Entre investidores iniciantes ou que não desejam se arriscar, a caderneta de poupança costuma ser bastante popular. No entanto, esse investimento não é aquele que traz melhores oportunidades — e basta conhecer o rendimento anual da poupança para se dar conta disso. 

Ao saber como calcular o retorno, você aprende a prever os ganhos com esse investimento e consegue entender por que ele requer tanta atenção. E, já que essa não é a melhor aplicação disponível, vale a pena encontrar alternativas que têm um desempenho maior. 

Quer conferir todas essas informações sobre a poupança? Venha conosco, da Genial, e veja como calcular o rendimento anual da aplicação! 

O que é a caderneta de poupança? 

Na hora de investir, muitas pessoas adotam uma postura conservadora e procuram um investimento que seja líquido e seguro. É por isso que uma das alternativas mais famosas do mercado financeiro brasileiro é a caderneta de poupança. 

Na prática, essa é uma aplicação financeira de renda fixa que prevê o pagamento de juros por uma instituição bancária para quem mantém o dinheiro alocado no investimento. Ela pode ser integrada à conta corrente ou aberta no banco de sua escolha. 

Como esse investimento funciona? 

Antes de entender como é o rendimento da poupança, é importante conhecer suas características principais. Em primeiro lugar, ela funciona como um tipo de conta bancária, onde os recursos são mantidos — é a chamada conta poupança. 

Após abri-la, você pode fazer depósitos que terão retorno ao longo do tempo. Isso ocorre porque os bancos estão autorizados a utilizar esses recursos para manter suas operações. Por exemplo, emprestando a outras pessoas. Em troca, eles remuneram os investidores com juros da poupança. 

Porém, vale notar que a taxa de juros da poupança só incide no chamado aniversário da caderneta. Ou seja, o primeiro retorno só é obtido 30 dias após a aplicação inicial. Depois, é utilizado o menor saldo na data de aniversário para ser calculado o retorno do mês seguinte, e assim sucessivamente. 

Da mesma forma que é possível fazer aportes a qualquer momento na poupança, há como fazer os resgates a qualquer tempo. Porém, fazê-lo antes do aniversário da poupança não gera os juros e pode levar a um rendimento menor na data específica. 

Outra característica da poupança é que ela é isenta de Imposto de Renda. Então, ao resgatar os recursos, você não precisa pagar IR retido na fonte. 

Qual é o rendimento anual da poupança? 

Apesar de certas características da poupança fazerem com que ela pareça atraente, a verdade é que o investimento pode não ser tão vantajoso — e o principal motivo é o rendimento anual. Por isso, é preciso conhecer quais são as regras de remuneração da poupança. 

A seguir, veja quais são as principais características do rendimento da poupança e saiba como calcular o ganho anual! 

Depósitos antes de 4 de maio de 2012 

Em 2012, passaram a valer mudanças realizadas sobre os rendimentos da poupança. Então, os depósitos feitos antes de 4 de maio do ano em questão fazem parte do que passou a ser conhecido como poupança antiga. 

Nesse caso, o rendimento é sempre de 0,5% ao mês, mais a taxa referencial (TR). Considerando que, desde 2017, a TR permanece zerada, o rendimento anual da poupança antiga é de 6,16%. 

Depósitos após 4 de maio de 2012 

Já os depósitos realizados depois dessa data de transição fazem parte da chamada poupança nova. Nesse caso, o rendimento depende da taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia. 

Quando a Selic está acima de 8,5%, o rendimento é o mesmo da poupança antiga: 0,5% ao mês + TR. Logo, com a Selic acima desse patamar o rendimento anual é de 6,16%. 

Já quando a Selic fica igual ou abaixo de 8,5%, o rendimento é dado por 70% da Selic mais a TR. Então, quanto mais baixa for a Selic, menor será o retorno da poupança — o que não acontecia anteriormente, pois havia os 0,5% mensais fixos. 

Como saber quanto a poupança rende ao mês? 

Além de saber qual é o rendimento anual da poupança é possível conhecer quais são os ganhos mensais. Assim, há a chance de fazer uma avaliação detalhada de quanto o seu dinheiro rende, efetivamente, por mês. 

Como a Selic passa por mudanças a cada 45 dias, nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), ela também é apresentada mensalmente. Caso a taxa definida para o ano fique igual ou abaixo de 8,5%, aplica-se o fator de 70% à taxa mensal para descobrir o rendimento. 

Também é possível acompanhar as informações divulgadas pelo Banco Central, que apresenta o rendimento mensal. Para referência, esses foram os rendimentos da poupança ao longo de 2020: 

  • janeiro/2020: 0,2588%; 
  • fevereiro/2020: 0,2588%; 
  • março/2020: 0,2446%; 
  • abril/2020: 0,2162%; 
  • maio/2020: 0,2162%; 
  • junho/2020: 0,1733%; 
  • julho/2020: 0,1303%; 
  • agosto/2020: 0,1303%; 
  • setembro/2020: 0,1159%; 
  • outubro/2020: 0,1159%; 
  • novembro/2020: 0,1159%; 
  • dezembro/2020: 0,1159%. 

As variações ocorreram porque, ao longo do ano, a Selic sofreu sucessivos cortes, até chegar à mínima histórica de 2% ao ano. Em 2021, a taxa voltou a aumentar um pouco. 

Por que a poupança pode não ser o melhor investimento? 

Conhecer como é calculado o rendimento anual da poupança leva a uma questão muito importante: esse investimento da renda fixa pode não ser a melhor alternativa. Quer saber os motivos?  

Confira! 

Rentabilidade baixa 

O primeiro argumento é o fato de que o cálculo do rendimento é pouco vantajoso, em especial com a TR zerada. Em praticamente qualquer cenário é bem pequena a possibilidade de obter ganhos reais elevados ou, no mínimo, vantajosos. 

Além disso, o fato de a poupança só render no aniversário diminui parte da sua flexibilidade. A menos que você aguarde para sacar na data exata do aniversário, perderá a chance de obter o retorno. 

Perdas para a inflação 

Talvez o maior dos problemas esteja relacionado à inflação, que envolve a perda do valor do dinheiro com o passar do tempo. Na hora de avaliar o rendimento real de um investimento, é preciso descontar essa taxa. 

No caso da poupança, o retorno anual pode ser menor que a inflação em muitos cenários. Quando isso acontece, significa que não apenas o investidor não teve ganho real no patrimônio como ainda perdeu parte do valor do seu dinheiro. 

Em 2020, por exemplo, a poupança teve um rendimento negativo superior a 2%, já que a inflação alcançou 4,52% no ano. E isso pode acontecer mesmo em anos com a Selic alta. 

Um exemplo ocorreu em 2015. Naquele ano, a Selic estava em 14,65% ao ano, o que levou a poupança a render 7,94% ao ano. Contudo, a inflação foi de 10,67%, o que representou um retorno real negativo de 2%. 

O contexto ocorre porque, muitas vezes, a taxa Selic é definida para conter o avanço da inflação. Como consequência, o aumento de rendimento na poupança acaba anulado pela inflação que também está alta. 

Portanto, o investimento na poupança não apenas não é tão rentável quanto o desejado, como também pode gerar perdas devido ao impacto inflacionário. 

Onde investir seu dinheiro para render mais que a poupança? 

Já que o rendimento anual da poupança a torna pouco atraente, é preciso buscar alternativas. A boa notícia é que existem investimentos seguros que se equiparam à proteção da caderneta, mas oferecem retornos mais atraentes. 

A seguir, conheça aplicações que podem oferecer tanta segurança quanto a poupança, mas com um retorno melhor! 

Títulos do Tesouro 

Ao pensar em caminhos para sair da poupança, os títulos públicos estão entre as principais alternativas. Os títulos do Tesouro Nacional são disponibilizados pela plataforma Tesouro Direto e permitem que você empreste dinheiro ao Governo Federal. 

Em termos de rentabilidade, há três alternativas principais: 

  • Tesouro prefixado: rende de acordo com uma taxa de juros fixa, definida antes do investimento; 
  • Tesouro Selic: é o tipo pós-fixado e que rende 100% do valor da taxa Selic para o período; 
  • Tesouro IPCA+: tem rendimento atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais uma taxa fixa, sendo de modelo híbrido. 

Vale a pena destacar certos detalhes sobre eles. Todos apresentam liquidez diária, então permitem que você resgate quando desejar. 

Contudo, nos títulos prefixados e híbridos, o resgate antecipado leva à venda pelo preço de mercado, o que pode gerar perdas. No Tesouro Selic, entretanto, isso não ocorre. Assim, ele costuma ser utilizado para planos que demandam fácil acesso ao dinheiro. 

Outro ponto importante é que o Tesouro IPCA+ garante rendimento acima da inflação e pode oferecer o pagamento de juros semestrais. Sendo de longo prazo, é uma alternativa que favorece um acúmulo maior que o da poupança. 

Esses investimentos são considerados muito seguros porque o Governo é visto como um bom pagador. Portanto, é possível ter o mesmo nível de proteção que existiria com a poupança, por exemplo. 

Certificado de depósito bancário (CDB) 

Outra alternativa de renda fixa é o certificado de depósito bancário (CDB). Ele corresponde a um título emitido por uma instituição financeira, como um banco. Assim como a poupança, o objetivo é captar recursos para realizar operações — por exemplo, empréstimos para clientes. 

Em relação ao rendimento, os títulos seguem a proposta da renda fixa: prefixados, pós-fixados ou híbridos. No caso dos pós-fixados, o índice pode ser o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou outros. Nos híbridos, é comum usar o IPCA, mas outros indicadores estão disponíveis. 

Sobre a segurança, uma vantagem é que o CDB conta com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A cobertura é de R$ 250 mil por CPF e instituição, com um limite global de R$ 1 milhão que é renovado a cada 4 anos. 

Sendo assim, se a instituição bancária tiver dificuldades para fazer o pagamento, o FGC fará o ressarcimento do valor investido mais o rendimento, dentro do limite previsto. 

Não menos importante, há a questão da liquidez. Há CDBs com liquidez diária e que podem ajudar quem deseja ter a flexibilidade de fazer resgates quando desejado. Já outros apresentam liquidez somente no vencimento — sendo possível vender antes do prazo no mercado secundário. 

Letra de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) 

As letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) servem para captar recursos que financiarão projetos ligados aos respectivos setores. Podem ser alternativas para quem busca investimentos seguros melhores que a poupança, porque também contam com proteção do FGC. 

Sobre a rentabilidade, elas seguem as mesmas regras e possibilidades que são válidas para os CDBs. Como consequência, os ganhos tendem a ser maiores que aqueles que seriam obtidos com a poupança. 

Outra vantagem do investimento em LCI e LCA é que ele é isento de Imposto de Renda, como a poupança. Com isso, o retorno líquido tende a ser ainda melhor, o que favorece a escolha dessa alternativa. 

Fundos DI 

Se você estiver em busca de praticidade extra na hora de investir na renda fixa, pode recorrer aos fundos DI. Para investir nesses fundos, é preciso adquirir cotas de participação nos resultados. O dinheiro captado é movimentado por um gestor profissional, que toma as decisões. 

No caso específico de fundos DI, a maior parte dos recursos é aplicada em títulos públicos. O restante é usado em outros investimentos de renda fixa, o que permite aumentar o potencial de resultados. 

No geral, essa é uma alternativa prática e acessível, já que os investimentos são feitos por um profissional. Você poderá se expor a condições da renda fixa e aproveitar resultados melhores que os da poupança. 

Como investir além da poupança? 

Caso os investimentos melhores que a poupança façam sentido para você, é importante saber como realizar o investimento. Você deve considerar seu perfil de investidor, entre conservador, moderado ou arrojado. 

Os investimentos apresentados são considerados seguros. Assim, servem bem a todos os perfis. Além disso, existem opções mais arriscadas — e com potencial de retorno maior — na renda variável. Elas são adequadas para perfis abertos a maiores riscos. 

Além do perfil, é necessário entender quais são seus objetivos. Se o seu investimento na poupança seria para a reserva de emergência, por exemplo, o ideal é buscar um título seguro e com liquidez diária. Assim, você pode resgatar quando precisar. 

Já se a intenção for acumular patrimônio para se proteger e ter mais tranquilidade, investimentos de longo prazo podem ser atraentes. Nesse caso, é possível investir em títulos privados atrelados à inflação ou em alternativas da bolsa de valores, por exemplo. 

Independentemente da escolha nesse sentido, é preciso ter acesso a bons investimentos disponíveis. Você consegue acessá-los abrindo uma conta em uma corretora de valores de qualidade. Assim, é possível encontrar aplicações melhores que a caderneta. 

Agora que você sabe como calcular o rendimento anual da poupança, fica claro que esse investimento não é a melhor alternativa para investidores. Em vez de se prender à caderneta, é interessante aproveitar outros investimentos, que oferecem um potencial maior de rendimento. 

Está convencido a deixar a poupança no passado? Descubra como sair dela sem se arriscar!

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