Saber como fazer um bom planejamento financeiro pessoal é indispensável, tanto para você viver de forma mais tranquila e equilibrada quanto para investir e conquistar sonhos. Porém, a verdade é que diversas pessoas têm dificuldades em realizar essa tarefa.

Muitas não sabem quanto recebem exatamente ou gastam por mês, por exemplo. No final, essas são situações que acabam prejudicando a gestão e a organização financeira. Afinal, não há clareza sobre as quantias que compõem o orçamento doméstico.

Por esse motivo, nós, da Genial, decidimos fazer este post. Ao longo dele, você verá 9 dicas essenciais para colocar em prática na hora de fazer um planejamento financeiro eficiente!

Vamos lá?

1. Saiba exatamente a sua renda mensal

Em primeiro lugar, é fundamental que você conheça, com clareza e precisão, a sua renda mensal. Para esse propósito, verifique o seu holerite ou os seus extratos bancários. É importante que você veja qual o montante líquido que recebe — isto é, após descontos de impostos e contribuições.

Assim, você descobrirá quanto recebe por mês, de modo a se organizar e se planejar para utilizar esse capital com sabedoria.

Essa etapa é relevante porque muitas pessoas, em especial aquelas que trabalham com carteira assinada, consideram como renda mensal o salário que foi acordado na contratação. Porém, há tributos que reduzem essa quantia, como o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Por exemplo, uma pessoa que trabalha sob regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e tem um salário de R$ 4.000, na verdade, recebe de maneira líquida R$ 3.442,37 — descontando outros ganhos ou descontos adicionais e aplicando as alíquotas de INSS e IR vigentes em 2023.

Logo, essa pessoa não pode considerar como renda mensal R$ 4.000. Ainda, caso você tenha outras fontes de renda além do salário, como o recebimento de um aluguel, considere-as para saber de quanto você dispõe todo mês.

2. Anote todos os seus gastos

Após saber quanto dinheiro entra na sua conta todo mês, é relevante compreender o valor que sai dela. Portanto, registre todos os seus gastos, desde contas fixas, como água, energia e internet, até gastos com transporte, alimentação, educação e lazer.

Essa medida o ajudará a entender para onde os seus recursos estão sendo destinados e se você está gastando mais do que deveria.

Por fim, caso você tenha dívidas, anote-as e procure quitá-las quanto antes. Dessa forma, é possível evitar que parte do seu orçamento mensal esteja sempre comprometido com débitos.

Saiba Mais: Planilha de Gastos Mensais e Investimentos (Download Grátis)

3. Tenha controle das suas finanças pessoais

Ligado aos dois tópicos anteriores, é fundamental que, a partir das suas receitas e despesas, você tenha um controle adequado das suas finanças pessoais. Existem diferentes possibilidades para implementar essa tarefa na sua rotina.

Uma delas é anotar de forma física todas as entradas e saídas do seu orçamento mensal. Outras opções incluem utilizar uma planilha de controle financeiro pessoal ou baixar um aplicativo em seu smartphone que funcione para esse propósito.

Independentemente da sua escolha, você deve anotar todas as suas movimentações financeiras mensais para ter um controle melhor sobre elas. Ao registrá-las, você consegue visualizar de maneira mais fácil e clara como está gerenciando os seus recursos e fazer um diagnóstico.

Será que você está administrando bem o dinheiro que recebe ou faltam recursos no final do mês? Se as saídas forem maiores que as entradas ou se o capital que você recebe praticamente não sobrar no final do mês, é sinal de que você precisa rever suas escolhas e o uso do seu dinheiro.

Tenha em mente que a sua renda mensal deve ser suficiente para arcar com suas despesas e gastos. O ideal, ainda, é que ela tenha sobras. Para ajudar no controle financeiro, existem algumas orientações que você deve considerar.

Veja quais são elas:

PrimeiroSegundoTerceiro
organize suas finanças pessoais em categorias;defina quanto você gastará em cada área;invista na sua educação financeira.

Quanto mais você ler e aprender sobre finanças pessoais, mais preparado estará para lidar com elas. Como consequência, é provável que a conta feche no final do mês e você não tenha problemas com seu dinheiro.

4. Tenha cuidado com o uso do cartão de crédito

Outra questão para a qual você deve dar atenção a respeito de como fazer um planejamento financeiro eficiente refere-se ao uso do cartão de crédito no seu dia a dia. Caso você não tenha atenção a esse gasto, há riscos de acumular dívidas cujos juros costumam ser bastante elevados.

Portanto, se você tem um cartão de crédito, utilize-o com responsabilidade, com atenção aos parcelamentos, e procure pagar o valor da fatura sempre em dia. Assim, é possível evitar problemas financeiros que podem prejudicar o seu planejamento e o seu orçamento.

5. Adeque seu padrão de vida ao seu orçamento financeiro

Ao seguir as dicas apresentadas até aqui, você conseguirá ter uma noção muito mais clara sobre o seu orçamento financeiro. Essa informação é de grande relevância, pois ela servirá como base para a adequação do seu padrão de vida.

Muitas pessoas vivem além de suas possibilidades, o que acaba gerando dívidas e dificuldades monetárias. Porém, se você deseja ter uma vida financeira mais saudável e equilibrada, é preciso fazer diferente.

Se o seu orçamento não permite certos luxos, não tem por que se endividar por causa deles. Então seja realista, estabeleça limites para os seus gastos e viva de acordo com o dinheiro que dispõe no momento, combinado?

6. Defina seus objetivos financeiros

Seguindo as orientações anteriores, já é possível melhorar consideravelmente o seu planejamento financeiro. Contudo, o trabalho ainda não está finalizado. Na sequência, é essencial que você defina seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.

Por que você deseja gerenciar melhor os seus recursos? Responder a essa questão a ajudará a ter uma ideia dos resultados esperados ao investir. Por exemplo, é possível ter foco em comprar um imóvel, viajar, se aposentar etc.

É de grande importância estabelecer metas, pois elas ajudam a direcionar suas ações e escolhas financeiras. Ademais, elas contribuem para você se manter focado e motivado no que deseja alcançar.

Às vezes, você pode ser influenciado por suas emoções e querer gastar o seu dinheiro com um produto que não precisa. Porém, tendo objetivos definidos, a tendência é que você pense melhor diante dessas situações e reduza gastos precipitados e desnecessários.

7. Comece a poupar e a economizar

Além de estabelecer suas metas financeiras, é fundamental que você comece a poupar e a economizar para gerenciar o seu dinheiro com mais sabedoria. Como você viu, fazer um planejamento financeiro passa, principalmente, por administrar seus recursos de maneira adequada.

Então, além de saber quanto entra e quanto sai da sua conta, é relevante separar uma parte do seu capital para poupar. Ainda, é de grande valia que você analise o seu orçamento para verificar se não há áreas em que pode economizar.

Por exemplo, em vez de sair todo fim de semana, você pode sair a cada 15 dias. Ou, ainda, em vez de ter um plano de internet muito caro, verifique se não há uma opção mais acessível. Você não precisa fazer cortes em todas as áreas. Às vezes, reduções e trocas simples já ajudam a economizar.

É preciso ter em mente que pequenas mudanças podem proporcionar um bom alívio ao seu orçamento e fazer com que sobre dinheiro no final do mês. Agora, se mesmo com essas medidas ainda for difícil poupar todo mês, outro caminho é aumentar as suas receitas.

Para essa finalidade, você pode buscar maneiras de fazer renda extra, considerando as diversas possibilidades do mercado.

Saiba Mais:

8. Crie sua reserva de emergência

A partir do momento em que você começar a economizar, você terá dinheiro sobrando na sua conta todo o mês. Sendo assim, procure utilizar esse capital excedente (ou pelo menos parte dele) para criar a sua reserva de emergência.

Na prática, ela é essencial para qualquer pessoa. Com esse dinheiro, você consegue lidar com mais facilidade em caso de emergências e situações imprevistas, como problemas de saúde ou a perda de um emprego.

Ao ter essa reserva à disposição, você ficará muito mais tranquilo e seguro. Isso porque o seu planejamento financeiro não será tão afetado por questões como essas. Para criar essa reserva, você deve juntar uma quantia equivalente a, pelo menos, seis meses do seu custo de vida mensal.

Então, se suas despesas mensais somam R$ 3.000, a sua reserva de emergência deve ser de, no mínimo, R$ 18.000. Essa reserva, inclusive, pode ser uma de suas metas, caso ainda não tenha um montante destinado a emergências e imprevistos.

Saiba Mais: Reserva de emergência: o que é, qual sua importância e como ter uma

9. Comece a fazer o seu dinheiro trabalhar para você (invista!)

Até aqui, você aprendeu a como fazer um bom planejamento financeiro e também a criar uma reserva de emergência. Porém, além de saber como administrar o seu capital corretamente e a se preparar para imprevistos, é essencial pensar em como fazer o seu dinheiro render.

Assim, ele poderá crescer e contribuir para a realização de diferentes objetivos que você tem. Para tanto, é interessante que você comece a investir. Em vez de deixar seu dinheiro guardado em um cofrinho ou debaixo do colchão, destine-o ao mercado financeiro.

Dessa forma, o seu capital poderá aumentar com o passar do tempo. Existem muitas opções para você investir — algumas mais seguras, outras mais arriscadas. Por esse motivo, se você deseja fazer o seu dinheiro trabalhar para você, é necessário dar atenção a alguns pontos específicos.

Descubra quais são!

1º Perfil de investidor

Em primeiro lugar, você deve conhecer o seu perfil de investidor, que indica o seu nível de tolerância a riscos ao investir. Por meio dele, você poderá tomar decisões mais adequadas e alinhadas ao selecionar alternativas para o seu portfólio.

2º Objetivos financeiros

Além do perfil de investidor, você deve levar em conta os seus objetivos. São eles que ajudam a guiar suas escolhas no mercado financeiro. Alguns investimentos são mais indicados para metas de curto prazo, enquanto outros funcionam melhor para o médio e longo prazo. Logo, você deve ter atenção a essa questão ao investir.

3º Conhecimento sobre as alternativas disponíveis no mercado

Outro aspecto crucial para você investir e fazer o seu dinheiro render é conhecer as alternativas disponíveis no mercado financeiro e suas principais características, como:

  • rentabilidade;
  • liquidez;
  • riscos;
  • prazos;
  • custos com taxas e impostos.

No geral, há duas classes de investimentos. A primeira é a renda fixa, que é mais segura e previsível por suas condições de retorno serem conhecidas previamente. Já a renda variável oferece mais riscos por não ter garantias, mas tem maior potencial de ganhos.

Para quem está começando a investir e busca segurança, a renda fixa costuma ser mais atrativa. Alguns exemplos de investimentos comuns nesse momento são:

Como há muitas informações e possibilidades, é imprescindível que você estude bastante sobre o tema, seja por meio de cursos, vídeos, artigos ou outros materiais. Se você quiser ter mais praticidade, pode contar com o suporte de terceiros para investir, como o de um assessor de investimentos.

4º Frequência dos aportes

Por fim, outro elemento indispensável para fazer investimentos refere-se à frequência dos aportes. Investir deve ser um hábito e não uma atividade que você realiza apenas uma vez ou outra.

Agora que você já sabe como fazer um planejamento financeiro eficiente, se organize para investir regularmente — de preferência, todo mês. Com o passar do tempo, o seu dinheiro tende a crescer, deixando-o cada vez mais próximo de realizar suas metas e objetivos.

Inclusive, esse hábito pode ajudá-lo a conquistar a sua liberdade e independência financeira — o que é o sonho de muitos, não é mesmo? No geral, a constância e a disciplina são fatores-chave para bons resultados no mercado financeiro, então o ideal é valorizá-las.

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Dica bônus: Revise seu Planejamento Financeiro de Tempos em Tempos

Ao seguir as 9 dicas apresentadas até aqui, você conseguirá não apenas realizar um bom planejamento financeiro, como poderá investir o seu dinheiro e fazê-lo trabalhar para você. Agora, é válido ressaltar que o planejamento financeiro não é fixo.

Assim como os investimentos, você não deve fazê-lo uma vez e acreditar que o trabalho está feito. Com o passar do tempo, as suas receitas, despesas e necessidades mudarão. Isso faz sentido, já que momentos de vida diferentes têm características distintas, concorda?

Por esse motivo, é essencial que você revise o seu planejamento financeiro periodicamente. Dessa forma, é possível mantê-lo adequado, atualizado e eficiente.

Saber como fazer um planejamento financeiro é crucial para qualquer pessoa. Afinal, ele ajuda no controle de gastos, a alcançar diferentes metas e a lidar com imprevistos. E ao colocar em prática as 9 dicas apresentadas neste artigo, você aumentará as suas chances de ter sucesso nessa tarefa.

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