Quem busca se proteger de golpes e fraudes não pode deixar de saber o que são as pirâmides financeiras. Afinal, muitas pessoas ainda são atraídas por elas, podendo sofrer grandes prejuízos no golpe. 

Em geral, o atrativo desse tipo de esquema é a promessa de ganhos elevados com facilidade. As pirâmides podem envolver diversas pessoas e etapas — seja pelo recrutamento feito pessoalmente, seja por meio de anúncios online. 

Para evitar cair em eventos falsos como esses, confira este conteúdo e veja como se proteger! 

O que são as pirâmides financeiras? 

As pirâmides financeiras são promessas falsas de negócios atrativos a investidores e indivíduos que buscam por lucros fáceis. Elas se apresentam de diferentes formas — desde no formato de modelos de negócio inovadores até na comercialização de produtos que não existem. 

Na maioria das vezes, os negócios apresentados não passam de fachada. Desse modo, não é possível encontrar, em pesquisas mais aprofundadas, informações consistentes sobre a empresa ou pessoa que está em contato com as vítimas. 

Aqueles que caem em esquemas de pirâmide podem ser levados pela ganância. Porém, em alguns casos, é o simples desconhecimento desse tipo de fraude (aliada a abordagens muito convincentes) que leva as pessoas a acreditam nas falsas promessas. 

Além disso, outro erro comum dos que caem em uma pirâmide financeira é não realizar análises de risco consistentes. Isso é importante, pois, de modo geral, bons investimentos levam anos para serem construídos. Assim, não há retornos fáceis e rápidos sem alto risco. 

Como as pirâmides são compostas? 

Uma pirâmide financeira tem como funcionamento básico o recrutamento constante de pessoas para sustentar a fraude. Desse modo, os golpistas precisam realizar abordagens que alimentem o ciclo. Ou seja, que tragam cada vez mais investidores para o esquema. 

Isso acontece porque só há lucro quando alguém que já está na pirâmide convida mais pessoas para entrar nela. Assim, cada novo investidor entra e aporta uma quantia na operação. Esse dinheiro sustentará o golpe por um tempo — permitindo, inclusive, que alguns investidores tenham lucro. 

Mas esse lucro não é real. Afinal, não vem de uma empresa ou produto, mas de novas pessoas entrando no golpe. Como a quantidade de iniciantes não se mantém a mesma para sempre, em algum momento a pirâmide se tornará insustentável.  

A pirâmide na prática 

Para entender como realmente funciona a pirâmide financeira, você pode pensar no formato de uma pirâmide regular. A forma geométrica é composta por uma base larga e que vai se afunilando até o topo, certo?  

É assim que funciona o golpe: os indivíduos da parte debaixo do esquema injetarão dinheiro para as pessoas que entraram antes. Isso vai acontecendo assim por diante, até chegar à parte mais fina — onde estão os responsáveis pela estratégia enganosa, lucrando com a fraude. 

O problema é que não é possível sustentar o formato por muito tempo. Além da possibilidade de as entradas diminuírem e o esquema quebrar, também há o risco de o esquema ser descoberto na medida que se populariza. 

Para saber perceber tentativas de golpe, confira um resumo de características que ajudam a identificar o que são as pirâmides financeiras: 

  • necessidade constante de indicar novos membros; 
  • promessas de retornos garantidos, fáceis e elevados; 
  • pouca ou nenhuma informação sobre o produto ou serviço ofertado; 
  • ausência de registros das aplicações em nome dos investidores; 
  • poucos dados sobre as companhias envolvidas na administração do dinheiro. 

Quais foram as principais pirâmides financeiras do mercado? 

Lei 1.521/51 posiciona as pirâmides financeiras como crime no Brasil. Mesmo assim, diversos escândalos dessa natureza já chegaram ao conhecimento público. Há também golpes em outras partes do mundo.  

Veja algumas situações conhecidas! 

JJ Invest (Brasil) 

Essa empresa prometia atuar no mercado financeiro e buscar por ganhos de 5% a 10%, todos os meses, a quem aplicava dinheiro. Contudo, em 2019, a Polícia Federal deu início às investigações de fraude. 

Então, descobriu-se o golpe. A JJ Invest não era regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, na maioria dos casos, não firmava contratos com os clientes. O dono da companhia fugiu — deixando prejuízos de mais de R$ 170 milhões para trás. 

Mattos Investing (Brasil) 

Esse é outro exemplo de pirâmide descoberta em 2019. A organização recrutava investidores para realizar operações em criptomoedas e no mercado Forex. Assim como no caso acima, as promessas eram de ganhos elevados. 

Ao todo, os que caíram no esquema totalizaram perdas de mais de R$ 1 milhão. Apesar de ter desaparecido por um tempo, o responsável pelo golpe financeiro acabou preso. 

Ponzi (Estados Unidos) 

Charles Ponzi foi um dos primeiros envolvidos com as pirâmides financeiras. Ele aplicou os golpes em 1920 e prometeu dobrar os lucros em apenas seis semanas daqueles que trocassem cupons postais comprados por selos. Ponzi foi preso ainda em 1920. 

Madoff (Estados Unidos) 

Inspirado em Ponzi, Bernard Madoff também se envolveu em fraudes. Ele é, inclusive, o responsável pelo maior escândalo da história das pirâmides financeiras.  

No total, ele impactou mais de 16 mil pessoas, durante 20 anos, ao prometer altos rendimentos aos que investissem com ele. O golpe gerou perdas de mais de U$ 20 bilhões e Madoff foi condenado a 150 anos de prisão em 2009. 

Como se proteger desse golpe? 

Após saber o que são as pirâmides, é preciso evitar cair nesse tipo de fraude. Uma das melhores formas de fazer isso é por meio da educação financeira.  

Ela permite que o investidor entenda melhor as dinâmicas do mercado e analise corretamente a relação de risco e retorno. Além disso, a informação protege você contra o efeito manada e o ajuda a avaliar se um investimento parece mesmo real. 

Além disso, é imperativo conhecer seu perfil de investidor e delimitar objetivos de curto, médio e longo prazo. Essas atitudes fazem com que haja um alinhamento maior entre os produtos disponíveis no mercado. E lembre-se: desconfie de promessas de rendimento muito alto e seguro. 

Por fim, é recomendado analisar regulamentações, bem como a legalidade da empresa que está sendo apresentada. Ao pesquisar sobre a companhia na CVM, por exemplo, será possível saber mais sobre a regulamentação. 

De modo geral, é necessário buscar investir em alternativas sólidas de investimento. Isso não só protege seu patrimônio, como também afasta você das chances de cair em potenciais esquemas. E, agora que você sabe o que são pirâmides financeiras, denuncie eventuais esquemas que você tomar conhecimento à CVM! 

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