Macarena Onelink Baixe o App

As letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa emitidos por bancos. Eles têm se popularizado cada vez mais nos últimos anos. Apesar de parecerem com aplicações mais tradicionais, como os certificados de depósito bancário (CDB), há diferenças.

Há algum tempo, apenas grandes investidores podiam fazer essas aplicações. Contudo, hoje elas estão acessíveis aos investidores em geral.

Quer entender melhor como funcionam esses títulos e porque eles podem ser interessantes para você? Então continue a leitura!

O que são LCI e LCA?

Como você viu, esses títulos de renda fixa são emitidos por bancos. O intuito é captar recursos para financiar o setor imobiliário e o agronegócio. Nesse sentido, ambos funcionam como títulos de dívida.

Isso significa que o investidor empresta dinheiro para o banco desempenhar suas atividades. Em contrapartida, a instituição financeira fica obrigada a fazer o pagamento do valor emprestado — sendo acrescidos de juros como remuneração.

Um ponto que merece atenção, é que, apesar da popularidade, LCI e LCA nem sempre estão disponíveis. Isso porque sua emissão está condicionada ao financiamento de setores econômicos específicos gerando lastro para as aplicações. Quando a demanda por esse tipo de crédito é baixa, há poucas emissões.

Mas, como a oferta para títulos de renda fixa tem se ampliado muito nos últimos anos, não é comum deixar de encontrar alternativas de LCIs e LCAs no portfólio de corretoras.

Como funciona a rentabilidade desses títulos?

Agora que você compreende melhor o que são as LCIs e LCAs, vale a pena conferir como funciona a rentabilidade desses títulos. Assim, é importante notar que geralmente esse tipo de investimento apresenta três alternativas, sendo elas:

  • rentabilidade prefixada: rende a uma taxa fixa já determinada;
  • rentabilidade pós-fixada: segue a variação de um índice determinado. Geralmente, o CDI (Certificado de Depósito Bancário);
  • rentabilidade híbrida: apresenta uma taxa fixa e também segue um determinado índice, podendo ter produtos atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), um dos principais índices da inflação.

Quando comparadas às rentabilidades dos CDB, as remunerações das LCI e LCA podem parecer mais baixas. Apesar disso, é importante que o investidor leve em consideração que as letras de crédito não sofrem desconto de Imposto de Renda. Logo, a remuneração líquida delas pode ser maior.

Qual o investimento mínimo?

Depois de compreender o conceito e rentabilidade das LCIs e LCAs, é necessário levar em consideração como elas funcionam em relação ao investimento mínimo. Afinal, os títulos de renda fixa costumam limitar o valor a ser aplicado.

Nesse sentido, é comum que as letras de crédito exijam aportes iniciais maiores do que aplicações mais tradicionais, como os títulos públicos e os CDB. O investimento mínimo pode variar de alguns milhares a algumas dezenas de milhares de reais.

Em certos bancos, inclusive, o produto só é oferecido para clientes dos segmentos de alta renda. Entretanto, em corretoras de valores é possível acessar LCI e LCA com taxas de juros maiores e aportes iniciais mais acessíveis.

Em geral, os títulos de bancos são oferecidos diretamente por seus emissores ou distribuídos por suas próprias empresas de investimentos. Já as corretoras não estão ligadas a grandes instituições financeiras, oferecendo maiores e melhores condições de investir com pouco dinheiro.

Qual o prazo e liquidez desses títulos?

Os fatores envolvidos nos títulos de renda fixa podem ser muito variados entre os emissores. Isso acontece, por exemplo, com o aporte mínimo, taxas de juros, prazo e liquidez. Desse modo, é preciso ficar atento na sua avaliação.

Diferentemente de títulos públicos e CDBs de liquidez diária, as LCI e LCA normalmente não podem ser resgatadas a qualquer momento. Mesmo que o título apresente alta liquidez, isso costuma ser feito depois de um prazo de carência mínima (em grande parte das vezes ele é de 90 dias).

Além disso, muitas letras de crédito possibilitam o resgate apenas depois do prazo de vencimento. Nesse caso, o resgate antecipado pode ser feito vendendo o título no mercado secundário — mas o investidor está exposto a perdas.

Comparação com outros investimentos

Quando comparada apenas a liquidez de LCIs e LCAs com os CDB, pode haver certa vantagem em relação ao segundo modelo, já que a liquidez diária é comum. Ou seja, as aplicações podem ser resgatadas a qualquer momento com a rentabilidade prometida.

Já se a LCI e LCA forem comparadas com a poupança, é preciso ficar atento à liquidez. Embora a rentabilidade dessas letras de crédito seja geralmente maior, a liquidez mais baixa é um dos motivos pelos quais elas nem sempre servirem como substitutas da caderneta.

Por isso, se você tem dinheiro na caderneta e tem interesse em letras de crédito, é necessário levar em consideração alguns fatores. Por exemplo, se o investimento for de médio ou longo prazo, a ideia pode ser boa. Desde que você busque uma LCI ou LCA com um prazo que combine com a data em que você quer usar o dinheiro.

Já se o dinheiro da poupança tem objetivo de ser usado no curto prazo ou representa sua reserva de emergência, pode ser melhor não migrar para LCI e LCA. Títulos com liquidez diária podem ser mais adequados.

Para reservas de emergência e de curto prazo em geral, é comum que o dinheiro deixado na poupança seja destinado a aplicações de renda fixa um pouco mais conservadora. É o caso do Tesouro Selic ou de CDBs com liquidez diária.

Quais os riscos das LCIs e LCAs?

Como foi possível notar, as LCI e LCA podem funcionar para diversas situações, dependendo da estratégia do investidor. Contudo, para ter clareza sobre elas, é necessário avaliar também o risco que apresentam.

A respeito desse tema, podemos dizer que esses títulos são considerados aplicações conservadoras e de baixo risco. Apesar disso, como toda aplicação financeira, eles possuem alguns riscos que o investidor deve conhecer.

Confira alguns a seguir!

Liquidez

Você já conheceu o risco de liquidez. Como vimos, a liquidez das letras de crédito costuma ser menor que a de outras aplicações conservadoras, como CDB, poupança, Tesouro Selic e certos fundos de renda fixa.

Portanto, é necessário refletir a respeito de qual o intuito do resgate do investimento. Ao se certificar de que só precisará do dinheiro na época do vencimento, você se expõe menos à possibilidade de perdas antes do prazo.

Risco de crédito

Além da liquidez, também é necessário levar em consideração que há o risco de crédito. Apesar de baixo, ele não deve ser ignorado. Ao investir em LCI e LCA, o investidor fica exposto ao risco do banco emissor, assim como acontece com a caderneta de poupança e os CDB.

Ou seja, quanto mais sólida a instituição financeira emissora do papel, menor o risco. Contudo, também é menor a expectativa de remuneração. Afinal, instituições menores e de maior risco tendem a oferecer taxas mais altas.

Para se sentir mais seguro, vale saber que as letras de crédito contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ele é uma entidade privada sem fins lucrativos cujo objetivo é ajudar a manter a saúde do Sistema Financeiro Nacional.

Portanto, caso o banco emissor da letra de crédito quebre, o FGC garante aos investidores pessoas físicas até 250 mil reais, incluindo-se aí o principal e a rentabilidade devida. É importante notar, no entanto, que o limite é por CPF e por banco, e não por aplicação.

Uma pessoa que tenha mais do que esse valor em títulos em uma mesma instituição só terá direito ao ressarcimento dos 250 mil reais de limite. Acima desse valor, o investidor está de fato completamente exposto ao risco da instituição financeira, sem direito a garantias.

Por isso, o ideal é não concentrar mais do que a quantia garantida em uma mesma instituição. Caso o faça, pode ser mais seguro optar por um emissor com sólida saúde financeira e baixa probabilidade de calote.

Fique atento, ainda, ao limite global. Mesmo que diversifique os seus recursos por várias instituições, o FGC tem um teto de cobertura de um milhão de reais a cada 4 anos, somando-se as aplicações garantidas em todas as instituições financeiras.

Como funcionam as taxas e Imposto de Renda desse investimento?

Agora que você já sabe o que são as LCI e LCA, como funcionam e quais seus riscos, é necessário analisar de que maneira a tributação incide sobre esses investimentos. Nesse sentido, elas apresentam vantagens, pois não sofrem a incidência de taxas, sendo isentas de Imposto de Renda.

A isenção de impostos está vinculada ao objetivo o Governo de incentivar as atividades agrícolas e imobiliárias no Brasil. Dessa forma, por meio desse benefício, os investimentos podem se tornar mais vantajosos para os investidores.

Esse é um dos principais atrativos desses investimentos. Ainda, vale lembrar que as LCAs são isentas de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas os investimentos inferiores a 30 dias em LCI sofrem incidência desse imposto.

Entretanto, como as LCI costumam não permitir resgates em prazo tão curto, o IOF nem sempre é uma preocupação, apenas quando o investidor deseje vender no mercado secundário num prazo anterior a 30 dias. Vale saber, ainda, que a isenção não se aplica a pessoas jurídicas. Apenas investidores pessoa física podem contar com o benefício.

Quais as vantagens e desvantagens da LCI e LCA?

Você acabou de ver que a isenção de taxas e tributação de IR é uma das vantagens em alocar seu capital em LCI ou LCA. Além disso, também foi possível notar o fator da proteção do FGC, que traz maior tranquilidade — principalmente para investidores conservadores.

Contudo, existem outras vantagens que merecem atenção, assim como as desvantagens. Confira a seguir!

Vantagens

Uma das principais vantagens da LCA e LCI, além das citadas, está na rentabilidade. Muitas vezes é possível encontrar taxas de juros mais altas do que outras aplicações de renda fixa. Em períodos de juros baixos, essas letras de crédito podem ser uma alternativa ainda mais interessante.

Desvantagens

Apesar dos pontos positivos, também é importante notar certas desvantagens. A primeira delas diz respeito à baixa liquidez. Como vimos, esses títulos podem não ser indicados para objetivos que têm a necessidade de retirada do dinheiro em prazos inferiores a 90 dias.

Além disso, é importante entender que nem sempre esse é um investimento acessível a todos. Muitas vezes o valor da aplicação mínima pode ser alto para a realidade de determinados investidores.

O que considerar antes de investir em LCI e LCA?

Por fim, depois de entender as principais informações sobre esses títulos de renda fixa, é hora de analisar o que levar em consideração antes de alocar seu dinheiro. O primeiro ponto fundamental é considerar seu perfil investidor.

É comum que as LCIs e LCAs sejam procuradas principalmente por investidores conservadores, que não toleram altos riscos na hora de alocar seu capital. Mas elas também pode, compor parte da carteira de investidores mais moderados.

Além do perfil, também é necessário considerar os objetivos financeiros. Lembre-se de que o dinheiro é uma ferramenta, ou seja, é necessário pensar para qual finalidade ele será utilizado. E em que prazo você precisará dele de volta.

Uma vez que esses títulos costumam apresentar período de carência antes do resgate, ou permitir o resgate apenas no vencimento, é preciso avaliar seus objetivos de acordo com o prazo. Assim, fica mais fácil organizar as escolhas.

Lembre-se, ainda, de avaliar com cuidado o potencial de rentabilidade líquida. Apesar de não haver cobrança de Imposto de Renda, é necessário comparar opções para saber se, de fato, esse aspecto torna determinada LCI ou LCA mais vantajosa do que outros investimentos que tenham tributação.

Agora você sabe que as LCI e LCA são títulos de renda fixa com isenção de IR. Como foi possível notar ao longo do texto, elas podem ser alternativas interessantes dentro de determinados contextos. Portanto, tenha em mente seu perfil, objetivos e analise com cautela antes de investir.

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