O mercado financeiro oferece diversas oportunidades para quem deseja rentabilizar seu dinheiro e expandir seu patrimônio. Contudo, há muitos mitos sobre investimentos que podem criar desafios, especialmente para quem está começando suas movimentações.
Essas ideias equivocadas variam desde impressões erradas sobre os riscos até a noção excessivamente otimista de que é possível ficar rico rapidamente na bolsa de valores. Por esse motivo, vale desmitificar os conceitos para você tomar decisões mais inteligentes para seu dinheiro.
Para trazer mais clareza, nós, da Genial Investimentos, preparamos este conteúdo. Acompanhe a leitura e veja como esclarecemos 14 dos mitos mais comuns sobre investimentos!
1. Investir é só para ricos
Muitas pessoas acreditam que investir é só para quem já está rico ou alcançou uma situação financeira mais confortável. Entretanto, a crença está longe de ser verdade e qualquer pessoa pode movimentar o seu dinheiro no mercado financeiro.
Inclusive, existem diversos investimentos acessíveis para quem não possui um capital elevado. Certos títulos do Tesouro Direto, por exemplo, estão disponíveis para aplicações a partir de R$ 30.
Há mais alternativas do mercado que podem ser adequadas para investidores com menor capital disponível, como alguns títulos privados e ações fracionadas. Assim, há como começar a investir com quantias acessíveis e alinhadas à sua realidade financeira.
Embora pessoas com mais recursos disponíveis consigam fazer maiores movimentações e até possam ter resultados elevados, o mercado de investimentos é para todos. Dar seus primeiros passos, mesmo com pequenas quantias, ajuda a acelerar o seu acúmulo de capital no longo prazo.
2. Começar a investir é difícil
Outro mito sobre os investimentos diz respeito à complexidade. Investir não é difícil, principalmente quando se tem acesso ao mercado financeiro diretamente do seu celular, com uma conta em uma corretora de valores, como a Genial Investimentos.
Aquela cena tradicional de filmes sobre o mercado financeiro, com ambientes caóticos e muitas ligações, não é mais uma realidade. Hoje, você pode fazer diversas movimentações só com o seu aplicativo de investimentos, sabia?
As instituições financeiras podem ajudar a simplificar ainda mais a sua jornada. Por exemplo, existe a possibilidade de programar aportes mensais na sua carteira, otimizando seu tempo e permitindo fazer novas movimentações regularmente.
Além disso, hoje é mais fácil desenvolver a educação financeira e entender o funcionamento do mercado. A internet consegue ajudar no processo, já que existem conteúdos disponíveis para pesquisa — inclusive gratuitamente.
Quando você estuda e entende mais sobre o mercado financeiro, pode perceber que ele não é tão complexo quanto poderia parecer. Sabendo mais sobre investimentos, há como identificar quais são as alternativas adequadas para sua realidade e nível de entendimento.
3. A poupança é o investimento mais seguro do país
Por muitos anos, a caderneta de poupança foi a aplicação mais popular para os brasileiros — e não é incomum encontrar defensores dela. De fato, há diversos motivos pelos quais a alternativa é buscada, como a sua praticidade e simplicidade.
Ela também pode ser considerada um investimento de baixo risco de crédito por ter cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sob algumas condições. A entidade assegura quantias de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e instituição financeira. A cobertura prevê um teto global de R$ 1 milhão, renovado a cada 4 anos.
A liquidez diária da caderneta ainda facilita o resgate rápido do capital quando o investidor precisa do dinheiro. Entretanto, apesar dessas características, há desvantagens.
Primeiramente, as regras de rentabilidade da poupança fazem dela um investimento que, em geral, entrega retornos mais baixos — inclusive em relação à inflação. Ou seja, não haveria rentabilidade real — que representa o aumento do seu poder de compra.
Outro ponto negativo é a questão do aniversário da poupança. Com a regra, o dinheiro que você aplica é rentabilizado mensalmente — com 30 dias do investimento. Logo, se você resgatar o capital antes, não terá ganhos.
No mercado financeiro, há investimentos que podem ser mais estratégicos, tanto por terem potenciais retornos mais altos do que a poupança quanto pelos rendimentos diários. Um exemplo a conhecer é o Tesouro Selic, que rende conforme a taxa básica de juros da economia brasileira.
Ele é um título público, sendo emitido e garantido pelo Governo Federal. Desse modo, o risco de crédito é mínimo para o investidor.
4. Ou se ganha muito ou se perde tudo
A concepção de ganhar muito ou perder tudo fala sobre dois extremos que podem acontecer no mercado financeiro, mas é apenas uma simplificação exagerada — e errada. Apesar de esses cenários não serem impossíveis, eles ocorrem em situações específicas.
Para entender melhor, saiba que, para começar a investir, você precisa definir o seu perfil de investidor. Ele é uma classificação da sua tolerância ao risco, podendo ser conservador, moderado ou arrojado.
Ao entender o seu perfil, você consegue identificar as alternativas mais adequadas para ele. Por exemplo, se você é conservador — com baixa tolerância ao risco —, priorizará investimentos mais seguros, nos quais as chances de perdas são menores.
Já um investidor arrojado, por ter mais tolerância ao risco, pode fazer movimentações mais arriscadas e com um potencial de retornos mais altos. Mas, independentemente do seu perfil de investidor, ganhar muito ou perder tudo não são os únicos cenários possíveis.
Muitas vezes, ganhos ou prejuízos desproporcionais são decorrentes de movimentações sem um planejamento claro por trás delas. Quando você estuda o mercado, fica mais fácil tomar decisões estratégicas considerando a relação entre risco e retorno.
Ademais, muitos investidores buscam ter uma carteira de investimentos diversificada. A prática consiste em combinar alternativas com grau de risco diferente e descorrelacionadas para evitar concentrar o dinheiro em apenas um tipo de investimento.
5. Meu dinheiro fica preso
A ideia de que o dinheiro fica preso no mercado financeiro é outro mito sobre investimentos. Para elucidar a questão, você precisa compreender o conceito de liquidez. Ela representa a facilidade que você tem de transformar o investimento em dinheiro novamente.
No mercado, há alternativas com os mais diversos níveis de liquidez. Um deles é o Tesouro Selic, que você já viu. A aplicação tem liquidez diária, o que significa que você pode solicitar o resgate e o dinheiro costuma ficar disponível em até 1 dia útil — com riscos mínimos de perdas.
Além dele, existem diversas outras aplicações de renda fixa com liquidez diária. Na bolsa de valores, também há muitos ativos — como ações — com alta liquidez, permitindo que você os compre ou venda rapidamente.
Assim, se você entender que o resgate de investimentos é uma possibilidade para a sua realidade, é possível buscar aplicações que tenham maior liquidez. No entanto, saiba que as condições de mercado podem influenciar a quantia a ser resgatada, ok?
Por exemplo, há o risco de as ações estarem em uma cotação menor do que a paga na compra quando você tentar vendê-las. Outros títulos de renda fixa permitem resgate antecipado, mas consideram o preço atualizado da aplicação, que pode ser diferente do esperado.
A diversificação também possibilita equilibrar os riscos. Uma possibilidade é investir em alternativas com mais liquidez e menos riscos. Desse modo, há como resgatá-las quando precisar, evitando tirar o dinheiro de outros investimentos — ainda que elas costumem ter menor potencial de retorno.
6. Sou muito novo ou velho para começar a investir
Não existe uma idade ideal para entrar no mercado financeiro, o importante é começar a investir. Por exemplo, os mais jovens podem iniciar essa jornada antes mesmo dos 18 anos — maioridade legal no Brasil.
Para quem é mais novo, começar a investir cedo proporciona a oportunidade de aproveitar o efeito do longo prazo. O tempo permite que o dinheiro investido se beneficie dos juros compostos, em que os ganhos sobre os investimentos geram novos ganhos ao longo do tempo.
Ademais, períodos maiores de investimento contribuem para suavizar os efeitos das oscilações de mercado sobre a sua carteira. Assim, os riscos podem ser mitigados e o potencial de retornos ser elevado.
Quem é mais jovem ainda pode ampliar seus investimentos ao longo do tempo, movimentando cada vez mais recursos. Com o passar dos anos e o possível acúmulo de rendimentos, o seu patrimônio tem chance de ter um crescimento exponencial.
Já para os mais velhos, começar a investir contribui para colocar o seu dinheiro para trabalhar no mercado. Embora o efeito do longo prazo possa ser menor do que para os mais jovens, ainda existe a possibilidade de acumular rendimentos e ampliar o patrimônio.
7. Poupar e investir são sinônimos
Poupar e investir não são práticas equivalentes, apesar de estarem relacionadas. Ao poupar, você economiza o seu dinheiro, o que é importante para ter uma reserva de emergência, por exemplo, para custear imprevistos e ter mais segurança financeira.
Por outro lado, investir significa buscar maneiras de rentabilizar o seu capital e fazê-lo crescer. Investindo, você coloca o seu dinheiro para trabalhar, visando alcançar objetivos financeiros, como a aposentadoria, a compra de um imóvel ou a realização de outros sonhos.
Portanto, poupar é o primeiro passo para ter mais segurança financeira. Mas apenas a economia pode não gerar acúmulo do seu patrimônio, especialmente se o capital ficar parado em uma conta corrente ou rendendo pouco na poupança.
8. Investir em renda fixa é absolutamente seguro
Nenhum investimento é totalmente isento de risco, nem mesmo os títulos de renda fixa. Apesar de eles serem mais seguros do que investimentos de renda variável e até terem previsibilidade de retorno, existem pontos de atenção.
O principal deles é o risco de crédito — a chance de o emissor do título não conseguir honrar suas obrigações de pagamento de juros ou de devolver o principal investido no vencimento. Embora existam instrumentos de proteção, como o FGC, eles podem não cobrir todo o seu investimento.
Também há o risco de mercado. Em diversos casos, como em investimentos prefixados, a garantia de retorno existe apenas no vencimento. Desse modo, há chance de resgates antecipados gerarem retornos diferentes do esperado para você.
Investir em renda fixa, portanto, não é sinônimo de segurança absoluta. As aplicações da classe costumam ser mais previsíveis e menos arriscadas que os ativos de renda variável, mas ainda há pontos a observar.
9. Para ganhar dinheiro investindo é preciso arriscar
Ao longo deste conteúdo, você conseguiu compreender que existem diferentes níveis de risco que o investidor pode assumir no mercado. Investidores conservadores, por exemplo, priorizam a busca pela ampliação do patrimônio a partir de alternativas menos arriscadas.
Nesse sentido, há oportunidades de investimento com riscos mais baixos e retornos menores, em relação a ativos mais arriscados. Mas isso não significa que não exista o potencial de ganhos, especialmente se você considerar o longo prazo para o vencimento.
Ainda, a diversificação é uma estratégia que contribui para reduzir o risco sem sacrificar o seu potencial de retorno. Como visto, ao distribuir seu dinheiro entre alternativas que se comportam de maneiras diferentes diante de um mesmo cenário, você consegue equilibrar o seu portfólio.
É válido ressaltar que o retorno financeiro não está necessariamente ligado a grandes riscos, mas sim, a escolhas estratégicas. Portanto, é possível buscar a rentabilização do seu dinheiro sem arriscar além do que você tolera.
10. O investimento internacional é muito complexo
O investimento internacional pode parecer complexo à primeira vista. Porém, com a digitalização das operações no mercado financeiro, o investidor pode acessar as oportunidades estrangeiras de forma mais simplificada, ok?
Saiba que fazer investimentos internacionais ajuda a diversificar o seu portfólio, permitindo que você não fique exposto somente à economia brasileira. Outro ponto positivo é que, ao dolarizar o seu patrimônio, há como atrelar seu dinheiro a uma moeda mais forte do que o real, como dólar ou euro.
Para investir internacionalmente, você pode abrir uma conta global em uma corretora de valores no Brasil, como a Genial, para buscar novas alternativas para a carteira. Também existem possibilidades no mercado nacional para ter um investimento indireto na economia de outros países.
Por exemplo, na bolsa brasileira, a B3, há os brazilian depositary receipts (BDRs), lastreados em investimentos internacionais. Também existem fundos de índice (ETFs) e fundos internacionais que possibilitam a exposição a outras economias.
11. Investir na bolsa de valores é para todo mundo
A bolsa de valores conta com diversas oportunidades para os investidores. Há ações de empresas, cotas de fundos de investimentos e muitos outros ativos que podem contribuir para alcançar melhores resultados.
Porém, é um mito acreditar que ela é o ambiente ideal para todos os investidores. A razão é que as alternativas disponíveis na bolsa são de renda variável, sem previsibilidade de ganhos e com mais riscos para os investidores.
Dessa maneira, além de exigir certo conhecimento, o investimento direto em bolsa requer controle emocional para que o investidor não seja facilmente influenciado pelas oscilações diárias. Investidores com baixa tolerância ao risco ou ainda inexperientes podem se sentir mais confortáveis priorizando outras oportunidades no mercado.
12. É possível prever o comportamento do mercado
O mercado financeiro lida constantemente com a volatilidade. Eventos econômicos, ciclos de mercado e decisões políticas são exemplos de fatores que causam movimentações nas cotações dos ativos, por exemplo, na bolsa de valores.
Nesse sentido, a crença de que é possível prever o comportamento do mercado é um mito. Mesmo que você estude bastante e acompanhe notícias e tendências, não há como assegurar o que acontecerá no futuro.
Até mesmo para profissionais da área é um desafio fazer leituras de cenário, já que há diversos fatores agindo simultaneamente. Entretanto, isso não significa que você não possa estar mais bem preparado para as incertezas.
Desenvolvendo sua educação financeira, você consegue entender melhor cada acontecimento e manter a racionalidade em momentos desafiadores do mercado. Ter uma estratégia clara também ajuda a lidar melhor com as mudanças de rumo da economia.
13. Crianças ainda não estão preparadas para conversas sobre dinheiro
Assim como os investimentos, as conversas sobre dinheiro não devem ser direcionadas exclusivamente para adultos. Esse mito pode limitar o desenvolvimento da criança e privá-la de ter habilidades financeiras.
O ideal é a educação financeira começar em casa, desde cedo, para os filhos não desenvolverem maus hábitos, difíceis de controlar no futuro. Elas devem aprender o valor do dinheiro, do trabalho e dos investimentos, concorda?
Ao introduzir o tema das finanças desde cedo, os pais e educadores ajudam a formar adultos mais conscientes, responsáveis e capazes de tomar decisões saudáveis em relação ao dinheiro. Afinal, a educação financeira ajuda a preparar as crianças para enfrentar os desafios da vida adulta.
14. O imóvel é sempre um porto seguro
A crença que muitas pessoas têm na poupança também costuma se estender para o mercado imobiliário. Diversos investidores acreditam que os imóveis são sempre um porto seguro e um investimento quase garantido.
De fato, investir em imóveis pode ser adequado sob diversos pontos de vida. O mercado é um dos mais fortes da economia e tende a lidar com uma demanda constante. Além disso, os investidores têm a chance de criar uma fonte de renda passiva recebendo aluguel.
No entanto, os imóveis têm riscos como qualquer outro investimento. Um dos principais é o de liquidez, já que não é tão fácil e rápido vender uma propriedade, caso você precise do dinheiro. Também há o risco de desvalorização do espaço.
Adicionalmente, se o imóvel tiver sido comprado por um preço elevado, tende a ser um desafio cobrar um aluguel suficiente para garantir um bom retorno para o investimento. O bem ainda pode enfrentar obstáculos relacionados a custos de manutenção, taxas e impostos.
Portanto, embora os imóveis tendam a oferecer segurança e valorização no longo prazo, eles não devem ser vistos como uma solução infalível para todos os investidores. Mas, para aqueles que buscam exposição a esse mercado, um dos caminhos pode ser investir em fundos imobiliários (FIIs).
Eles são fundos com cotas negociadas na B3 e se destacam pela acessibilidade, por ser mais barato comprar cotas de FIIs do que um imóvel. Também existe a chance de eles gerarem uma fonte de renda passiva com dividendos.
Completando esta leitura, você conheceu os 14 principais mitos sobre investimentos. Com esses pontos esclarecidos, você pode estar mais bem preparado para aprofundar seus estudos e iniciar suas movimentações.
Quer dar seus primeiros passos no mercado financeiro e rentabilizar o seu dinheiro? Abra a sua conta na Genial Investimentos!

