de não conseguir transformar o investimento em dinheiro quando precisar.

Por outro lado, os ativos voltados para o longo prazo não precisam ter uma liquidez tão alta e podem ter mais oscilações de curto e médio prazo. Considerando os riscos, as ações costumam ser mais adequadas para o longo prazo. Dessa forma, as pequenas oscilações não influenciam tanto no resultado do investimento.

Fazer uma análise fundamentalista

Por fim, ao decidir investir em ações é fundamental fazer uma análise fundamentalista — ou, pelo menos, ter acesso a uma análise realizada por profissionais. Ela é uma forma de avaliar as expectativas de comportamento de uma ação.

O foco do estudo é a empresa emissora dos papéis e seus fundamentos. A ideia é avaliar indicadores como receita, patrimônio líquido, gestão, valor intrínseco, lucro e capacidade de produção. Com essas informações, o investidor consegue avaliar como o negócio pode se comportar no futuro.

Todos esses dados estão disponíveis aos interessados na internet. Isso porque, periodicamente, as empresas de capital aberto precisam publicar documentos sobre a gestão, a contabilidade e as finanças do negócio.

A partir do acesso a esses documentos — como o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultados do exercício — você poderá avaliar a empresa e sua situação financeira. Assim, é possível entender se as ações são ou não um bom investimento.

Companhias com uma lucratividade recorrente, capacidade de gerar receita, pouco endividamento e bons projetos costumam atrair mais clientes. No longo prazo, essas características tendem a aumentar o preço das ações.

Para ter acesso à análise completa, basta acessar o Genial Analisa e conferir todos os fundamentos dos especialistas. Desse modo, ficará mais fácil decidir se as ações da Magalu combinam com a sua estratégia.

Agora você já sabe o que esperar de MGLU3 para 2023 e conheceu um cenário mais amplo sobre a Magalu! Como você percebeu, a empresa tem uma longa história e já passou por diversos momentos na bolsa de valores, então é preciso ficar atento ao comportamento dos preços!

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