Os ativos do metaverso chamam a atenção dos investidores que se interessam por essa nova tecnologia. No entanto, o investimento direto em criptoativos ainda não é regulamentado no Brasil. Com isso, há quem tenha receio de explorar esse mercado.

Felizmente, existem meios de investir no setor cripto de forma regulada, e um deles é o ETF META11. Esse veículo permite ao investidor se expor a ativos de cultura digital e tecnologia blockchain via bolsa de valores brasileira (B3).

Quer saber mais sobre ele? Então continue a leitura e conheça as principais características do META11!

O que é o metaverso?

Antes de saber como funciona o META11, vale a pena conhecer o metaverso. Esse conceito surgiu pela primeira vez há mais de 30 anos em um livro chamado “Snow Crash”, de Neal Stephenson. Na obra, é descrito um universo paralelo onde pessoas reais tinham vivência no mundo virtual.

Assim, os indivíduos poderiam realizar atividades comuns do dia a dia em sociedade, como trabalhar, negociar, estudar, se relacionar etc. Dessa maneira, a concepção do metaverso pode ser explicada como um ecossistema virtual alternativo.

Apesar de o livro ter contado uma história fictícia, a ideia de metaverso hoje acontece da mesma forma. Os usuários desse mundo paralelo podem negociar ativos, como terrenos virtuais, obras de arte, conteúdos de mídia e até mesmo vestuário para ser utilizado nesse ambiente digital.

Isso é possível por meio dos tokens não fungíveis (NFTs), que são ativos únicos e exclusivos. Além disso, o usuário pode participar de cursos, shows, viagens, jogos e outras tarefas triviais no metaverso.

Uma curiosidade interessante é que, no metaverso, o usuário pode ter a aparência e a identidade que desejar, mudando apenas as configurações.

Para ingressar no ambiente é necessário utilizar dispositivos eletrônicos conectados à internet, como smartphones, computadores e óculos de realidade aumentada. Além disso, o conceito de Metaverso pode também estar relacionado à criptomoedas, que são moedas digitais com valor agregado e que alimentam o ecossistema.

Desse modo, o metaverso se torna um mundo com diversas funcionalidades e oportunidades para os investidores. Cada localização do metaverso pode aceitar uma criptomoeda diferente. No caso da rede ethereum, por exemplo, há o ether como ativo de negociação.

Vale saber que as transações ocorrem de forma segura por meio de uma tecnologia chamada blockchain. Esse sistema de autenticação funciona como um grande livro-razão virtual, descentralizado, imutável e incorruptível.

O que é um ETF?

Agora que você já sabe o que é o metaverso, é interessante compreender o funcionamento de um ETF — sigla para exchange traded fund. Também chamado fundo de índice, esse veículo financeiro é um tipo de fundo de investimento.

Por essa razão, o ETF funciona como uma espécie de condomínio de investimentos que capta recursos de investidores para fazer suas alocações. Ao comprar uma cota de um ETF, você se torna cotista desse fundo.

As alocações são realizadas pelo gestor profissional de acordo com a política de investimentos descrita na lâmina do fundo. No caso dos ETFs, a estratégia é replicar a carteira teórica de um índice de referência do mercado.

Assim, o gestor aloca os recursos do fundo nos mesmos investimentos e em proporções semelhantes às do indicador. Com isso, o objetivo de um ETF é obter resultados muito próximos ao índice de referência utilizado.

Os fundos de índice apresentam gestão passiva, já que o gestor não precisa gerenciar os riscos e não pretende superar o desempenho do indicador. Além disso, é importante saber que os fundos, de modo geral, cobram taxas que permitem o seu funcionamento.

O que é o META11?

Entendendo o metaverso e o fundo de índice, é o momento de descobrir o que é o META11. Ele é o código de identificação do ETF Hashdex Crypto Metaverse FI. O fundo foi listado e passou a ser negociado na B3 a partir de 03 de junho de 2022.

O META11 espelha a carteira teórica do índice CF Digital Culture Composite Index. Assim, ele investe em cultura digital e tecnologia blockchain, em dólares americanos. Esse ETF tem exposição a diversos segmentos do metaverso, de forma segura e regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ademais, os ativos são mantidos em empresas custodiantes institucionais e em carteiras digitais não conectadas à internet. Desse modo, os investimentos do META11 são protegidos contra os ataques de hackers, além de apresentarem seguro contra roubo e perda.

Quais são as características desse ETF?

Para melhor compreensão do META11, é importante entender as suas particularidades. Por esse motivo, você deve conhecer as principais informações sobre esse ETF.

A seguir, confira as características do META11!

Índice de referência

Como você viu, um ETF segue um índice de referência — e o do META11 é o CF Digital Culture Index. Esse indicador foi desenvolvido pela Benchmarks Ltd. com objetivo de acompanhar a evolução dos ativos de cultura digital presentes no metaverso.

Desse modo, em sua carteira teórica estão criptoativos de jogos, tokens sociais, metaversos abertos e estruturas que permitem o funcionamento deles, como plataformas de contratos inteligentes.

Os ativos que compõem o indicador são definidos trimestralmente, considerando requisitos como liquidez, segurança e representatividade de mercado. O peso de cada ativo na carteira é determinado pelo seu valor de mercado, sendo ajustado periodicamente.

Política de investimentos

Conhecendo o índice de referência do META11, é importante entender a sua política de investimentos. Na prática, esse ETF não investe individualmente em cada ativo do índice, mas sim em cotas do Hashdex Crypto Metaverse ETF (HMETA-ETF).

Por sua vez, o HMETA-ETF é um fundo de índice que espelha a carteira digital do indicador CF Digital Culture Index. Ele é constituído nas Ilhas Cayman e listado na Bermuda Stock Exchange (BSX). Assim, o META11 é um ETF brasileiro que investe em um fundo internacional.

Vale destacar que esse tipo de estrutura já é utilizado por outros veículos disponíveis na bolsa de valores brasileira. Afinal, a estratégia é uma forma prática de oferecer aos brasileiros acesso a fundos que são negociados em outras bolsas.

Composição da carteira

Entendendo como funciona a política de investimentos do META11, é interessante conhecer a composição da sua carteira. Por regra, o fundo deve investir, pelo menos, 95% do seu patrimônio em cotas do índice-alvo HMETA-ETF.

Dessa maneira, a cesta de ativos do META11 em junho de 2022 era dividida em 3 categorias, totalizando 10 projetos. A primeira ocupava 70% das alocações, representando os protocolos de cultura digital.

A seguir, confira os tokens desse grupo:

  • Audius (AUDIO);
  • Axie Infinity (AXS);
  • Chiliz (CHZ);
  • Decentraland (MANA);
  • Enjin (ENJ);
  • The Sandbox (SAND).

Na segunda seção estavam os protocolos de suporte — Chainlink (LINK), Polygon (MATIC) e The Graph (GRT) —, ocupando 15% da carteira teórica do índice. Por fim, o último grupo era composto pela rede ethereum (ETH), que é uma plataforma de registro.

Estrutura e taxas

Após conhecer a composição do META11, é interessante entender qual é a estrutura desse ETF, além das taxas cobradas por ele. Primeiramente, o Banco Genial é o responsável pela administração e a custódia do fundo de índice.

Além disso, o META11 é gerido pela Hashdex — gestora global de criptoativos, que você conhecerá mais adiante. Para remunerar essas instituições pelos serviços prestados, o fundo cobra uma taxa de administração. Os custos são atualizados diariamente no site do fundo.

Ademais, o fundo assume outras despesas, como impostos, honorários de auditores independentes, contribuições federais, estaduais e/ou municipais etc. Assim, vale consultar a relação completa de encargos previstos no regulamento do META11, localizada no Capítulo XIV – Encargos do Fundo.

Gestora

Como você viu, a gestão do META11 é realizada pela gestora Hashdex. A fintech, fundada em 2018 no Rio de Janeiro, tem como objetivo oferecer aos investidores uma forma regulamentada de alocar seus recursos no mercado de criptoativos.

Dessa maneira, a instituição é responsável pelo lançamento do primeiro ETF de criptoativos no Brasil, o HASH11. Esse ETF tem uma cesta diversificada e investe nos melhores ativos do mercado cripto.

Após esse lançamento, a empresa disponibilizou outros 4 veículos de investimentos em ativos digitais na B3. São eles:

  • BITH11: o índice busca refletir o preço do Bitcoin;
  • ETHE11: concentra suas alocações em ethereum;
  • DEFI11: investe no mercado de finanças descentralizadas;
  • WEB311: aloca em contratos inteligentes e na internet do futuro.

Emissão de cotas

Outra característica importante do META11 é o funcionamento da emissão de cotas desse ETF. Ele é um fundo aberto. Logo, o ETF pode continuar a emitir cotas, desde que haja liquidez dos criptoativos que compõem o seu índice de referência.

Dessa maneira, se houver demanda de investidores e liquidez no metaverso, o META11 pode continuar crescendo. Ao contrário dos fundos de condomínio aberto, os fundos fechados são aqueles em que não há emissão de novas cotas.

Nesse caso, para entrar ou sair de um fundo fechado é necessário negociar as cotas no mercado secundário. Ou seja, diretamente com outros investidores. O META11 também oferece essa possibilidade, já que as cotas são negociadas na bolsa de valores.

Público-alvo

O público-alvo de um fundo se refere ao grupo de investidores que pode ter acesso ao investimento. Nesse contexto, o META11 está disponível para investidores pessoas físicas e jurídicas habilitadas a investir. Assim, qualquer investidor pode comprar as cotas do ETF.

Mas é necessário estar disposto a aceitar os riscos da modalidade e buscar por rentabilidade compatível com o objetivo do ETF. Dessa maneira, vale a pena analisar os documentos do fundo referentes aos fatores de risco do META11.

Imposto de Renda

Ao investir, é importante entender como a tributação incide sobre o investimento. Isso também faz parte da análise do custo-benefício da alternativa ou modalidade e da elaboração da estratégia de investimentos.

Nesse sentido, vale saber que a alíquota do Imposto de Renda (IR) sobre o META11 é de 15% sobre o lucro no resgate das cotas. Porém, em operações de day trade, onde a venda das cotas é realizada no mesmo dia da compra, a porcentagem do IR sobe para 20% sobre o ganho de capital.

Vale destacar que a taxa do Imposto de Renda deve ser paga até o dia 30 do mês seguinte à venda das cotas. O IR é recolhido via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF). Ademais, as cotas devem ser declaradas para a Receita Federal anualmente.

Quais são as vantagens de investir no META11?

Depois de conhecer as características do META11, é interessante entender as vantagens desse investimento. Primeiramente, ele é uma forma regulamentada de se expor a carteira aos criptoativos. Dessa maneira, o ETF transmite a segurança de ter um órgão fiscalizando a sua atuação.

Além disso, o fundo permite investir em diversos ativos digitais ao mesmo tempo, contribuindo para a diversificação do seu portfólio. Com essa estratégia, é possível diluir os riscos e otimizar o potencial de rentabilidade da sua carteira.

Outra vantagem é que, ao investir em fundos, você não precisa analisar os riscos dos criptoativos individualmente e nem manejar a carteira, pois isso é responsabilidade do gestor. Assim, você só deve realizar a análise da lâmina e acompanhar o veículo, poupando seu tempo e energia.

Mais um ponto positivo é a possibilidade de comprar cotas com preço acessível. Para melhor entendimento, considere que o ETF META11 teve cotas vendidas a 50 reais logo em sua oferta pública inicial.

Desse modo, é possível entender que investir nesse fundo é uma maneira de se expor aos ativos digitais tendo menor custo em relação à aquisição dos mesmos criptoativos separadamente.

Quais são os riscos desse investimento?

Além de saber as vantagens, é fundamental entender os riscos que o META11 pode apresentar. Por se tratar de um investimento de renda variável, um dos principais riscos é o de mercado.

Ou seja, há chance de oscilação dos preços dos ativos a partir do movimento de outros investidores. Além disso, os criptoativos apresentam altíssima volatilidade. Isso significa que as suas cotações variam muito em um curto período.

Outro risco ligado diretamente ao metaverso é a insolvência dos projetos, que podem ter um fracasso tecnológico. Nessa situação, pode acontecer a falta de recursos para dar continuidade ao funcionamento do programa.

Por esse motivo é importante verificar se os ativos do META11 apresentam solidez no mercado cripto.

Vale a pena investir no META11?

Ao entender os riscos do META11, você pode ter curiosidade para saber se vale a pena investir nesse fundo. Para descobrir essa questão, é necessário realizar uma análise individual, assim como em qualquer outro investimento.

Isso porque não há como mensurar se um ativo ou veículo está alinhado à sua estratégia de investimentos sem entender os seus objetivos e perfil do investidor.

Na sequência, entenda como fazer essa análise!

Perfil de investidor

O primeiro passo é descobrir o seu nível de tolerância aos riscos, que pode ser identificado por meio de um teste chamado suitability. Essa avaliação pode resultar em três perfis: conservador, moderado e arrojado.

Por conta da alta volatilidade, o investimento em META11 tende a ser melhor suportado pelos perfis moderado e arrojado. Afinal, esses investidores estão dispostos a correr maiores riscos em prol de uma rentabilidade mais atrativa.

Objetivos financeiros

Definir os objetivos financeiros também é fundamental para saber se o META11 vale a pena. Assim, você deve tentar entender se o ETF está alinhado às suas necessidades e preferências no mercado. Nesse ponto, o metaverso pode interessar tanto especuladores quanto investidores.

No primeiro caso, o objetivo é buscar lucros no curto ou curtíssimo prazo com as oscilações de preços dos ativos. Já entre os investidores, a intenção é manter as cotas do ETF em carteira por um período mais longo, acreditando na consolidação do segmento.

Lâmina do fundo

Por fim, se você quer saber se META11 vale a pena, é importante estudar a lâmina do fundo. Então observe questões como a estratégia de investimentos, a gestão, o índice que o fundo segue e os ativos que fazem parte dele.

Também pode ser interessante conhecer sua performance até aqui. Embora resultados passados não garantam ganhos futuros, você pode verificar o histórico para entender o comportamento do fundo em diferentes cenários.

Como investir no META11?

Após entender como analisar a viabilidade do META11 em sua estratégia de investimentos, é o momento de saber como investir nesse ETF. Como vimos, ele pode ser encontrado na bolsa de valores brasileira.

Assim, é necessário ter acesso a esse ambiente por meio do home broker da sua corretora de valores. Desse modo, procure por uma empresa de confiança e reconhecimento no mercado financeiro, como a Genial.

Com a sua conta pronta, é preciso transferir para ela a quantia que você deseja investir. Então basta entrar no home broker e digitar o ticker META11 no campo de negociações. Feito isso, indique a quantidade de cotas e emita uma ordem de compra.

Em seguida, informe a sua senha eletrônica e confirme a sua operação. Dessa maneira, quando houver cotas com cotação no preço definido, a transação será efetuada e o ETF aparecerá na sua carteira.

Neste post, você aprendeu como funciona o META11 e conheceu as suas características. Se você tem interesse em investir nesse veículo, é fundamental estudar a lâmina do fundo para entender se o ETF se encaixa em sua estratégia de investimentos.

Como você viu, para investir na B3 é imprescindível ter uma conta em uma corretora de valores. Aproveite a oportunidade, abra a sua conta e venha ser Genial!

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