Quem investe ou pretende investir na bolsa de valores, precisa fazer a análise de Ações para escolher os melhores ativos. Você sabe como isso funciona? A prática tem como objetivo trazer informações para ajudar na sua decisão no mercado. 

A renda variável pode trazer um bom potencial de rendimento, mas também oferece riscos para o investidor. Diante disso, a avaliação de ativos é a ferramenta utilizada para conseguir manejar os riscos e aumentar suas chances de ter bons resultados. 

Que tal aprender como fazer a análise de Ações? Continue a leitura e confira tudo o que você precisa saber! 

O que são Ações? 

As Ações são frações do capital social de uma empresa negociada na bolsa de valores. Assim, os investidores adquirem os papéis e passam a compor o quadro societário da companhia. Em contrapartida, é possível ter rendimentos pela distribuição de lucros ou pelo ganho de capital. 

E o que é análise de Ações? Esse é o procedimento que permitirá ao investidor ou especulador avaliar os ativos disponíveis na bolsa. A estratégia consegue trazer dados relevantes que ajudam a avaliar os riscos e o potencial de retorno do investimento.  

A partir disso, é possível fazer escolhas mais seguras sobre quais Ações adquirir para compor a carteira. No entanto, a análise deve ser feita considerando o seu perfil e objetivos, porque existem diferentes formas de operar na bolsa. 

Como ganhar dinheiro com Ações? 

Antes de aprender como analisar os ativos, é preciso entender de que maneiras é possível ganhar dinheiro com Ações. A seleção das possibilidades depende dos seus objetivos.  

A seguir, vamos explicar como as principais estratégias funcionam, veja só! 

Dividendos 

Uma das formas de obter ganhos com Ações é por meio dos dividendos. Eles são resultados da distribuição de lucros da empresa aos acionistas. Quem deseja ter rendimentos assim costuma procurar companhias que pagam bons percentuais periodicamente. 

O total distribuído por empresa depende das normas previstas em seu estatuto social. Portanto, o investidor deve fazer uma pesquisa para compreender todos os detalhes e conseguir analisar as alternativas. Para ajudar, existem dois indicadores principais: 

  • Dividend Payout: trata da porcentagem de lucro que é dividida entre os investidores; 
  • Dividend Yield: representa o quanto a Ação paga de dividendos em relação ao seu preço.  

Valorização no longo prazo 

Outra maneira de ganhar dinheiro é com foco na valorização dos papéis em longo prazo. Durante o período de investimento, além dos ganhos com dividendos, há oportunidade do preço da Ação aumentar. Logo, quem pratica o buy and hold (comprar e manter) pode aproveitar isso. 

Significa que o investidor adquire a Ação sem pretensão de vendê-la no curto prazo. A ideia é usufruir dos benefícios do crescimento a empresa. Na medida em que ela cresce e aumenta de patrimônio, a tendência é que a cotação do papel aumente também. 

Ao aderir à estratégia, a venda dos papéis costuma acontecer em duas situações. A primeira é quando ela atinge o potencial de valorização planejado, cumprindo a meta desejada. A segunda é quando a companhia deixa de apresentar a mesma qualidade e você decide rebalancear a carteira. 

Oscilações no curto prazo 

As duas alternativas anteriores são possibilidades de longo prazo. Mas também é possível ganhar dinheiro com Ações focando nas oscilações de preço em um curto prazo. Estamos falando de especulação, que foca na possibilidade de variações breves nas cotações. 

Ou seja, o especulador não compra a Ação com objetivo de mantê-la em sua carteira por um longo período. Seu foco é aproveitar momentos de baixa ou alta para conseguir rendimentos pela diferença do preço nas operações de compra e venda.  

Por causa disso, a especulação é mais indicada para quem tem perfil arrojado. É possível realizar diversas operações, como: 

  • day trade: a compra e venda dos ativos acontece em um mesmo dia; 
  • swing trade: a negociação tem um intervalo maior, com alguns dias ou semanas; 
  • position trade: nesse caso o prazo é ainda maior do que no swing, podendo levar meses ou anos, dependendo dos objetivos do trader. 

Qual a importância de analisar Ações? 

A análise dos ativos é essencial para lidar melhor com os riscos da renda variável. Sem ela, você não terá informações sobre o potencial de cada Ação dentro de uma estratégia. Como consequência, há maiores chances de ter prejuízos e frustrações com os seus investimentos. 

O fato é que antes de realizar qualquer investimento, mesmo de renda fixa, é preciso analisar o produto para entender se ele é adequado. Para tanto, vale considerar o objetivo do aporte, o seu perfil (conservador, moderado ou arrojado), os riscos etc. 

Na renda variável, a avaliação é ainda mais importante, já que a volatilidade e os riscos são maiores. As possibilidades também são mais amplas. Se você pretende ter renda passiva em longo prazo, por exemplo, adotará uma estratégia e avaliar ativos de certa maneira.  

No entanto, se o foco é ter ganhos em curto prazo, o cenário muda. Diante disso, a escolha da análise se torna uma etapa fundamental para a tomada de decisão. O objetivo é ter segurança no investimento e evitar prejuízos no futuro.  

Quais são os tipos de análise de Ações? 

Depois de entender o que é análise de Ações e a sua importância, é preciso saber como ela funciona. Aqui, o primeiro ponto que deve ser compreendido são os tipos existentes: ela pode ser técnica ou fundamentalista. Cada uma se adéqua melhor a um objetivo. 

A análise técnica é mais voltada para as operações focadas em curto prazo, como especulação e operações de trade. O seu intuito é observar as reações do mercado diante de situações envolvendo a empresa e a economia. Ou seja, o trader busca acompanhar a volatilidade nos preços. 

Já a análise fundamentalista é mais utilizada para os investidores que focam no longo prazo. Ela está voltada a entender o potencial da empresa para o futuro. Para isso, analisa os seus fundamentos — que são indicadores acerca da situação financeira e outras características organizacionais. 

A análise de fundamentos ajuda a entender se a empresa é sólida e tem boas perspectivas. Afinal, o investidor terá que decidir se tornar ou não sócio do negócio. Logo, essa é uma avaliação mais aprofundada, que inclui documentos e resultados da companhia.  

Como você pode ver, cada análise considera objetivos e prazos diferentes. Para especuladores, não importa tanto a qualidade da empresa, pois eles ficarão pouco tempo de posse dos papéis. Já para investidores, as oscilações de curto prazo importam menos do que a tendência para o futuro mais longo. 

Dessa maneira, é importante estabelecer os seus objetivos com o investimento em Ações para utilizar o tipo correto de análise. Fazendo isso, você terá dados mais relevantes para acertar na decisão.  

Como fazer a análise técnica? 

Se você acredita que a análise técnica é a ideal para escolher as Ações, aprenda como fazer. Ela acompanhar as flutuações nos preços dos papéis para indicar oportunidades. Para isso, o trader utiliza padrões gráficos e dados históricos. 

Ele se baseia na ideia de que as Ações passam por mudanças cíclicas, conforme as tendências do mercado. Então, seria possível identificar os momentos de baixa para fazer a compra e conseguir vender na valorização, por exemplo. 

Na análise técnica, considera-se que os acontecimentos importantes do mercado se refletem nos preços — conforme a Teoria de Dow. Notícias negativas sobre um setor podem causar a baixa, enquanto as positivas podem puxar uma alta.  

São diversos elementos avaliados, como: 

  • suporte e resistência, que mostra as tendências de subida ou descida dos preços; 
  • volume de negociação, para ver como está a pressão de compradores ou vendedores em determinado período; 
  • gráfico de preços para entender as variações. 

Toda a avaliação é feita observando os padrões gráficos que representam os elementos avaliados. Por causa disso, ela também é conhecida como análise gráfica. 

Como fazer a análise fundamentalista? 

Como vimos, a análise de fundamentos busca identificar o potencial da empresa para o futuro. O investidor deve buscar informações que permitam traçar o cenário da companhia em longo prazo. Assim, um dos pontos essenciais para conseguir aplicá-la é entender quais itens observar.  

Primeiramente, vale buscar os dados e documentos oficiais e relevantes da companhia. Algumas questões que merecem destaque são: 

  • Balanço Patrimonial: uma das principais demonstrações financeiras. Com divulgação trimestral, semestral e anual; 
  • Nível de Governança Corporativa: trata de critérios como qualidade da gestão e transparência, fundamentais para o sucesso da empresa; 
  • Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE): detalha os resultados nos últimos 12 meses, indicando lucro ou prejuízo no período; 
  • Fluxo de Caixa: detalha o fluxo de caixa da companhia, com as saídas e entradas. É um bom indicador da saúde financeira; 
  • Perspectivas para o futuro: trata dos planos da empresa sobre produtos, serviços, expansão, entre outros fatores relevantes para o mercado.  

Além dos fatores citados, é preciso analisar os chamados indicadores fundamentalistas. Eles não devem ser avaliados individualmente, mas em conjunto com diversos critérios. Com essa prática, o investidor consegue uma visão ampla para tomar decisões mais confiáveis. 

Existem diversos indicadores fundamentalistas que você pode utilizar. Porém, separamos alguns dos mais utilizados para facilitar a compreensão sobre o assunto.  

Acompanhe! 

Preço/Valor Patrimonial (P/VPA) 

O P/VPA apresenta a relação entre o preço da Ação (P) e o valor patrimonial da empresa por ação (VPA). De maneira resumida, ele permite avaliar se o valor do papel está justo, caro ou barato. 

Um resultado superior a 1 indica que a cotação dos papéis supera o valor patrimonial. Já um total inferior a 1 mostra que os ativos estão baratos. Contudo, a avaliação deve observar outros critérios, pois cada setor conta com características próprias sobre a influência do patrimônio nos resultados.  

Preço/Lucro (P/L) 

Ele trata a relação entre o preço dos papéis e o lucro que eles geram para o investidor. O objetivo é demonstrar ao investidor em quanto tempo ele conseguirá ter o retorno do valor pago no ativo. Para fazer o cálculo, é preciso dividir o lucro líquido da empresa por Ação pelo preço do papel.  

Quando maior for indicador, mais atrativa costuma ser a Ação. Contudo, resultados baixos podem identificar oportunidades de investir. Novamente, percebe-se a necessidade de avaliar outros critérios e indicadores em conjunto na decisão.    

Return On Equity (ROE) 

Você sabe o que é ROE? Ele pode ser traduzido como retorno sobre o patrimônio líquido. Logo, apresenta o resultado da seguinte fórmula: Lucro líquido ÷ Patrimônio líquido.  

Assim, o ROE demonstra quanto a empresa consegue gerar de lucro em cima de seu próprio patrimônio. Ou seja, sem utilizar recursos externos para esses resultados. Um valor elevado costuma mostrar que ela tem uma boa capacidade.  

EV/Ebitda  

Esse indicador traz a relação entre dois fundamentos. O primeiro é o valor da empresa — Enterprise Value (EV). O segundo é o valor dos lucros antes da dedução de juros, impostos, depreciação e amortização — Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (EbItda). 

O resultado da fórmula traz a projeção de tempo para que o lucro operacional da empresa cubra o investimento. Nesse caso, quanto menor o resultado, maior costuma ser o potencial do ativo. Por outro lado, um valor alto pode demonstrar que a Ação está supervalorizada. 

Dividend Yield 

Já falamos brevemente do Dividend Yield, mas esse é um indicador fundamentalista bem relevante. Ele ajuda a identificar empresas que tem um bom potencial no pagamento de dividendos. Se esse for seu principal objetivo, vale a pena conhecê-lo. 

O cálculo é feito dividindo o valor dos dividendos pagos nos últimos 12 meses pelo preço do papel. O resultado traz uma visão mais clara sobre o potencial de retorno. Ele também é bem interessante para comparação entre empresas semelhantes.  

Contudo, ao aplicar a análise de fundamentos, é essencial comparar companhias semelhantes, do mesmo setor. Com isso, você consegue visualizar fundamentos sobre o mesmo contexto e avaliar diferentes ativos.  

Ademais, não se esqueça de que todas as decisões devem ser baseadas em seu perfil e objetivos. E para ter mais segurança ao investir, conte com uma corretora de valores sólida e transparente para mediar as operações. 

Depois de aprender o que é a análise de Ações e seus tipos, defina as suas estratégias de investimentos. A partir disso, você poderá avaliar os ativos para ter um controle eficiente de riscos e mais segurança nos seus investimentos ou operações de especulação! 

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