CDB 220% do CDI com liquidez diária.

Você já percebeu como a taxa Selic e a inflação influenciam os investimentos? Muitas vezes, a Selic passa por alterações visando incentivar o aumento do consumo, o crescimento econômico e controlar a inflação.

Assim, em cenários de queda da taxa, o investimento em aplicações atreladas à Selic ou ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) pode ter um retorno menos atrativo. Contudo, existem outras oportunidades no mercado que podem ser utilizadas, principalmente para médio e longo prazo.

Quer saber quais são? Neste post, você entenderá o papel da Selic nos investimentos e conhecerá 7 alternativas para saber onde investir com a Selic baixa.

Não perca!

O que é a taxa Selic?

A sigla Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ela representa a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Esse comitê se reúne a cada 45 dias para analisar a situação econômica nacional e definir a taxa Selic do próximo período.

Depois, a meta do índice é divulgada ao mercado, servindo como referência para diversas movimentações financeiras no país. Dessa forma, a taxa Selic influencia diretamente diversas atividades bancárias, como juros relacionados a empréstimos e financiamentos.

Como funciona a Selic?

O Sistema Especial de Liquidação e Custódia é utilizado pelo Banco Central para registrar todas as negociações realizadas por meio dos títulos do Tesouro Nacional. Nesse sentido, as operações interbancárias têm grande participação no sistema.

O motivo para isso é uma regra do Banco Central que determina que os bancos devem fechar o caixa diário com um valor mínimo positivo. A medida tem como objetivo garantir a segurança no sistema financeiro e controlar o dinheiro em circulação, evitando o aumento da inflação.

Se um banco perceber que não terá condições de fechar o caixa conforme a regra estabelecida, ele pode solicitar um empréstimo a outras instituições bancárias. Para isso, são usados títulos públicos como garantia.

Todas essas movimentações ficam registradas no sistema Selic. Como consequência, o Governo consegue ter um controle melhor sobre a emissão, a compra e a venda dos títulos. A taxa Selic, portanto, reflete essas operações.

Além disso, no mercado é comum se deparar com os termos taxa Selic over, que é a taxa real do mercado, e taxa Selic meta. A primeira é calculada diariamente, a partir da média ponderada das negociações com títulos públicos.

A segunda refere-se à meta estabelecida pelo Copom, que considera diversos fatores, como inflação, câmbio etc. Ela reflete o direcionamento que o Governo deseja dar para a economia.

Por que a taxa Selic varia?

A economia de um país é bastante dinâmica e existem diversos fatores que se movimentam conforme as condições econômicas de cada momento. A taxa Selic é uma delas.

Ao analisar a meta estabelecida pelo Copom, é possível compreender como está a economia e quais são as perspectivas para o futuro do país. Em cenários de baixa, por exemplo, é comum acontecer a redução dos juros. Ela visa estimular o consumo, pois a oferta de crédito nos bancos é mais barata.

Como resultado, o mecanismo ajuda no controle da inflação e no crescimento econômico. Portanto, a Selic influencia a economia e é uma ferramenta fundamental para o Banco Central.

Para que serve a taxa Selic?

Como você viu, a taxa Selic tem papel fundamental na política econômica do Brasil. Aprenda mais sobre as principais funções da taxa:

Controle da inflação

É comum que a taxa Selic sofra um aumento quando a inflação no país está alta. O Copom toma essa decisão porque o aumento dos juros é capaz de frear o consumo e fazer com que mais pessoas optem por deixar seus recursos investidos.

Com a redução nas demandas do comércio e da indústria, é esperado que os preços diminuam. Isso faz a inflação ser controlada, de forma que a Selic possa ser reduzida sem causar grandes impactos nos preços.

Criação de emprego

O manejo da taxa Selic pelo Copom também pode influenciar na criação de empregos no país. A redução dos juros e o aumento no consumo fazem com que as empresas se desenvolvam. Isso estimula a geração de emprego em diversas áreas.

Estímulo à economia

Estimular a economia local é uma forma de contribuir para a estabilidade econômica. Para isso, a taxa Selic pode ser reduzida, de maneira a facilitar o acesso ao crédito nas instituições financeiras. Assim, mais pessoas podem consumir e empreender, por exemplo.

Isso aquece a economia local e o país pode se desenvolver mais. Em cenários favoráveis, como quando a inflação está controlada, a redução da taxa Selic funciona como um importante estímulo econômico.

Como a Selic afeta os investimentos?

Em agosto de 2020, após uma série de cortes que vinham acontecendo desde 2015, a taxa Selic chegou à sua mínima histórica — 2% ao ano. Apenas para efeitos comparativos, em 1999 a mesma taxa chegou aos 45%.

Logo, todos os investimentos com remuneração atrelada à Selic apresentaram um comprometimento da rentabilidade desde então. Já em março de 2021, a Selic subiu pela primeira vez em 6 anos. Depois, surgiram constantes acréscimos na taxa, mas ela seguiu em um patamar considerado baixo.

Nesse cenário, é importante entender que as variações na Selic atingem diversos investimentos. Isso acontece especialmente nos títulos de renda fixa, como o Tesouro Selic e os CDBs (certificados de depósito bancário) pós-fixados remunerados pela taxa CDI, que acompanha a Selic.

Então, quanto maior a rentabilidade da Selic, maior será o retorno para investimentos com rendimento que acompanha o CDI. Ainda, é importante considerar a rentabilidade real dos investimentos atrelados a esses índices.

Para tanto, é necessário descontar a inflação do período. Desse modo, a rentabilidade real não é igual à taxa anual obtida como retorno. Na prática, o cálculo deve subtrair a inflação, as taxas de administração e ainda o Imposto de Renda, quando devido. 

Portanto, além de acompanhar as movimentações da Selic, é preciso conferir o desempenho da inflação. Isso ajudará a entender se a rentabilidade conseguiu manter ou aumentar o seu poder de compra. Afinal, também é possível que o retorno real seja negativo.

Quais são os principais impactos da queda da Selic?

Para entender melhor como as taxas de juros mais baixas afetam os seus investimentos, vale conferir os principais impactos que isso traz para o mercado financeiro.

Confira:

Menor rentabilidade na renda fixa

Com a diminuição na taxa de juros, a renda fixa perde parte de sua atratividade. Como você aprendeu, muitos títulos dessa classe seguem índices ligados à Selic e ao CDI. Então, na baixa, o percentual de rentabilidade oferecido ao investidor se torna mais restrito.

E é importante saber que isso não acontece exclusivamente nas alternativas pós-fixadas. É natural que as taxas prefixadas também fiquem menores. Por outro lado, quando a Selic está alta, é comum que elas subam para se tornarem vantajosas.

Dessa maneira, se os juros estão baixos, os investimentos podem oferecer menor retorno. Ou seja, investidores com produtos de renda fixa na carteira tendem a ter uma rentabilidade menor em suas aplicações.

Maior atratividade da renda variável

Por outro lado, a queda da Selic pode gerar boas oportunidades na renda variável. Afinal, a redução da taxa pode gerar um potencial de crescimento para as empresas devido aos seus impactos na economia. Com o mercado aquecido, a renda variável tende a apresentar perspectivas positivas.

A tendência, então, é surgir novas oportunidades para quem tem maior tolerância ao risco e deseja melhores possibilidades de retornos nos investimentos.

Qual a relação entre risco e rentabilidade?

Conhecer as movimentações da taxa Selic ajuda a compreender um pouco mais a relação entre risco e retorno nos investimentos. De forma geral, alternativas com maiores possibilidades de rendimento também têm maiores riscos.

Se a taxa Selic está alta, os investidores podem aproveitar rendimentos interessantes sem precisar se arriscar tanto. Por outro lado, se essa não é a realidade, pode ser necessário se aprofundar no mercado financeiro e incluir ativos diferentes na carteira.

Geralmente, isso é feito por meio da maior exposição ao risco, que pode trazer um potencial de retorno mais atrativo. Ao abrir mão de parte da segurança, é possível diversificar a carteira de investimentos e buscar uma performance melhor.

Contudo, antes de optar pela estratégia, é fundamental considerar as suas necessidades e os seus objetivos. Afinal, a rentabilidade não é o único fator que deve ser analisado ao tomar decisões de investimento.

Quais são as 7 principais oportunidades de investimento com a Selic baixa?

Depois de entender mais sobre a Selic e a relação da taxa com os investimentos, é importante saber que existem alternativas que podem ser interessantes em cenários de queda dos juros. Isso vale tanto na renda fixa quanto para a variável.

Dessa forma, é possível buscar oportunidades de potenciar o retorno sem abrir mão das suas necessidades em relação à liquidez e segurança. Conheça 7 entre as principais possibilidades para saber onde investir com a Selic baixa.

Acompanhe!

1.      Títulos do Tesouro

Para quem deseja aplicar nos títulos do Tesouro, existem alternativas além do Tesouro Selic. Porém, antes de saber mais, vamos retomar como o Tesouro Direto funciona: por meio desse programa, o Governo Federal disponibiliza os títulos públicos federais aos investidores.

Na prática, ao comprar um título do Tesouro, o investidor empresta recursos ao Governo diante da promessa de pagamento de juros. Em caso de venda antecipada, o Governo garante a recompra do título pelo valor de mercado.

Essas características tornam os títulos do Tesouro um dos investimentos mais seguros do mercado financeiro brasileiro. Ademais, existem diferentes produtos no Tesouro Direto, com prazos e remunerações distintas.

Assim, um título atrelado à Selic (Tesouro Selic) terá uma rentabilidade menor se a taxa estiver mais baixa e vice-versa. Já as opções Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+ remuneram o investidor de uma forma diferente.

No primeiro caso, é possível saber no momento da compra quanto será a rentabilidade anual da aplicação. Já na segunda opção, o título tem uma parte da remuneração prefixada e outra pós-fixada, atrelada ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação.

Além disso, ambos têm maior exposição à marcação a mercado. Ou seja, no resgate antecipado o Governo pagará o preço de mercado dos títulos, o que pode gerar perdas financeiras. Isso porque a rentabilidade só é garantida no vencimento.

Dessa forma, o Tesouro Prefixado e o IPCA+ podem ter retornos mais atrativos que a Selic em determinados cenários. Todavia, esses investimentos costumam ter vencimentos mais longos, então podem se alinhar melhor para os objetivos de longo prazo.

Vale lembrar que, sobre esses investimentos, incidem o Imposto de Renda e a taxa da B3. Porém, na Genial Investimentos, a corretagem para títulos públicos é zero.

2.      CRIS e CRAS

Entre as possibilidades de onde investir em cenários com a baixa da Selic estão os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs). Eles são emitidos por securitizadoras para financiar operações dos respectivos setores por meio da antecipação de recebíveis.

Porém, é importante ter em mente que, ao contrário de outros títulos, como os CDBs, eles não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Portanto, considerando a relação entre risco e rentabilidade, isso pode ser uma forma de aumentar os ganhos.

Como os riscos são maiores, as taxas de juros oferecidas nos títulos também podem ser maiores. Nesse sentido, os CRIs e CRAs podem ser uma opção para quem quer arriscar um pouco mais, mas sem sair da renda fixa. Como vantagem, esses títulos contam com a isenção do Imposto de Renda.

3.      Debêntures

Já as debêntures representam títulos de dívida de empresas, que podem utilizar os recursos para realizar projetos. Em troca, a companhia oferece uma remuneração para o investidor.

Para o negócio, emitir debêntures é mais vantajoso porque o valor pago é menor do que os juros de empréstimos e financiamentos bancários. Porém, elas não contam com a garantia do FGC e, portanto, envolvem risco de crédito maior.

Afinal, a companhia pode não honrar com o pagamento, resultando em prejuízo para o investidor. Por outro lado, isso faz com que algumas empresas ofereçam taxas maiores para atrair investidores. Contudo, essa alternativa também tem prazo de vencimento maior.

Vale destacar que, quando os projetos financiados são do setor de infraestrutura, as debêntures recebem um incentivo fiscal do governo. Nesse caso, são chamadas debêntures incentivadas e não possuem cobrança de Imposto de Renda.

4.      Fundos imobiliários

Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) podem ser uma opção aos investimentos da renda fixa atrelados à Selic. Esses fundos são formados por um grupo de pessoas (cotistas) com o objetivo de investir no mercado imobiliário.

Para isso, os fundos podem fazer a aquisição de imóveis para lucrar com aluguel ou fazer investimento em títulos atrelados ao mercado imobiliário como o CRIs. Como esses fundos são negociados em bolsa, suas cotas tendem a apresentar alta liquidez.

Outro ponto importante é que os FIIs podem pagar dividendos, que são isentos da cobrança de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que seguidos alguns critérios. Porém, o ganho de capital, caso a cota seja vendida por um preço acima do pago na compra, é tributado.

No longo prazo, os investimentos nos FIIs podem ser ainda mais atrativos. Além dos rendimentos periódicos pagos aos cotistas na forma de rendimento, o investidor pode obter rentabilidade no momento da venda em razão da valorização da cota.

5.      Ações

Ainda na renda variável, as ações são um dos investimentos mais conhecidos. Elas representam pequenas partes do capital social de uma empresa. Logo, ao comprar os papéis, o investidor pode participar dos resultados da companhia.

Dessa forma, investir no mercado acionário pode ser a saída para muitos investidores diante da baixa remuneração dos títulos atrelados à Selic. Embora haja mais volatilidade e, consequentemente, os riscos sejam maiores, a estratégia pode trazer mais equilíbrio ao portfólio.

Para tanto, é importante fazer uma boa análise dos fundamentos das empresas antes de investir. Isso permite entender como está a saúde financeira do negócio e quais são suas perspectivas para o longo prazo, além de ajudar a mitigar os riscos.

Ainda, vale saber que existem duas principais formas de lucrar com ações. A primeira é pelo ganho de capital proveniente da valorização dos ativos ao longo do tempo. Já a segunda possibilidade é receber dividendos e outros proventos.

6.      Fundos de ações

Os fundos de ações podem ser uma alternativa para quem busca melhores rendimentos na renda variável e não quer comprar os papéis individualmente. Afinal, isso exige analisar diversos ativos de forma e tende a exigir um montante de dinheiro maior.

Quem tem pouca experiência no mercado também pode se beneficiar dos fundos de ações. Isso porque eles são modalidades de investimento coletivo e contam com a gestão de um profissional, que se encarrega de montar a carteira.

Logo, os cotistas não escolhem diretamente as ações, mas compram cotas para participar dos resultados do fundo. Aqui, cabe ressaltar que existem diversos fundos de investimento disponíveis no mercado.

Portanto, é fundamental analisar as características deles antes de escolher o mais adequado ao seu perfil e objetivos. Afinal, eles podem ter diferentes níveis de risco e estratégias variadas.

7.      ETFs

Os ETFs (exchange traded funds), ou fundos de índice, também são investimentos em renda variável que podem ser atrativos para quem busca alternativas de onde investir com a Selic baixa. Nesse caso, a estratégia consiste em replicar a carteira teórica de um indicador do mercado financeiro.

Um exemplo é o Ibovespa, que representa as ações das empresas mais negociadas na bolsa de valores brasileira. No caso do ETF que replica esse índice, os recursos são alocados de acordo com os critérios do Ibovespa, em proporção similar ao peso de cada ação.

Além disso, o ETF não precisa se limitar aos índices nacionais. Então existem alternativas que acompanham indicadores internacionais, como é o caso do S&P500. Assim, eles podem ser uma opção interessante para quem busca diversificar a carteira em diferentes classes de ativos.

Qual a importância da diversificação nesse cenário?

Após conhecer algumas possibilidades para investir em cenários de baixa da Selic, é necessário entender a importância de diversificar seus investimentos. Essa estratégia permite deixar a carteira menos exposta às flutuações da Selic e de todo o mercado financeiro.

Isso porque ela é executada por meio da distribuição dos recursos em investimentos de diferentes tipos, setores e níveis de risco. O objetivo é evitar que o portfólio tenha perdas muito intensas devido à alta exposição a um ativo.

Considere um investidor que aporta todo o seu patrimônio no Tesouro Selic, por exemplo. Em algumas situações, esse título pode registrar um ganho real negativo. Logo, é importante que esse investidor busque alternativas que possam oferecer maior rentabilidade frente a essa aplicação.

Entre as vantagens de diversificar a sua carteira de investimentos, vale ressaltar:

  • diluição dos riscos;
  • alinhamento com o perfil de investidor;
  • possibilidade de melhorar o retorno;
  • adequação aos objetivos;
  • possibilidade de aproveitar oportunidades.

No entanto, essa diversificação deve sempre estar alinhada ao nível de tolerância aos riscos, ao planejamento e aos objetivos financeiros de cada investidor.

Como escolher onde investir com a Selic em baixa?

Como você viu, existem diversas possibilidades no mercado financeiro para quem quer investir, mesmo com o cenário de juros baixos. Porém, é preciso tomar decisões alinhadas às suas necessidades.

Mesmo que existam opções com maior potencial de retorno, tenha em mente que a rentabilidade não é o único fator que importa em um investimento. Também é essencial ter atenção aos riscos, à liquidez, ao prazo dos seus objetivos e ao seu perfil.

Então, entenda quais são os seus objetivos com os investimentos, identifique sua tolerância ao risco e avalie as características das alternativas. Incluir alguns ativos de renda variável na carteira pode ser uma forma de diversificar e se expor a algum perigo.

Para facilitar, na plataforma da Genial Investimentos você encontra análises do mercado financeiro e carteiras recomendadas. Ainda, é possível utilizar o simulador de investimentos e solicitar apoio técnico de um dos nossos assessores para ter mais segurança em suas escolhas.

Agora você sabe que a taxa Selic baixa permite fomentar o crescimento da economia e fazer o controle da inflação. Porém, saber onde investir nesse cenário de Selic baixa permite que você lide melhor com o momento de juros menores, sempre considerando o seu perfil e objetivos.

Independentemente do investimento que você escolher, conte sempre com o apoio da Genial. Abra uma conta gratuita e faça seu dinheiro render!

Comentários