Acompanhar o mercado acionário significa verificar diversas informações que mudam com bastante regularidade. Entre os elementos que exigem atenção está o preço das ações na bolsa de valores.

Como esse dado se relaciona às operações de compra e venda dos papéis, ele pode ser importante tanto para quem investe no longo prazo quanto para quem especula. Assim, vale a pena entender como você pode acompanhar as cotações e como agir diante das movimentações constantes do mercado. 

Quer aprender mais sobre o assunto? Neste artigo, elaborado por nós, da Genial Investimentos, você poderá se aprofundar sobre o preço das ações e o que ele significa.

Como as ações funcionam? 

As ações representam pequenas partes do capital social de uma empresa. Isso significa que adquirir esses papéis faz com que você tenha o direito de participar dos resultados e dos riscos da companhia escolhida.

Portanto, se a empresa passar por problemas que façam o preço das ações cair, por exemplo, isso se refletirá nos resultados do seu investimento. Ao comprar papéis, também vale saber que é possível obter lucros de diferentes maneiras. A seguir, veja quais são as principais!

Ganho de capital

A primeira forma de lucrar com ações envolve o ganho de capital. Essa situação se caracteriza pela venda do papel por um preço médio maior do que foi pago na compra.

Pense, por exemplo, que você adquire 100 ações ao preço de R$ 20,00. Em determinado momento, os papéis passam a valer R$ 22,00. Se você decidir vender os ativos nesse momento, terá um lucro de R$ 2,00 por papel.

Recebimento de proventos

Outra possibilidade de obter ganhos com as ações é por meio do recebimento de proventos. Esses são benefícios concedidos aos investidores e podem ser de diferentes tipos.

Os bônus de ações, por exemplo, permitem que os acionistas recebam mais papéis da empresa em que investem. Já os direitos de subscrição garantem que os acionistas possam comprar mais ativos e manter seu nível de participação, caso ocorra a emissão de novas ações.

Há, ainda, os juros sobre capital próprio (JCP) e os dividendos. Eles correspondem a pagamentos feitos em dinheiro, a partir da distribuição de parte do lucro da companhia. A diferença é que os JCP são tributados para o investidor e os dividendos são isentos de Imposto de Renda (IR).

Ao investir em uma empresa que seja boa pagadora de dividendos, por exemplo, você poderá receber esses valores ao longo do período em que mantiver o investimento. Com isso, será possível favorecer seus resultados e reforçar seu patrimônio.

Especulação

Até aqui, você viu formas de obter ganhos ao investir em ações. Normalmente, o foco das estratégias está no longo prazo, buscando aproveitar a valorização dos ativos ou o acúmulo do pagamento de dividendos com o passar do tempo.

Porém, também é possível buscar lucros em curto ou curtíssimo prazo. Isso é feito por meio da especulação, que consiste em aproveitar as oscilações de preços em prazos menores visando obter retornos positivos.

Quem utiliza essa estratégia é chamado de trader (ou especulador). Ademais, vale saber que há diferentes tipos de especulação, como:

  • day trade: prevê a abertura e o fechamento da operação no mesmo pregão;
  • swing trade: o fechamento da operação ocorre dias ou semanas após a abertura;
  • position trade: a posição é fechada meses após a abertura.

Nesse caso, portanto, o objetivo não é participar do negócio, tornando-se sócio. A intenção é apenas explorar a variação de preço das ações, em busca de resultados positivos.

Como funciona a cotação e o sobe desce das ações na bolsa? 

Após conhecer as principais características sobre o funcionamento das ações, convém saber que esses papéis são negociados na bolsa de valores. No Brasil, os papéis ficam disponíveis na B3.

Ao longo do período de cada pregão em dia útil, as ações podem ser negociadas por diferentes preços ou cotações. Eles representam o quanto é necessário pagar para adquirir os papéis de determinada companhia.

Logo, a cotação corresponde a quanto um investidor precisa desembolsar em determinado momento para comprar um ativo, como as ações. No caso do mercado acionário, esse preço representa o quanto custa para adquirir apenas um papel.

Sobre o funcionamento, a cotação é apresentada na bolsa de valores e é atualizada constantemente, conforme as negociações. Assim, ao longo do dia, o preço de uma ação tende a cair e a subir — tanto em relação ao preço de abertura do pregão quanto em relação à cotação anterior.

Quem determina o preço das ações? 

Como você viu, o preço das ações pode mudar bastante ao longo do tempo — mesmo em apenas um pregão. Com isso, é comum que surjam dúvidas sobre quem é o responsável por definir a cotação de negociação a cada momento.

Nesse sentido, é a lei da oferta e procura o mecanismo central que determina qual será o preço de negociação das ações. Ou seja, dependendo da relação entre a força compradora e a força vendedora, o preço das ações pode cair ou subir.

Em geral, uma oferta maior leva a uma queda nos preços, enquanto uma demanda mais elevada favorece a valorização dos ativos. Nesse contexto, existem diversas questões que podem fazer o mercado se movimentar e causar impactos nos preços dos ativos. 

A seguir, mostramos alguns dos fatores que podem causar essa influência. Veja!

Fundamentos da empresa

Um dos aspectos mais importantes para determinar o preço de negociação de um papel é o conjunto de características da companhia. Em geral, eles são chamados de fundamentos e servem para apontar quão sólida é a empresa e quais são suas perspectivas de resultados.

O mais comum é que fundamentos sólidos estejam alinhados ao melhor desempenho da empresa no longo prazo. Com isso, a tendência é que ela seja percebida como um bom investimento, o que pode fazer com que o seu preço aumente ao longo do tempo.

Então, a partir dos resultados consolidados, são firmadas expectativas quanto ao desempenho da empresa. Quanto melhor for a percepção do mercado em relação à consolidação do negócio, maior tende a ser o preço e sua evolução com o tempo.

Condições da economia

Os preços das ações também podem ser influenciados pelas condições da economia. Isso se relaciona tanto às empresas de modo específico quanto a todo o cenário macroeconômico.

O aumento da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), por exemplo, pode encarecer o crédito e desestimular o consumo. Isso pode afetar todo o mercado de renda variável, interferindo no desempenho da bolsa e nos preços das ações.

Nesse contexto, determinados setores podem sofrer mais impactos, como as empresas de varejo de bens não essenciais. Por exemplo, os preços das ações de companhias desse segmento tendem a cair mais que o de outras empresas menos afetadas por essas condições.

Além disso, existem outros fatores que podem afetar os resultados das ações, como a perspectiva de recessão ou de crescimento da economia, entre outros elementos. Afinal, os resultados esperados pelo mercado podem aumentar ou diminuir a disposição ao risco por parte dos investidores.

Notícias relevantes

A oferta e demanda pelas ações também pode ser influenciada pelas notícias que surgem no mercado. Logo, os preços desses ativos costumam se movimentar diante de fatos específicos do mercado.

Decisões políticas que afetam todo o país, por exemplo, podem interferir positiva ou negativamente nos resultados da bolsa de valores. O mesmo vale para acontecimentos importantes, como as eleições gerais.

Já as informações sobre setores e empresas específicas podem causar impactos na cotação das ações. Se o dólar subir, por exemplo, os resultados das companhias exportadoras tendem a ser favorecidos — e o preço dos seus papéis pode subir.

Por outro lado, se uma companhia apresentar menos lucro que o esperado pelo mercado em sua divulgação de resultados, é possível que suas ações caiam — ainda que temporariamente. Por isso, acompanhar os preços das ações também costuma envolver conferir as notícias relevantes.

Comportamento do mercado

Como você aprendeu, a relação entre oferta e demanda é um dos principais fatores que direcionam os preços das ações. Logo, a forma como o mercado se comporta diante de determinado acontecimento interfere nos preços.

Por exemplo, a cotação de determinadas ações pode se movimentar diante da recomendação de compra ou venda de um especialista ou instituição financeira. Então tenha em mente que todos os participantes da bolsa de valores podem causar impactos nos preços dos ativos.

Como funciona a valorização de uma ação na bolsa de valores? 

Agora que você entendeu melhor como é definido o preço das ações na bolsa de valores, vale a pena compreender como funciona o fenômeno de valorização dos papéis no mercado.

Esse processo pode acontecer no curto prazo (como em um único pregão) ou no longo prazo. Em ambos os casos, a valorização está relacionada a um aumento da procura pelos papéis da empresa.

Afinal, cada companhia emite uma quantidade limitada de papéis. Se mais pessoas procuram esses ativos para investir, a tendência é que o preço suba. Nesse cenário, é comum dizer que a força compradora está dominando a força vendedora, fazendo o preço se elevar.

Graficamente, esse movimento de valorização é representado por um comportamento ascendente. Portanto, a linha ou o conjunto de velas tende a se deslocar para a direita e para cima no gráfico. Dessa maneira, há a indicação de um aumento de preço com o passar do tempo.

Vale notar que a valorização de uma ação raramente é um movimento simples, apenas de subida. As oscilações são naturais à bolsa de valores, então o preço pode subir e logo depois abaixar.

No entanto, isso não significa que haja uma reversão de tendência. Se você observar uma boa ação em períodos mais longos, será possível notar que ela tende a se valorizar ao longo dos anos — ainda que, em certos períodos, ela passe por momentos de baixa. 

Como saber se o preço subirá ou descerá na B3?

Apesar de os movimentos de alta e baixa serem muito comuns na bolsa de valores, o mercado age de modo imprevisível. Portanto, não é possível saber, com precisão, se o preço subirá ou descerá na B3.

Porém, ao analisar as tendências, é possível fazer estimativas para o curto, médio ou longo prazo. Considere, por exemplo, a análise técnica ou gráfica. Ela se baseia em indicadores técnicos e em padrões gráficos relacionados ao preço e ao volume de negociação.

Nesse caso, o objetivo é tentar prever quais serão as próximas movimentações do mercado, o que permitiria a um investidor ou especulador se preparar para aproveitar ou se proteger desses movimentos.

Já a análise fundamentalista se baseia nos fundamentos das companhias. O objetivo é compreender quais são as condições da empresa no presente e quais são as perspectivas no futuro — por isso, ela é mais utilizada por investidores de longo prazo.

Por meio dos indicadores fundamentalistas, é possível saber qual é o nível de saúde financeira do negócio, além de entender sua situação mercadológica. A partir disso, há como realizar projeções e estimativas sobre o desempenho da empresa no longo prazo.

Se a análise fundamentalista indicar que a empresa tem chances de crescer e se consolidar no mercado, por exemplo, a tendência é que o preço das ações suba com o tempo.

Entretanto, tanto para investir quanto para especular, não há como prever qual será o comportamento dos preços dos papéis. Por isso, cada investidor ou especulador pode ter percepções diferentes quanto ao desempenho dos ativos.

Preço das ações: por que saber qual é a cotação do dia?

O próximo passo ao aprender sobre o preço das ações é identificar a finalidade de obter esse tipo de informação. Dessa forma, você compreenderá a relevância desses dados e como eles podem ser usados no momento de investir ou especular.

Investimento a longo prazo

A depender da estratégia do investidor de longo prazo, o preço das ações pode não ser o critério mais relevante para a escolha dos papéis. Nesse caso, a ideia é encontrar ativos de empresas que tenham boas perspectivas de desempenho no mercado.

Como você viu, isso inclui fazer uma análise fundamentalista, utilizando diversos indicadores para embasar a decisão. Assim, embora saber o preço de uma ação não seja suficiente para decidir se vale a pena adicioná-la à carteira, essa informação pode ser útil em outros cenários.

A partir de determinados indicadores fundamentalistas, é possível saber se o preço da ação corresponde ao valor justo do negócio. Caso a cotação seja menor que esse valor justo, pode haver uma oportunidade de investimento, pois as ações estarão descontadas.

Isso dá origem à estratégia conhecida como value investing ou investimento em valor. Nela, o objetivo é encontrar empresas cujas ações sejam negociadas abaixo do valor intrínseco delas, mas que ainda sejam boas oportunidades.

Também pode ser útil acompanhar o preço das ações para entender como o mercado reage a determinadas notícias econômicas, setoriais e da empresa, por exemplo. Assim, você pode analisar se vale a pena manter, aumentar ou diminuir sua posição.

Ainda, pode ser interessante comparar a cotação com o preço-alvo. Essa é uma projeção feita por analistas e pode estar presente em carteiras recomendadas de ações, por exemplo. Isso permite saber se a cotação atual está maior ou menor que o preço projetado por especialistas.

Especulação

A cotação das ações é ainda mais importante para os traders. Afinal, essa é uma das principais informações usadas por especuladores para definir o momento de abertura ou fechamento de uma posição.

A partir da análise gráfica, o trader pode identificar se um ativo apresenta tendência de queda, por exemplo. Nesse cenário, ele pode decidir abrir uma posição vendida para ganhar com essa queda.

Em geral, o preço é associado ao volume de negociações para embasar as escolhas. Com esses dados, o trader consegue avaliar se uma tendência é forte ou se está confirmada, o que o leva a tomar a decisão no mercado.

Como agir se a bolsa cair ou subir? 

Ao chegar até aqui, você notou que os preços na bolsa de valores podem sofrer valorizações ou quedas — inclusive no mesmo pregão. É comum que surjam dúvidas sobre o que fazer nessa situação, considerando os seus objetivos financeiros e os impactos que podem ser sentidos na sua carteira.

Para compreender como agir se a bolsa cair ou subir, veja dicas para adotar diante das movimentações da bolsa brasileira!

Entenda os motivos do movimento de sobe e desce da bolsa

Antes de tomar qualquer decisão a respeito dos preços das ações, é preciso saber quais são os motivos que levaram a esse cenário. Então, após identificar se a bolsa caiu ou subiu, o ideal é que você entenda o contexto e as razões para essa movimentação.

Além de acompanhar as notícias, vale a pena buscar uma análise de ações feita por especialistas. Com essa prática, é mais fácil compreender o que representam as movimentações na bolsa de valores e como elas podem interferir na sua tomada de decisão. 

Considere aproveitar oportunidades

Em um período de alta ou de baixa na bolsa, podem surgir oportunidades quanto à negociação das ações. Nesse sentido, você deve observar com cuidado as condições para identificar o que pode ser melhor para a sua estratégia. 

Se houver uma queda generalizada de preços na bolsa, por exemplo, pode surgir a oportunidade de investir segundo o value investing. Isso pode acontecer quando o preço de uma ação cai temporariamente, mas a empresa mantém seus fundamentos.

Também é possível aproveitar um movimento de alta para vender ações com lucro. Nesse caso, a ideia seria se desfazer dos papéis que já atingiram seus objetivos financeiros de retorno.

Quanto à especulação, os movimentos de alta e de baixa criam oportunidades de abertura e fechamento de posições, em busca da consolidação do lucro.

Pense no longo prazo

Você não precisa, necessariamente, reagir a um movimento da bolsa de valores. Se o seu objetivo é construir patrimônio, por exemplo, o ideal é realizar operações voltadas ao longo prazo. Isso é importante por dois motivos principais. 

O primeiro deles envolve a maturação do investimento. Normalmente, a consolidação do desempenho de uma empresa leva tempo. Assim, manter a posição por um período maior permite aproveitar essa tendência, que pode levar à valorização dos papéis.

Além disso, você diminui a sua exposição à volatilidade do mercado, que tende a ser mais intensa em períodos mais curtos. Logo, é esperado que você consiga reduzir os riscos de investir em ações, já que o desempenho não será diretamente afetado pelas oscilações de curto prazo.

Portanto, antes de reagir às altas e baixas do mercado, é fundamental verificar se isso é mesmo necessário, considerando sua estratégia. Desse modo, é possível tomar uma decisão condizente ao que você deseja alcançar no mercado acionário.

Vale saber que você também pode contar com ajuda especializada no momento de investir. Nosso time, da Genial Investimentos, conta com diversos tipos de carteiras recomendadas, desde portfólios de ações até de fundos imobiliários, por exemplo.

Ao usar uma ferramenta desse tipo, você tem as devidas orientações para tomar decisões mais embasadas.

Como acompanhar o preço das ações? 

Depois de todas as informações que você conferiu, chegou a hora de entender como acompanhar os preços das ações. Para tanto, é interessante contar com um recurso ou ferramenta que atualize os preços constantemente e de maneira confiável.

Na Genial Analisa, é exatamente isso o que você encontra. Pelo site ou pelo nosso app, você pode acompanhar os movimentos da bolsa de valores, desde seus principais índices a ações individuais. Desse modo, fica fácil conferir quais são os preços e qual é o histórico de cotação dos ativos.

Ademais, nossas plataformas de trading garantem mais agilidade para suas operações, caso você especule na bolsa. Com o GTrader — uma plataforma exclusiva —, você recebe as informações com muita rapidez e pode acompanhar de modo eficiente a evolução dos preços no mercado.

Agora você sabe o que significa o preço das ações e como ele pode ser útil para investidores e especuladores. Dessa forma, é possível incorporar esses conhecimentos à sua estratégia, de modo a identificar como agir diante das altas e baixas da bolsa brasileira.Quer explorar a bolsa de valores e outras oportunidades do mercado financeiro?

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