Com o avanço tecnológico, cada vez mais surgem novas transações financeiras e alternativas de investimento. Essas alternativas, como as criptomoedas, criam oportunidades e satisfazem as necessidades do mercado. O bitcoin é a moeda digital mais conhecida. Contudo, existem outras opções — como o ripple.

Inclusive, ele pode apresentar certas vantagens em relação ao bitcoin. Isso porque o ripple é um protocolo de pagamento digital, que permite menor gasto de energia na transação. Além disso, é capaz de realizar mais negociações por segundo.

Se você tem interesses em ativos virtuais e ainda não sabe o que é o ripple, continue a leitura para compreenda principais características desse projeto e  descubra como investir nele de forma segura!

O que é ripple?

O ripple é uma rede descentralizada, que oferece um protocolo de pagamento digital voltado às instituições financeiras. Assim, o principal diferencial da plataforma é suportar em sua rede diversos tokens, como moedas tradicionais e outros bens.

Ele também conta com uma moeda própria e que não precisa de mineração: a XRP. Assim, o ripple tem o objetivo de permitir que diversos pagamentos sejam realizados de forma segura e instantânea, gratuitamente e independentemente da quantidade monetária que será transferida.

Para compreender melhor esse protocolo de pagamento, confira a seguir um pouco mais sobre sua história!

História

Antes do surgimento do ripple, um predecessor foi desenvolvido em 2004 — chamado de ripplepay. Seu desenvolvedor, Ryan Fugger, concebeu a ideia depois de trabalhar em um sistema de comércio de câmbio local em Vancouver, uma cidade do Canadá.

A intenção dele era criar uma plataforma monetária descentralizada para que indivíduos pudessem criar seu próprio dinheiro. A primeira criação de Fugger estreou em 2005, com um serviço financeiro que permitia opções de pagamento seguro aos membros de uma comunidade online.

Em 2011, em parceria com Jed McCaleb (rede eDonkey), Arthur Britto e David Schwartz, um novo projeto foi iniciado. Juntos, eles começaram a desenvolver um sistema de moeda digital que permitisse transações verificadas por consenso entre os membros da rede.

O intuito era superar o sistema de mineração utilizado pelo bitcoin, a blockchain. Foi no ano de 2012, quando Chris Larsen entrou na parceria e Fugger deixou a liderança do projeto, que foi criada a OpenCoin, ou OpenCoin Inc.

Essa empresa começou a desenvolver o protocolo de pagamento que seria chamado ripple Transaction Protocol (RTXP). No ano seguinte, ela passou a se chamar ripple Labs. Também nesse ano ocorreu o lançamento efetivo da moeda XRP, quando a empresa captou 7,5 milhões de dólares.

A ripple Labs é considerada a principal desenvolvedora do sistema de verificação por trás do XRP, que pode ser integrado às redes existentes dos bancos tradicionais. Além disso, em 2014, a empresa fechou uma parceria com o serviço de pagamento global Earthport, na época presente em 60 países.

Como o ripple funciona?

Agora que você compreende melhor o que é o ripple, é importante analisar como funciona esse protocolo de pagamento. Nesse sentido, um ponto importante a ser levado em consideração é que, diferente de outras redes de criptoativos, ele não depende de blockchain.

Assim, para que as transações sejam realizadas e verificadas, os desenvolvedores criaram uma tecnologia proprietária, chamada ripple Protocol Consensus Algorithm (RPCA). Essa passou a ser uma das grandes diferenças do ripple em relação às demais criptomoedas.

Dessa forma, para verificar e validar uma transação, todos os nós da rede precisam concordar por consenso. Sem precisar que diversos usuários individuais façam o controle dos dados, as operações com XRP se tornaram mais baratas e com menor gasto de energia do que o bitcoin, por exemplo.

Para garantir que as transações ocorram corretamente entre as duas partes negociantes, o ripple conta com um Gateway — que atua como um link de confiança. Por meio desse protocolo, também são enviadas e recebidas todas as formas de moedas para endereços públicos.

O tempo médio para verificar as transações na ripple é de alguns segundos. A ripple funciona em  um sistema descentralizado, uma vez que não existe autoridade ou departamento central que gerencia as operações de pagamento.

Além disso, vale lembrar que essa rede foi criada como um sistema que permite a transferência de qualquer moeda, seja ela:

  • dólar;
  • euro;
  • libra;
  • bitcoin;
  • outras criptomoedas.

Quais suas principais características?

Depois de entender melhor o ripple, vale a pena conhecer também algumas das principais características dessa criptomoeda. Confira detalhes a seguir!

Foi criado por uma empresa

Um ponto importante que merece destaque é o fato de a rede ripple ter sido desenvolvida pela empresa OpenCoin, que é formada por especialistas no tema de moedas digitais. Seus fundadores possuem uma grande bagagem no tema do bitcoin.

Além disso, a empresa conta com o investimento de fundos bem conceituados no mundo inteiro — tais como o fundo Andreessen Horowitz. Isso pode gerar maior confiança para investidores e usuários interessados no ripple.

Apresenta semelhança ao bitcoin

Embora tenha suas diferenças, como a maior rapidez nas transações e o menor gasto de energia, você viu que o ripple se assemelha ao bitcoin em certos aspectos. Um dos pontos de semelhança está na base de fórmulas matemáticas, que ambos apresentam em seus formatos.

Além disso, as transações podem ser feitas no formato 2P2. Ou seja, é possível que dois usuários façam transações entre si sem a necessidade de um intermediador. Por fim, ainda que a rede não tenha um sistema de blockchain, ela é descentralizada, assim como o bitcoin.

Sinergia com o bitcoin

Além das semelhanças, vale destacar que o ripple apresenta certa sinergia com o bitcoin. Diferente do que alguns imaginam, ele não é exatamente um concorrente, mas se posiciona como um protocolo que pode servir de complemento ao bitcoin.

Nesse sentido, ele não apenas permite a transferência de qualquer moeda, virtual ou tradicional, mas também facilita a transação e conversão delas. Além disso, o ripple fornece mais rapidez no processo. Logo, o protocolo pode ser vantajoso mesmo para quem deseja adquirir bitcoin.

Tem um número limitado de unidades no mercado

Outra característica relevante é o número limitado de ripples existentes — como você verá adiante. A empresa permite a circulação de um número específico de moedas, enquanto ela mantém consigo o restante. Mas a quantidade pode ser alterada de acordo com as dinâmicas do mercado e intenções da companhia.

Quais as diferenças entre o ripple e o bitcoin?

Você já conheceu algumas semelhanças e diferenças entre o ripple e o bitcoin. Contudo, para compreender corretamente esse sistema de protocolo de pagamento, é importante aprofundar em determinados aspectos.

Uma das principais diferenças é no funcionamento. O bitcoin é uma moeda digital cuja finalidade é servir para compra e venda de bens e serviços. Já o ripple é um sistema de liquidação, troca de moeda e remessa de pagamento. Nesse sentido, ele é destinado aos bancos e redes de pagamento.

Também é importante destacar a robustez dos sistemas. O tempo de confirmação de uma transição na rede ripple leva cerca de quatro segundos, enquanto na blockchain do bitcoin o intervalo é de 10 minutos. Ademais, a capacidade computacional do ripple ultrapassa 1.500 transações por segundo, ficando acima das 7 operações por segundo do bitcoin.

Como é feita a distribuição do ripple?

Você viu anteriormente que existe uma quantia limitada de moedas ripple no mundo. Agora, é válido entender de que forma é feita sua distribuição. Quando a moeda ripple XRP foi criada, 20% do total ficou na mão de seus criadores.

Os outros 80% foram doados para instituições, por meio da ripple Labs. No ano de 2017, foi desenvolvido um contrato inteligente para permitir apenas o uso de 1 bilhão de XRP por mês pela ripple Labs.

Em 2019, a estimativa era de que havia cerca de 40 bilhões da moeda em circulação no mercado. Um ponto interessante sobre essa criptomoeda está no fato de que uma parte mínima dela é destruída quando uma transação é realizada.

Embora não seja uma parcela grande, isso contribui, pouco a pouco, para o aumento de seu valor de mercado, uma vez que a oferta diminui. Em 2019, a estimativa era de que cerca de 7 milhões de XRP já haviam sido destruídas.

Como o protocolo funciona na prática?

Muitas pessoas têm dúvida quanto ao funcionamento prático do ripple, ou seja, onde comprar e como fazer as negociações. Para compreender melhor, é necessário levar em conta que existe um processo de consenso por trás do protocolo — ou seja, a maneira como o algoritmo funciona.

Ele é aplicado em todos os nós que compõem a rede. Isso é feito em poucos segundos e garante a concordância da rede instantaneamente. O intuito é manter um registro da atividade e garantir maior segurança e desenvolvimento do protocolo.

Quando o protocolo é finalizado e o consenso é atingido, o Ledger (estrutura que representa o registro de uma transação realizada) é considerado como “fechado”. Assim que é concluído, ele mostra o estado atual da rede, validando o processo de consenso.

Ademais, a rede conta com diversos servidores que reúnem as transações que não foram validadas. Também é criada uma lista para que essas transações entrem no processo de validação conforme uma votação de todos os servidores que compõem a rede.

Quais as vantagens do ripple?

Como você viu, a utilização de uma rede de servidores permite que o ripple processe e valide pagamentos em poucos segundos, diferente do que acontece nas redes blockchain. Contudo, essa não é sua única vantagem.

Como o ripple não tenta substituir nenhum sistema de pagamentos existente, ele oferece uma grande versatilidade. Qualquer pessoa pode facilmente utilizar o sistema para comprar ou vender a moeda que desejar, em qualquer lugar que estiver.

Outro ponto positivo é sua baixa taxa de transação. Isso faz com que o preço normalmente se mantenha estável. Mesmo que aconteça um aumento temporário na demanda, o valor ainda é baixo comparado às cobranças de outras criptomoedas.

Ainda, a rede oferece tokens pré-extraídos. Dessa forma, não existe moeda a ser minerada, economizando tempo e dinheiro. Isso faz com que o protocolo seja mais sustentável do que as redes que necessitam de muita energia para validar transações, por exemplo.

E os riscos?

O principal risco da moeda do ripple está relaciono à sua volatilidade. Como não é regulada por um Governo, ela está diretamente sujeita à lei de oferta e procura no mercado. Com isso, a oscilação de preço pode ser imprevisível e intensa ao longo do tempo.

Outro risco que merece ser considerado, é que ela não é regulamentada no Brasil. Por isso, o investidor brasileiro que deseja se expor a esse criptoativo precisa ter cuidado em como fará isso. Afinal, as chances de ser vítima de fraudes se torna maior.

Como ter acesso ao ripple de maneira mais segura?

Se você tem interesse em se expor ao ripple precisa saber que existem formas menos arriscadas de se expor à sua moeda digital. Uma das maneiras mais seguras de ter acesso à XPR é por meio dos fundos de índice (ETFs) de criptomoedas.

Na bolsa de valores brasileira, a B3, existem diferentes fundos geridos pela Hashdex. Essa é uma empresa gestora de recursos com sede no Rio de Janeiro que tem o foco de suas atividades em ativos virtuais.

A partir dos fundos da Hashdex (como o HASH11), o investidor pode se expor ao mercado de criptoativos, inclusive ripple, com mais tranquilidade. Isso porque, diferentemente das exchanges (empresas responsáveis por mediar negociação direta de moedas virtuais), os fundos são regulamentados.

E, uma vez que os fundos devem seguir as normas do mercado financeiro brasileiro, é possível contar com maior segurança nesse processo. Com eles, você não corre risco de cair em golpes, por exemplo. Ademais, é possível ter melhor manejo de risco com a gestão profissional do fundo.

Caso queira investir por meio dos fundos, basta abrir uma conta em uma corretora de valores brasileira, como a Genial. Assim, você pode acessar o home broker e buscar pelo ticker do ETF que você deseja, emitindo sua ordem de compra.

Neste texto você entendeu o que é o ripple, como ele funciona, suas vantagens, riscos e como investir com mais segurança. Contudo, não deixe de considerar seu perfil investidor e objetivos financeiros antes de investir para alinhar as escolhas às suas estratégias!

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