A poupança, “queridinha” dos brasileiros, já deixou de ser aquele alívio na carteira para quem necessita de uma renda extra. Com o passar dos anos, outros investimentos apareceram no mercado e se mostraram muito mais rentáveis e atrativos para o investidor mais conservador, que quer guardar um dinheiro para o futuro, sem chances de perder essa quantia.

Pois bem, se a poupança não é mais uma aplicação favorável, em qual investimento básico você poderia começar a migrar seu dinheiro?  Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), emitidos pelos bancos brasileiros, podem ser uma solução imediata para você que está insatisfeito com a rentabilidade da poupança. Vamos conhecer os principais pontos que diferem a poupança dos CDBs.

Segurança

Vamos ao primeiro ponto que talvez seja o principal fator que explica o sucesso da poupança, mesmo rendendo muito pouco: a segurança. Afinal, só a poupança garante que o seu dinheiro não vá evaporar? Não, pelo contrário. Há vários títulos de renda fixa que oferecem a mesma garantia da poupança, como os próprios CDBs.

O órgão que garante o seu dinheiro, nesses casos, é o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Tanto na poupança quanto nos CDBs o FGC cobre todos os investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Significa que a quantia que exceder esse valor não terá direito a recebimento, caso o banco emissor venha a quebrar.

O investidor que quiser aplicar mais na poupança ou no CDBs pode ter seu dinheiro coberto pelo FGC em até quatro bancos. Ou seja, é possível colocar R$ 250 mil em até quatro instituições emissoras, totalizando R$ 1 milhão, o máximo que o FGC permite cobrir. Então não se iluda: a mesma segurança que as pessoas acreditam que vão ter só com a poupança, elas têm com os CDBs.

Quanto rende a poupança?

O segundo ponto que mais levanta dúvidas é o de qual CDB pode ser mais rentável do que a poupança. Primeiramente, a poupança rende, basicamente, 70% do CDI, que tem uma variação e diferença de cerca de 0,2% da Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, hoje em 6,5%. No ano, isso rende nos patamares atuais, aproximadamente, 4,55%.

Essa rentabilidade é considerada baixa porque quando é comparada com a inflação, as porcentagens quase se equivalem. A meta para a inflação ao término de 2018 é de 4,50%. Isso significa que aplicar na poupança é quase a mesma coisa que deixar seu dinheiro parado na conta, visto que a inflação determina os preços e, portanto, o poder de compra dos indivíduos. Para um investimento ser considerado bom, é preciso, pelo menos, se descolar da inflação.

Quanto rende o CDB?

O CDB, por sua vez, para ser mais rentável do que a poupança precisa ter uma taxa de remuneração líquida (já descontando os impostos) de, aproximadamente, 85% do CDI, segundo o Tesouro Nacional. E essa porcentagem quase não é praticada no mercado. 

As corretoras e bancos menores tem trabalhado com CDBs de, pelo menos, 90% do CDI, justamente para ser um investimento mais vantajoso do que a poupança. Em alguns casos, há CDBs que chegam a 120% do CDI. Portanto, os ganhos com o CDB são comprovadamente maiores do que a aplicação na poupança.

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Quando eu posso retirar meu dinheiro?

Para casos emergenciais de retirada antecipada do dinheiro, entre o CDB e a poupança, qual vale mais a pena? Sobre a caderneta, há um certo mito sobre a liquidez diária. Na poupança, você consegue retirar o seu dinheiro na hora que você quiser. Certo. Mas há uma grande desvantagem: a rentabilidade da poupança é mensal e não diária, como as pessoas costumam confundir.

O dinheiro investido só é remunerado quando o depósito faz aniversário. Se você aplicou, por exemplo, em 1 de janeiro, e quiser ter o valor corrigido, só poderá resgatar em 1 de fevereiro. Antes disso, você resgatará apenas o que você investiu, sem render absolutamente nada.

Da mesma forma, se você aplicou em dia 1 de janeiro e resgatou em 25 de fevereiro, você só terá a remuneração de um mês – referente ao período entre 1 de janeiro e 1 de fevereiro. A rentabilidade só seria somada no segundo mês se o dinheiro tivesse ficado aplicado até 1 de março.

Uma regra importante da poupança para o investidor não se confundir é que depósitos feitos nos dias 29, 30 e 31 têm, de acordo com regulação do Banco Central, data de aniversário no dia 1º do mês seguinte.

Além disso você deve ter atenção em mais uma característica. Na data de aniversário de um depósito, a remuneração será sobre o menor saldo do período. Portanto, se você aplicar R$ 1000 reais no dia 1 e resgatar R$ 500 antes do próximo dia 10, apenas os 500 reais remanescentes produzirão rendimentos no próximo aniversário.

Os CDBs funcionam de forma mais simples. A maioria deles tem liquidez diária, podendo ser resgatados a qualquer momento. Diferente da liquidez mensal da poupança, os CDBs, em geral, remuneram proporcionalmente, não importa se você investiu em um dia e, no próximo, já resgatar. Certamente quando você resgatar, o valor será corrigido, mesmo que minimamente.

Há outros CDBs, no entanto, em que há um prazo de carência, usado para postergar esse resgate. A recomendação é que a rentabilidade será mais vantajosa e plenamente respeitada, segundo a contratação do produto, caso o investidor deixe a aplicação até a data de vencimento.

Quanto paga de imposto?

A grande vantagem da poupança é que não é cobrada nenhuma taxa e não há qualquer cobrança de tributo. Já o CDB, apesar de não ter nenhuma taxa de administração cobrada pelas corretoras, pode ter cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no caso específico de uma aplicação de menos de 30 dias. Passado disso, o IOF não é cobrado.

Mas o que não dá para fugir é do Imposto de Renda. Os CDBs têm a chamada tabela de tributação regressiva, que funciona da seguinte forma: quanto mais perto do vencimento, menor será a tributação e quanto mais longe, o IR será maior.  No entanto, já vimos anteriormente que, mesmo com a incidência de tributação do IR, os CDBs valem mais a pena do que a poupança.

Tabela de tributação regressiva: CDB ou Poupança?

Prazo                              IR (%)
Até 180 dias   22,5%
De 181 até 360 dias   20,0%
De 361 até 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15,0%

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