Muitas pessoas, por desinformação, têm receio de começar a investir. Outras nem pensam em iniciar essa jornada por achar que trata-se de algo inalcançável, especialmente por não ter muito dinheiro disponível. Porém, o mercado oferece boas opções aos investidores que não contam com um grande patrimônio.

Você está interessado em saber quais são os melhores investimentos com esse perfil?  Neste artigo abordaremos algumas opções disponíveis no mercado e como funciona cada uma delas. Além disso explicaremos se vale a pena investir em ações com pouco dinheiro disponível. Vamos lá?

Quais são os melhores investimentos para quem tem pouco dinheiro?

A segurança é extremamente importante para o pequeno investidor que está iniciando. Muitos dispõem somente daquilo que têm como reserva de emergência, guardada para ser utilizada em casos de potenciais acidentes, problemas de saúde ou perda de emprego.

Pessoas com esse perfil devem priorizar a segurança e a liquidez na escolha dos investimentos. É uma forma de se proteger contra perdas de capital e ter acesso aos recursos no momento em que desejarem. Conheça abaixo algumas modalidades adequadas a esse perfil de investidor:

Tesouro Selic

Trata-se de um investimento muito seguro de renda fixa. Nesse produto, você empresta o seu capital ao governo por um tempo determinado e posteriormente recebe o que emprestou mais os juros acordados. A Selic é a taxa de juros básica da economia e, atualmente, o índice está em 6,5% ao ano. No Tesouro Selic, a rentabilidade acompanha a variação desse indicador.

Esse investimento apresenta várias vantagens para quem não tem muitos recursos. Primeiramente, pelo fato de ser possível começar a investir com apenas R$ 30. Além disso, o Tesouro Direto oferece baixo risco protegendo o investidor contra oscilações econômicas. Isso porque quando a inflação sobe, o governo aumenta a taxa de juros com o objetivo de desaquecer a economia e tornar o crédito mais caro. Portanto, nos momentos de alta da inflação, a Selic sobe e, consequentemente, a rentabilidade do título aumenta.

Outro ponto positivo é a liquidez, ou seja, a possibilidade de transformar o título em dinheiro. O Tesouro Selic é um título público no qual o investidor consegue vender antes do prazo de vencimento sem correr riscos de perder dinheiro.

Fundos DI

Os fundos referenciados de renda fixa DI, ou somente fundos DI, como são chamados naturalmente, têm rentabilidade que acompanham a variação do CDI, taxa de juros que acompanha de muito perto à Selic. São aplicações indicadas às pessoas que contam com pouco dinheiro para investir e preferem confiar os seus investimentos a um gestor, papel desempenhado por meio de uma instituição financeira.

Os fundos DI não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas como qualquer modalidade de aplicação conservadora, apresentam baixo risco.  Vale ficar de olho nas taxas de administração (o ideal que é não ultrapassem 0,5%), pois elas podem comprometer a rentabilidade do investimento.

CDB

No Certificado de Depósito Bancário (CDB), o investidor empresta o capital a um banco e recebe de volta os juros depois de um certo período. As condições de rentabilidade, prazo de vencimento, liquidez e risco variam de acordo com cada tipo de aplicação.

Esse tipo de ativo também é uma ótima opção para os iniciantes. Recomenda-se optar por investimentos de liquidez diária e oferecidos por instituições sólidas e reconhecidas. Dessa maneira você poderá fazer o resgate da aplicação sempre quando for necessário.

Outro ponto positivo é que o investimento conta com a garantia do FGC. Isso quer dizer que a instituição cobre todas as aplicações de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Portanto, se o banco emissor quebrar, você terá o direito de receber o valor que investiu desde que não ultrapasse o valor máximo.

Por que fugir da poupança?

Devido à sua baixa rentabilidade, a tradicional caderneta de poupança está longe de ser a melhor opção de investimento. Atualmente, os rendimentos da aplicação estão limitados a 70% da Selic, mais taxa referencial (TR). A TR não pode ser negativa, porém fica zerada quando as taxas de juros estão mais baixas. Nesse cenário, a poupança rende, no máximo, 4,55% no acumulado do ano.

Vale lembrar ainda que a rentabilidade da poupança é estabelecida por lei e não há garantias de que ela necessariamente reponha a inflação.  Realmente é muito pouco, concorda? As pessoas que investem na caderneta não fazem o seu dinheiro render e podem até perder poder de compra, especialmente nos períodos em que a inflação está acima da poupança.

Além disso, os ganhos da poupança se acumulam somente a cada 30 dias, ou seja, caso o investidor faça o resgate da aplicação antes do primeiro aniversário, não terá nenhum rendimento.

Vale a pena investir em ações?

O investimento em ações da Bolsa de Valores pode apresentar elevadas rentabilidades, inclusive superando os investimentos de renda fixa, no entanto, trata-se de um mercado muito volátil e de risco mais elevado.

Em termos gerais,  as aplicações de renda variável não são as mais indicadas para os investidores que têm pouco dinheiro. Isso porque, especialmente quando não se tem conhecimento razoável de mercado, a pessoa pode perder um capital que poderá fazer falta futuramente.

Além disso, para otimizar ganhos, é desejável investir em vários papéis de diferentes empresas e de setores diferentes com o intuito de proteger  o capital contra grandes perdas. Se o investidor dispuser de poucos recursos e ainda está começando a trilhar o caminho no mercado de investimentos, aplicar em ações não é o mais recomendado.

Em suma, mesmo com pouco capital é possível começar a investir e conseguir boas rentabilidades. Aplicações financeiras como o Tesouro Direto são seguras e proporcionam ganhos superiores em relação à caderneta de poupança. Vale muito a pena avaliar essas alternativas e verificar qual é o investimento que mais atende às suas necessidades.

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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