A alta volatilidade do mercado cripto chama a atenção de diversos investidores e especuladores. Em novembro de 2021, por exemplo, ele alcançou sua maior capitalização. Entretanto, em junho do ano seguinte, o mercado caiu mais de 50%. 

Diante dessa realidade, muitas pessoas se perguntam: quando vender uma criptomoeda? Como essa é uma questão complexa, vale a pena entender o que são as criptomoedas, suas características e diferentes maneiras de negociação para tomar uma decisão acertada. 

Quando vale a pena vender uma cripto?

Existem diferentes criptomoedas no mercado, cada uma com suas características. Contudo, apesar de elas terem suas próprias funções e propósito, todas podem ser negociadas no mercado — servindo como investimento ou meio de especulação.

Nesse sentido, diversas pessoas procuram comprar e vender criptomoedas com o intuito de atingir diferentes objetivos. Esse movimento cresce significativamente devido ao potencial de valorização que esses ativos possuem, em consequência de sua alta volatilidade.

No entanto, assim como elas podem apresentar altas significativas, também é possível que as moedas tenham quedas bruscas — como aconteceu em 2022. Por isso, caso você tenha interesse em negociar criptos, é preciso entender quando vale a pena vender o ativo.

Essa decisão é individual e depende da estratégia que você desenvolveu para seus investimentos. Por exemplo, pode ser interessante vender a criptomoeda se ela já atingiu o preço que você queria ou se o ativo está apresentando desvantagens que ultrapassam seus limites de tolerância.

Nesse ponto, é importante ter atenção para não vender as moedas apenas porque a cotação caiu. Afinal, a volatilidade faz parte do mercado. Em vez de seguir o efeito manada e vender porque outras pessoas estão vendendo, você deve tomar uma decisão racional.

Para isso, tenha em mente sua estratégia, seu perfil de investidor e objetivos financeiros. O perfil ajuda a entender sua tolerância aos riscos do mercado financeiro. Já os objetivos financeiros são úteis para avaliar se o intuito com os ativos foi realizado e eles podem ser vendidos.

Como se expor a esse mercado com mais segurança?

Em muitos casos, investidores vendem criptos por não saberem lidar com o alto risco do ativo. Caso você queira contar com mais segurança institucional, é possível optar por alternativas indiretas e regulamentadas. 

Um exemplo são os exchange traded funds (ETFs). Eles são fundos de índice que buscam replicar um indicador — que pode estar atrelado ao mercado de criptos.

Quem opta por essa alternativa adquire cotas no fundo e terá seus recursos geridos por um profissional.

Na bolsa brasileira existem diferentes ETFs de cripto. Por exemplo: 

Também existem os fundos de criptomoedas. Eles são veículos de investimento coletivo que compõem seu portfólio com ativos desse mercado. Nesse caso, o nível de exposição depende da estratégia do fundo, havendo opções com 20% a 100% do patrimônio investido em criptomoedas.

O que é uma criptomoeda?

As criptos são moedas que existem apenas digitalmente, funcionando como códigos virtuais únicos. Embora sejam digitais, elas operam da mesma maneira que o dinheiro físico. Ou seja, é possível utilizá-las para fazer transações comerciais, comprando produtos e serviços.

Além disso, você pode negociar as criptomoedas no mercado financeiro para investir e especular. Já o funcionamento costuma se basear na tecnologia blockchain. Nela, os detentores de criptoativos podem negociá-los livremente, sem a necessidade de passar por instituições reguladoras.

Para que essa descentralização funcione, é necessário que todas as transações realizadas passem pela aprovação dos mineradores. Esses são usuários que disponibilizam seus computadores para que façam cálculos complexos. Em troca, eles recebem remunerações em criptomoedas.

Por não dependerem de Governos nem instituições reguladoras, as criptomoedas chamam bastante atenção, pois são menos afetadas por políticas econômicas. Além disso, elas podem ser negociadas em todo o mundo, com preços que dependem apenas da oferta e demanda do mercado.

Quais as principais criptos do mercado?

Agora que você entende o que é uma criptomoeda e como é seu funcionamento, vale a pena conhecer algumas alternativas para compreender mais sobre o mercado de criptoativos.  

Acompanhe a seguir as principais moedas digitais do mercado!

Bitcoin

O bitcoin foi a primeira criptomoeda lançada e é a moeda virtual mais negociada no planeta. Seu desenvolvimento serviu como referência para outras criptos. Nos últimos anos, ele passou por uma expressiva valorização, indo de US$ 1 em 2010 para mais de US$ 60 mil em 2021.

Além disso, o bitcoin apresenta uma alta capitalização de mercado, ultrapassando US$ 1 trilhão. No entanto, apesar das subidas, a moeda também experimentou duras quedas. Um exemplo foi sua desvalorização de 88% ao final de 2018.

Ether

A ethereum é um tipo de blockchain que permite realizar operações financeiras, desenvolver apps descentralizados e fazer diversas transações. Por meio dela, foi criada a criptomoeda ether. Inicialmente, seu intuito era compensar os desenvolvedores da plataforma por suas contribuições.

Contudo, conforme novos projetos foram desenvolvidos a partir da rede, a moeda passou a ser uma das mais negociadas no mercado. Assim como o bitcoin, sua criação ocorre a partir de mineração.

XRP

O ripple foi criado em 2011 com o objetivo de ser um ativo digital que oferece liquidez para bancos e agentes financeiros. Então ele atua como uma rede mundial de liquidação. Em todo o planeta, mais de 100 empresas adotaram a plataforma para fazer suas operações com rapidez e segurança.

A ideia da do ripple é romper com a dependência do sistema financeiro tradicional. Com base nisso, em 2012 foi desenvolvida a moeda XRP. Ainda que não tenha sido criada para ser utilizada pelos consumidores, ela é aceita como forma de pagamento ágil e de baixo custo.

Litecoin

O litecoin é uma criptomoeda desenvolvida em 2011. Na prática, ele apresenta diversas características semelhantes ao bitcoin. Porém, uma grande diferença entre elas está no processo de mineração.

Diferentemente do que ocorre no bitcoin, qualquer pessoa pode participar do processo de desenvolvimento de novos litecoins, pois ele é mais simples. Além disso, o tempo gasto para confirmar as transações realizadas com a moeda também é menor.

O intuito do litecoin é ser uma moeda virtual acessível à população, sendo considerada uma alternativa eficiente para realizar transações no dia a dia. Com relação às unidades disponíveis, existe um limite de 84 milhões de litecoins.

Agora você tem mais informações para decidir se vale a pena vender uma criptomoeda. Como esse mercado tem fortes oscilações, é necessário focar na sua estratégia. Para ter maior sensação de segurança, também pode ser interessante considerar os investimentos indiretos!

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