Conteúdo atualizado em 10 de março de 2023 às 11:14 por Genial Investimentos.

Os primeiros meses do ano sempre trazem uma dúvida comum aos brasileiros: como declarar o Imposto de Renda (IR)? Embora o processo seja obrigatório para diversas famílias, o preenchimento das informações costuma gerar receio. 

Isso acontece porque, além de apresentar as suas movimentações financeiras ao longo do ano, pode ser necessário utilizar abas diferentes e trazer informações completas. Você também deve apresentar seus investimentos e entender como cada um pode ser tributado. 

Você tem dúvidas sobre como fazer a declaração do Imposto de Renda em 2023? Então leia este artigo para saber, na prática, como enviar sua declaração e evitar problemas com a Receita Federal. 

Vamos lá? 

O que é a declaração de Imposto de Renda? 

O Imposto de Renda é um tributo federal brasileiro que incide sobre a renda dos cidadãos do país. Popularmente chamado de leão, ele se destaca por acompanhar a evolução dos ganhos de cada contribuinte. 

O IR é cobrado anualmente e considera o que a pessoa ganhou ao longo do ano — tanto a partir do trabalho formal quanto de outras fontes de renda. Já a cobrança é uma responsabilidade da Receita Federal. 

O recolhimento tem como objetivo captar recursos para o Governo Federal. O capital tende a ser usado para investimentos no desenvolvimento social do país, como em serviços públicos e em obras de infraestrutura. 

Já a declaração do Imposto de Renda é o processo no qual os brasileiros apresentam para a Receita quais foram seus rendimentos ao longo do ano. Por exemplo, a sua declaração de 2023 é referente à renda obtida entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2022. 

A declaração também serve para monitorar o patrimônio dos brasileiros, evitando irregularidades ou inconsistências na evolução patrimonial de cada contribuinte. Assim, é possível identificar possíveis atividades ilegais para obtenção de renda e combater a sonegação de impostos. 

Quem deve fazer a declaração do IR em 2023? 

Apesar de ser um dos principais tributos do país, a declaração do Imposto de Renda não é uma obrigação para todos os brasileiros. Existe uma faixa de renda na qual não é preciso preencher as informações e enviá-las para a Receita. 

As regras são definidas nos primeiros meses do ano. Elas estabelecem quem deve fazer a declaração, quais os prazos e outros pontos relevantes. Em relação à faixa de renda, ao menos até 2022, a tabela de IR não sofria alterações desde 2015. 

Como referência, em 2022, a declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) era obrigatória nas seguintes situações: 

  • ter rendimentos tributáveis anuais (como salário e benefício do INSS) acima de R$ 28.559,70; 
  • receber rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima do limite de R$ 40 mil; 
  • obter mais de R$ 142.798,50 a partir da renda bruta de atividade rural; 
  • possuir mais de R$ 300 mil em bens até 31 de dezembro (incluindo títulos públicos); 
  • ganhar capital com venda de veículos, imóveis e demais bens sujeitos à tributação; 
  • realizar operações na bolsa de valores; 
  • passar à condição de residente no Brasil. 

Dessa forma, quem atendesse a pelo menos um desses critérios em 2021, deveria preencher a declaração em 2022. Portanto, se a sua dúvida é “como saber se eu tenho que declarar Imposto de Renda?”, basta avaliar se você se enquadra em ao menos um dos critérios da Receita Federal. 

Para o IRPF de 2023, as informações podem ou não passar por atualizações. Então avalie se em 2022 suas movimentações financeiras fazem com que seja obrigatório enviar a declaração.

Quem está isento da declaração? 

As pessoas que não atenderem aos critérios de obrigatoriedade da declaração não precisarão realizar o processo. Contudo, além delas, existem outros públicos que não precisam preencher e enviar o documento.  

Primeiramente, há os dependentes — adicionados na declaração de outra pessoa, como pais ou cônjuge. Os contribuintes com mais de 65 anos, aposentados e que vivem dessa renda também estão isentos de declarar. 

Ainda, existe uma lista de enfermidades que pode isentar o cidadão dessa obrigação, como: 

  • Alienação mental; 
  • Cardiopatia grave; 
  • Cegueira; 
  • Fibrose cística; 
  • Hanseníase; 
  • Nefropatia e hepatopatia grave; 
  • Neoplasia maligna; 
  • Paralisia incapacitante e irreversível; 
  • Contaminação sofrida por radiação; 
  • Doença de Paget em estágio avançado; 
  • Doença de Parkinson; 
  • Esclerose múltipla; 
  • Espondiloartrose anquilosante; 
  • Síndrome da Imunodeficiência Humana (AIDS); 
  • Tuberculose ativa. 

Quais são as faixas do IR? 

Outro elemento relevante sobre a declaração do IR envolve as cobranças, não é mesmo? Isso acontece porque você pode lidar com a tributação após preencher os dados das suas movimentações financeiras de 2022. 

Como você viu, o último reajuste na tabela quanto à renda dos contribuintes aconteceu em 2015. Assim, conforme informações da declaração do IR de 2022, a Receita Federal fazia a classificação da seguinte maneira: 

  • faixa 1: rendimentos mensais de até R$ 1.903,98 — isentos; 
  • faixa 2: de R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 — 7,5%; 
  • faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 — 15%; 
  • faixa 4: R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 — 22,5%; 
  • faixa 5: acima de R$ 4.664,68 — 27,5%. 

Essas alíquotas servem para o contribuinte saber quanto deve ser pago à Receita Federal com base na sua renda de 2022. Vale destacar que, em muitos casos, esse recolhimento ocorre automaticamente, por meio do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). 

Nessa situação, as próprias empresas empregadoras fazem o cálculo e recolhem as alíquotas devidas. Então seu salário chegará na sua conta já com o desconto, caso seja um profissional com carteira assinada. Mas é interessante que você acompanhe para incluir as informações na sua declaração. 

Onde posso fazer a declaração do IR? 

A declaração do IR acontece de maneira digital. Para receber as declarações, a Receita Federal disponibiliza uma plataforma específica para os contribuintes, chamada de Programa Gerador de Declaração (PGD)

O download é gratuito e o serviço é compatível com computadores com diversos sistemas operacionais, como Windows, MacOS, Linux e Multi. Para aqueles que não quiserem baixar o programa, existe a chance de fazer o preenchimento online. 

Também é possível fazer a declaração do IR a partir de smartphones — com sistema operacional Android ou iOS. Para isso, é necessário fazer login a partir do app Gov.br, disponível na loja de aplicativos, e acessar com seus dados pessoais. 

Qual é o prazo para declarar o IR? 

O prazo para a declaração do IR refere-se à data limite que você tem disponível para encaminhar os dados para a Receita Federal. Normalmente, o recebimento das declarações começa na primeira semana de março e se estende até às 23h59 do dia 30 de abril. 

Em 2023 o prazo aumentou. Esse ano ocorrerá no período de 15 de março a 31 de maio.

Contudo, mesmo que o prazo seja mais amplo, é interessante se programar para enviar o documento cedo. Com isso, você pode riscar essa tarefa da sua lista de demandas e evitar se prejudicar por esquecer o prazo ou lidar com quedas no sistema no último dia devido ao alto volume de tráfego. 

Enviar a declaração cedo também possibilita que você receba a restituição mais rapidamente. Ela representa uma quantia que a Receita Federal devolverá para sua conta caso você tenha pago mais tributos que os devidos ao longo do ano. 

O que acontece se eu não fizer a declaração? 

Além de perder o prazo, outro cenário possível é não fazer a declaração do IR. Nesse sentido, caso você seja obrigado a declarar seus rendimentos e não esteja presente como dependente, existem consequências ao não enviar o documento à Receita Federal. 

A primeira consequência é a multa para aqueles que atrasaram o envio. Ela historicamente é de 1% ao mês com base no imposto devido — limitado a 20% do montante do IR. A quantia mínima é de R$ 165,74. 

Já para quem não enviar, as consequências podem ser ainda mais graves. Na plataforma da Receita Federal, o CPF ficará classificado como “Pendente de Regularização”. Consequentemente, você pode ser impedido de prestar concursos públicos, tirar ou renovar passaporte e outras atividades. 

O contribuinte que deixa de enviar também fica impedido de conseguir crédito, como empréstimo ou financiamento. Inclusive, dependendo do cenário, pode haver uma investigação por crime de sonegação fiscal. 

Quais são os documentos necessários para a declaração? 

Até aqui, você já compreendeu se deve ou não fazer a declaração do Imposto de Renda. Agora chegou a hora de saber o que é preciso ter para realizar a declaração corretamente. 

Primeiramente, você deve ter em mãos seus documentos pessoais e dos dependentes legais, como RG, CPF, título de eleitor e comprovante de residência. Para quem declarou o IR em 2022, é possível copiar o arquivo do ano anterior para 2023 — isso pode agilizar o preenchimento de alguns dados. 

Você também precisa ter seus informes de rendimentos. A empresa que paga seu salário e as corretoras de valores são alguns exemplos de instituições que devem fazer o envio do documento.  

Ainda, há outros documentos relevantes, como: 

  • extrato do INSS; 
  • comprovantes de rendimentos ou pagamento de aluguel; 
  • notas fiscais e comprovantes de despesas com saúde e educação; 
  • comprovantes e documentos de outras fontes de renda (herança, pensão, doação, pró-labore e outros); 
  • comprovantes de compra e venda de bens. 

Dispor de todas essas informações antes mesmo de iniciar a declaração contribui positivamente para você agilizar o preenchimento. Também é possível diminuir as chances de adicionar informações erradas ou omitir dados — que poderiam gerar problemas no futuro. 

Quais bens devo declarar no imposto de renda? 

Para aprender como declarar o Imposto de Renda, é preciso ter atenção ao seu patrimônio completo. Junto aos seus recebimentos ao longo do ano, você precisa apresentar os seus bens em 31 de dezembro do ano-calendário.  

Embora eles não sejam, necessariamente, tributados, informar as posses é essencial para a Receita Federal acompanhar sua evolução patrimonial. 

Isso acontece porque é natural que você use o dinheiro dos seus rendimentos para adquirir bens como imóveis, veículos e outras alternativas. Logo, ao apresentá-los na sua declaração, a Receita poderá avaliar se eles são condizentes com sua renda. 

Na declaração de IR, os imóveis que se enquadram são os seguintes espaços

  • terrenos; 
  • casas; 
  • apartamentos; 
  • chácaras; 
  • sítios; 
  • salas comerciais. 

Veículos como carros, motos e caminhões também precisam estar presentes. Ademais, há outros bens como aeronaves, barcos, obras de arte, joias, saldo nas suas contas bancárias, investimentos no mercado financeiro, entre outros. 

Inclusive, essas posses podem tornar mandatória a sua declaração. Mesmo que você não atenda outros critérios obrigatórios vistos acima, se esses bens e direitos superam os R$ 300 mil em 2022, você poderá ter que preencher o documento em 2023. 

Vale a pena destacar que o preço que você deve informar é aquele pago pelo bem, e não o quanto ele está valendo hoje. Por isso é tão importante guardar os comprovantes de pagamento para evitar incluir informações erradas. 

Que investimentos sofrem tributação de IR e precisam estar na declaração? 

Como você viu, seus investimentos no mercado financeiro precisam ser informados na sua declaração do Imposto de Renda. A regra vale mesmo quando você já tiver pago o imposto sobre o rendimento ao longo do ano. 

Para entender melhor, considere o mercado de renda fixa. Aplicações como certificados de depósito bancário (CDBs) e títulos públicos do Tesouro Direto sofrem com a incidência de alíquotas do IR — que acompanha o tempo do investimento. 

Veja como funciona a tabela regressiva

  • até 180 dias: 22,5%; 
  • de 181 a 360 dias: 20%; 
  • de 361 a 720 dias: 17,5%; 
  • acima de 720 dias: 15%. 

O recolhimento ocorre sobre os lucros e é feito diretamente na fonte. Isso significa que os rendimentos chegam na sua carteira já com os descontos. Assim, você deve incluir na declaração tanto os títulos que venceram no ano fiscal quanto aqueles que ainda estão presentes na sua carteira. 

Além dos CDBs e títulos do Tesouro Direto, outros investimentos tributáveis são: 

  • recibos de depósito bancário (RDBs); 
  • letras de câmbio (LCs); 
  • alienação de ações; 
  • fundos de investimento
  • Previdência Privada. 

Cada alternativa conta com regras próprias de tributação e alguns preveem que o recolhimento de IR seja responsabilidade do investidor — especialmente, na renda variável. Nesses casos, você deve fazer os cálculos e pagar o tributo apurado com o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF). 

Investimentos isentos precisam ser incluídos? 

Muitos investimentos do mercado financeiro são isentos de tributação para pessoas físicas. Esse é o caso da caderneta de poupança, das letras de crédito imobiliário e do agronegócio (LCIs e LCAs), dos certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio (CRIs e CRAs) e das debêntures incentivadas. 

Além disso, dividendos pagos por ações e fundos imobiliários são isentos de tributação para pessoas físicas. No caso dos demais proventos, como é o exemplo dos juros sobre capital próprio (JCP), existe recolhimento direto na fonte. 

Embora exista a isenção de IR sobre alguns investimentos ou ganhos, gerando o potencial de aumentar sua rentabilidade líquida, todas as movimentações precisam ser incluídas na declaração. Assim como nos investimentos tributáveis, é preciso informar os rendimentos gerados no ano e o que ainda está na carteira. 

Como declarar o Imposto de Renda? 

O processo de declaração começa com o acesso ao programa desenvolvido pela Receita Federal. Como visto, é possível baixá-lo no seu computador ou preencher online — tanto pelo seu navegador quanto pelo smartphone. 

Logo na primeira página, você deverá selecionar como fará a preenchimento das informações. É possível iniciar uma declaração completamente nova ou importar os dados do ano anterior — caso tenha declarado o IR. 

Após isso, informe os dados pessoais nos devidos campos. Em seguida, preencha as informações novas ou atualize os dados de 2022. As suas movimentações financeiras serão divididas em abas.  

Veja quais são as principais delas para montar o seu passo a passo para declarar: 

  • rendimentos tributáveis: para salários, benefícios e demais bens e investimentos que lidam com impostos; 
  • rendimentos isentos e não tributáveis: entram os seus investimentos isentos e outras movimentações livres da tributação; 
  • pagamentos e doações: para as suas despesas ao longo do ano — incluindo aquelas que geram dedução na base de cálculo. 

Vale a pena destacar que cada item deve ser informado individualmente, sempre na aba específica. Por exemplo, se você tiver diferentes ações na carteira, apresente uma por vez, indicando o CNPJ da empresa, a corretora de valores e sua posição até o final do ano fiscal. 

Como escolher entre declaração simplificada ou completa? 

Após separar todos os seus documentos, acessar a plataforma da Receita Federal e saber o que deve estar presente na sua declaração, você avança para uma decisão importante: escolher entre a declaração simplificada e a completa. 

Com a declaração simplificada, há a aplicação de um desconto padrão de 20% em cima da base de cálculo do Imposto de Renda do ano. Em 2022, ele era limitado a R$ 16.754,34 e pode ser usado para uma espécie de substituição às despesas que a Receita Federal permite deduzir. 

Já a declaração completa não oferece a mesma oportunidade. Contudo, ela possibilita que você lance algumas despesas do ano e consiga deduzir uma parcela considerável do seu imposto a ser pago — inclusive até zerando o valor devido, em determinados casos. 

No passado, para saber a mais vantajosa, era preciso preencher a declaração simplificada e a completa manualmente. O objetivo era saber qual oferecia melhores condições de pagamento. 

Atualmente, o programa da Receita Federal já permite que você adicione todas as informações em um mesmo espaço. A ferramenta consegue fazer o cálculo de modo automático para mostrar qual tipo de declaração apresenta melhores condições. 

Geralmente, a declaração completa costuma ser escolhida com pessoas com mais gastos a deduzir — como com plano de saúde, educação dos filhos e outros aspectos. Nessas situações, as despesas podem gerar um desconto maior no cálculo. 

O que pode ser deduzido da declaração? 

Agora que você sabe que existe a possibilidade de deduzir determinados gastos na base de cálculo, chegou o momento de saber quais são eles. Com isso, você entenderá se essas despesas podem ser incluídas na sua declaração para gerar descontos. 

Primeiramente, existe a possibilidade de deduzir despesas com saúde. Então gastos com seu plano de saúde e outros tipos de exame ou procedimento médico podem ser incluídos. Não há limite para a dedução, mas é fundamental guardar os comprovantes. 

Depois da saúde, existem os gastos com educação. Entretanto, ela só considera a educação formal, como escola, faculdade e pós-graduação. Diferentemente da saúde, as despesas com educação tinham o limite de dedução de R$ 3.561,50, em 2022. 

Além de saúde e educação, é possível conseguir a dedução a partir dos seus dependentes. Cada pessoa incluída na sua declaração pode deduzir R$ 2.275,08 da base de cálculo. Ademais, o pagamento de pensões alimentícias a partir de acordo judicial entram na equação. 

Por fim, existe a oportunidade de deduzir com a Previdência Privada. A modalidade Plano Gerador de Benefícios Livre (PGBL) permite a dedução das contribuições até um limite de 12% da base de cálculo. A mesma possibilidade não existe para o Vida Gerador de Benefícios Livre (VGBL). 

Após incluir todas essas despesas, o sistema da Receita Federal mostrará quanto você deverá pagar escolhendo a declaração simplificada ou completa. Dependendo do cenário, é possível receber a restituição do Imposto de Renda. 

O que é a restituição do Imposto de Renda? 

Também é pertinente você conhecer o processo de restituição do IR. Afinal, esse costuma ser um momento aguardado por muitas pessoas que têm recursos a serem devolvidos pela Receita Federal. 

A oportunidade existe quando se comprova que você foi tributado em excesso ao longo do ano. Isso acontece, por exemplo, porque as faixas de renda da Receita Federal consideram rendimentos mensais, o que pode gerar divergências a partir do cálculo do montante anual. 

Você também poderá deduzir muitas despesas ao optar pela declaração completa. Há os gastos com educação formal, planos de saúde, consultas médicas, pensões, planos de Previdência Privada e outros. 

Essas deduções podem zerar a alíquota de IR que você pagaria e ainda aumentar as suas chances de receber a restituição. Após sua declaração ser aprovada pela Receita Federal, você entrará na fila para a restituição. 

O pagamento é feito em lotes, dando prioridade para quem entregar a declaração mais cedo. Então os contribuintes que se programarem antes poderão receber a restituição mais rapidamente. 

Como emitir o boleto para pagamento do imposto? 

Incluiu todas as informações necessárias na declaração? Então chegou o momento de fazer o envio e pagar o boleto para se manter em dia com a Receita Federal. 

Antes de concluir o processo, analise novamente todos os dados que você adicionou. Essa revisão serve para garantir que você não inseriu informações erradas ou esqueceu de incluir um dado relevante — o que poderia fazer sua declaração ficar retida. 

O próprio sistema da Receita Federal também pode mostrar se faltam informações. Basta clicar no botão “Pendências” e conferir se todos os dados obrigatórios estão presentes na declaração. 

Após isso, você poderá selecionar entre a declaração simplificada ou completa e finalizar o processo. Estando todas as informações corretas, basta clicar na opção “Entregar a Declaração” 

Caso você tenha impostos a pagar, o processo será realizado a partir da emissão de um DARF. Essa opção estará disponível na própria plataforma da Receita Federal após você enviar sua declaração para análise do órgão. 

Com o boleto recebido, tenha bastante atenção ao prazo para evitar a incidência de juros. Também é possível parcelar o valor devido para reduzir o impacto no seu planejamento pessoal. 

É possível retificar informações na declaração do IR? 

Você já aprendeu que existe um prazo para entregar sua declaração à Receita Federal e que atrasá-la pode trazer consequências negativas. Mas há outro ponto de relevância no assunto: a declaração usada para corrigir informações erradas. 

Por haver uma série de abas presentes na plataforma, é comum se confundir. Você pode preencher informações erradas, selecionar abas equivocadas para suas operações financeiras ou mesmo esquecer determinados dados. 

Nesses casos, existe a opção de retificar os dados que você incluiu na declaração. O processo também acontecerá na plataforma da Receita Federal para preenchimento de dados. 

Após o primeiro envio, é só acessar o programa novamente. Na plataforma, busque a opção “Declaração Retificadora”. Nela, você poderá corrigir as informações e enviar o documento à Receita Federal — substituindo o primeiro documento. 

Como saber se minha declaração foi aceita? 

Quando você envia a sua declaração, independentemente de ser a primeira vez ou não, é natural ficar inseguro quanto às informações. Afinal, ninguém quer adicionar dados errados e lidar com problemas com a Receita Federal, certo? 

Desse modo, existe a possibilidade de você monitorar a declaração após o envio. Você pode acompanhar o andamento do processo pelo site Meu Imposto de Renda a partir do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). 

O espaço mostrará qual a situação da sua declaração. As classificações são: 

  • em processamento: quando ela foi recebida; 
  • processada: quando o processamento é concluído pela Receita Federal; 
  • em fila de restituição: para contribuintes com direito ao ressarcimento aprovado; 
  • com pendências: para declarações incompletas ou com determinadas pendências; 
  • em análise: quando sua declaração está na Secretaria Especial da Receita Federal aguardando documentos ou a análise deles; 
  • retificada: demonstra que a declaração original foi substituída pela retificadora. 

Caso ela apareça como processada no sistema, significa que o órgão não encontrou problemas ou inconsistências. Contudo, é pertinente que você mantenha essas informações salvas e guarde os comprovantes. 

Isso acontece porque se você lidar com problemas com a Receita Federal no futuro, ela pode solicitar dados de até 5 anos atrás para fazer comparativos e avaliações. Portanto, mantenha o controle sobre as informações. 

O que é a malha fina? 

Cair na malha fina é um dos principais temores de quem pesquisa sobre como declarar o Imposto de Renda. O termo é usado popularmente para as situações em que a Receita Federal identifica inconsistências no documento que o contribuinte enviou para ela. 

Para ilustrar, saiba que o órgão tem em mãos os principais dados sobre seus rendimentos e gastos. Dessa forma, quando ele recebe a sua declaração, há o cruzamento dessas informações para assegurar que há compatibilidade entre o declarado e o rastreado. 

Quando existem pontos de atenção, a declaração fica retida na malha fina. Nesse cenário, você terá a oportunidade de fazer a retificação para corrigir os dados ou adicionar informações — como comprovantes. 

Você também tem a opção de ir presencialmente a um posto de atendimento da Receita Federal. Lá, será possível prestar esclarecimentos e apresentar documentos que comprovem as informações que você incluiu no documento. 

Logo, a malha fina não é sinônimo de multa ou punição. Ela apenas indica que há pontos de atenção na sua declaração que precisam de correção ou esclarecimento. Por isso, é importante acompanhar o processamento pelo e-CAC para resolver eventuais problemas com o máximo de agilidade. 

O que é o Imposto de Renda Retido na Fonte? 

Para aprofundar a sua compreensão sobre o Imposto de Renda e a declaração, vale conhecer o Imposto de Renda Retido na Fonte. Ele representa o processo de pagamento do IR antes do recebimento de uma renda. 

Como você acompanhou, a Receita Federal classifica os contribuintes conforme sua faixa de renda. Quanto mais alto for o salário mensal, mais alta tende a ser a alíquota de recolhimento — sob responsabilidade da fonte empregadora. 

Nesse caso, você já recebe os rendimentos com os descontos automaticamente. Além de isso ocorrer com os seus salários formais, o cenário existe com o investimento nos títulos de renda fixa. 

O recolhimento feito é encaminhado diretamente à Receita Federal. São essas informações que ela poderá cruzar com as que você adicionar na declaração anual. 

Quais as mudanças no IR no ano? 

Ao longo dos últimos anos, o processo de declaração do IR passou por diversas mudanças. Para 2023, há a expectativa que as alterações continuem a ser anunciadas, visando trazer mais comodidade para os contribuintes. 

Nesse sentido, uma das principais novidades foi a integração do sistema. Antes era necessário preencher a declaração completa e a simplificada individualmente para só então identificar a mais vantajosa. Hoje, o processo é mais rápido e a mudança permanece válida para 2023. 

Outra vantagem é o salvamento de informações na plataforma — tanto para importar dados dos anos anteriores quanto para continuar o preenchimento. Dessa forma, em vez de fazer tudo em apenas um dia, você poderá preencher de forma gradativa. 

O Pix também é uma novidade para os contribuintes. Quem tem direito à restituição pode receber os recursos a partir desse meio de pagamento. É preciso que a chave seja seu CPF e que a conta seja de mesma titularidade. 

Já as mudanças específicas para 2023, se existirem, o anúncio será feito pela Receita Federal mais perto do início do prazo para enviar a declaração. É o que poderá acontecer se os valores da tabela de tributação ou de deduções passarem por alterações, por exemplo. 

Com a leitura deste artigo, você descobriu como declarar o Imposto de Renda corretamente em 2023. Para facilitar esse processo, é essencial se programar para realizar o envio com tranquilidade e minimizar os riscos de lidar com problemas. 

Você fez investimentos no mercado financeiro e quer saber como eles podem ser declarados no IR? Veja nosso e-book gratuito sobre IR e perca o medo do leão

Acesse o site oficial da Receita Federal

Genial Investimentos

Somos uma plataforma de investimentos que tem como objetivo facilitar o acesso ao mercado financeiro e ampliar a educação financeira no Brasil.

Ver todos os artigos
Imposto de Renda 2023

Navegação rápida

O link do artigo foi copiado!