Nem todo mundo sabe, mas existe um produto de renda fixa que pode ser mais rentável do que os investimentos mais tradicionais desse mercado, como o Tesouro Direto. É o Fundo de Investimento de Direito Creditório (FIDC), um condomínio de recursos que aplica uma parcela acima de 50% do patrimônio líquido em direitos creditórios.

Direitos creditórios, por sua vez, são recebíveis, como os aluguéis. Ou seja, são créditos que uma pessoa ou empresa tem a receber. Por exemplo: um consumidor compra um produto a prazo por meio do cartão de crédito. Essas parcelas podem ser comercializadas para um FIDC como direito creditório, assim, a empresa que vendeu consegue antecipar o recebimento do valor do produto em troca de uma taxa de desconto, que remunera os investidores do fundo.

Em geral, esses fundos utilizam como referência a taxa CDI (ou taxa DI) como referência e é possível encontrar FIDCs que pagam rendimentos na faixa dos 120% ou 130% do CDI. Quer saber mais a respeito dos FIDCs? Então continue a leitura!

Como os FIDCs funcionam

Como já falamos, os FIDCs são um tipo de investimento em renda fixa, isto é, um produto financeiro no qual o investidor consegue saber o quanto irá receber ao final da aplicação. 

Nesse tipo de investimento, uma instituição financeira é responsável por constituir um fundo e realizar o processo de vendas das cotas para captar recursos. Por isso, dizemos que os FIDCs são constituídos sob a forma de condomínio.

Há dois tipos de FIDCs. No fundo aberto, a princípio, não há data para encerramento e são aceitas aplicações e resgates a qualquer momento, de acordo com o regulamento. Já o fundo fechado não aceita aplicações ou retiradas após o término do período de captação. Nesse caso, o resgate só ocorre ao final do prazo de duração do FIDC ou em uma eventual liquidação do fundo. Contudo, em um fundo fechado, a depender do regulamento ou caso seja decidido por assembleia geral de cotistas, pode haver a amortização de cotas.

Com relação às cotas, os FIDCS também possuem dois diferentes tipos, considerando dois fatores: risco e rentabilidade. As cotas seniores são aquelas que oferecem menor risco e rentabilidade. Essa cota é prioritária no recebimento do valor do resgate ou de amortização. 

A segunda cota é a subordinada, que, como o nome sugere, subordina-se às seniores no resgate e na amortização. Isto é, os detentores dessa cota recebem seus rendimentos após os cotistas seniores, de modo a absorver o risco de inadimplência do fundo. Porém, como contrapartida, possuem retornos maiores do que as seniores. Desta forma, é mais comum as cotas subordinadas ficarem com os estruturadores e gestores do fundo, não sendo distribuídas aos demais investidores.

Segundo a B3, a Bolsa de Valores oficial do Brasil, onde são negociados esses fundos, o custodiante, que são os bancos ou corretoras de valores, tem atribuições importantes nos FIDCs, como validar os direitos creditórios em relação ao regulamento do fundo, além de cobrar e receber os pagamentos, resgates ou outra renda relativa aos títulos.

Diferenças dos FIDCs para os outros fundos

Como mencionamos, a rentabilidade é um diferencial dos FIDCs. A possibilidade de ter rendimento de 120% ou 130% do CDI é uma grande vantagem porque, como é uma taxa de referência, ou seja, o mínimo que uma instituição espera de rendimento, um ganho bem acima dos 100% é realmente um diferencial. CDI (ou simplesmente DI) é uma taxa de juros que acompanha a Selic (atualmente em 6% ao ano). 

Outra diferença em relação aos demais fundos de investimento é que os FIDCs são destinados apenas aos chamados investidores qualificados, que são os investidores profissionais com certificados ou pessoas com mais de um milhão de reais em aplicações financeiras.

Por que os FIDCs são boas opções de investimentos?

Além da rentabilidade melhor do que a apresentada por ativos semelhantes, em um cenário de juros baixos e com probabilidade de continuarem a cair em curto prazo – o que reduz os ganhos em renda fixa, normalmente indexados a essas taxas – os FIDCs são ótimas opções de investimento.

É um produto que oferece possibilidade de diversificar seus investimentos, reduzindo o risco total da sua carteira e ajudando seu patrimônio a crescer com mais segurança. Ao mesmo tempo, esses fundos são avaliados por agências classificadoras de risco, o que traz mais segurança para conhecer quais as chances de perda envolvidas nesse produto.

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Publicado por Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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