A diversificação da carteira é uma maneira de reduzir os riscos associados aos investimentos, sem a necessidade de abrir mão da rentabilidade. Para ajudar a atingir esse objetivo, você pode considerar o investimento em ETFs que investem em outros mercados — como o da Europa e dos Estados Unidos.

Eles oferecem aos investidores exposição a ativos de diferentes países, o que pode incluir ações das maiores empresas mundiais. Ainda, a modalidade permite exposição a moedas mais fortes que o real. Assim, é possível proteger o seu patrimônio contra instabilidades na economia brasileira.

Neste artigo, você aprenderá mais sobre os ETFs e conhecerá 10 alternativas que investem na Europa e EUA para diversificar a carteira. Acompanhe!

O que são ETFs e como funcionam?

Para começar, você precisa entender o conceito de ETFs e o funcionamento dessa modalidade de investimento. A sigla é referente a exchange traded funds — ou fundos negociados em bolsa, em português.

Trata-se de um veículo de investimento com exposição a carteira teórica de um índice do mercado financeiro. Além disso, as cotas de um ETF são negociadas em bolsa de valores.

Como todos os fundos, o ETF é uma forma de investimento coletivo. Isso significa que o veículo reúne os recursos de diversos investidores que têm um objetivo em comum. O patrimônio é administrado por um gestor profissional.

Ele é quem define onde e como o dinheiro será investido, mas as decisões devem estar alinhadas com as orientações que se encontram na lâmina do fundo. No caso dos ETFs, o gestor fará operações para espelhar a carteira teórica de um índice do mercado..

Assim, o objetivo do fundo de índice é acompanhar o desempenho de um indicador de referência — chamado benchmark. Logo, o objetivo do gestor não é superar o mercado e, por isso, a gestão de um ETF é considerada passiva.

Como funciona um ETF ligado ao mercado internacional?

Além de conhecer as principais informações sobre os ETFs, é interessante saber como esse veículo de investimento pode facilitar a exposição ao mercado internacional. Na verdade, isso acontece porque os fundos também podem espelhar índices financeiros do exterior.

Assim, eles podem montar seus portfólios com papéis de companhias estrangeiras que compõem a carteira teórica de um índice de ações dos EUA, por exemplo. Outra possibilidade é o gestor comprar cotas de fundos de índice no exterior que sigam o indicador de interesse.

Independentemente da estratégia, existem ETFs ligados ao mercado internacional são negociados na bolsa de valores brasileira, a B3. Assim, as negociações podem ser feitas em moeda local, ou seja, em reais.

Apesar disso, a performance deles é afetada pela variação cambial, já que os ativos que fazem parte do portfólio são negociados em moeda estrangeira. Vale destacar que é possível encontrar na B3 uma variedade de ETFs que seguem indicadores de outros países.

Por que investir na Europa e nos EUA via mercado brasileiro?

Entendendo mais sobre os ETFs ligados ao mercado internacional, é interessante identificar quais podem ser as vantagens de investir nessa alternativa.

A seguir, veja alguns dos benefícios de fazer um investimento no exterior pela B3!

Facilidade para investir

Uma das principais vantagens dos ETFs internacionais é a facilidade para investir. Como você viu, as cotas são negociadas na bolsa brasileira. Assim, você não precisa abrir conta no exterior para expor sua carteira aos resultados dos investimentos estrangeiros.

Também não é necessário realizar as operações de câmbio, que estão sujeitas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outras taxas.

Praticidade de investimento

Outro ponto positivo é a praticidade para investir. Por ser um fundo de investimento, o gestor é responsável pela construção do portfólio. Dessa forma, você não precisa se dedicar à análise e escolha das alternativas individuais que farão parte da sua carteira.

Exposição às moedas fortes no mercado

Investir em ETF internacional também traz a vantagem de expor parte do seu patrimônio a moedas fortes no mercado — como o dólar e o euro. Por causa da exposição cambial, a estratégia ajuda a proteger a carteira diante de desvalorizações do real e traz chances de obter ganhos com a valorização de moedas estrangeiras.

Diversificação geográfica do portfólio

Mais um benefício de usar o EFT para fazer um investimento internacional é a diversificação geográfica do seu portfólio. Com isso, é possível proteger parte da sua carteira contra as oscilações da economia nacional.

Acesso a grandes empresas mundiais

Por fim, outro motivo para investir no exterior via ETF é a possibilidade de acessar grandes empresas mundiais ao escolher índices financeiros relacionados a elas. Ainda, é possível se expor a títulos estrangeiros e outros ativos do exterior por meio dos fundos de índice.

Outro benefício é que o preço das cotas dos fundos de índice tende a ser mais acessível que o montante necessário para adquirir todos os ativos individualmente.

Entretanto, ainda que existam vantagens, não se esqueça de considerar seu perfil de investidor e objetivos para fazer uma boa escolha. Afinal, os investimentos precisam ser adequados à sua estratégia.

10 ETFs que investem na Europa e EUA para diversificar a carteira

Agora que você sabe que investir na Europa e nos EUA via mercado brasileiro pode ser vantajoso, é o momento de conhecer as possibilidades para fazer seus aportes. Assim, você terá mais dados para avaliar quais opções podem ajudar a diversificar sua carteira e fortalecer sua estratégia.

A seguir, veja 10 ETFs que investem na Europa e nos Estados Unidos!

1. Trend ETF MSCI Europa (EURP11)

O Trend ETF MSCI Europa foi lançado em 2021 pela gestora XP Vista Asset Management na B3, com o código de negociação EURP11. O administrador e custodiante do fundo é o Banco BNP Paribas Brasil S.A.

Esse é um ETF que replica o ETF americano iShares Core MSCI Europe, negociado na bolsa de valores de Nova Iorque, a NYSE, sob o ticker IEUR. O fundo é gerido pela BlackRock. Assim, quem investe em EURP11 acompanhará o desempenho do IEUR, que espelha o indicador MSCI Europa.

Esse é um dos principais índices europeus, composto por ações de empresas da Europa. Entre as companhias presentes na composição da carteira em julho de 2022, vale destacar Shell, Astrazeneca, Nestlé, Unilever, LVMH e Roche.

2. iShares S&P 500 (IVVB11)

Lançado em 2014 na B3, o ETF iShares S&P 500 busca refletir o desempenho do índice S&P 500 a partir da compra de cotas do ETF americano iShares Core S&P 500. Assim, ambos permitem se expor às 500 maiores companhias negociadas nas bolsas dos Estados Unidos.

Algumas empresas que faziam parte do S&P 500 em julho de 2022 eram:

  • Apple;
  • Amazon;
  • Starbucks;
  • Microsoft;
  • Coca-Cola;
  • Walt Disney;
  • Johnson e Johnson.

Ademais, o IVVB11 — código do iShares S&P 500 na bolsa brasileira — é administrado pelo Banco BNP Paribas e gerido pela BlackRock Brasil.

3. Trend Nasdaq 100 (NASD11)

O Trend Nasdaq 100 é outro exemplo de ETF americano. A sua estreia na bolsa de valores brasileira foi em julho de 2021. Desde então, o fundo pode ser negociado sob o ticker NASD11. O índice utilizado como referência na composição da sua carteira é o Nasdaq-100.

Ele é formado pelas 100 maiores empresas não-financeiras listadas em uma das maiores bolsas dos Estados Unidos, a NASDAQ. É possível encontrar diversas companhias do setor de tecnologia em seu portfólio — como Apple, Microsoft, Meta, Netflix e Tesla.

4. It Now MSCI USA — Genomic Innovation Select 50 (DNAI11)

Outra opção de ETF para quem deseja investir nos EUA para diversificar a carteira é o It Now MSCI USA — Genomic Innovation Select 50. Ele segue o Msci USA Imi Genomic Innovation Select 50, composto por empresas de sequenciamento genético na área da saúde e da agricultura.

A carteira teórica do índice, em março de 2022, era composta por companhias como: Vertex Pharmaceuticals, Danaher, Illumina, Bio-Techne e Moderna. Ainda, faziam parte dessa composição Horizon Therapeutics, Hologic e Quest Diagnostics, entre outras.

Em relação à gestão do ETF It Now MSCI USA, ela é realizada pelo Itaú Unibanco — um dos maiores bancos privados do Brasil. A instituição financeira também é responsável pela administração desse fundo de investimento.

5. It Now MorningStar US Healthcare (HTEK11)

Lançado em julho de 2021 pelo Itaú Unibanco, o ETF It Now MorningStar US Healthcare é negociado na B3 com o código HTEK11. Além disso, ele segue o MorningStar US Exponential Technologies Healthcare Index.

O objetivo do fundo é oferecer aos investidores exposição às empresas norte-americanas que se destacam nas áreas de medicina, neurociência e bioinformática. Em junho de 2022, a carteira do HTEK11 era composta por 50 companhias, entre elas:

  • AbbVie;
  • Exelixis;
  • Seagen;
  • Eli Lilly;
  • Merck;
  • United Therapeutics;
  • Bristol-Myers Squibb;
  • Ionis Pharmaceuticals;
  • Vertex Pharmaceuticals;
  • Jazz Pharmaceuticals PLC.

6. It Now Russell 1000 Green Revenues (REVE11)

Mais um ETF que garante exposição ao mercado americano é o It Now Russell 1000 Green Revenues, negociado por meio do ticker REVE11. O responsável pela criação do fundo é o Itaú Unibanco e a estreia na bolsa de valores brasileira aconteceu em julho de 2021.

Esse ETF reflete as variações do Russell 1.000 Green Revenues 50 Index. Trata-se de um índice de sustentabilidade que segue os critérios ESG. A sigla em inglês significa environmental, social and governance, que pode ser traduzida com meio ambiente, social e governança.

Com ele, é possível investir nas 1.000 maiores empresas listadas em bolsas dos EUA que são exemplos de economia sustentável. Entre elas, pode-se citar Cisco Systems, Tesla, Danaher, Waste Management Incorporated, VMware e Easton.

7. It Now NYSE Fang+ (TECK11)

Esse ETF tem como propósito replicar o desempenho do índice NYSE FANG+. Ele é composto por ADRs e ações de empresas de tecnologia listadas em uma das principais bolsas do mercado americano, a NYSE. Algumas são: Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google.

Mas, você sabe o que são ADRs? Essa é a sigla para american depositary receipt, um ativo americano lastreado em ações estrangeiras e negociado nas bolsas dos Estados Unidos. Assim, os investidores americanos podem investir em empresas negociadas em outros países, sem precisar abrir conta no exterior.

Além de conhecer a composição do ETF, vale saber que o Itaú Unibanco é o gestor e administrador do It Now NYSE Fang+, cujo código de negociação é TECK11.

8. It Now S&P Kensho Moonshoots (SHOT11)

Criado em julho de 2021, o It Now S&P Kensho Moonshoots é um ETF administrado e gerido pelo Itaú Unibanco. O seu ticker é o SHOT11. Esse fundo de índice tem como foco replicar o S&P kensho Moonshots Index S.A.

Trata-se de um indicador oferece aos investidores acesso a 50 companhias de inovação disruptiva. Exemplos de empresas que participaram do índice em março de 2022 são: Juniper, Nikola, Netscout System e Dropbox.

9. Investo ETF MSCI US Technology (USTK11)

O Investo ETF MSCI US Technology segue o MSCI US Investable Market Information Technology 25/50. Para isso, ele compra cotas do ETF VGT (Vanguard Information Technology) — um fundo de investimento listado na NYSE.

O seu índice de referência é composto pelas maiores companhias americanas do setor de tecnologia e por empresas com potencial de crescimento nos próximos anos. Apple, Microsoft, Nvidia, Mastercard, Adobe e Salesforce faziam parte dessa carteira em junho de 2022.

Como o ETF VGT está disponível na NYSE, quem desejasse se expor ao fundo precisaria ter conta em uma corretora estrangeira e realizar o câmbio para investir nos Estados Unidos. Porém, com o MSCI US Technology, isso pode ser feito via mercado brasileiro.

Na hora de buscar pelo fundo na B3, é preciso usar o seu código de identificação. Nesse caso, é o USTK11. Por fim, vale saber que o Investo ETF MSCI US Technology foi lançado em julho de 2021 e é gerido pela Investo.

10. It Now S&P Kensho Hydrogen (YDRI11)

Esse ETF estreou na bolsa de valores brasileira em setembro de 2021 e é administrado e gerido pelo Itaú Unibanco. Ele segue o índice S&P Kensho Hydrogen Economy, que busca replicar o desempenho das ações e ADRs de 50 empresas de hidrogênio.

Portanto, o It Now S&P Kensho Hydrogen pode ser considerado um ETF de sustentabilidade — como o REVE11. Assim, ele pode ser uma alternativa interessante para quem deseja investir com foco nessa temática.

Em março de 2022, algumas companhias que faziam parte da composição do índice eram: Linde, Westlake, Chart Industries, Shell, Cummins, Olin, Air Products & Chemi e The Chemours. Também estavam presentes Bloom Energy, TechnipFMC, Nikola, Plug Power e Worthington Industries.

Com essa lista de 10 ETFs que investem na Europa e EUA, você conheceu algumas alternativas disponíveis na B3 que podem ajudar na diversificação da sua carteira de investimento. Contudo, antes de investir, analise se essa modalidade se encaixa em sua estratégia no mercado financeiro.

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