No noticiário econômico, é comum se deparar com informações a respeito da Vale (VALE3) e sobre a movimentação de suas ações. Afinal, ela figura como uma das maiores empresas listadas na B3 (a bolsa de valores brasileira).

Nesse sentido, não é raro que o investidor de renda variável se interesse em adquirir os seus papéis. No entanto, para saber se esse é um investimento que faz sentido para a sua carteira, você precisará conhecer mais a respeito da Vale.

Pensando nisso, nós, da Genial Investimentos, preparamos este conteúdo para ajudar você na sua jornada como investidor, apresentando informações a respeito da Vale e suas ações.

Aproveite!

Quem é a Vale?

Antes de investir em ações de uma empresa, é válido conhecer a sua origem e história. Assim, você poderá verificar como se deu a evolução da organização ao longo do tempo e se os princípios adotados por ela estão alinhados com os seus.

Veja abaixo um pouco da história da Vale!

Origem

Ainda que a Vale tenha surgido como uma estatal do Governo de Getúlio Vargas, em 1942, a sua história precede essa data. A sua origem se dá no ano de 1908, quando geólogos brasileiros encontraram volumosas jazidas de ferro na cidade de Itabira, em Minas Gerais (MG).

Três anos depois da descoberta, uma companhia inglesa conseguiu autorização para exploração de minério de ferro no local — a Itabira Iron Ore. Para que o minério não fosse integralmente exportado, foram criadas leis e decretos determinando uma série de restrições para a atividade.

Uma delas estabelecia que somente as empresas que transformassem parte de sua produção no Brasil poderiam exportar minério. O objetivo era fomentar a criação de uma indústria siderúrgica nacional, por meio da exploração mineral.

Em 1919, a Itabira Iron Ore propôs construir fábricas de aço e laminação, desde que pudesse exportar minério de ferro em abundância. O contrato com o Governo foi pactuado em 1920, mas encontrou resistência do Congresso Nacional — levando 8 anos para ser aprovado.

Ficou estabelecido que a Itabira só poderia começar a exportar minério de ferro quando entrasse em funcionamento a sua usina siderúrgica. Contudo, a companhia não conseguiu apoio financeiro para dar sequência aos empreendimentos previstos, deixando de cumprir o prazo contratual.

Assim, foi criada uma comissão para avaliar o caso. Com o agravamento do problema siderúrgico no país, o contrato com a Itabira foi revogado. Em 1939, foi fundada a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, que obteve o arrendamento das minas que eram da Itabira Iron Ore.

Já em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, as minas arrendadas foram transferidas para o Governo por meio do Decreto-Lei nº 4.352/42. Esse documento legal criou a Vale do Rio Doce S.A, que passou a deter os direitos sobre a exploração do minério na região.

Evolução

Após a sua fundação, a Vale do Rio Doce, começou a expandir a sua produção lentamente. Isso porque a demanda era reduzida e limitada às poucas siderúrgicas nacionais. Em 1962, a companhia fechou contratos de exportação de minério de ferro com 11 siderúrgicas japonesas.

Afinal, o Japão estava reconstruindo a sua infraestrutura no pós-guerra. O país oriental passou a demandar por volta de 5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro — o que dobrou a produção da Vale na ocasião.

Ainda em 1962, foi criada a Docenave para o transporte marítimo dessa produção. Após a inauguração do porto de Tubarão no município de Vitória, Espírito Santo, em 1966, a mineradora brasileira começou a expandir rapidamente.

Com isso, ela assumiu a liderança mundial na exportação de minério. Esse crescimento permitiu que a companhia investisse em infraestrutura, aumentando o número de jazidas, a quantidade e variedade de minérios explorados.

Além disso, a Vale construiu hidrelétricas para produzir parte da sua energia, bem como ferrovias para escoar a sua produção. Em 1989, a mineradora bateu o recorde mundial de extração de minério de ferro, com um total de 108 milhões de toneladas na época.

Nos anos de 1990, com o início das políticas de desestatização de empresas, a Vale foi privatizada durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso. A venda do controle acionário da Vale foi concretizada por um consórcio, liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional, em maio de 1997.

O valor do negócio alcançou US$ 3,3 bilhões. O dinheiro obtido foi usado para aquisição de diversas outras empresas, o que fez da Vale uma das maiores companhias do mundo, conquistando importância em diversos países — principalmente na China.

Quais as principais atividades exercidas pela Vale no Brasil e no mundo?

Em 2022, a Vale operava em 14 estados brasileiros, possuindo mais de 120 mil empregados próprios e terceirizados. No Brasil, as suas ações são consideradas blue chips — papéis com alto valor de mercado. Isso costuma atrair muitos investidores, o que aumenta a sua liquidez.

Já no cenário global, a Vale está presente em mais de 20 países e figura como a segunda maior mineradora em valor de mercado. Ela fica atrás apenas da gigante BHP Billiton, uma mineradora e petrolífera anglo-australiana multinacional.

Confira cada atividade que a Vale exerce no Brasil e no mundo!

Mineração

A Vale é considerada a maior produtora mundial de minério de ferro, pelotas e níquel, atuando também com outros segmentos minerais. Os seus produtos são essenciais para a vida moderna, sendo usados em casas, prédios, veículos, aviões, celulares, moedas e muitos outros itens.

Logística

Para escoar a sua produção, a empresa conta com uma extensa rede de logística que integra minas, ferrovias, navios e portos. São cerca de 2 mil quilômetros de malha ferroviária no Brasil, portos e terminais em operação nos 5 continentes, além de diversos navios de grande porte.

Energia

No segmento da energia, a Vale possui ativos de geração própria, participação em consórcios de usinas hidrelétricas e em empresas do setor. A sua capacidade instalada é de 2324 MW, sendo 1750 MW no Brasil, 72 MW no Canadá e 502 MW na Indonésia.

Siderurgia

A participação da Vale no segmento da siderurgia se dá por meio de joint ventures. Ou seja, ela se une a empresas que exploram essa atividade, fornecendo os insumos necessários para a produção do aço. É o caso da parceria com a usina ThyssenKrupp e a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP).

O que é a VALE3?

Toda a empresa que abre o seu capital no mercado recebe um código de identificação para suas ações. Ele também é chamado de ticker, sendo composto de letras e números. As letras normalmente estão associadas ao nome da empresa. Já os números indicam o tipo de papel emitido.

Na B3, os principais números que você encontrará são:

  • final 3: ações ON;
  • final 4: ações PN;
  • final 5: ações PNA (preferenciais classe a);
  • final 6: ações PNB (preferenciais classe b);
  • final 11: ativos adquiridos em cotas ou cestas (units, fundos imobiliários ou de índice).

Nesse contexto, o ticker VALE3 corresponde ao código de negociação das ações ordinárias da Vale. A abertura de capital da empresa aconteceu no ano de 1968. Em 2007, a companhia mudou seu nome de “Vale do Rio Doce” para “Vale”, adotando uma nova identidade visual global.

Até o ano de 2017, além das ações ON, a companhia tinha ações PNA que eram negociadas sob o ticker VALE5. Contudo, para integrar o segmento de maior nível de governança corporativa (o Novo Mercado), a empresa converteu os seus papéis para ações ordinárias.

Portanto, atualmente, a Vale possui apenas ações ON em negociação na B3. Apesar disso, o titular dos papéis também recebe dividendos. Além de possuir ações na bolsa brasileira, a Vale tem ativos negociados em bolsas internacionais.

Na NYSE (New York Stock Exchange) — a bolsa de valores de Nova Iorque — o interessado consegue se expor às ações da Vale por meio do ticker VALE. Já na Latibex (a bolsa de valores de Madrid, Espanha), a negociação dos ativos relacionados à empresa se dá pelo código XVALO.

Qual é a composição acionária da Vale?

Como você viu, comprar ações ON permite que o investidor vote nas decisões importantes da companhia. Porém, o peso do voto será proporcional à quantidade de ações adquiridas. Nesse sentido, é pertinente entender a composição acionária da Vale e seus principais acionistas.

Em setembro de 2022, a companhia possuía 4.778.889.263 ações emitidas. Segundo o site relação com investidores (RI) da empresa, a sua composição acionária no período era:

É válido destacar que, além desses investidores, o Governo Federal também possui participação na empresa. Nesse caso, o Estado possui 12 golden shares (ações de ouro) da Vale. Esses são papéis preferenciais de classe especial, que preservam direito a veto em diversas questões da empresa.

A Vale paga dividendos?

Muitos investidores procuram no mercado acionário as companhias que pagam dividendos, para construção de uma carteira com foco em renda passiva. Se esse é o seu caso, vale saber que a Vale é uma das companhias que contam com amplo histórico de distribuição desse provento.

No entanto, é preciso destacar que o pagamento é feito somente quando a organização realiza lucros em um determinado período. Isso significa que podem existir ocasiões em que a distribuição é suspensa.

Nesse contexto, o fato de a Vale ter distribuído proventos no passado não significa que ela manterá o pagamento no futuro. Portanto, você precisa ficar atento aos resultados e anúncios da empresa para verificar se os papéis atendem aos seus objetivos.

Como foi o cenário enfrentado pela Vale nos últimos anos?

Embora a Vale tenha um amplo histórico de crescimento, o seu passado também conta com períodos de baixa. Confira os principais eventos que marcaram a história da empresa nos últimos anos:

Desastre em Mariana

Em 2015, uma das barragens com rejeitos da mineração da Samarco (controlada pela Vale) se rompeu a 35 km do município de Mariana/MG. Esse é considerado o maior desastre ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens desse tipo.

O volume total de rejeitos despejados foi de 62 milhões de metros cúbicos. A lama se espalhou pelos subdistritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo até alcançar o Rio Doce, que abastecia uma série de municípios mineiros. Ao todo foram 18 mortos e 1 desaparecido.

Os danos ambientais prejudicaram os ecossistemas do Rio Doce e ecossistemas marinhos, após a chegada da lama no mar ao norte do Estado do Espírito Santo. Na ocasião, a companhia fez uma caução socioambiental de R$ 1 bilhão.

Desastre em Brumadinho

Três anos após o desastre de Mariana, foi a vez do Município de Brumadinho/MG sofrer as consequências do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração. Controlada pela Vale, a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu lançando ondas gigantes de lama e rejeitos.

Estima-se que a velocidade das ondas chegou a 80 Km/h, atingindo trabalhadores que estavam na área administrativa da mina e parte da comunidade de Vila Ferteco. O número de mortos chegou a 270, além de 4 desaparecidos.

O rompimento da barragem lançou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente, impactando os rios, fauna e flora da região. A Vale chegou a perder R$ 71 bilhões de valor de mercado em um único dia devido à queda de suas ações na bolsa.

Os bloqueios judiciais e as multas aplicadas à empresa impactaram todo o setor de investimento em mineração no Brasil. A companhia chegou a fazer um acordo de mais de R$ 37 bilhões em indenização pelos danos causados, com vigência de 10 anos.

Covid-19

Outro momento que impactou negativamente as ações da Vale se deu durante a pandemia de covid-19, no início de 2020. A rápida transmissão da doença fez o mundo entrar em alerta. Muitos países passaram a adotar medidas restritivas e de isolamento social para conter a sua evolução.

As incertezas econômicas do período fizeram com que o mercado mundial fosse impactado com baixas generalizadas. A bolsa de valores brasileira, por exemplo, perdeu quase metade da sua pontuação, fazendo com que o preço das ações da Vale caísse rapidamente.

Na ocasião, a companhia criou projetos para contribuir com a luta contra o vírus. Os atos envolveram a doação de dinheiro, bem como a compra e distribuição de testes para a detecção da doença, máscaras, luvas e equipamentos para profissionais da saúde, entre outros.

Como estão as ações da Vale em 2022/2023?

Após conferir que a Vale já passou por períodos de alta e baixa no mercado, você pode estar curioso a respeito de como estarão as ações da companhia entre 2022 e 2023.

Considerando que as ações integram os investimentos de renda variável, não há como prever com exatidão as suas movimentações. Na verdade, a valorização ou desvalorização dos papéis dependem do aumento ou diminuição da oferta de compra e venda.

Em 2021, por exemplo, com a redução dos casos de covid-19 no mundo, muitos países voltaram a demandar commodities para retomar a atividade industrial e comercial. Assim, a Vale foi beneficiada, uma vez que o preço do minério de ferro ultrapassou US$ 260 por tonelada.

Contudo, ainda naquele ano, a cotação dessa commodity foi bruscamente impactada quando o Governo chinês anunciou medidas regulatórias para reduzir a produção do aço. Isso se deu em decorrência da crise imobiliária que o país enfrenta.

Essa notícia foi o bastante para o preço do minério cair abaixo de US$ 90 por tonelada. Como a China é a maior demandante de minério de ferro no mundo, as políticas adotadas no país podem determinar os rumos do preço dessa commodity.

A questão foi agravada com o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, em 2022, o que gerou novos temores no mercado. Caso essas questões sejam superadas em 2023, é aguardada uma mudança no cenário.

Como a Vale tem o minério de ferro como a sua principal fonte de renda, as variações macroeconômicas influenciam a cotação dos seus papéis.

Então, se você quer acompanhar as movimentações de preço das ações da Vale em tempo real, basta abrir uma conta na Genial. Assim, você terá acesso a um home broker ou plataforma trader com custo zero.

O que avaliar antes de investir em VALE3?

Se ao chegar até aqui você tiver interesse em investir em VALE3, é válido aprender o que avaliar antes de tomar uma decisão.

Confira abaixo!

Perfil e objetivos

Quem deseja investir em ações precisa atentar ao seu perfil de investidor e objetivos financeiros. Como você viu, o investimento em ações apresenta riscos que nem todos estão dispostos a correr — é o caso de quem prefere a renda fixa. Ao saber o seu perfil, você entenderá o seu nível de abertura aos riscos.

Por sua vez, ter objetivos definidos permitirá a seleção das alternativas que oferecem a possibilidade de atingi-los. Assim, a sua carteira será montada com investimentos que ajudarão a cumprir as suas metas financeiras.

Análise fundamentalista

Quem investe em ações visando o longo prazo costuma se valer da análise fundamentalista para tomar decisões. Ela consiste no estudo dos fundamentos de uma empresa, em busca de informações a respeito de sua saúde financeira. Diversos indicadores podem ser usados, como:

  • preço sobre o lucro (P/L);
  • preço sobre o valor patrimonial por ação (P/VPA);
  • lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda);
  • retorno sobre o patrimônio líquido (ROE);
  • retorno sobre o investimento (ROI);
  • dividend yield (DY);
  • dividend payout (DP);
  • e muitos outros.

Suporte profissional

Ainda que qualquer pessoa possa investir na bolsa de valores por conta própria, não há motivos para não contar com suporte profissional. Isso porque muitas corretoras de valores oferecem conteúdos e profissionais para auxiliar quem investe.

Por exemplo, nós, da Genial, disponibilizamos a Genial Analisa, uma plataforma criada para facilitar a jornada dos investidores. Nela, você pode acompanhar recomendações, análises, relatórios, vídeos, notícias e muito mais.

O que são ações?

Quem não possui muita afinidade com a renda variável e a bolsa de valores pode não conhecer o conceito de ações. No mercado financeiro, elas correspondem à menor parte negociável do capital social de uma empresa.

Quem compra ações é chamado de acionista e passa a integrar o quadro societário da companhia emissora dos papéis. Assim como os demais sócios, o titular dos ativos tem o direito de participar dos lucros do negócio, bem como dos riscos envolvidos.

Na B3, o investidor poderá encontrar ações de diferentes tipos e cada um deles garante uma vantagem ao seu titular. Veja só:

  • ordinárias (ON): garantem o direito a voto nas assembleias da companhia;
  • preferenciais (PN): asseguram a preferência no recebimento de dividendos;
  • units: são cestas compostas de ações ON e ações PN.

Nesse sentido, o investidor que tem o objetivo de participar da administração da empresa tende a se interessar pela aquisição de ações ON. Por outro lado, quem busca receber dividendos costuma comprar ações PN. Agora, quem investe em units assegura os benefícios de ambas.

Como as ações funcionam?

A companhia que deseja ter as suas ações listadas na B3 passa por um procedimento conhecido como IPO (initial public offering). Ele envolve o cumprimento de uma série de regras e medidas impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — o órgão fiscalizador do mercado financeiro nacional.

Nessa ocasião, o investidor tem a oportunidade de comprar as primeiras ações emitidas pela companhia. O dinheiro dessa negociação fica com a própria empresa, sendo geralmente usado para financiar os seus projetos e operações em busca de crescimento.

Finalizado o IPO, as ações adquiridas começam a ser negociadas no mercado secundário, entre o titular do papel e outro investidor. Como essas negociações não envolvem mais a empresa, eventuais ganhos ou prejuízos são realizados pelo vendedor do ativo.

Esse funcionamento permite que quem investe em ações possa lucrar com a compra e venda dos papéis. No entanto, os ganhos também podem ser obtidos com o recebimento de dividendos, juros sobre o capital próprio (JCP), aluguel dos ativos etc.

Conheça a Genial

Todo esse material é preparado por profissionais qualificados e com ampla expertise no mercado. Inclusive, é possível encontrar análises sobre blue chips como a VALE3, o que pode ampliar a sua visão a respeito da empresa e seus resultados.

Ou seja, você não precisa estudar ou investir sozinho. Assim, você poderá tomar as melhores decisões respeitando o seu perfil e objetivos financeiros.

Neste conteúdo, você aprendeu informações importantes sobre a Vale (VALE3). Com isso, você tem mais condições para decidir se investir nessa empresa faz sentido para a sua carteira. Contudo, não deixe de fazer uma análise fundamentalista e de contar com o apoio profissional da Genial Analisa.

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