As moedas virtuais vêm ganhando cada vez mais destaque entre investidores e especuladores. Isso porque das pessoas — sejam elas físicas ou jurídicas — enxergam nessas novas formas de dinheiro uma possível revolução econômica.

As primeiras moedas virtuais que surgiram no mercado eram desvinculadas de uma instituição financeira central. Contudo, essa realidade está mudando — e um dos sinais desse processo é a criação das CBDC, as moedas digitais dos bancos centrais.

Quer compreender melhor o que são essas novas moedas, como funcionam e qual sua importância para o mercado financeiro? Então acompanhe a leitura deste artigo!

O que é CBDC?

A sigla CBDC significa central bank digital currency, também conhecida como govcoin. Essas são moedas digitais emitidas por bancos centrais. Ou seja, são representações digitais de valores monetários emitidos por instituições financeiras estatais.

Nesse sentido, podemos dizer que essa moeda digital funciona da mesma maneira que o dinheiro em cédula. A diferença é que a CBDC só existe no plano virtual. Por isso, diferente das criptomoedas, elas podem ser convertidas em dinheiro convencional.

Vale a pena lembrar que outras formas de dinheiro eletrônico já estão em circulação há algum tempo. Seja nas contas de reserva que os bancos privados mantêm no banco central, sejam os depósitos dos indivíduos em bancos comerciais, esses montantes acabam se concentrando no ambiente virtual.

Contudo, nesses casos, apenas os correntistas de determinado banco podem guardar e transacionar valores na instituição. Assim, não há acesso universal à moeda — o que ocorre apenas com o dinheiro em espécie.

A ideia das moedas digitais dos bancos centrais surge justamente para permitir que o dinheiro eletrônico seja transacionado sem barreiras. O intuito é que as CBDCs combinem a praticidade da moeda virtual com a segurança e acessibilidade do dinheiro do banco central.

Além do Brasil, países como Estados Unidos, Coreia do Sul e Suécia também estudam a possibilidade de criar suas próprias moedas virtuais emitidas por seus bancos centrais.

Quais os tipos de CBDC?

Agora que você compreende melhor o que são as CBDCs, é importante entender os diferentes tipos de govcoins que existem. Confira a seguir!

1. CBDC de atacado

A CBDC de atacado tem como princípio funcionar apenas para bancos centrais e câmaras de compensação para transação no mercado interbancário. Dessa forma, essa seria uma moeda voltada somente para relações entre instituições financeiras.

O objetivo desse tipo de CBDC é fazer com que os pagamentos entre instituições nacionais ou internacionais possam ser realizados com maior facilidade. A perspectiva é trazer mais eficiência para transações que, atualmente, podem ser bastante caras e demoradas.

2. CBDC de varejo

Já a CBDC de varejo tem como foco o consumidor final. Isso significa que o objetivo dela é funcionar como uma alternativa ao dinheiro comum — e físico. Logo, a CDBC pode aumentar a inclusão financeira da população, permitindo que transações digitais sejam realizadas mesmo por pessoas sem conta em instituições financeiras.

Qual a relação dele com as criptomoedas?

Como você pode notar, as CBDCs são moedas digitais que visam servir tanto para relações econômicas do atacado como do varejo. Contudo, existem outras moedas digitais — as criptomoedas —, e é importante compreender a diferença entre elas e as CBDCs.

Embora tenham a semelhança da virtualidade, na prática essas moedas podem ser bastante diferentes. A principal diferença está no fato de que, enquanto as criptomoedas não possuem uma instituição central de emissão e regulação, as CBDC são controladas pela autoridade monetária de um país. No caso, um banco central.

Isso significa que todas as decisões sobre a CBDC são centralizadas em uma instituição responsável por regular o sistema financeiro de um Estado. Por outro lado, as criptomoedas são reguladas pela própria rede de usuários, e não por uma organização estatal.

Além disso, é importante notar que, enquanto as criptomoedas são vistas como um ativo financeiro, as CBDCs podem ser entendidas como uma modalidade do dinheiro tradicional. O intuito é que elas sirvam para o cotidiano, permitindo o pagamento de contas comuns.

Apenas para exemplificar, em 2021 não era possível pagar todo tipo de conta com uma criptomoeda (bitcoin, por exemplo). Com um CBDC, isso seria possível, pois sua validade estaria assegurada pelo próprio Estado.

Qual a relação da CDBC com o real digital?

Agora que você compreendeu a diferença entre as criptomoedas e a CBDC, precisa também considerar a relação entre CDBCs e o real digital — você já ouviu falar sobre ele?

Em agosto de 2020, o Banco Central brasileiro criou um grupo para estudar a emissão de moedas digitais por bancos centrais e avaliar os impactos da possível criação de um real em formato digital. Nesse cenário, o Brasil teria sua própria moeda no ambiente virtual: o real digital.

Assim, uma vez que a ideia central dos CBDCs é que em cada país seja emitida uma moeda virtual própria, de acordo com a sua realidade econômica doméstica, o real digital poderia ser visto como uma CBDC.

Dessa forma, a CBDC brasileira seria como as notas de real — que geralmente guardamos na carteira. Contudo, ela existiria apenas no ambiente virtual.

Já existem CBDCs em uso?

Outra dúvida válida quando se estuda o assunto das novas moedas digitais dos bancos centrais é sobre se elas já estão em circulação. O país mais avançado nesse aspecto é a China. Em 2021, mais de 20 milhões de chineses já possuíam carteiras digitais com a moeda iuan digital.

A expectativa é que a CBDC chinesa esteja disponível a toda a população do país até 2022. No Brasil, as perspectivas são um pouco mais distantes. Embora o Banco Central já tenha divulgado os critérios para o desenvolvimento da moeda digital, sua execução está prevista apenas para 2024 ou 2025.

Já na Europa e nos Estados Unidos, a criação desse tipo de ativo ainda está em discussão com Governo e população.

É possível investir em CBDCs?

Até aqui você compreendeu o que são as moedas virtuais emitidas pelos bancos centrais. Como foi possível notar, não se trata de um investimento. Afinal, esse modelo de dinheiro digital guarda diferenças em relação a criptomoedas tradicionais (como a bitcoin).

Assim, não é possível investir em CBDCs. Contudo, caso você queira investir em criptoativos, é possível buscar as moedas utilizadas tradicionalmente para transações de especulação no mercado financeiro. O investimento direto, no entanto, pode trazer riscos de golpe.

Para se expor aos ativos digitais de maneira mais segura, existem os fundos voltados para criptoativos, como fundos de índice (ETF). É o caso, por exemplo, dos ETFs geridos pela Hashdex — gestora de recursos com sede no Rio de Janeiro, com atuação focada em ativos virtuais.

A partir dos fundos da Hashdex e de outras alternativas do mercado, negociadas ou não na bolsa de valores, o investidor pode se expor aos criptoativos, contando com maior segurança e regulamentação. Entretanto, antes de investir, lembre-se de avaliar seu perfil de investidor e objetivos financeiros.

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Neste conteúdo você compreendeu o que é a CBDC, quais suas perspectivas de funcionamento e impactos no mercado. Além disso, também pôde notar que é possível investir com maior segurança institucional em criptoativos por meio de fundos de investimentos — dentro e fora da bolsa de valores.

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