Muitas pessoas que acompanham o mercado chinês consideram que o país vem apresentando um desempenho considerável e pode demonstrar boas expectativas de crescimento nos próximos anos. Diante disso, é comum os investidores se perguntarem: vale a pena investir na China?

Se esse é o seu caso, saiba que entender o que torna o investimento interessante é o primeiro passo para obter uma resposta para essa pergunta. Além disso, você deve fazer uma avaliação individual para saber quais alternativas de investimentos permitem se expor à economia chinesa.

A seguir, você entenderá por que investir na China e como se expor a essa economia por meio de 3 investimentos disponíveis no mercado brasileiro. Confira!

Por que investir em ativos da China?

Antes de aprender como investir na China, vale saber por que o país asiático tem se mostrado atraente para os investidores. Para isso, é preciso conhecer algumas informações que trazem um panorama sobre a economia chinesa.

Com um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 14,72 trilhões em 2020, a China foi considerada a segunda maior economia do mundo, atrás somente dos Estados Unidos. É o que revela os dados apresentados pelo The World Bank — uma parceria global entre instituições financeiras.

Ademais, a meta do presidente chinês Xi Jinping é ultrapassar o país norte-americano e ocupar a primeira posição no ranking até 2035. Para tanto, o Governo chinês tem adotado estratégias para estimular a produção e o consumo de produtos e serviços chineses.

O desenvolvimento do mercado financeiro do país pode beneficiar os investidores que aportam em ações ou cotas de fundos, por exemplo. É nesse contexto que pode ser interessante estar atento às mudanças na China. Assim, é possível encontrar oportunidades no país e aproveitá-las.

Mas de que forma a China pretende superar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo, na prática? Descubra a seguir!

Mercado consumidor enorme

A China tem muitos habitantes e pode ser considerada um grande mercado a ser explorado. Isso porque o nível de consumo no país é baixo, diante do controle rígido do Governo sobre o comportamento dos chineses.

Porém, isso vem sendo alterado para impulsionar o consumo interno, contribuindo com avanço da economia. Logo, há um potencial de crescimento do poder de compra por parte dos consumidores, o que pode contribuir para o crescimento econômico no futuro.

Foco em inovação e tecnologia

Outro fator importante que tem alavancado o crescimento da economia chinesa são os investimentos em tecnologia. Isso porque a inovação permite criar soluções que ajudam a melhorar a rotina das empresas e o estilo de vida da população.

Como as soluções tecnológicas são procuradas em todo o mundo, a China poderá ampliar a sua participação no comércio internacional. Desse modo, o país teria mais chances de ter sucesso em seus planos e se tornar a maior economia mundial.

Aumento da participação de investidores

Apesar de apresentar restrições a investidores estrangeiros, a China vem implementando novas regras para facilitar o acesso deles ao seu mercado financeiro. Isso pode ter um efeito positivo sobre o seu crescimento econômico. Afinal, esses investimentos são contabilizados no valor do PIB.

Outra razão para atrair os investidores estrangeiros é que o investimento em ações pode ajudar a expandir a capacidade produtiva das empresas, por exemplo. Dessa forma, elas podem contratar mais funcionários, elevando o nível de emprego no país.

Consequentemente, com um maior poder de compra, os chineses tendem a consumir mais. Então o comportamento da população poderia impulsionar o crescimento da economia local. Isso torna o investimento estrangeiro fundamental para o país.

O que saber antes de começar a investir na China?

Você já viu os principais motivos que justificam o aumento do interesse dos investidores no mercado chinês: seu destaque mundial e potencial de crescimento. Entretanto, antes de expor o seu patrimônio a essa economia, é importante fazer uma avaliação individual sobre essa possibilidade.

Assim, você pode identificar se o investimento é adequado para a sua carteira. A seguir, veja o que considerar antes de começar a investir na China para tomar uma decisão embasada!

Perfil de investidor

O primeiro passo para saber se vale a pena investir na China é analisar o seu perfil de investidor. Essa classificação pode ajudar você a entender melhor quais são as suas expectativas em relação aos investimentos e quais riscos você está disposto a enfrentar para alcançar os seus objetivos.

Portanto, o perfil serve como um guia na tomada de decisão sobre investimentos, tornando-se indispensável na hora de montar a sua carteira. Você pode descobrir qual é o seu perfil por meio de um questionário aplicado pela instituição financeira usada em seus investimentos.

Em relação ao perfil, é importante destacar que aqui serão apresentados investimentos negociados na bolsa de valores. Logo, eles pertencem à classe de renda variável e apresentam mais riscos — o que faz com que costumem ser mais apropriados para investidores de perfil moderado ou arrojado.

Objetivo financeiro

Além do perfil, é essencial avaliar seus objetivos financeiros. Isso porque, dependendo dos seus planos, alguns investimentos serão mais adequados do que outros. Afinal, eles têm características diferentes em relação a prazos, potencial de rendimentos, riscos, etc.

Para facilitar o entendimento, vale conferir um exemplo. Suponha que você deseja construir um patrimônio para alcançar a sua independência financeira. Considerando esse objetivo, especialmente no longo prazo, é possível que você decida priorizar a rentabilidade ao escolher os investimentos.

Afinal, a busca por rentabilidades mais altas traz a possibilidade de retornos maiores, contribuindo com o alcance das suas metas. Nesse cenário, algumas alternativas viáveis seriam as ações e os fundos de investimento de renda variável.

Essa classe apresenta maiores potenciais de ganhos, ligados à valorização no preço dos ativos e das cotas. Além disso, há ativos, como as ações, que pagam proventos aos investidores. O exemplo mais comum são os dividendos, que são parte dos lucros auferidos pelas empresas.

Estratégia de investimento

Outro critério que você deve considerar antes de começar a investir em qualquer alternativa disponível no mercado chinês é a sua estratégia de investimento. Com ela, é possível saber onde e quando investir o seu dinheiro.

Entre as principais estratégias, está o buy and hold que, em português, significa comprar e segurar. Como o próprio nome indica, a ideia é identificar oportunidades no mercado para adquirir os ativos e mantê-los em sua carteira por um prazo maior, enquanto eles oferecerem boas perspectivas de resultados.

Ou seja, trata-se de uma metodologia de investimento de longo prazo, que pode ser utilizada para a construção de patrimônio. Ela pode ajudar investidores a encontrar empresas chinesas com potencial de crescimento visando ganhos expressivos no futuro, por exemplo.

Como investir na China do Brasil?

Se você ficou interessado em investir na China, é importante aprender como fazer isso. Nesse sentido, há duas possibilidades. A primeira seria investir diretamente nas alternativas disponíveis na bolsa chinesa. Para tanto você deveria abrir conta em uma corretora local.

No entanto, como vimos, a China ainda tem restrições a investidores estrangeiros. Logo, certas instituições financeiras negam o cadastro de investidores não residentes no país. Assim, para investir direto na China, é preciso encontrar empresas que aprovem a abertura de contas por brasileiros.

Ainda, há a burocracia ligada ao serviço de câmbio do banco. Como a negociação seria feita naquele país, você precisaria comprar moedas chinesas que seriam transferidas para a conta no exterior. Esse procedimento é indispensável para começar a investir de maneira direta.

Considerando a burocracia e os custos, vale a pena conhecer outras oportunidades para investir na China — de preferência, sem sair do Brasil. Isso porque existem alternativas disponíveis no mercado nacional que permitem o investimento indireto nesse mercado.

Para aproveitá-las, basta ter uma conta em uma corretora de valores brasileira — como a Genial Investimentos. Então você terá acesso a diversas oportunidades, nacionais e internacionais, que podem ajudar a alcançar os seus objetivos.

Quais as 3 alternativas para investir na China via mercado brasileiro?

Até aqui, você entendeu mais sobre os investimentos na China e aprendeu que há a possibilidade de fazer esses aportes sem sair do Brasil. Agora, é o momento de conhecer 3 alternativas que possibilitam essa exposição indireta ao mercado chinês.

Veja as oportunidades a seguir!

1. ETF

ETF é a sigla para exchange traded fund e, em tradução livre, significa fundo negociado em bolsa. Como os demais fundos de investimentos, trata-se de um veículo financeiro coletivo. Porém, o seu portfólio replica a carteira teórica de um índice do mercado para acompanhar os seus resultados.

Logo, o ETF pode ser composto por todos os tipos de investimentos, seja do mercado tradicional ou alternativo. Ou seja, na bolsa de valores brasileira, a B3, é possível encontrar fundos que acompanham índices relacionados às ações, títulos de renda fixa e até aos principais criptoativos.

Além disso, os ETFs oferecem aos investidores a possibilidade de investimento com exposição à economia de diversos países. Esse é o caso do XINA11, um ETF acompanha o índice MSCI China e reúne as ações das maiores empresas listadas nas bolsas chinesas.

Dessa forma, pode-se dizer que o XINA11 é uma maneira de investir na China, sem precisar sair do Brasil. Algumas companhias que podem estar presentes no fundo são: Tencent Holdings, Alibaba Group e Meituan Dianping.

Entretanto, é importante destacar que a carteira teórica é revisada trimestralmente. Portanto, a composição do índice pode ser modificada para acompanhar as mudanças no mercado chinês. Se isso acontecer, o portfólio do ETF atrelado a ele também é alterado.

2. BDR

BDR, ou brazilian depositary receipts, é um certificado de depósito de valores mobiliários emitido no Brasil, mas com lastro em investimentos internacionais. Logo, ele permite aos investidores ter acesso à China via mercado brasileiro, de forma indireta.

Para entender melhor o que é BDR, é preciso conhecer o seu funcionamento. Ele começa com uma instituição depositária que compra os ativos — por exemplo, as ações de companhias chinesas ou os títulos de dívida do país.

Em seguida, a instituição emite um certificado BDR lastreado ao ativo no exterior. Depois disso, o certificado é disponibilizado para negociações na bolsa de valores brasileira.

Entretanto, é importante ressaltar que, ao comprar cotas do BDR, o investidor não se torna sócio de uma empresa, por exemplo. Isso acontece porque a custódia do ativo original não estará em seu nome e, sim, da instituição depositária.

Mas é possível se expor ao ativo e lucrar com a possível valorização dele. Ademais, quem investe em BDRs pode receber dividendos, caso o ativo original distribua. Porém, tenha em mente que há a cobrança de Imposto de Renda sobre os ganhos vindos do exterior.

Na prática, é possível encontrar diversos BDRs de empresas chinesas na bolsa brasileira. Por exemplo, a Alibaba (BABA34), Baidu (BIDU34) e Petrochin (PTCH34). Para conhecer outras alternativas, você pode conferir a lista completa no site da B3.

3. Fundo internacional

O fundo internacional é mais uma opção para quem deseja investir na China via mercado brasileiro. Assim como o ETF, ele é uma forma de investimento coletivo. Entretanto, nele o gestor pode montar o portfólio com maior liberdade em busca de uma rentabilidade que supere o benchmark.

Geralmente, o risco associado ao retorno de fundos internacionais é mais alto. Por isso, eles estão disponíveis somente para o investidor qualificado. O termo refere-se à pessoa física ou jurídica que tenha investido ao menos R$ 1 milhão no mercado financeiro.

Também é considerado investidor qualificado aquele que possui certificação profissional emitida pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Vale ressaltar que o fundo internacional não está disponível na B3 e, sim, nas plataformas das corretoras de valores. O GENIAL SCHRODER CHINA FIA IE está entre as possibilidades disponíveis na plataforma da Genial Investimentos com exposição ao mercado chinês.

Esse veículo é composto em sua maioria por investimentos relacionados ao mercado acionário da China — como ações, BDRs, ETFs e cotas de outros fundos. Em relação à administração, ela é feita pelo Banco BNP Paribas.

Neste conteúdo, você entendeu por que pode valer a pena investir na China. Para aproveitar a oportunidade, é possível avaliar essas 3 alternativas no mercado brasileiro que permitem a exposição internacional. Assim, você terá mais informações para analisar se o investimento faz sentido para a sua carteira!

Quer começar a investir na China? Abra a sua conta conosco e venha ser Genial!

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