Os investimentos financeiros são usados para basicamente duas coisas: fazer o patrimônio crescer ou gerar renda.

Ao longo da vida, vamos acumulando recursos para uma série de objetivos: comprar alguma coisa, formar uma reserva de emergência, pagar o estudo dos filhos (ou o nosso), viajar e, finalmente, se aposentar no futuro.

Nessa fase, devemos escolher investimentos capazes de fazer o bolo crescer. A rentabilidade deve permanecer investida para continuar rendendo.

Mas depois de acumular um bom patrimônio ou vender um bem de alto valor, podemos passar a investir em aplicações que gerem renda.

Se a sua intenção for gozar a aposentadoria, reforçar os rendimentos do seu trabalho ou viver de renda, você deve escolher investimentos capazes de depositar uma certa quantia na sua conta periodicamente.

Veja mais:

Conheça alguns investimentos que funcionam desta maneira:

1. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)

O título público Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) é um dos investimentos mais acessíveis entre os que geram renda.

Negociado pelo Tesouro Direto, o papel paga uma rentabilidade prefixada, definida no ato do investimento, mais a variação da inflação do período, medida pelo IPCA. Por exemplo, 6% ao ano mais IPCA ou 5,5% ao ano mais IPCA.

Os juros do investimento caem semestralmente na conta do investidor, o que demanda planejamento de quem pretende viver dessa renda.

Usar esse título para esse tipo de objetivo tem várias vantagens. A primeira é a proteção contra a inflação. Ele garante que seu patrimônio sempre gere rendimentos acima da inflação, mantendo seu poder de compra.

A segunda é o conservadorismo. Os títulos públicos são os investimentos de menor risco de calote do Brasil, por terem garantia do governo.

A terceira é que existem títulos de prazos muito longos. É possível comprar um título de, por exemplo, 20 anos, e deixar o dinheiro ali, rendendo e pagando juros.

Uma observação importante: se o investidor ficar acompanhando sempre o saldo investido, poderá se assustar com suas flutuações.

Isso ocorre por conta de um mecanismo chamado de marcação a mercado, que leva os preços dos papéis a oscilarem diariamente de acordo com as perspectivas econômicas.

Mas a marcação a mercado só afeta realmente quem vender o título antes do vencimento. Como o papel é vendido a preço de mercado, é possível obter altas rentabilidades ou até rendimentos negativos com a venda antecipada.

Porém, como a intenção aqui é aplicar o dinheiro para somente usufruir dos rendimentos, é perfeitamente seguro usar o Tesouro IPCA+, uma vez que a intenção do investidor é manter os recursos aplicados até a data de vencimento.

Quem fica com o papel até o vencimento recebe exatamente a rentabilidade acordada, e os juros semestrais pagos ao longo do tempo são calculados com base nessa remuneração estabelecida inicialmente.

No vencimento do papel, o principal será devolvido ao investidor junto com a última parcela de juros. Neste caso, basta comprar um novo Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e continuar o processo.

Ainda assim, se por algum motivo você precisar reaver o valor investido antes do vencimento, você pode revender o título de volta ao Tesouro a qualquer momento.

Lembrando que, ao investir no Tesouro Direto, os papéis ficam custodiados na bolsa de valores em seu nome, e é possível trocar de corretora quando você bem entender.

O Tesouro Direto aceita investimentos a partir de 30 reais, num máximo de um milhão de reais por mês.

Entenda melhor o funcionamento de cada título público e saiba como investir no Tesouro Direto.

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2. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) é parecido com o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B).

É um título público federal, negociado pelo Tesouro Direto, que paga juros semestrais ao investidor e tem um comportamento de preços parecido por conta da marcação a mercado, garantindo a rentabilidade contratada apenas a quem fica com ele até o vencimento.

A diferença está na rentabilidade. Os prefixados pagam apenas uma taxa prefixada, definida no ato da compra do título, sem correção pela inflação. Por exemplo, 12% ao ano, 14% ao ano etc.

Os prazos dos títulos também não chegam a ser tão longos quanto os do Tesouro IPCA+, embora possam chegar a vários anos.

O investimento em Tesouro Prefixado só é aconselhável para quem acha que a taxa básica de juros, a Selic, vai cair até a data de vencimento do papel. Assim, a taxa prefixada paga pelo título já é uma garantia de rentabilidade acima da Selic.

Contudo, para a pessoa física, é mais recomendável ficar com o Tesouro IPCA+ se a intenção é ter a segurança de uma geração de renda para o seu próprio sustento.

Ele garante o ganho acima da inflação sem que o investidor precise ter grandes conhecimentos financeiros ou fazer previsões.

3. Imóveis

Os imóveis são talvez os investimentos geradores de renda mais populares e tradicionais do país. Eles podem ser usados tanto para quem quer acumular patrimônio ganhando com a valorização – prática de maior risco – quanto por quem quer gerar renda com aluguéis.

O investimento em imóveis é simples de entender, por se tratar de um ativo real e um investimento a que os brasileiros já estão acostumados.

Contudo, para investir em um único imóvel já é necessário ter um patrimônio relevante. Diversificar, portanto, demanda muitos recursos, e a maioria das pessoas acaba concentrando todas as suas economias numa única propriedade, o que é bem arriscado.

Além disso, investir diretamente em imóveis dá trabalho, mesmo que haja uma administradora para auxiliar o proprietário.

Há custos de manutenção, risco de vacância (de o imóvel ficar vago por muito tempo), fora a dor de cabeça que alguns inquilinos podem dar. Ou seja, não é para quem não tem tempo.

Aluguéis imobiliários são interessantes para quem quer viver de renda porque também são corrigidos anualmente pela inflação – em geral, o IGP-M.

Porém, para valerem a pena, eles devem ser mais vantajosos que os títulos Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B).

O aluguel é a rentabilidade do valor investido no imóvel. Percentualmente, ele deve ser maior que a rentabilidade dos títulos públicos atrelados à inflação. Afinal, têm mais risco e dão bem mais dor de cabeça. Precisam pagar um prêmio sobre a renda fixa para valerem a pena.

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4. Fundos imobiliários

Fundos imobiliários são veículos mais acessíveis e práticos para quem quer investir em imóveis. Esses fundos de investimento aplicam em imóveis, geralmente corporativos, como shopping centers e edifícios empresariais de alto padrão.

Há também fundos que investem em papéis de renda fixa que financiam investimentos imobiliários, como as LCIs e CRIs.

Os fundos imobiliários que geram renda para seus cotistas são aqueles que focam no investimento em imóveis para aluguel. Eles depositam mensalmente o valor do aluguel em dinheiro na conta dos cotistas.

Os rendimentos desses fundos têm proteção contra a inflação. Isso ocorre porque os aluguéis dos imóveis costumam ser corrigidos periodicamente por índices de preços.

Os fundos imobiliários têm riscos parecidos com o investimento direto em imóveis, como o risco de vacância ou calote do inquilino, custos de manutenção e reforma etc.

Só que eles têm uma série de vantagens em relação ao investimento direto. Para começar, são bem mais acessíveis. As cotas dos fundos imobiliários costumam ser negociadas em bolsa, como se fossem ações, e com poucas centenas ou milhares de reais já dá para investir.

Em segundo lugar, os fundos imobiliários negociados em bolsa têm rendimentos isentos de imposto de renda para a pessoa física, desde que tenham no mínimo 50 cotistas e que o investidor detenha menos de 10% das cotas do fundo.

Trata-se de uma tremenda vantagem em relação ao investimento direto em imóveis, cujos aluguéis são tributados segundo a tabela progressiva de imposto de renda que incide sobre os salários.

Nos fundos imobiliários, só há pagamento de imposto de renda caso as cotas sejam vendidas com lucro – nesse caso, a alíquota é de 20%.

Uma terceira vantagem dos fundos imobiliários é a qualidade dos imóveis da carteira, que costuma ser bem maior que a dos imóveis residenciais e comerciais de pequeno porte nos quais as pessoas físicas costumam investir.

Os fundos normalmente investem em imóveis corporativos de alto padrão, cujos inquilinos são grandes empresas com boa capacidade de pagamento.

O ideal é que a carteira do fundo seja diversificada, para evitar o risco de concentração em um único imóvel ou inquilino.

Finalmente, ao investir em fundos imobiliários, o investidor tem bem menos trabalho. O gestor é o responsável por resolver os pepinos, escolher os investimentos e avaliar a capacidade de pagamento dos inquilinos – mas para isso se pagam taxas.

5. Ações que pagam dividendos

Ações são investimentos mais arriscados, mas investidores mais experientes e que gostam de renda variável tendem a preferir as que pagam bons dividendos, tanto para construir patrimônio quanto para viver da renda dos dividendos depois.

Eles começam reinvestindo os dividendos pagos pelas empresas em novas ações. Depois de amealhar um bom patrimônio, passam a viver desses dividendos.

Os dividendos são a parte do lucro da empresa distribuída entre seus acionistas. Para a pessoa física, eles são isentos de imposto de renda.

Também tendem a oferecer uma proteção indireta contra a inflação, pois teoricamente acompanham os reajustes de preços das empresas.

Algumas empresas têm maior vocação para pagar dividendos que outras, como as concessionárias de serviços públicos, que fazem contratos de longo prazo com fluxo de caixa previsível.

As ações que pagam bons dividendos são as mais “conservadoras” da bolsa – quando comparadas a outras ações, claro. Elas geram ganhos mais estáveis quando comparadas às ações das empresas que reinvestem seus lucros para crescer.

O dividend yield é o indicador que mostra o percentual do preço da ação que o valor do dividendo representa.

6. Planos de previdência privada

Os planos de previdência privada são produtos financeiros projetados para a poupança de longo prazo.

Durante alguns anos, o investidor investe no plano para acumular patrimônio. O dinheiro é, então, investido em diversos ativos. Esse é o chamado período de acumulação.

Depois de certo tempo, o investidor poderá usufruir das suas reservas. O plano, então, pagará uma renda mensal para o que o titular complemente sua aposentadoria.

Os planos de previdência fechados são chamados também de fundos de pensão. Costumam ser oferecidos por empresas como benefício a seus funcionários. Em geral, essas empresas também fazem contribuições ao plano em nome de cada empregado.

Já os planos de previdência abertos são oferecidos por instituições financeiras. São os Planos Geradores de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Todos eles contam com benefícios tributários, numa forma de o governo incentivar a poupança de longo prazo. Há, por exemplo, uma tabela diferenciada de imposto de renda e a possibilidade de deduzir contribuições na declaração de IR.

Em posts anteriores, apresentamos com mais detalhes esses produtos:

O que é PGBL
O que é VGBL
– Pensando em faze PGBL? Saiba se é para você

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Publicado por Genial

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