Você sabe quais são as principais diferenças entre as aplicações financeiras de renda fixa e renda variável? São investimentos com características totalmente diferentes e, portanto, os investidores que desejam montar uma carteira balanceada precisam contar com esses dois tipos de ativo na composição.

Quais são as diferenças entre renda fixa e renda variável?

Renda fixa

Nos investimentos de renda fixa, o investidor empresta seu dinheiro a uma instituição financeira ou ao governo (no caso do Tesouro Direto – leia mais: como investir no tesouro direto) e, em troca, recebe uma remuneração, de acordo com o prazo da aplicação financeira.

Nesse tipo de investimento, a pessoa saberá a remuneração assim que adquirir o ativo (aplicações prefixadas) ou no momento do resgate (aplicações pós-fixadas). A rentabilidade desses papeis é estabelecida quando as taxas são determinadas pelos emissores desses títulos de investimento. O desempenho dos pós-fixados varia conforme a variação de um índice (pode ser o IPCA, CDI ou a Selic). Nos prefixados, por sua vez, é definido um valor percentual que não mudará se o dinheiro ficar aplicado até o vencimento.

Os principais investimentos de renda fixa são a poupança, Tesouro Direto e os CDBs. Pelo fato do investidor conhecer a sua rentabilidade, esses ativos são considerados conservadores e de baixo risco. Vale ressaltar, porém, que esses investimentos podem apresentar diferentes condições de liquidez (termo referente à facilidade de converter um ativo em dinheiro).

Renda Variável

Na renda variável, por sua vez, um investidor não consegue saber como será o desempenho dos ativos, que podem variar conforme as condições do mercado, ou seja, trata-se de um investimento de alta volatilidade.

As ações na Bolsa de Valores, os fundos de ações e as negociações futuras dos preços das commodities (petróleo, café, soja, ouro etc) estão entre os principais exemplos de investimentos em renda variável. Nessa modalidade, o preço dos papéis sofre alterações a todo momento porque são influenciados por várias situações, como crises econômicas, desempenho das empresas e questões políticas. 

Qual é o perfil de investidor mais indicado para cada um?

Conhecer-se, primeiramente, é importantíssimo. O investidor que sabe o seu perfil e procura conhecer costuma optar por aplicações financeiras que são coerentes com os seus objetivos de vida. Por outro lado, quem não segue essa lógica pode fazer escolhas equivocadas. Um iniciante, por exemplo, que deseja fazer aplicações em renda variável pode perder muito dinheiro, pois não sabe como funciona a Bolsa nem o mercado de ações. Você deve estar se perguntando: “mas como posso traçar o meu perfil de investidor?”

Neste momento, é importante levar alguns fatores em consideração, entre eles estão os seus ganhos mensais, conhecimento em finanças, patrimônio, idade e a sua relação com dinheiro. Geralmente, estamos mais propensos a arriscar quando somos mais jovens. Isso acontece porque, se alguma coisa não sair como planejado, ainda há tempo de aprender com os erros, estudar mais sobre finanças e se recuperar.

Por outro lado, caso o investidor tenha um patrimônio sólido e já formado, não é necessário correr tantos riscos. Basta tomar providências com o intuito de mantê-lo e construir um futuro tranquilo. Vale lembrar que há três perfis de investidores diferentes. A seguir, explicaremos sobre cada um e abordaremos os investimentos mais adequados para cada tipo. Continue lendo!

Agressivo

As pessoas com esse perfil buscam maiores ganhos e, por isso, não têm medo de arriscar. Elas tendem a serem abertas a inovações e costumam variar os investimentos. Esses investidores costumam investir, principalmente, em renda variável, com uma carteira de ações, fundos multimercados, aplicações no exterior ou em um fundo de ações.

Na maioria das vezes, quem tem esse padrão costuma ter bastante experiência no mercado financeiro, conhece detalhadamente as várias aplicações disponíveis e sabe profundamente como investir o seu dinheiro.

Conservador

Os indivíduos com esse comportamento buscam segurança e liquidez nos investimentos, pois, dessa forma, eles terão seu capital protegido e poderão sacar o dinheiro assim que desejarem.

Os conservadores tendem a fazer aplicações em papéis de menor rentabilidade, mas de baixo risco. Por isso os títulos de renda fixa são os mais indicados. O Tesouro Selic —  que tem o seu desempenho medido de acordo com a taxa de juros básica da economia brasileira — e os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de liquidez diária, por exemplo, são alguns ativos que atendem as necessidades desse perfil.

Moderado

Os investidores que se enquadram nesse padrão estão dispostos a correrem alguns riscos, mas não desejam se expor muito. Eles podem buscar oportunidades de ganhos maiores, aceitam alguns erros cometidos e alternativas de liquidez reduzida. Essas pessoas, geralmente, têm noções sobre o funcionamento do mercado financeiro e, por isso, conseguem fazer escolhas variadas.

Desse modo, a carteira desses investidores tende a ser composta por ativos de renda fixa (parecida com os conservadores), com um percentual de outros tipos de ativo, como fundos multimercados, fundos de ações ou investimentos em câmbio, que são considerados renda variável.

Qual é o retorno dos investimentos?

Os investimentos em renda fixa, na maioria das vezes, são conservadores e tem uma rentabilidade previsível, seja por meio de um percentual atrelado a um índice (Selic, CDI ou IPCA) ou por determinada de uma taxa, no caso das aplicações pré-fixadas. Por causa de suas características esse tipo de ativo apresenta ganhos reduzidos.

Em contrapartida, as aplicações financeiras em renda variável são mais arrojadas e o desempenho delas oscila bastante. É muito comum, por exemplo, uma ação na bolsa de valores ganhar ou perder valor de maneira muito rápida dependendo das condições do mercado. Devido ao elevado risco e a volatilidade, esses investimentos podem proporcionar um retorno maior ao investidor se comparado aos ativos de renda fixa.

Os investimentos de renda fixa e renda variável apresentam características diferentes, mas ambos são importantes na composição da sua carteira. O primeiro tipo de aplicação é mais conservador e tem como objetivo proteger o seu capital contra perdas. A segunda categoria é destinada aos investidores arrojados, pois os ativos são de maior risco. Porém, as pessoas que investem em ações podem ser recompensadas com maiores ganhos, porém, estão expostas a mais riscos.

Portanto, busque compor a sua carteira com os ativos de renda fixa para se proteger de perdas de capital e com os investimentos em renda variável com a intenção de obter melhores rentabilidades.

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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