Sumário

Em tempos de globalização financeira, aplicar dinheiro fora do país é algo que interessa cada vez mais gente. Se antes o processo era extremamente burocrático e restrito a um grupo privilegiado, hoje existem modalidades de investimentos no exterior muito mais simples e acessíveis.

Ainda que você não seja especialista em finanças e não possua um CNPJ, já é possível dar seus primeiros passos no mercado global de capitais sem grandes dificuldades. Para isso, você precisará da ajuda de uma instituição financeira confiável e de informação de qualidade para guiá-lo nessa missão.

Existem diversas maneiras de investir fora do país, entre elas, os BDRs. O termo, em inglês Brazilian Depositary Receipts, diz respeito a contratos que representam ações emitidas por empresas estrangeiras, mas que podem ser negociadas aqui no Brasil, em moeda local e, portanto, com menos taxas e burocracias.

Pela facilidade que apresenta, o investimento em BDRs é ideal para investidores iniciantes que almejam expandir a carteira para além dos ativos nacionais. Por isso, é o tema central deste e-book, em que você vai ler sobre

  • Como e por que investir fora do país;
  • O que são e como funcionam os BDRs;
  • Vale a pena investir em BDRs?


Boa leitura!

Aprenda a investir no exterior

Como e por que investir no exterior?

O que são e como funcionam os BDRs  

Vale a pena investir em BDRs?

Dicas para investir em BDRs

Conclusão 

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Como e por que investir no exterior?

Até pouco tempo, investir no exterior era considerado um sonho distante para muitos pequenos investidores. Além de custoso, o procedimento era repleto de exigências e acabava restrito a pessoas com experiência em transações internacionais. No entanto, com a diversificação das alternativas - entre elas, os BDRs - hoje praticamente qualquer pessoa pode investir seu dinheiro fora do país.

A seguir, listamos algumas das vantagens e maneiras possíveis de aplicar seu dinheiro em ativos estrangeiros.

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O que são e como funcionam os BDRs

Previdência
P
rivada

Como declarar o

Imposto
de Renda 2019

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são certificados que representam ações emitidas por empresas de outros países, mas negociados em moeda local no pregão da B3.

Vale destacar que ao adquirir BDRs o investidor não compra diretamente ações da empresa no exterior, mas investe em títulos representativos desses papéis. Como já destacamos, desde outubro de 2020, esse investimento foi liberado também para pessoas físicas. A flexibilização da regra trouxe a oportunidade de comprar inclusive ativos de empresas brasileiras que detêm capital aberto fora do país.

Para um BDR ser negociado na Bolsa de Valores brasileira, a instituição (banco ou corretora) precisa fazer a compra das ações da empresa no exterior.

Na sequência, ela registra o ativo no programa de distribuição de BDRs na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, somente a partir desse momento, poderá emitir os recibos.

É também papel da corretora ou do banco cumprir as exigências específicas regulatórias que se relacionam à emissão de BDRs e divulgar as informações exigidas pela CVM sobre a empresa.

Finalmente, as BDRs representam um mercado bastante amplo e contam com diversos investimentos. Há especificidades entre eles e podemos dividi-los em BDRs patrocinados e não patrocinados. 

Vale a pena investir em BDRs?

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Contrato de Índice Futuro

Diante de todas as características e propriedades apresentadas em relação aos BDRs, é comum a dúvida: vale ou não a pena investir nesse ativo? Para responder a essa questão, há diferentes pontos a serem analisados.

Como todo investimento, os BDRs apresentam vantagens e desvantagens. Em cada ativo pode haver também maior ou menor grau de risco, e é necessário também ter ciência dos cenários possíveis e suas consequências.

Para tirar suas próprias conclusões, sintetizamos neste capítulo as principais vantagens, desvantagens e os riscos de investir nesta modalidade de aplicação financeira.

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Dicas para investir em BDRs

Assim como a maior parte das aplicações financeiras negociadas no Brasil, os BDRs são vendidos na B3, a Bolsa de Valores nacional. Dessa forma, para investir nesse ativo é preciso procurar um banco ou uma corretora de valores regularizada na CVM.

E como em qualquer outra aplicação financeira, quem tem interesse em aplicar em BDRs precisa acompanhar de perto o mercado para estar mais bem informado e obter bons resultados com os investimentos.

Sem dúvidas esse é um dos momentos mais importantes de todo o processo. É fundamental saber qual ativo comprar e a quantidade ideal. Como não há uma regra fixa sobre como isso deve ser feito, vai depender do seu perfil de investidor e dos objetivos almejados.

Por fim, é possível escolher a quantidade de BDRs a ser comprada por conta própria ou por meio de um método de análise. Entre as mais adotadas do mercado financeiro estão a análise técnica, que considera os movimentos e dados do mercado em relação à empresa, e a fundamentalista, que utiliza um estudo mais detalhado da empresa com o objetivo de levantar projeções sobre o futuro de seus ativos. 

Passo a passo para declarar as contribuições feitas no plano VGBL:

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Conclusão

O BDR é uma das melhores alternativas para quem deseja investir no exterior e diversificar a carteira de investimentos. Além disso, esse ativo apresenta diversos benefícios. Muitos deles estão relacionados  à diversificação da carteira e à praticidade.

Por outro lado, é necessário tomar alguns cuidados para  fazer uma escolha segura. Verifique qual é o seu perfil de investidor e o grau de tolerância ao risco. Ademais, estude bem os papéis (muitos apresentam informações em língua inglesa) para garantir a melhor escolha.

Investir com cautela e segurança é uma das melhores táticas para aplicar em BDRs. Por ser um ativo de renda variável é comum a rentabilidade oscilar bastante, o que, por outro lado, atrai perfis de investidores dispostos a arriscar mais por mais rentabilidade.

Seguindo as dicas que apresentamos neste guia você vai poder desfrutar da melhor forma dos benefícios dos BDRs e ter acesso às melhores oportunidades do mercado financeiro. Considerando as questões destacadas neste e-book, investir em BRDs pode sim valer a pena, desde que considerados os critérios acima.

Se você tem interesse em investir nessa modalidade de aplicação ou em conhecer outras opções adequadas ao seu perfil, conte conosco.


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Declaração de resgates ou rendas de PGBL e VGBL

Conclusão

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eBook online

Luciano Faustino

CMO da Genial Investimentos

CMO da Genial Investimentos

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BDRs:

A preocupação com questões relacionadas à sustentabilidade tem crescido no Brasil e no mundo – e já era tempo. Consequentemente, mais investidores e empresas têm se posicionado quanto a isso.  

Afinal, é muito importante buscar o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, promover boas práticas, limitando ao máximo o nosso impacto negativo no mundo, garantindo um bom futuro para as próximas gerações. Dado que o seu maior poder como investidor é o bolso, pense quais iniciativas está financiando.  

Os 
fundos que atendem às políticas ambientais, sociais e de governança apresentam alguns benefícios, e a demanda por eles tem aumentado no Brasil e em outras partes do mundo.   

No entanto é muito importante estar atento a alguns aspectos antes de investir, como, por exemplo, se a empresa ou o fundo adota as práticas ESG.  

Tomando os devidos cuidados, você ficará seguro e tranquilo de estar investindo seu dinheiro em prol de um propósito que vai agregar valor para a sociedade.   
 
Diante do discutido neste e-book, podemos dizer que o ESG é a nova realidade do mercado, portanto conhecer o termo assim como o universo que o acompanha é muito importante.

Esperamos que o conteúdo tenha sido útil para você.  

Conheça também os serviços da Genial Investimentos e veja como podemos ajudá-lo a investir o seu dinheiro com segurança.

Vale a pena investir fora do país?

Muitos investidores acreditam que as aplicações financeiras no mercado nacional são suficientes para diversificar o portfólio - e não há nada de errado com isso. Mas não podemos ignorar que investir em ativos internacionais abre um leque de possibilidades que atrai o interesse de muitos.

Hoje, na Bolsa brasileira, são negociadas ações de apenas 1% das empresas existentes no mercado global. Dessa maneira, quem opta por investir apenas localmente acaba tendo acesso a menos ativos.

Por isso, investir capital no exterior traz a vantagem de ampliar sua carteira para além das opções já disponíveis no Brasil e, assim, explorar outros mercados, moedas e Bolsas de Valores. Essa flexibilidade é bastante relevante, principalmente quando o desempenho dos mercados locais (incluindo renda fixa e renda variável) não vai bem.

Por outro lado, como ocorre em qualquer aplicação, os investimentos fora do país envolvem riscos consideráveis, sobretudo pelo fato de estarem atrelados à renda variável. Mas, como sempre, se feitos por meio de uma instituição confiável e após um estudo prévio das variáveis, a compra desses ativos tende a ser segura e bem-sucedida.

Vale ressaltar, porém, que questões econômicas interferem no resultado dos investimentos no exterior da mesma forma como acontece no Brasil. Logo, antes de tomar qualquer decisão, cabe avaliar fatores externos como política, economia, sociedade etc. 

Lembre-se sempre de que a melhor forma de se proteger das incertezas é apostar na diversificação dos ativos de sua carteira de investimentos.


O que você precisa saber antes de investir fora do Brasil

Custos e burocracia

Investir no exterior não é um bicho de sete cabeças, tampouco está restrito a um grupo de milionários. Atualmente o processo é muito mais simples, mas ainda envolve algumas questões burocráticas que podem, inclusive, gerar custos. Nesse sentido é fundamental avaliar o valor que você deseja mandar para fora e verificar se o movimento realmente compensa.


Imposto de Renda

Você talvez precise também dedicar mais tempo à declaração do Imposto de Renda. Pois todo brasileiro com mais de 100 mil dólares fora do Brasil deve obrigatoriamente informar à Receita Federal sobre esses bens na declaração correspondente.

Além disso, é preciso entregar, todos os anos, uma declaração específica de bens fora do país.


Modalidades de investimento no exterior

Como mencionamos, existem diferentes maneiras de aplicar fora do Brasil. E, antes de depositar seu capital em empresas estrangeiras, é importante conhecer bem cada uma delas para ter clareza sobre qual modalidade contempla melhor seu perfil de investidor.

Além dos BDRs, que detalharemos nos próximos capítulos, outras opções de investimento no mercado financeiro internacional são:


ETFs

Os Exchange Traded Funds (ETFs) também são conhecidos como fundos de ações. Por meio desse ativo é possível investir em ações estrangeiras no pregão da Bolsa de Valores brasileira.

Trata-se de um fundo de índice que procura replicar fielmente a carteira de um determinado indexador, ou seja, ele acompanha de perto o desempenho de um indicador específico.


COE

O Certificado de Operações Estruturadas, conhecido pela sigla COE, é um tipo de investimento que mescla elementos da renda fixa e da variável. 

O COE possui um funcionamento muito similar ao de LCI, LCA e CDB: quem investe em COE compra um título, logo, “empresta dinheiro” a uma instituição financeira. Parte desse título é destinada a investimentos de renda fixa e a outra permite que o investidor seja exposto a ativos atrelados à renda variável, como ações nacionais e estrangeiras, moedas, taxas de juros, commodities etc.

Esse tipo de investimento é bastante comum na Europa e nos Estados Unidos, onde é conhecido como Nota Estruturada. A grande vantagem do COE é sua modalidade Valor Nominal Protegido, que possibilita investir em ativos de grande rentabilidade sem maiores riscos, pois a maior parte dos rendimentos desse tipo de COE varia conforme uma cotação específica.

Nesses casos, se o valor de uma commodity cai, por exemplo, você recebe o dinheiro de volta, sem perdas. Por outro lado, se houver uma valorização acima do limite estabelecido pela instituição bancária, os rendimentos vão ser repassados de acordo com a porcentagem combinada.

Outra vantagem do COE é a tributação regressiva do Imposto de Renda, ou seja, quanto mais tempo o dinheiro é destinado a esse investimento, menores serão os tributos a serem pagos.

Ainda assim, há riscos. Investimentos em COE não são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), se o banco em que investiu   quebrar, não há garantia de reaver os valores aplicados. Mais uma vez destacamos a importância de optar por uma instituição bancária de sua confiança.

Outro ponto a ser considerado no COE:  cada aplicação possui prazo de resgate e liquidez diferentes e para garantir o retorno os recursos só podem ser sacados no vencimento.

Fundos de investimentos no exterior

Trata-se de uma das formas mais simples de fazer investimentos no exterior sem precisar enviar dinheiro para fora do Brasil. Há, inclusive, a possibilidade de o gestor aplicar dinheiro em ativos estrangeiros sem que você tenha percebido. Isso porque os fundos funcionam como se fosse uma cesta. Você aplica em um mesmo ativo e o gestor distribui o capital dos investidores em diversas aplicações financeiras.

Existem critérios variados para isso acontecer conforme os parâmetros definidos na política de investimento de cada fundo. Em suma, a grande vantagem desse ativo é a diversificação: um único fundo aplica dinheiro em vários ativos do mercado financeiro.

BDRs patrocinados

São aqueles em que a empresa emite as ações para participar do programa. Nessa situação há um forte interesse da companhia em ter presença no mercado nacional. São ainda subdivididos em três subcategorias conforme o volume de informações a serem oferecidas aos investidores.


Nível I

Não precisa ter o registro de companhia na CVM. Por isso, só podem ser negociados em mercados de balcão não organizados ou em segmentos específicos criados para papéis desse tipo.

A instituição depositária deve replicar no Brasil todos os dados que a empresa emissora foi obrigada a divulgar no país de origem. Isso pode incluir, por exemplo, convocações de assembleias, deliberações de acionistas etc.

Vale destacar também que as demonstrações financeiras não precisam ser convertidas para reais nem seguir as normas contábeis brasileiras.


Nível II e III

Eles são muito semelhantes. Em ambos os casos, a empresa emissora das ações no exterior precisa ter o registro na CVM. Além disso, podem ser negociados no pregão da Bolsa e por qualquer investidor.

Os emissores do título devem seguir as mesmas regras de transparência estabelecidas para as empresas registradas na CVM como categoria A. É o caso das empresas mais conhecidas no mercado, como Petrobras, Vale etc.

A principal diferença entre os dois tipos é que o II pode ser alvo de oferta pública com esforços restritos, e no III as ofertas públicas podem ser amplas, desde que tenham o registro na Comissão de Valores Mobiliários.


BDRs não patrocinados

Nesse tipo de ativo quem deve lançar os recibos no Brasil não é a empresa emissora, mas a instituição depositária. 

 Na maioria dos casos as próprias corretoras que oferecem os BDRs não patrocinados são responsáveis por informar os clientes a respeito dos dados, do balanço contábil e das demais informações relevantes.

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Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Vantagens dos BDRs

Como já ressaltamos, o primeiro aspecto positivo de investir em BDRs é a possibilidade de diversificar os investimentos, pois você aplica em ações disponíveis no mercado internacional. Dessa forma, fica menos dependente das opções de aplicações no mercado brasileiro.

Outra vantagem é a facilidade: BDRs são acessíveis a pessoas físicas e não exigem operações complexas de câmbio. Não é necessário ter contas de custódia no exterior nem transferir recursos para outro país.


Desvantagens e riscos do investimento

Assim como as ações, os BDRs são ativos de renda variável, por isso apresentam volatilidade, ou seja, não é possível prever qual será a rentabilidade da aplicação financeira.

Isso acontece pois as cotações variam conforme as condições mercadológicas, consequentemente aspectos econômicos, políticos e sociais podem contribuir para o desempenho do investimento. Antes de investir em BDRs tenha certeza de que seu perfil de risco tolera aplicações dessa natureza.

Além disso, para investir em BDRs é necessário dedicar um tempo específico para fazer o estudo dos papéis e das empresas nas quais está interessado em investir. Vale destacar que muitas dessas informações são encontradas apenas em inglês, questão que também deve ser considerada.

Por fim, mas não menos importante, para esse ativo há incidência do Imposto de Renda, 15% sobre o ganho obtido nas negociações. Se tiver distribuição de lucros pela empresa no país de origem, eles serão repassados aos investidores seguindo as regras de tributação de lucros específicas de cada país.