O investimento em renda fixa pode ser bastante versátil, em especial por causa da existência dos títulos privados — inclusive, com alternativas emitidas por empresas. Entre as opções disponíveis, vale a pena conhecer quais são os tipos de debêntures disponíveis e como cada um funciona. 

A vantagem de haver mais de uma classificação para esses títulos é que é possível contemplar diferentes objetivos e interesses dos investidores. Assim, conhecendo cada opção, se torna mais fácil escolher os títulos mais adequados ao seu portfólio.  

Pensando nisso, nós, da Genial Investimentos, apresentaremos neste post 7 tipos de debêntures disponíveis no mercado. Confira! 

O que são debêntures? 

Quando uma empresa deseja crescer ou precisa cumprir certos compromissos financeiros, é comum buscar formas de levantar recursos. Muitas vezes, isso significa buscar uma linha de crédito junto a um banco ou instituição financeira. 

Porém, essa não é a única alternativa. Também é possível contar com as debêntures. Trata-se de títulos privados de renda fixa que são utilizados para a captação de recursos pelas empresas emissoras. 

Quem investe, por sua vez, fornece os valores necessários e, em contrapartida, recebe um retorno na data de vencimento do título, seguindo as condições de remuneração previamente acordadas. 

Como elas funcionam? 

Ao conhecer o conceito, é possível ter uma ideia sobre como funcionam as debêntures. Porém, o investidor pode ir além e conhecer outras características importantes.  

Na sequência, veja como funciona investir em debêntures ao conferir os principais pontos sobre elas! 

Rendimento 

Um dos benefícios das debêntures é que a forma como o retorno será calculado é previamente conhecida. Afinal, essa é uma característica comum dos investimentos em renda fixa.  

Nesse caso, existem 3 tipos de títulos, como acontece em outras opções dessa classe. Veja só: 

  • prefixados: são os títulos que rendem de acordo com uma taxa de juros fixa, definida antes do investimento; 
  • pós-fixados: têm retorno atrelado ao desempenho de um indicador, por exemplo, um percentual do certificado de depósitos interbancários (CDI); 
  • híbridos: rendem uma taxa de juros fixa mais a variação de um indicador previamente acordado — como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Tributação 

As regras sobre a tributação também variam conforme o tipo de debêntures, pois existem títulos isentos. Contudo, quando tributados, a incidência do Imposto de Renda acontece com uma alíquota progressiva, conforme o tempo de aplicação.  

Confira: 

  • até 180 dias: 22,5%; 
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%; 
  • acima de 720 dias: 15%. 

Liquidez 

Ao investir em debêntures, também é crucial considerar como funciona a liquidez, que trata da facilidade e velocidade para converter o investimento em dinheiro. Na prática, essa característica depende do momento de mercado e saúde financeira do emissor. 

Porém, é preciso ter atenção com o fato de que elas podem ter baixa liquidez. Assim, desfazer-se do investimento pode ser um pouco mais difícil, dependendo do tipo de debênture e das condições de mercado. Inclusive, o resgate antecipado no mercado secundário pode trazer perdas ao investidor.  

É por isso que o investimento não costuma ser utilizado para alocar uma reserva de emergência, por exemplo. Assim, pode ser mais interessante investir nesses títulos visando manter os valores aportados até a data de vencimento.  

Risco 

Já em relação à segurança, o risco do investimento varia com as características de cada debênture. O fato de o investimento ser de renda fixa garante alguma previsibilidade sobre o recebimento. Porém, é uma alternativa do crédito privado, o que envolve maiores riscos, especialmente o de crédito. 

Isso significa que há riscos de inadimplência caso o emissor não consiga realizar o pagamento. Além disso, a alternativa não é coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Portanto, em caso de problemas com o emissor, você pode ter dificuldades para receber.  

Por outro lado, algumas debêntures podem prever garantias, que dão uma segurança extra aos investidores. A garantia real, por exemplo, é composta por ativos da empresa. Já a garantia flutuante prevê o acesso a alguns bens, mas eles podem ser usados livremente pelo negócio. 

Já a garantia subordinada dá preferência de pagamento sobre os valores dos acionistas, enquanto a quirografária não oferece privilégios. Vale considerar essas características em cada título antes de decidir pelo investimento.  

Quais são os 7 tipos de debêntures disponíveis? 

Embora as debêntures tenham algumas características gerais, saiba que existem diversos tipos disponíveis no mercado brasileiro. Portanto, o ideal é conhecer quais são eles e como se diferenciam.  

Confira 7 tipos de debêntures que se destacam! 

1. Debêntures comuns 

Primeiro, vale conhecer a opção mais tradicional: a debênture comum. Ela funciona de acordo com as condições gerais que você já viu e prevê a cobrança de Imposto de Renda. Portanto, é um investimento de renda fixa tributável cujo rendimento pode ocorrer de três maneiras distintas. 

Elas estão entre as principais encontradas no mercado, justamente por não apresentarem condições específicas ou diferenciadas. 

2. Debêntures incentivadas 

Outro tipo importante para conhecer é a debênture incentivada. Ela recebe esse nome porque conta com o chamado incentivo fiscal. Sendo assim, sua mais relevante característica é o fato de ela ser isenta de Imposto de Renda. 

Normalmente, as emissoras são empresas de infraestrutura que recebem os incentivos do Governo devido à sua relevância para a população. Com a isenção de IR, os títulos ficam mais atrativos, o que poderia facilitar a captação de recursos.  

3. Debêntures conversíveis 

Já uma debênture conversível tem como principal característica uma possibilidade diferenciada em relação ao pagamento. Em vez de ser feito apenas em dinheiro, ele pode ser realizado parcial ou totalmente em ações.  

Portanto, o investidor tem a chance de obter participação societária na companhia emissora. Aqui, vale destacar que cada processo de conversão tem regras específicas, como o fator de conversão entre o valor do título e o preço de emissão das ações. 

Também é possível prever o total de ações que podem ser convertidas, o prazo e outros pontos importantes. Assim, vale considerar todas essas características antes de investir.  

4. Debêntures simples 

As debêntures simples são o oposto das conversíveis. Na prática, uma debênture simples é aquela que não pode ser convertida em ações. Portanto, o recebimento acontece na forma do pagamento da importância financeira correspondente. 

5. Debêntures permutáveis 

Também vale a pena conhecer as debêntures permutáveis. Elas são parecidas com as conversíveis, embora guardem algumas distinções. Nesse caso, elas permitem a conversão em ações, mas os papéis convertidos não são da empresa emissora, mas de outra empresa. 

Ou seja, é possível realizar uma permuta e, a partir da debênture de uma companhia, obter ações de outro negócio. Nesse caso, as condições são definidas na escritura de emissão do papel. 

6. Debêntures perpétuas 

Enquanto isso, as debêntures perpétuas recebem esse nome porque não têm um prazo exato de vencimento. Portanto, o empreendimento não precisa fazer a devolução completa do valor em um momento específico. 

Em vez disso, o investidor recebe uma remuneração contínua, de acordo com as condições definidas na emissão.  

7. Debêntures participativas 

Por fim, vale conhecer a debênture participativa. Nesse caso, o título oferece ao investidor uma participação nos lucros do negócio. Ou seja, o rendimento é pago pelo acesso a esse tipo de resultado da empresa, segundo as condições previstas na emissão. 

Em uma analogia, é como se fosse o pagamento de dividendos ou de juros sobre capital próprio, alternativas que estão disponíveis no investimento em ações. 

Como escolher uma debênture? 

Depois de conhecer os principais tipos de debêntures, é o momento de avaliar quais dessas aplicações podem fazer parte da sua carteira de investimentos — se fizerem sentido na sua estratégia de alocação.  

Para tanto, o processo de decisão deve ser baseado em critérios que vão além do tipo de recebimento ou da rentabilidade. A seguir, aprenda como escolher as debêntures e os tipos que podem ser mais adequados para o seu portfólio! 

Avalie seu perfil de investidor 

Antes de investir, é necessário identificar o seu perfil de investidor e, consequentemente, a sua tolerância ao risco.  

Apesar de fazerem parte da renda fixa, elas apresentam mais riscos que outros títulos de renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto, os certificados de depósito bancário (CDB) ou as letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA).  

Portanto, é preciso que você esteja disposto a lidar com esses riscos — seja você um investidor conservador ou uma pessoa de perfil moderado ou arrojado que esteja em busca de diversificação do portfólio. 

Conheça seus objetivos 

Se o seu perfil de investidor for adequado para as debêntures, é preciso pensar nos seus objetivos financeiros. Eles servem tanto para compreender se os títulos são adequados quanto para entender qual dos tipos de debêntures é o mais indicado para sua carteira. 

Para começar, é preciso pensar quais são os prazos dos seus objetivos. Debêntures, normalmente, têm prazos superiores a 5 anos e costumam ter baixa liquidez. Com isso, pode ser melhor se seus objetivos estiverem alinhados aos prazos do investimento. 

Em seguida, pense em quais são suas necessidades e seus interesses. Se o objetivo for obter uma renda passiva, debêntures perpétuas podem ser adequadas. Porém, se o foco é maximizar a rentabilidade líquida, as debêntures incentivadas podem estar mais alinhadas. 

Faça uma avaliação das empresas 

Como você esse é um investimento em empresa e há riscos envolvidos, é recomendado fazer uma análise fundamentalista, a qual indica o nível de saúde financeira do negócio. Apesar de ser mais conhecida no mercado de ações, ela pode favorecer a avaliação de debêntures.  

Como o investimento é de longo prazo, essa etapa ajuda a selecionar companhias promissoras e favorece o gerenciamento de risco. Outra dica é avaliar as condições financeiras da empresa, ainda que você não utilize os indicadores fundamentalistas.  

Assim, é possível analisar o risco de crédito para determinar se ele está alinhado ao seu perfil. Uma das formas de fazer essa análise é pela nota de rating do negócio. Ela é concedida por agências avaliadoras, que definem se o risco é especulativo (elevada chance de inadimplência) ou não. 

Verifique as condições de emissão 

Outra dica importante é conferir todas as questões referentes à emissão do título. É preciso ir além da rentabilidade, porque esse não é o único aspecto relevante de um investimento. 

Confira, por exemplo, condições para a conversão em ações, se for o caso. Também é crucial pensar em questões como o prazo e outras características que possam afetar seus resultados. A intenção é evitar surpresas após o investimento ter sido realizado. 

Como investir em debêntures? 

Após entender como avaliar as debêntures e escolher o título desejado, é necessário saber como realizar o investimento. Para ajudá-lo, separamos algumas informações que podem ser úteis na execução das etapas do processo.  

Acompanhe! 

Escolha a instituição financeira adequada 

O investimento em debêntures é feito por meio de uma instituição financeira. Portanto, é fundamental ter atenção ao escolher uma corretora de valores. Afinal, isso influenciará nas opções disponíveis para você investir.  

Com a Genial Investimentos, você terá acesso a uma plataforma de investimentos moderna e robusta, com diversos tipos de debêntures disponíveis. Além disso, contará com uma equipe de suporte para ajudá-lo a realizar esses e outros investimentos. 

Confira o investimento mínimo inicial 

Após criar a sua conta na corretora de valores, é o momento de acessar a plataforma e escolher o título. Ao analisar os dados, aproveite para conferir qual é o investimento mínimo. Com essa informação, você saberá se dispõe dos recursos necessários e como investir.  

Feito isso, é preciso disponibilizar os recursos para a compra, o que significa fazer uma transferência para sua conta na corretora. 

Emita a ordem de compra 

Caso as debêntures que sejam do seu interesse já estejam em circulação, você pode fazer a compra no mercado secundário. Porém, se a debênture ainda não estiver disponível, será preciso participar de uma oferta pública de distribuição.  

Em todos os casos, é fundamental conferir as informações no prospecto e contar com o auxílio da sua corretora. Assim, é possível receber suporte para esclarecer dúvidas e na intermediação da compra.  

Acompanhe a carteira 

Ainda que o resgate antecipado das debêntures não seja tão simples, é importante acompanhar a carteira. Essa é uma forma de compreender como tem sido o desempenho das aplicações e se os objetivos definidos foram alcançados. 

Dependendo do caso, você pode encontrar uma oportunidade de diversificação da carteira ou a chance de aproveitar outro tipo de debênture. Com uma avaliação consistente, sua tomada de decisão sobre a continuidade ou não do investimento será favorecida.  

Como você viu, além de conhecer os tipos de debêntures, é fundamental avaliar as características desses títulos e as suas necessidades. Assim, ficará mais fácil entender se os títulos são adequados à sua carteira e escolher as alternativas ideais.  

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