Letra de Câmbio (LC) é um tipo de título de renda fixa privada emitido por sociedades de crédito, investimento e financiamento, popularmente conhecidas como financeiras. Ao contrário do que o nome pode sugerir, portanto, as LC não são investimentos de renda variável e não têm nada a ver com operações envolvendo moeda estrangeira.

A Letra de Câmbio é da “família” dos CDB, LCI e LCA, títulos emitidos por bancos e cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a mesma garantia da caderneta de poupança. Pela forma como funcionam e pelo baixo risco, podem ser apelidadas de “os CDB das financeiras”.

Como funciona uma Letra de Câmbio (LC)

Assim como os bancos emitem CDB, as financeiras emitem LC para captarem recursos junto a investidores e financiar suas atividades. Ou seja, quem compra uma Letra de Câmbio está emprestando dinheiro para a financeira emprestar para outras pessoas e empresas. Em troca, o investidor que adquiriu a LC recebe uma remuneração.

As Letras de Câmbio precisam ter lastro. Isto é, a financeira precisa ter empréstimos e financiamentos atrelados à LC que sirvam como garantia para o papel. Ou, em outras palavras, o valor captado deve corresponder ao valor emprestado pela financeira.

Rentabilidade

As Letras de Câmbio costumam pagar um pouco mais que os CDB de mesmo prazo. As financeiras normalmente têm maior dificuldade de captação de recursos que os bancos, mesmo os de médio porte, o que as obriga a oferecer remunerações maiores para atrair investidores.

A maioria das LC é pós-fixada, com remuneração expressa na forma de um percentual da taxa DI. Geralmente, as LC pós-fixadas pagam 100% do CDI ou mais.

A taxa DI, ou simplesmente CDI, é a taxa de juros das operações interbancárias, que segue de perto a Selic e é usada como referência para a remuneração da renda fixa. Saiba mais sobre a taxa DI e sua correlação com a Selic, a taxa básica de juros.

Pode haver também LC prefixadas, que pagam uma taxa acordada no ato do investimento, sem correção por qualquer indexador. Por exemplo, 10% ao ano, 12% ao ano, 8% ao ano, e assim por diante.

Finalmente, a rentabilidade da Letra de Câmbio pode também ser atrelada à inflação, expressa na forma de uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA.

Prazo e liquidez (facilidade de resgate)

Existem Letras de Câmbio de curto, médio e longo prazo, de 90 dias a mais de cinco anos. Para investir nesses papéis é recomendado casar a data de vencimento com a data em que se pretende usar os recursos. Isso porque as LC não podem ser resgatadas antes do vencimento.

Se o investidor precisar reaver os recursos investidos antes do vencimento, deverá vender a Letra de Câmbio no mercado secundário a outro investidor interessado. Nesse caso, a rentabilidade pode ser diferente da remuneração contratada. Esta só é garantida para quem leva o papel até o fim do prazo.

Investimento mínimo

O investimento mínimo em Letra de Câmbio também costuma variar bastante, mas em geral essa aplicação é bastante acessível à pessoa física.

Assim como ocorre com outros títulos de renda fixa privada, é comum que a remuneração seja maior para quem tem mais recursos para investir. Porém, com alguns poucos milhares de reais já é possível comprar uma Letra de Câmbio que pague 100% do CDI ou mais.

Riscos

As Letras de Câmbio têm risco de liquidez, uma vez que devem ser levadas até o vencimento. Vendas antecipadas podem sacrificar os rendimentos.

Em função disso, esses títulos não devem ser utilizados para objetivos como a reserva de emergência, que exigem investimentos que possam ser facilmente resgatados a qualquer momento, sem perda de rentabilidade.

Para essa finalidade, é mais aconselhável aplicar em CDB, títulos públicos Tesouro Selic (LFT) ou em fundos de renda fixa conservadora.

Quanto ao risco de crédito, o investidor está exposto ao risco de calote da financeira que emitiu a LC. Isso faz com que as LC sejam, em tese, mais arriscadas que os títulos emitidos por bancos, como CDB, LCI e LCA.

É que as financeiras são instituições de pequeno e médio porte, cuja atuação é concentrada em setores econômicos específicos, como financiamento de veículos, empréstimo consignado, financiamento de maquinário, entre outros.

Elas costumam fazer empréstimos apenas para determinados tipos de clientes, ficando muito expostas aos riscos específicos dos nichos em que atuam.

Entretanto, a garantia do FGC mitiga esse risco e na prática iguala as LC aos CDB e à caderneta de poupança para quem não for investir acima do limite garantido.

O FGC cobre os investimentos em LC e em outras aplicações garantidas até um limite de 250 mil reais por CPF, por instituição financeira, e até um limite global de um milhão de reais somando-se todas as instituições financeiras. Entenda o funcionamento do FGC.

Assim, respeitado os limites de cobertura, as LC são tão seguras quanto a poupança e os CDB. Em caso de quebra da financeira que emitiu o papel, o investidor é ressarcido pelo fundo.

Taxas e Imposto de Renda

Não há cobrança de taxas para o investimento em Letra de Câmbio. Quanto aos impostos, são válidas as mesmas regras dos CDB. Os rendimentos sofrem a cobrança de imposto de renda na fonte, de acordo com a tabela regressiva válida para as aplicações financeiras:

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Investimentos de prazo inferior a 30 dias também sofrem cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os rendimentos. O desconto de IOF segue a seguinte tabela regressiva:

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