A taxa DI é um dos primeiros indicadores com que um investidor tem contato quando inicia a sua jornada no mercado financeiro. Isso porque ela costuma ser a taxa de remuneração acordada em diferentes alternativas encontradas na renda fixa. 

De todo o modo, essa não é a única função que ela exerce, já que é possível utilizá-la como parâmetro em outras análises e até para medir o desempenho da sua carteira. Então, se você quer saber como isso é feito, precisará aprender um pouco mais sobre esse indicador.  

O que é e como funciona a taxa DI? 

Em finanças, a palavra taxa pode ser conceituada como uma quantia a ser paga para acessar um produto ou serviço. Já a sigla DI é a abreviação dos termos depósito interbancário. Logo, a taxa DI é conhecida como a média paga de juros nos empréstimos entre instituições financeiras. 

Grande parte dessas instituições movimentam milhões de reais diariamente e reportam lucros bilionários ao longo do ano. No entanto, é bastante comum elas precisarem fazer empréstimos entre si. 

No Brasil, por uma determinação do Bacen (Banco Central), os bancos não podem encerrar as suas operações diárias com um saldo negativo no caixa. Essa é uma medida de segurança para manter o sistema financeiro nacional saudável e estável. 

Logo, a depender das movimentações ocorridas no dia, uma instituição pode ficar sem recursos para cobrir o seu caixa. Nesse cenário, ela será obrigada a tomar um empréstimo com outro banco que tenha recursos sobrando — o que se dá no mercado interbancário. 

Nesse ambiente, há duas formas básicas para os bancos fazerem empréstimos: os DIs (depósitos interbancários) e as operações compromissadas. Saiba mais! 

Depósitos Interbancários 

No primeiro caso, o banco que precisa do empréstimo emite um título de renda fixa, chamado de CDI (certificado de depósito interbancário). Ele é similar ao CDB (certificado de depósito bancário), que é um título que integra essa mesma classe, mas disponível para investidores em geral. 

Nele, o emissor do título se compromete a devolver a quantia emprestada em um prazo específico, somada a uma taxa de juros combinada. Normalmente, os CDIs são emitidos com o prazo de um dia e, mesmo tendo curta duração, há a fixação de uma taxa de juros. 

É o valor médio dos juros praticados nessas operações que dá origem à taxa DI. Vale dizer que os CDIs somente podem ser negociados por bancos. Outro detalhe é não haver incidência de impostos nesses empréstimos. 

Operações compromissadas 

A segunda forma de um banco pegar dinheiro emprestado no mercado interbancário se dá com operações compromissadas. Elas têm um funcionamento semelhante ao CDI, mas os bancos que tomam crédito colocam os títulos públicos que têm em carteira como garantia do empréstimo. 

Isso tende a fazer com que esse tipo de operação seja mais confiável que as realizadas com DIs. Afinal, a instituição que fornece o crédito pode ficar com os títulos públicos da que tomou o empréstimo, em caso de calote. 

A taxa de juros média das operações compromissadas é a chamada Selic efetiva (Selic Over). Trata-se de uma taxa diferente da Selic Meta, que é estabelecida pelo Bacen e influencia os investimentos, como será explicado em detalhes ao longo deste conteúdo. 

Qual é a diferença entre taxa DI, CDI e Selic? 

Depois de ver que os termos taxa DI, CDI e Selic costumam ser relacionados e até aparecem juntos em algumas oportunidades, vale diferenciá-los para não causar confusões. 

Taxa DI 

Como você viu até aqui, a taxa DI é um indicador econômico extraído da média das operações de empréstimos entre bancos com os CDIs. Ele é calculado e divulgado diariamente pela B3, a bolsa de valores brasileira. 

Destaca-se ainda que o CDI é ligeiramente inferior à Selic. Isso ocorre porque, se a taxa DI fosse maior que a Selic, os bancos optariam por vender seus títulos públicos e gerar caixa, por exemplo, em vez de pegar empréstimos por meio de CDIs. 

CDI 

Você já entendeu que CDI é a sigla para certificado de depósito interbancário, um título de renda fixa voltado aos empréstimos entre bancos. Diferentemente de um CDB, que é acessado por qualquer investidor, os CDIs só podem ser negociados por instituições bancárias. 

Como os bancos brasileiros não podem fechar o dia com o caixa negativo, eles emitem CDIs, tomando empréstimos com instituições que tiveram sobra de caixa.  

Selic 

A Selic ou a taxa Selic, também conhecida como a taxa livre de risco, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve como parâmetro para diferentes tipos de operações financeiras, como empréstimos, financiamentos e títulos de renda fixa. 

A sua definição se dá a cada 45 dias, em reuniões realizadas pelo Copom (Comitê de Política Monetária), órgão vinculado ao Bacen. O comitê considera fatores como a inflação, a balança comercial brasileira, o cenário internacional, entre outros, para a determinação da taxa. 

Por exemplo, diante de uma alta inflação, é comum o Copom aumentar as taxas de juros, visando diminuir a circulação de dinheiro no país e reduzir a demanda por produtos e serviços. Por consequência, a queda do consumo pressiona a inflação para baixo. 

No cenário oposto, o Copom pode reduzir os juros, de modo a facilitar o acesso ao crédito, aumentar o consumo e aquecer o mercado nacional. Ou seja, a depender da situação econômica, o Copom aumenta ou diminui o percentual que será aplicado à Selic, o que é chamado de Selic Meta. 

Ainda vale destacar que a Selic Meta não se confunde com a Selic Over. Essa última é obtida pelo Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) — um sistema informatizado, ligado ao Bacen, responsável pelo registro, custódia e liquidação de títulos públicos do Tesouro Nacional

A média ponderada de todas as operações compromissadas nesse sistema — que envolvem as instituições financeiras, mas com o oferecimento de títulos públicos como garantia — dá origem à Selic Over. 

Qual a importância da taxa DI no mercado financeiro? 

Até aqui, foi possível perceber que a taxa DI é essencial para atender ao interesse dos bancos, mas não é só isso. Ela também é uma importante referência para a rentabilidade de investimentos de renda fixa e de muitos fundos de investimento. 

Entre as opções do mercado financeiro, os títulos privados de renda fixa geralmente remuneram um percentual da taxa DI quando são pós-fixados. Nesse sentido, um título que paga 90% do CDI tem como rentabilidade um percentual abaixo da taxa DI diária. 

Se a alternativa propõe render 110% ou 120% do CDI, é sinal de que ela poderá oferecer um valor maior que o próprio indicador. Diversos tipos de fundos de investimento costumam usar esse indicador como benchmark. 

Os fundos de renda fixa e os fundos multimercados também tendem a adotar a taxa DI como referência. Nesses casos, o indicador é utilizado como parâmetro para o gestor tomar suas decisões, no momento de montar e remanejar o portfólio do veículo financeiro. 

Além disso, a taxa pode servir para avaliar investimentos arriscados. Devido à proximidade com a Selic e ao fato de referenciar uma série de aplicações de baixo risco, a taxa DI é equiparada à taxa livre de risco da economia. 

Isso quer dizer que, para o investidor aceitar correr risco, ele precisa ter uma perspectiva de rentabilidade superior à Selic e ao CDI. Afinal, ele pode ganhar uma remuneração equivalente a essas duas taxas em aplicações de baixo risco, sejam títulos públicos ou privados. 

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Qual é o órgão responsável pelo cálculo da taxa DI? 

Após aprender um pouco mais sobre o conceito e funcionamento da taxa DI, é pertinente conferir qual é o órgão que fica encarregado pelo seu cálculo. Como você viu, o cálculo da taxa DI envolve descobrir a média dos juros praticados entre os bancos nos DIs. 

Apesar de os bancos negociarem os CDIs entre si diariamente, nem sempre eles têm todas as informações sobre os juros praticados em cada operação. Nesse contexto, a função de calcular a taxa DI fica com a Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados). 

Trata-se de um órgão criado em 1984, que integra o Sistema Brasileiro de Pagamentos e tem a função de intermediar as negociações bancárias. Em sua origem, a Cetip não possuía fins lucrativos. Porém, em 2008, com a sua abertura de capital, tornou-se uma sociedade por ações. 

Já em 2017, a Cetip se fundiu com a BM&FBovespa, formando a B3. Mesmo após a fusão, ela manteve todas as suas responsabilidades. Nesse sentido, a Cetip continua a processar, registrar, guardar e liquidar títulos financeiros privados do mercado. 

Assim, quando você envia um DOC ou TED para um familiar, conhecido ou fornecedor, a Cetip é o órgão que viabiliza essa operação. O mesmo acontece quando um CDI é emitido, já que ele integra a relação de títulos privados que ficam sob a responsabilidade do órgão. 

Considerando que todas as operações que envolvem esses títulos são registradas e processadas pela Cetip, ela possui os dados necessários para calcular a média das taxas cobradas — e definir a taxa DI. 

Como a taxa DI é calculada? 

O cálculo da taxa DI envolve alguns critérios definidos pela Cetip. O primeiro deles estabelece que apenas as operações de DIs prefixados com prazo de um dia útil são consideradas. Já o segundo critério exclui operações realizadas entre instituições do mesmo conglomerado. 

Ou seja, somente são consideradas as operações feitas por bancos de grupos diferentes. Superados esses dois requisitos, ainda são exigidas duas condições para a realização do cálculo: 

  • o número de negociações elegíveis para o cálculo da taxa DI deve ser igual ou maior do que 100; 
  • a soma dos volumes das operações elegíveis para o cálculo da taxa DI deve ser igual ou maior do que R$ 30 bilhões. 

Se no dia da apuração da taxa DI ao menos uma das duas condições anteriores não forem observadas, o percentual da taxa será igual à Selic Over divulgada na mesma data. Mas na hipótese de a Selic Over não ser divulgada até as 21 horas do dia, usa-se a taxa do fechamento anterior. 

Por sua vez, em caso de cumprimento dos requisitos, o cálculo da taxa DI observa a seguinte fórmula matemática: 

𝐷𝐼𝑖=[(𝑉𝑅𝑖𝑉𝐸𝑖)252−1]𝑥100

Sendo: 

  • DIi: taxa DI da i-ésima operação, calculada arredondando-se 2 (duas) casas decimais; 
  • VRi: valor de resgate da i-ésima operação, informado com 2 (duas) casas decimais; 
  • VEi: valor de emissão da i-ésima operação, informado com 2 (duas) casas decimais. 

Qual a taxa DI hoje? 

Como você aprendeu, o cálculo usado pela Cetip envolve uma complexidade considerável. Por isso, é difícil realizá-lo por conta própria, sem ter acesso aos dados diários das operações interbancárias elegíveis. 

Porém, esse não deve ser um problema, pois a B3 disponibiliza em seu site três formas de obter a taxa DI: por meio da série histórica, calculadora de DI ou em sua página inicial

Confira um exemplo em cada uma delas! 

Série histórica taxa DI

Na página da série histórica, basta selecionar o período inicial e final no formato dia/mês/ano (dd/mm/aaaa) e, depois, selecionar o botão “pesquisar”. Por exemplo, utilizando-se o mês de abril de 2023 como parâmetro de consulta, o interessado teria as seguintes informações: 

Taxas — DI PRÉ — Over 
Data Operações Volume Média Fator diário Taxa Selic 
03/04/2023   4   2.549.626   13,65   1,00050788   13,65 
04/04/2023   4   2.732.026   13,65   1,00050788   13,65 
05/04/2023   4   2.911.259   13,65   1,00050788   13,65 
06/04/2023   4   2.929.328   13,65   1,00050788   13,65 
10/04/2023   4   3.036.847   13,65   1,00050788   13,65 
11/04/2023   4   3.099.030   13,65   1,00050788   13,65 
12/04/2023   3   2.988.187   13,65   1,00050788   13,65 
13/04/2023   4   3.008.385   13,65   1,00050788   13,65 
14/04/2023   4   3.000.689   13,65   1,00050788   13,65 
17/04/2023   4   3.013.313   13,65   1,00050788   13,65 
18/04/2023   4   3.026.602   13,65   1,00050788   13,65 
19/04/2023   4   2.939.719   13,65   1,00050788   13,65 
20/04/2023   4   2.916.605   13,65   1,00050788   13,65 
24/04/2023   4   2.881.381   13,65   1,00050788   13,65 
25/04/2023   4   2.883.422   13,65   1,00050788   13,65 
26/04/2023   4   2.934.111   13,65   1,00050788   13,65 
27/04/2023   4   2.924.759   13,65   1,00050788   13,65 
28/04/2023   3   2.725.964   13,65   1,00050788   13,65 

Calculadora de DI 

Na calculadora de DI, por sua vez, é necessário indicar a data inicial e final no mesmo formato da série histórica. Também é preciso informar o percentual da taxa desejado (100% para o montante integral) e um valor para ser utilizado como base de cálculo. 

Ao realizar uma conta, utilizando-se a mesma periodicidade anterior (abril de 2023), o montante integral da taxa e o valor de R$ 1.000,00, o interessado visualiza as seguintes informações: 

Indicador: DI 
Data inicial Data final Percentual Fator Taxa Valor Base Valor Calculado 
03/04/2023 28/04/2023 100,00% 1,00866913 0,87% 1.000,00 1.008,66 

A calculadora da B3 ainda permite a realização de outros cálculos, como títulos públicos, debêntures, CRA (certificado de recebíveis do agronegócio) e CRI (certificado de recebíveis imobiliários). 

Página inicial 

No cabeçalho da página inicial da B3, é possível visualizar a taxa DI diária e a pontuação do Ibovespa (Índice Bovespa) e do índice DI, de modo rápido e prático. Nesse caso, não é necessário apontar datas, percentuais ou valores. 

Quanto vale 100% da taxa DI? 

Na sua jornada pelo mercado financeiro, muito provavelmente você encontrará investimentos com a proposta de rentabilidade de 100% do CDI, bem como em percentuais maiores ou menores do indicador. Muitas vezes, é possível ter dúvidas sobre o que isso significa. 

Ainda que seja normalmente veiculada a sigla CDI, a rentabilidade dos títulos que oferecem 100% da DI será calculada de acordo com o valor dessa taxa. Isto é, o investimento apresentará o mesmo comportamento que o indicador em questão. 

Desse modo, se a taxa DI aumentar, a rentabilidade do investimento será maior. Por outro lado, se o indicador diminuir, o retorno pago naquele título será reduzido. Isso significa que o ganho com o investimento pode ser maior ou menor, a depender das variações do indicador. 

Por exemplo, imagine que você investiu em um título que se proponha a pagar 100% do CDI. Agora, suponha que a taxa DI subiu de 10% para 11,50% no período. Nessa situação, a rentabilidade do investimento será a mesma que a refletida no indicador, ou seja, 11,50%. 

Agora, se o investimento tiver uma rentabilidade de 120% do CDI e o indicador apresentar os mesmos 11,50% no período, o retorno obtido será o total do indicador, mais 20%. Para facilitar o cálculo, basta multiplicar os percentuais e dividir por 100, veja: 

rentabilidade proposta x resultado do indicador ÷ 100 

120 × 11,50 ÷ 100 

1380 ÷ 100 

13,80% 

Por sua vez, tenha que o retorno proposto pelo título seja de 90% do CDI, preservando os demais dados. Veja como ficaria o cálculo, nesse caso: 

rentabilidade proposta x resultado do indicador ÷ 100 

90 × 11,50 ÷ 100 

1035 ÷ 100 

10,35% 

Como usar a taxa DI para tomar decisões de investimentos? 

Devido à importância da taxa DI ou CDI para o mercado, você pode utilizá-la para orientar suas decisões de investimento. Em um primeiro momento, é possível analisar as taxas de juros pagas em diferentes alternativas. 

Considere que o oferecimento de uma rentabilidade maior que o CDI pode estar atrelada a riscos mais elevados. No mercado, o risco e o retorno são fatores que devem ser analisados com bastante cautela. 

Em investimentos seguros, o emissor do título não precisa oferecer uma grande remuneração para que eles sejam atrativos. Já os investimentos mais arriscados precisam trazer rentabilidades maiores, para que eles possam competir com as demais alternativas. 

Afinal, qual seria a vantagem de optar por um título arriscado se ele oferecesse a mesma rentabilidade de um título seguro, não é mesmo? O mesmo pode ser dito em relação a um investimento com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e outro que não ofereça garantias. 

Portanto, a taxa DI pode ter grande utilidade como critério de seleção. Assim, você poderá destacar os investimentos que fazem sentido para o seu perfil de investidor e objetivos financeiros, considerando a relação entre risco e retorno, e eliminar os demais, por exemplo. 

Ainda há como avaliar o desempenho de toda sua carteira tendo o CDI como referência. Dessa maneira, você consegue medir o alcance de seus objetivos financeiros e definir se é necessário remanejar o portfólio. 

Quais investimentos estão atrelados à taxa DI? 

Agora que você já conferiu o que é a taxa DI e sua importância para o mercado, talvez queira saber quais são os investimentos atrelados a ela. 

Confira! 

CDBs 

Como você aprendeu, CDB é a sigla para certificado de depósito bancário. Trata-se de um investimento de renda fixa emitido pelos bancos, quando precisam levantar recursos para financiar as suas operações, estando acessível para todos os tipos de investidores. 

Nesse tipo de título, o investidor empresta seu dinheiro para a instituição, sob a promessa de devolução em um período específico, junto aos juros pactuados. Geralmente, exige-se que o título seja mantido até o vencimento para o pagamento integral da rentabilidade proposta. 

De toda a forma, esses títulos podem ter a rentabilidade: 

  • prefixada: é definida uma taxa de juros fixa; 
  • pós-fixada: a taxa de juros acompanha um indicador financeiro (comumente, a taxa DI); 
  • híbrida: mescla as duas formas de remuneração anteriores (prefixada + pós-fixada). 

É comum os CDBs contarem com a proteção do FGC. Essa é uma segurança fornecida ao investidor, que garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Porém, deve ser respeitado um valor global de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos. 

Caso o banco que emitiu o CDB não consiga cumprir com o que foi proposto no título, o FGC realiza a devolução do montante, seguindo os limites mencionados. Sobre a rentabilidade obtida, haverá a incidência de Imposto de Renda (IR). 

A alíquota desse imposto é baseada no prazo de vencimento da aplicação, de modo que quanto maior for o período, menor será o percentual cobrado. A tabela regressiva começa em 22,5% para aplicações até 180 dias e pode chegar até a 15%, se o investimento durar mais de 720 dias. 

LCI e LCA 

LCI é a abreviação de letra de crédito imobiliário, enquanto LCA significa letra de crédito do agronegócio. Ambos são investimentos de renda fixa emitidos por instituições financeiras e, como os CDBs, contam com a proteção do FGC. 

O diferencial é que os créditos levantados com esses títulos são destinados ao financiamento do setor imobiliário e do agronegócio, respectivamente. Ademais, por estarem atrelados a segmentos importantes para o país, o Governo oferece um benefício fiscal para o investidor. 

Os rendimentos obtidos com LCIs e LCAs são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. Isso significa que esses investimentos podem ter uma rentabilidade líquida igual à informada na sua proposta — seja ela prefixada, pós-fixada ou híbrida. 

Outra característica desses títulos é que eles costumam ter um prazo de vencimento mais extenso, além de um valor mínimo de aplicação maior. Como resultado, muitos deles precisam ser mantidos até o vencimento para o pagamento da rentabilidade prometida. 

Debêntures 

Outros títulos que podem ter a sua rentabilidade ligada ao CDI são as debêntures. Elas são títulos de dívida emitidos por uma empresa. Isso significa que, ao comprá-las, você estará emprestando dinheiro para uma pessoa jurídica. 

Essa é uma forma alternativa de uma companhia levantar recursos sem precisar fazer empréstimos bancários. Semelhante aos demais títulos vistos, a rentabilidade de uma debênture poderá ser prefixada, pós-fixada ou híbrida — e os prazos tendem a variar conforme as necessidades do emissor. 

Outro detalhe a respeito das debêntures é que elas costumam ter baixa liquidez. Em termos financeiros, o conceito se refere à velocidade em que é possível converter um investimento em dinheiro disponível. 

A baixa liquidez significa que você pode encontrar dificuldades, caso precise se desfazer do título adquirido. Afinal, precisará negociar a debênture no mercado secundário, que nem sempre terá um interessado em comprá-la. 

As debêntures ainda podem ser classificadas em diferentes tipos, confira alguns exemplos: 

  • simples: são títulos em que o investidor receberá o rendimento em dinheiro; 
  • conversíveis: são títulos que podem ser convertidos em ações da companhia emissora; 
  • permutáveis: são alternativas que podem ser substituídas por ações de outra empresa; 
  • comuns: dizem respeito ao tratamento tributário que recebem, e os rendimentos são tributados pelo IR seguindo a tabela regressiva; 
  • incentivadas: são debêntures isentas do recolhimento de IR. 

É importante destacar que as debêntures não contam com a proteção do FGC. Dessa maneira, elas costumam oferecer um risco maior, embora possam oferecer outros tipos de proteção — como bens ou direitos de propriedade da empresa ou dos sócios. 

Fundos de investimentos 

Os fundos de investimento são veículos de investimentos coletivos encontrados em plataformas de corretoras de valores, como a Genial, ou na bolsa de valores. O seu funcionamento é parecido com o de um condomínio, em que o patrimônio do fundo fica sob os cuidados de um gestor. 

Esse profissional se encarrega pela montagem e manutenção de uma carteira de investimento, que valerá para todos os participantes. Os riscos dessa alternativa costumam variar conforme os ativos que estão presentes no seu portfólio. 

Eles podem ser de diferentes tipos: 

  • fundos de renda fixa: grande parte de sua carteira é composta por títulos de renda fixa; 
  • fundos DI: fundos voltados ao investimento em alternativas seguras ligadas à taxa DI; 
  • fundos de ações: investem majoritariamente em ações, títulos conversíveis em papéis e ativos relacionados; 
  • fundos multimercado: contam com maior flexibilidade na escolha dos investimentos; 
  • fundos cambiais: priorizam o investimento em ativos financeiros ligados ao câmbio; 
  • fundos internacionais: expõem o capital do investidor aos mercados internacionais;
  • fundos de índice (ETFs): buscam replicar o desempenho de um benchmark específico. 

Independentemente do tipo de fundo, a taxa DI pode ser utilizada como referência para ser seguida ou superada. Existem fundos de investimentos (gestão ativa) que podem remunerar o gestor com a taxa de performance, caso ele consiga superar os resultados do benchmark traçado. 

O pagamento dessa taxa geralmente corresponde a um percentual do montante que ultrapassou o índice de referência definido. Isso serve como uma forma de incentivar o gestor a buscar melhores resultados. 

A tributação dos fundos de investimento varia conforme o prazo do investimento, o tipo de fundo e, em alguns casos, até a operação realizada. Portanto, antes de investir, é pertinente conferir qual é a tributação aplicável para evitar ter surpresas desagradáveis, combinado? 

Como investir nessas alternativas de investimento? 

Conhecendo, agora, alternativas de investimento que utilizam a taxa DI como base de sua rentabilidade, é hora de saber como acessá-las. Quem deseja investir em alternativas de renda fixa ou renda variável relacionados ao CDI precisará abrir conta em uma corretora de valores. 

Essas instituições financeiras agem como intermediárias das operações entre pessoas físicas, jurídicas e bancos. Elas também oferecem gratuitamente uma plataforma na qual você encontrará uma série de investimentos alinhados ao seu perfil de investidor e objetivos financeiros. 

Assim, fica mais fácil escolher quais deles devem ser inseridos na sua carteira. No entanto, é pertinente frisar que, antes de decidir investir, você deverá depositar o montante que será destinado à realização do investimento na sua conta junto à corretora, permitindo que a ordem seja enviada e executada pela corretora. 

Nesse contexto, vale buscar por uma instituição que preste um serviço de qualidade e ofereça suporte para sanar suas dúvidas. A Genial Investimentos, por exemplo, disponibiliza as melhores plataformas de investimento do mercado. 

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Com ela, você ainda recebe o apoio de um assessor de investimentos, sem custo adicional. Esse profissional é responsável por apresentar e esclarecer as opções disponíveis para você no mercado financeiro. 

Vale lembrar que o assessor de investimento não pode fazer sugestões nem indicações. Na realidade, o papel dele é sanar dúvidas e mostrar o funcionamento dos ativos — de modo que a tomada de decisões continua sendo do próprio investidor. 

Com essas informações sobre a taxa DI, você conseguirá compreender o rendimento na forma de percentual do CDI ou como ele é afetado pela taxa Selic. Ainda poderá investir em alternativas de renda fixa ou variável, bem como em fundos que usem esse indicador como benchmark.

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