Juntar dinheiro para comprar a casa própria à vista é o melhor dos mundos. Para muitas famílias, porém, é uma tarefa extremamente difícil, pois poderia levar décadas. Dependendo da renda, pagar aluguel e guardar dinheiro para a compra também pode pesar demais.

Felizmente a compra da casa própria tem alguns facilitadores, como a possibilidade de usar o FGTS para quitar ou dar entrada no imóvel, amortizar a dívida ou pagar algumas prestações.

Para quem recorre ao financiamento, os juros costumam ser mais baixos que os de outras linhas de crédito.

Mesmo assim, o custo dos financiamentos faz o imóvel sair muito mais caro do que se fosse pago à vista. Nesta simulação, você pode ver que financiar 200 mil reais em 30 anos com custo efetivo total de 0,80% ao mês custaria mais que o dobro: 488.800 reais.

Assim, a dica para quem vai entrar num financiamento é dar a maior entrada possível e usar o saldo do FGTS, se for o caso. Quanto maior a entrada, menor o valor de juros pago, então vale a pena dar seu máximo na hora de poupar.

Os investimentos podem ajudar você nessa tarefa, fazendo sua poupança crescer mais rápido.

Que tipos de investimento escolher

Poupar para a casa própria tende a levar mais tempo do que guardar dinheiro para, por exemplo, comprar um carro, ainda que à vista. Até porque, dado o alto valor dos imóveis, a compra costuma ser mais planejada.

Podemos assumir, portanto, que se trata de um objetivo de médio prazo, que leva pelo menos alguns anos para se concretizar.

Mesmo assim, o investidor deve se manter conservador, pois seu objetivo tem uma data certa para se ser atingido.

Outro ponto importante é buscar proteção contra inflação, pois é nos prazos maiores que ela pesa mais. No caso dos imóveis, em particular, essa proteção é essencial, já que os preços tendem a acompanhar índices inflacionários.

Alguns exemplos de aplicações financeiras para investir para a compra da casa própria:

Renda fixa conservadora indexada à Selic ou ao CDI

Os investimentos mais conservadores não são os melhores para esse tipo de poupança. Eles não apresentam proteção explícita contra a inflação e, com mais prazo para investir, é possível obter rentabilidades maiores em outros tipos de aplicação.

Contudo, uma parte da poupança para a compra do imóvel pode ficar aplicada nesses produtos, já que seu rendimento é atrelado à taxa básica de juros (Selic e CDI), que no Brasil costuma ser superior à inflação.

Esses investimentos são boas pedidas para os investidores mais conservadores, que têm uma aversão psicológica a qualquer tipo de risco, como o de não poder resgatar suas aplicações a qualquer momento (mesmo tendo um objetivo de médio prazo).

Em outras palavras, a acumulação nessas aplicações financeiras pode ser mais lenta, mas funciona.

Enquadram-se nesse grupo:

– Os títulos públicos Tesouro Selic (LFT), negociados pelo Tesouro Direto;
– Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) indexados ao CDI, emitidos por bancos e também distribuídos por corretoras;
– Os fundos de renda fixa conservadora, como os fundos DI, que investem nesses títulos mais conservadores e buscam rentabilidade próxima ao CDI.

Todos esses investimentos são bastante acessíveis à pessoa física. O Tesouro Direto aceita investimentos a partir de 30 reais, e a remuneração independe do valor investido.

Os aportes iniciais de CDBs e fundos de renda fixa são os mais variados, mas no caso dos CDBs, a rentabilidade tende a aumentar conforme cresce o valor investido.

Você pode saber mais sobre esses produtos neste outro post: 3 investimentos de baixo risco mais rentáveis que a poupança.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

As LCIs e LCAs são similares aos CDBs. São emitidas por bancos e protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança. Porém, são isentas de imposto de renda para a pessoa física.

Elas costumam ter liquidez apenas no vencimento, e têm uma carência mínima de 90 dias. Mesmo quando podem ser resgatadas antes do fim do prazo, esse resgate antecipado pode sacrificar um pouco a rentabilidade.

É apenas por causa dessa liquidez um pouco menor que as LCIs e LCAs não integram o time das aplicações mais conservadoras.

Para poupar para a casa própria, o ideal é escolher LCIs e LCAs de prazos um pouco mais longos, o que melhora a rentabilidade, e casar o vencimento com a data em que o dinheiro vai ser usado.

Assim como ocorre com os CDBs, papéis de bancos médios costumam ser mais rentáveis que os de bancos grandes, e, normalmente, quanto maior o valor investido, maior a rentabilidade.

Esses títulos de renda fixa costumam ter remuneração atrelada ao CDI, mas existem também aqueles que pagam uma taxa prefixada (remuneração definida no ato do investimento) mais a variação da inflação do período.

Nesse caso, são particularmente interessantes para poupar para a casa própria.

Entenda melhor como funcionam as LCIs e LCAs.

CDBs indexados à inflação

Em geral emitidos por bancos médios, esses papéis são mais raros, mas costumam ter uma remuneração bastante interessante. Oferecem uma taxa prefixada mais a variação da inflação, em geral pelo IPCA.

Quanto maior o prazo, maior tende a ser a rentabilidade. Mas como não costumam ter liquidez antes do vencimento, o ideal é casar o prazo do papel com o do objetivo. Como no caso dos outros CDBs, das LCIs e das LCAs, há cobertura do FGC.

Título público Tesouro IPCA+

Esse é talvez o mais acessível investimento para quem investe para médio e longo prazo. O Tesouro IPCA+ com ou sem juros semestrais (NTN-B e NTN-B Principal) é um tipo de título público que paga uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA.

Seus prazos costumam ser médios ou longos – há títulos que vendem apenas em 2050 – e o risco de calote é mínimo, uma vez que têm garantia do governo.

Por serem negociados via Tesouro Direto, o aporte inicial é de apenas 30 reais, respeitando o valor mínimo de 1% do valor de um título.

Embora possam ser vendidos de volta para o Tesouro Nacional a qualquer momento, esses títulos devem, preferencialmente, ser carregados até o vencimento.

Eles são negociados a preço de mercado, e seus preços oscilam muito diariamente. Quanto maior o prazo, maior a oscilação. Assim, as vendas antecipadas podem dar ao investidor um retorno negativo, caso os preços estejam em baixa.

Por isso é importante também casar o prazo de vencimento do papel com o prazo de utilização dos recursos.

O título mais indicado para poupar para a compra da casa própria é o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal).

Entenda melhor o funcionamento dos títulos públicos e saiba como investir no Tesouro Direto.

Como traçar o seu objetivo

Para seu investimento ser bem-sucedido é importante que você trace seu objetivo de forma adequada. A partir do preço do imóvel desejado, calcule quanto poupar por mês, se você pretende fazer aportes mensais.

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