renda fixa apresenta diversas possibilidades de rendimento. Por exemplo, o pós-fixado — que rende de acordo com a variação de uma taxa. Além disso, há os títulos híbridos, como o Tesouro IPCA+. Para ter acesso a eles é possível aplicar nos fundos IMA-B ou de inflação. 

Essas são alternativas que seguem o IMA-B, um indicador de mercado que representa títulos públicos de longo prazo. Ao conhecer a possibilidade, seus riscos e seu potencial, é possível decidir se a escolha faz sentido para você e seu portfólio. 

Na sequência, nós, da Genial Investimentos, mostramos quais são os fundos de renda fixa IMA-B e como funcionam. Descubra! 

O que é IMA? 

A sigla IMA significa Índice de Mercado Anbima. Essa é uma família de índices de renda fixa, criados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA). Eles representam o desempenho dos preços de mercado de um conjunto de títulos públicos.  

A lógica é parecida com a dos índices de bolsa de valores. O Ibovespa, por exemplo, representa o desempenho médio de uma carteira formada pelas ações mais negociadas da B3, a bolsa brasileira. 

Há, ainda, índices que representam o desempenho médio de ações baseadas em outros critérios. Por exemplo, empresas de determinados setores, companhias de menor porte etc. Os IMAs, por sua vez, focam em títulos públicos. 

Os títulos públicos federais são aplicações de renda fixa emitidas pelo Tesouro Nacional para financiar o Governo brasileiro. O investidor pessoa física pode negociá-los diretamente por meio do programa Tesouro Direto ou investir de modo indireto, por meio dos fundos de investimento

Essas aplicações têm garantia do Governo Federal, o que significa que seu risco de calote é reduzido. No entanto, seus preços flutuam diariamente de acordo com as perspectivas para as taxas de juros e para a inflação

O título que menos oscila é o Tesouro Selic (LFT), considerado o mais conservador de todos. Já os prefixados e os títulos atrelados à inflação oscilam mais, principalmente os de longo prazo. 

São justamente essas oscilações de preço que os IMAs tentam capturar. Cada índice representa uma carteira de títulos públicos de determinado perfil e seu desempenho é uma média do desempenho desses títulos — ponderada pelo peso de cada um na carteira do índice. 

O desempenho do IMA é apresentado diariamente. No meio do dia, há a divulgação do IMA-B intradiário, que é uma espécie de prévia dos movimentos do dia. 

Quais são os tipos de IMAs? 

Como os IMAs podem focar nos títulos públicos de renda fixa com diferentes características, a família é formada por alternativas variadas de IMA. Além do IMA-B, que baliza alguns fundos, há ainda o IMA-S, o IRF-M e o IMA-Geral.  

Conheça as características de cada um: 

IMA-S 

Representa o desempenho de uma carteira de títulos Tesouro Selic (LFT), atrelados à taxa Selic. 

IRF-M 

Representa o desempenho de uma carteira de títulos Tesouro Prefixado (LTN) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), cuja remuneração é definida no ato do investimento. Tem duas subdivisões: 

  • IRF-M 1: abarca títulos prefixados com prazo de até um ano. 
  • IRF-M 1+: abarca títulos prefixados com prazo superior a um ano. 

IMA-Geral 

Representa o desempenho médio de todos os índices citados. Assim, acompanha a evolução do mercado de títulos públicos como um todo. 

O que é o IMA-B? 

Para entender o funcionamento dos fundos ligados ao índice IMA-B (ou IMA B), vale a pena dar atenção específica para esse indicador. Ele representa o desempenho de uma carteira de títulos Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B). 

Eles são títulos híbridos, com rentabilidade que acompanha a inflação pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais uma taxa fixa. O IMA-B tem duas subdivisões, que são: 

  • IMA-B 5: compreende os títulos que são indexados à inflação com prazo menor que cinco anos; 
  • IMA-B 5+: abarca títulos indexados à inflação que têm um prazo que é igual ou maior que o período de cinco anos. 

O que são os fundos IMA-B? 

Agora que você conhece o que são os índices IMA e como o IMA-B funciona, é hora de entender os fundos IMA-B ou fundos de inflação. Como o nome indica, eles são fundos de investimento de renda fixa que têm uma estratégia orientada pelo indicador IMA-B. 

Os fundos IMA-B são diferentes dos fundos de renda fixa conservadores. Isso porque eles costumam acompanhar o desempenho de taxas como o certificado de depósitos interbancários (CDI) ou a taxa Selic. Para tanto, investem prioritariamente em Tesouro Selic

Como funcionam os fundos IMA-B? 

Como você viu, os fundos IMA-B baseiam seu funcionamento no investimento de títulos de renda fixa com remuneração atrelada à inflação. O destaque fica para o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B). Mas eles podem investir em outros tipos de títulos públicos. 

A composição da carteira se dá de acordo com o índice de referência, também chamado de benchmark. Há fundos que usam como referência o IMA-B, enquanto outros são balizados pelo IMA-B 5 ou pelo IMA-B 5+. 

Os fundos chamados apenas de IMA-B não têm restrições de prazo. Já os fundos IMA-B 5 ou IMA-B 5+ investem de acordo com os prazos de cada índice correspondente — que você já conheceu.  

Quais são os riscos dos fundos IMA-B? 

O fato de os fundos de inflação serem de renda fixa pode passar a impressão de que o risco é muito baixo ou mesmo inexistente. Porém, como o IMA-B e suas subdivsões fazem referência a títulos ligados ao IPCA, é importante dar atenção extra aos riscos. 

Na prática, as cotas dos fundos IMA-B podem sofrer oscilações consideráveis. Isso ocorre porque os preços dos títulos atrelados ao indicador de inflação têm uma volatilidade maior. Isso se deve à forma como os títulos públicos são precificados, e ao mecanismo chamado de marcação a mercado

O que é a marcação a mercado? 

A marcação a mercado existe como um mecanismo que precifica diariamente os títulos prefixados e atrelados à inflação. Isso é importante para definir seu preço, caso eles fossem vendidos no presente momento. Ou seja, antes do vencimento. 

No caso das aplicações prefixadas e das que são atreladas à inflação, o preço diário do título é influenciado por sua remuneração. Esta, por sua vez, é influenciada pelas perspectivas para a taxa de juros e pelo vencimento. Assim, a curva de juros é usada para precificar o título.  

Dependendo das expectativas sobre os juros, há uma influência sobre os preços do mercado. Se houver um aumento na taxa de juros, é provável que novos títulos tenham um componente prefixado maior que os títulos que já existem. Então é natural que os antigos percam valor. 

O movimento contrário também acontece. Diante da perspectiva de queda de juros, os novos títulos de renda fixa tendem a apresentar um retorno menor que os atuais. Com isso, os já existentes são valorizados. 

Além dessas questões, o prazo tem forte influência. Afinal, com períodos mais longos, aumenta-se a incerteza, o que eleva os riscos. Como o Tesouro IPCA+ é um título de longo prazo, o IMA-B apresenta um risco maior pela união entre o prazo maior e o mecanismo de marcação a mercado. 

O que afeta os preços das cotas dos fundos de inflação? 

Ao contrário do que se possa imaginar, a expectativa de alta da inflação não necessariamente valoriza as cotas dos fundos ligados ao IMA-B. Como visto, pela marcação a mercado, a variação depende, principalmente, do comportamento da curva de juros. 

A correlação entre os preços das cotas e os juros é negativa. Logo, se houver perspectiva de aumento da Selic até o vencimento do fundo, os preços das cotas caem. Se a perspectiva for de queda, os preços sobem. 

O papel da inflação, por outro lado, é indireto. Se a inflação subir, é possível que o Banco Central opte por elevar a Selic como parte da política monetária. Isso força os preços dos títulos para baixo. Logo, a correlação entre inflação e os fundos IMA-B também tende a ser negativa. 

Quais são os custos dos fundos IMA-B? 

Como todo fundo de investimento, os fundos IMA-B têm cobrança de taxa de administração para remunerar a gestão. Além disso, podem ter a cobrança de uma taxa de performance sobre rentabilidade que exceder o IMA-B. 

Esses fundos também sofrem a cobrança de Imposto de Renda por meio do sistema come-cotas. Ele segue a tabela regressiva para aplicações financeiras. Há, ainda, IOF para investimentos menores que 30 dias. 

Quais as diferenças entre os fundos IMA-B e o Tesouro IPCA+? 

Considerando que os fundos IMA-B investem prioritariamente em títulos do tipo Tesouro IPCA+, podem surgir dúvidas sobre as diferenças entre o investimento direto e o via fundo. Há uma distinção importante na estratégia sobre a atualização dos preços das aplicações. 

No caso, a marcação a mercado existe em ambos os cenários. Para quem investe diretamente, a taxa contratada é garantida no dia do vencimento. Enquanto isso, o preço oscila diariamente e é possível vender o título com lucro ou prejuízo. 

Nos fundos, essa decisão sobre a compra e a venda não é diretamente do investidor. Há um gestor que escolhe quando comprar, vender ou segurar cada título. Considerando as operações feitas e a marcação a mercado, as cotas terão preço variado a cada dia. 

Assim como no investimento direto em títulos públicos, o investidor pode realizar lucro ou prejuízo ao vender as cotas. Mas, nesse caso, ele não se guia por uma estratégia autônoma apenas, mas também depende dos resultados objetivos pelo gestor em relação ao conjunto de títulos do fundo. 

Quais resultados podem ser obtidos com cada estratégia? 

As diferenças entre investir em títulos diretamente ou por meio de fundos deve ser considerada ao compor a sua carteira de investimentos. 

O investimento direto em Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) pode ter como objetivo garantir uma rentabilidade acima da inflação. Para isso, deve-se ficar com o título até o vencimento, o que pode reduzir a liquidez, mas também reduz os riscos de perdas. 

Já se o objetivo for ganhar com a valorização dos preços na marcação a mercado, será necessário vendê-los antes do vencimento. Nesse caso, pode ser prático investir nos fundos de inflação, pois há um gestor profissional para fazer isso. 

Fique atento: comprar e vender títulos públicos ativamente para lucrar com variações de preço requer habilidades e conhecimentos macroeconômicos. Nem todo investir tem a experiência, o preparo e o tempo necessário para se dedicar ao assunto. 

Portanto, quem quiser adotar a estratégia com riscos maiores e diversificar seus investimentos tem, nos fundos de inflação, uma alternativa com gestão profissional para buscar ganhos maiores na renda fixa. Mas é preciso avaliar seu perfil de risco. 

Vale a pena investir em fundos IMA-B? 

Para definir se o investimento nos fundos de inflação é adequado para você, o primeiro passo é identificar seu perfil de investidor. Como ele traz riscos maiores, investidores conservadores podem não ter a tolerância necessária para esse tipo de aporte. 

Também é preciso pensar em seus objetivos financeiros e em seus respectivos prazos. Comprar um título atrelado à inflação e ficar com ele até o vencimento é uma estratégia de longo prazo para se proteger da perda do poder de compra. 

Por outro lado, investir em um fundo de inflação pode ser uma estratégia para obter rentabilidade acima da média. E ter a chance de fazer o capital crescer com base no comportamento da curva de juros e na oscilação de preços. 

Para decidir o que vale a pena, é interessante conhecer os gráficos do IMA-B, do IMA-B 5 e do IMA-B 5+. O desempenho passado não traz garantias quanto ao futuro, porém ajuda a conhecer os movimentos para entender melhor o efeito da marcação a mercado nos fundos desse tipo. 

Caso chegue à conclusão de que fundos IMA-B fazem sentido para você, abra sua conta em uma corretora de valores. Na Genial Investimentos, você terá acesso a esses e outros investimentos de renda fixa e variável, com estrutura e suporte completos. 

Como visto, os fundos IMA-B ou de inflação são alternativas de renda fixa que trazem mais riscos, mas também podem ter maior potencial de ganhos. Mas é fundamental pensar em seu perfil e seus objetivos antes de decidir investir dessa forma. 

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