A variação de preços no mercado financeiro pode aumentar os riscos, mas também pode trazer oportunidades. Tudo depende dos seus objetivos e do seu preparo. Com o objetivo de apoiar a tomada de decisão e de oferecer uma avaliação desse fator é que foi criado o Index VIX. 

Ele é referente ao mercado norte-americano, mas também pode ser usado por investidores e traders do Brasil. Por isso, é necessário entender como funciona e o que representa o chamado índice do medo. 

Na sequência, separamos as principais características do indicador e ainda mostramos como você pode adotá-lo em suas avaliações. Confira! 

O que é o Índice VIX? 

O Index VIX é conhecido por outros nomes. Além de Índice VIX, é chamado de Índice do Medo, Volatility Index ou Índice de Volatilidade.  Ele é um indicador que ajuda a medir a volatilidade do mercado, com base na bolsa americana. 

Em termos de composição, o índice considera as empresas mais representativas das negociações dos Estados Unidos, já que o mercado norte-americano é o maior e mais consolidado do mundo. 

Para que isso seja viável, o VIX é composto pelas opções das ações do Standard & Poor’s 500. O S&P 500 é um indicador e que reúne as 500 empresas mais negociadas do mercado dos Estados Unidos. 

Como ele funciona? 

Para entender como o Index VIX funciona é preciso, primeiramente, compreender o que significa quando falamos na volatilidade de um ativo, como uma ação. O termo se refere às variações dos preços do ativo em determinado período.  

Volatilidades maiores levam a mudanças mais intensas e em períodos curtos. Como os movimentos voláteis são imprevisíveis, o risco de realizar operações de compra e venda aumenta. E a apreensão dos traders segue o mesmo caminho, o que justifica o fator medo no nome. 

Com o índice, portanto, é possível conhecer qual é a sensibilidade dos ativos. E como eles provavelmente podem variar em curto prazo. Também se compreende as incertezas dos traders quanto às operações. 

O cálculo do índice VIX é feito pelo Chicago Board Options Exchange (CBOE) e atualizado a cada 30 dias. As informações utilizadas incluem a média dos preços de negociação das Opções, bem como outras taxas alinhadas com a variação. 

A partir de uma modelagem, define-se qual é a volatilidade prevista para os próximos 30 dias, quando será calculado novamente. 

Qual é a relação do VIX com o mercado financeiro? 

O chamado índice do medo passou a ser considerado uma ferramenta importante para acompanhar e até se antecipar à volatilidade do mercado. Por isso, tem sido mais usado no mercado financeiro e causado impactos em relação aos investimentos, de modo geral. 

Quando esse indicador fica elevado, pode ser sinal de que uma crise se aproxima. Então, ele pode se tornar uma ferramenta de alerta, orientando melhor a tomada de decisão. 

O índice também pode refletir algumas questões da economia dos Estados Unidos. Por exemplo, a taxa de desemprego, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ou a taxa de juros. Como considera as opções das ações da bolsa americana, o indicador reflete condições internas. 

Para os traders que estão dispostos a correr mais riscos, é possível aproveitar as oscilações de um cenário volátil para tentar lucrar no curto e curtíssimo prazo. Por isso, há especuladores que usam o índice para encontrar momentos de maior incerteza, em busca de ganhos pontuais. 

O Index VIX pode gerar impactos no Brasil? 

Como você viu, o índice do medo está ligado ao mercado norte-americano, já que leva em consideração derivativos relacionados ao S&P 500. Porém, não significa que outros mercados, como o brasileiro, não sejam afetados. 

Se pensarmos no impacto da economia norte-americana em todo o mundo, fica claro que ela interfere em outros países. Um exemplo foi a crise de 2008. Embora ela estivesse relativamente centralizada na bolha imobiliária dos Estados Unidos, gerou um efeito dominó mundial. 

Isso acontece porque crises econômicas nos EUA podem se refletir na forma de saída dos investidores de mercados emergentes, como o Brasil. Também podem ocorrer desequilíbrios nos acordos comerciais, o que afeta a geração de riquezas para os países. 

Portanto, a resposta é que, sim, o Índice VIX pode gerar impactos no Brasil. É por isso que muitos operadores já utilizam o indicador como uma espécie de termômetro do cenário internacional, o que ajuda a definir o caminho para os investimentos. 

Por sinal, não é só quem atua como trader que pode utilizar esse índice. Os investidores de longo prazo também podem aproveitá-lo para escolher alternativas menos arriscadas e mais alinhadas com o seu perfil de investidor. 

Como usar o índice em suas análises? 

Apesar de o Index VIX ser ligado ao mercado americano, você viu que os impactos dele são sentidos também em outras econômicas. E, claro, no Brasil. Portanto, você pode usá-lo em suas análises caso vá especular ou investir. 

O resultado do índice pode apontar uma oportunidade de especulação — por exemplo, operar vendido para comprar em uma possível queda de ações. É possível, ainda, decidir aguardar para investir em ativos e derivativos com condições mais atraentes. 

Se você tiver um perfil com menor tolerância ao risco, pode usar o resultado para fechar posições antes que as quedas se consolidem. Para quem investe em Brazilian Depositary Receipts (BDRs) ou mesmo diretamente no mercado de ações americano, a estratégia pode ser ainda mais útil. 

Dependendo do caso, o resultado é relevante para motivar uma operação de hedge cambial, considerando possíveis impactos na negociação do câmbio. Portanto, o índice pode ser aproveitado de diversas maneiras. Mas deve estar conjugado a outros recursos e dados. 

Agora você sabe que o Index VIX representa o nível de incerteza e volatilidade do mercado de ações dos Estados Unidos. E ele também pode ser usado no Brasil — seja por traders ou investidores.  

Sabendo como ele funciona, torna-se possível considerá-lo sempre que fizer sentido em suas operações e investimentos no mercado. 

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