Um dos principais diferenciais das alternativas de investimento em renda fixa é o fato de ser possível estimar o comportamento dessas aplicações. Mas você já se perguntou quanto rende R$ 1 milhão investidos em títulos do Tesouro Direto?

Os títulos públicos são investimentos muito populares dessa classe, especialmente pelo seu baixo risco. Por essa razão, é comum que investidores se questionem qual é a rentabilidade que pode ser obtida com montantes mais elevados.

Você também tem essa dúvida? Então siga a leitura! Neste post, você entenderá quanto rende R$ 1 milhão considerando cada tipo de título do Tesouro Direto.

Acompanhe!

O que é o Tesouro Direto?

Antes de conhecer a rentabilidade dos títulos públicos sobre R$ 1 milhão, é importante saber o que é o Tesouro Direto. Ele é um programa do Governo Federal criado em parceria com a bolsa de valores brasileira, a B3.

Essa colaboração tem como intuito viabilizar o acesso de pessoas físicas à compra e à venda de títulos do Tesouro Nacional, disponibilizando aplicações a partir de R$ 30,00. Além disso, existem diferentes alternativas disponíveis na plataforma do Tesouro Direto.

Assim, é possível escolher entre os títulos prefixados (Tesouro Prefixado), pós-fixados (Tesouro Selic), e híbridos (Tesouro IPCA+). Na prática, quando você adquire um desses títulos ou uma fração deles, está emprestando dinheiro ao Governo Federal.

Com isso, o país consegue captar recursos para executar seus projetos, financiando atividades relacionadas à educação, saúde, infraestrutura, entre outras. Em troca, você recebe o dinheiro investido acrescido de juros na data de vencimento acordada.

Quanto rende R$ 1 milhão investidos em títulos do Tesouro Direto?

Após saber mais sobre o que é e como funciona o Tesouro Direto, é o momento de descobrir quanto rende R$ 1 milhão investidos em títulos públicos.

Confira, a seguir, a simulação realizada com dados de 11 novembro de 2021 para cada tipo de aplicação!

Tesouro Prefixado

Nos títulos prefixados, a rentabilidade é determinada no ato da compra do ativo, indicada por um percentual. Isso significa que, investindo no Tesouro Prefixado, você sabe quanto receberá na data de vencimento.

Por exemplo, aplicando o montante de R$ 1 milhão no Tesouro Prefixado 2026, que possuía 11,70% de retorno em novembro de 2021, seria obtido um total de R$ 1.585.539,87. Isso significa uma rentabilidade bruta de R$ 585.539,87 no vencimento (1º de janeiro de 2026).

Porém, existem títulos com diferentes prazos e taxa de juros. Ainda, é possível encontrar títulos com cupons semestrais, que pagam a rentabilidade a cada 6 meses.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título cuja rentabilidade é atrelada ao comportamento da taxa Selic. Essa é a taxa básica de juros praticada no Brasil, determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em função de uma série de fatores.

Nesse caso, segundo o simulador do Tesouro Direto, investindo R$ 1 milhão no Tesouro Selic 2024, chega-se a R$ 1.263.854,07 no vencimento —1º de setembro de 2024.

Ou seja, uma rentabilidade de R$ 263.854,07, considerando o valor bruto. No entanto, lembre-se de que as variações da Selic podem influenciar o resultado.

Tesouro IPCA+

Por fim, o Tesouro IPCA+ funciona com uma taxa prefixada somada à variação acumulada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) durante o período contratado. Vale destacar que essa é a taxa que mede a inflação no Brasil.

Uma das vantagens desses títulos é que ele protege o poder de compra do dinheiro investido, já que oferece um percentual, além da correção pela inflação. Para seguir a simulação, considere o investimento de R$ 1 milhão no IPCA+ 2026.

Na data da simulação, ele possuía um retorno equivalente ao IPCA mais 5,19%. Como resultado, o montante obtido no vencimento (15 de agosto de 2026) seria de R$ 1.509.685,62 — uma rentabilidade bruta de R$ 509.685,62.

Nesse caso, as variações do IPCA também podem afetar o resultado. Ademais, existem outras alternativas, com taxas distintas e a possibilidade de receber cupons semestrais. Por isso, você pode fazer simulações para identificar o potencial de cada alternativa disponível.

Vale destacar que em todos os títulos do Tesouro Direto incide o Imposto de Renda (IR) seguindo a tabela regressiva. A alíquota mínima é de 15% para aplicações com mais de 720 dias.

Qual título do Tesouro Direto escolher?

Agora que você já sabe quanto rende R$ 1 milhão aplicados em títulos do Governo, é hora de entender como escolher a aplicação ideal para investir. Para tanto, é necessário saber que cada alternativa tem diferenciais específicos.

Logo, o investidor deve observar esses fatores ao fazer a sua escolha. Por exemplo, o Tesouro Selic, embora possa apresentar uma rentabilidade inferior às demais opções do Tesouro no longo prazo, aparece como uma alternativa atrativa em relação à poupança.

Isso porque também apresenta liquidez diária, ao passo que traz um retorno superior ao da caderneta. Além disso, ele praticamente não tem exposição à marcação a mercado, então evita perdas financeiras caso você precise resgatar seu dinheiro antes do vencimento do título.

Por isso o Tesouro Selic costuma ser adequado para a formação de uma reserva de emergência, por exemplo. Já o Tesouro IPCA+ oferece maiores garantias para o investidor em relação à manutenção do poder de compra com o passar dos anos.

No entanto, o resgate antecipado pode gerar perdas devido à marcação a mercado. Por fim, o Tesouro Prefixado se diferencia por dar ao investidor maior certeza em relação à rentabilidade. Afinal, ele tem a taxa de juros previamente definida na compra do título.

Dessa maneira, esses títulos podem se alinhar melhor ao longo prazo, considerando diferentes objetivos financeiros.

Como você viu, R$ 1 milhão aplicados em títulos do Tesouro pode resultar em montantes que variam de acordo com a rentabilidade de cada aplicação. Portanto, antes de alocar seus recursos, analise o seu objetivo ao realizar o investimento para fazer a escolha mais adequada.

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